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Ter, Jul

fake news

  • Uma multidão de cristãos de diversas religiões lotou a avenida Paulista, em São Paulo, na tarde desta quinta-feira (25) em apoio a Fernando Haddad para a Presidência da República. Isso comprova o que aparece nas pesquisas. Cristãos abandonam Jair Bolsonaro por sua campanha baseada em fake news (notícias falsas) e ódio e declaram voto em Haddad em favor da democracia, da liberdade religiosa, da generosidade e do amor ao próximo.

    Heber Farias, um dos articuladaores do ato, explica ao site Ponte Jornalismo que a Frente de Evangélicos sentiu a necessidade de repudiar as declarações raivosas de Bolsonaro. “A gente se assustou com isso. Nascemos em igrejas pentecostais e fomos ensinados que ser um bom evangélico, por exemplo, é ir na prisão e passar o amor de Cristo para um preso. Quando vimos nossos irmãos falando que ‘bandido bom é bandido morto’ , vimos que precisávamos fazer algo enquanto evangélicos. Esse discurso não é unânime. Existe muito evangélico que não prega o ódio, prega o amor, que é o principal tema do evangelho. Só com o diálogo e com a prática do amor podemos mudar isso”, conta Heber, que também é integrante do Coletivo ‘O amor vence o ódio’.

    Confira no vídeo abaixo:

    Portal CTB. Foto: Fenando Martins

  • As centrais sindicais estão ultimando os preparativos para as manifestações da próxima sexta-feira (22) contra a reforma da Previdência proposta por Bolsonaro, que segundo os sindicalistas aponta para o fim da aposentadoria pública e a privatização do sistema. Será um dos primeiros passos numa jornada nacional de luta que vai percorrer os próximos meses e deve culminar numa greve geral.

    Protagonista da tragédia em Suzano era fã dos Bolsonaro

    Guilherme Taucci de Monteiro, um adolescente de 17 anos autor dos disparos que resultaram na morte de 10 pessoas (incluindo o próprio e seu parceiro de 25 anos, Luiz Henrique Castro) curtiu mensagens do Clã Bolsonaro na rede social exaltando a violência. A barbárie em Suzano ocorreu quarta-feira (13), consternou o Brasil e o mundo, mas foi comemorada na internet por um fórum racista e misógeno, o Dolgolacham, frequentando pelos dois jovens suicidas, que teriam anunciado o plano macabro e pedido sugestões sobre o crime na internet.

    No ritmo da desindustrialização

    As mais recentes estatísticas do IBGE indicam que a marcha da desindustrialização no Brasil não foi interrompida. A produção industrial registrou queda de 0,8% em janeiro, o pior resultado nos últimos quatro meses. Comparativamente a janeiro do ano passado o tombo foi maior: 2,6%. O pior resultado foi o da indústria de bens de capital (-3%), o que significa recuo dos investimentos.

    Sindicalistas no Congresso Nacional

    Derrotar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019 da reforma da previdência no Congresso Nacional a partir de um amplo processo de mobilização nos estados. O objetivo foi anunciado quarta-feira (13) em Brasília durante reunião convocada pela Liderança da Minoria na Câmara dos Deputados, da qual participaram parlamentares do PCdoB, PT, PDT, Podemos, Solidariedade e dirigentes de todas as centrais sindicais e movimentos sociais.

    Um fã de Trump preside a CCJ

    A Câmara dos Deputados instalou quarta-feira (13) a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais importante da Casa em cuja pauta está a proposta de Reforma da Previdência. Será presidida por um fã do bilionário xenófobo Donald Trump, o deputado Felipe Francischini (PSL-PR).

    Lava Jato em baixa I

    Os “heróis” da Lava Jato, incluindo o ministro Sergio Bolsomoro, foram derrotados no STF na decisão sobre competência para julgar crimes de Caixa 2 e lavagem de dinheiro associados a campanhas eleitorais, que pelo entendimento majoritário da Corte cabe à Justiça Eleitoral e não mais a juízes federais como era o caso do algoz de Lula e atual ministro da Justiça.   

    Lava Jato em baixa II

    Mais humilhante para os procuradores é a novela da fundação que criaram ilegalmente para abocanhar uma pequena forturna (R$ 2,5 bilhões) resultante de um obscuro acordo selado entre Petrobras e EUA. A apropriação indébita foi interditada pela procuradora geral da República, Raquel Dodge e o STF. O ministro Gilmar Mendes afirmou que os “heróis” da Lava Jato usam métodos de “gângster” na “disputa pelo poder”.

    Quem mandou matar Marielle?

    O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, que causou grande comoção no Brasil e no exterior, completou um ano quinta-feira, 14 de março, sem resposta para a pergunta fundamental do crime brutal: quem mandou matar?

    A mentira fixou residência em Brasília  

    O governo Bolsonaro mais parece uma fábrica de Fake News (notícias falsas). E o maior dos farsantes é o próprio presidente, que postou informações deturpadas e mentirosas contra a jornalista Constança Rezende no twitter. Na quinta (14) os “bots” de Jair Bolsonaro (robôs usados na campanha para divulgar massivamente falsidades e calúnias) foram usados para difundir um texto fake atribuído ao padre Fábio de Melo com uma leitura da tragédia em Suzano favorável ao governo. O padre, com mais de 6 milhões de seguidores, pôs os pingos no i ao esclarecer que não escreveu muito menos endossa o texto.

    Adin da OAB

    A Ordem dos Advogados do Brasil ingressou no STF com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra a MP 873. Segundo o advogado Marcus Finícius Furtado Coelho, a MP assinada por Bolsonaro e Paulo Guedes "vem para impedir o funcionamento dos sindicatos, para proibir que os associados dos sindicatos possam contribuir de forma simples, obrigando-os a pagar boletos bancários e, assim, criando uma burocracia desnecessária e sem que haja qualquer critério de urgência que justifique a edição de uma medida provisória". O Ministério Público do Trabalho também já se posicionou contra a proposta governista, que por sinal é flagrantemente inconstitucional.

    Umberto Martins

  • O presidente da extrema direita gabou-se dias atrás de que seu governo repudiava a velha política e tinha acabado com o toma lá dá cá. Foi mais um Fake News. Nesta terça (7) ficou claro que o governo vai desdobrar ministérios e criar novas pastas que serão usadas para cooptar apoio de partidos políticos no Congresso Nacional. É a prática da velha política

    Após acerto com Jair Bolsonaro e os ministros Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil), o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB/PE) anunciou na manhã desta terça-feira (7) que o governo cedeu e concordou com o desmembramento do Ministério do Desenvolvimento Regional em duas pastas, Cidades e Integração.

    “Ficou decidido que o ministério do Desenvolvimento Regional vai ser desmembrado e vai ser recriado o Ministério das Cidades e o Ministério da Integração Nacional”, afirmou.

    Fisiologia

    Segundo reportagem de Danielle Brant e Daniel Carvalho, na Folha de S.Paulo, um articulador do Palácio do Planalto disse reservadamente que estas pastas serão comandadas por políticos. A filosofia política tem uma palavra apropriada para designar isto: é fisiologismo.

    As novas pastas serão usadas para cooptar apoio de partidos políticos no Congresso Nacional, na prática da velha política criticada pelo governo, agora se vê que apenas da boca para fora.

    O Executivo revela dificuldades no diálogo com o Congresso e se vê ameaçado em votações como a da reforma da Previdência e da medida provisória que define a reestruturação do governo.

    Os partidos que devem comandar as pastas ainda não foram definidos. Atualmente, apenas integrantes de DEM, MDB, Novo e PSL são ministros.

  • O presidente, para enaltecer os protestos em sua defesa no domingo (26), usou uma imagem de um ato de 2015 em que aparece uma senhora que morreu em novembro do ano passado

    Em meio à tentativa de inflar as esvaziadas manifestações em sua defesa que ocorreram neste domingo (26), o presidente Jair Bolsonaro usou uma foto de um protesto de 2015 contra a então presidenta Dilma Rousseff.

    Como se não bastasse a foto ser antiga, na imagem aparece uma senhora que morreu em novembro do ano passado.

    “Presidente, Ministros, Senadores, Deputados, Governadores, Prefeitos, Vereadores, Juízes: VEJAM A NOSSA RESPONSABILIDADE”, escreveu Bolsonaro na legenda da foto publicada em seu Instagram e Twitter

     

     

    Com informações de revistaforum.com.br

  • Diversos artistas ligados ao movimento 342 Artes cobram de Rosa Weber, presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma atitude sobre a reportagem da jornalista Patrícia Campos Mello, que denuncia o pagamento de R$ 12 milhões por empresários para o disparo de milhares de fake news (notícias falsas) pelo aplicativo Whatsapp.

    O mínimo que se espera do TSE é lisura em todo o processo. As eleições estão comprometidas pelo abuso do poder econômico e pela fraude. "Em um processo nornal, a reportagem 'Empresários bancam campanha contra o PT pelo Whatsapp' seria suficiente para impugnar a candidatura de Jair Bolsonaro que fomenta fake news pelo aplicativo para milhares de pessoas contra a candidatura de Fernando Haddad e  Manuela D'Ávila", afirma Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da  CTB. "Assim como ocorreu nos Estados Undios na eleição de Donald Trump, a difererença é que aqui a denúncia veio antes da votação do segundo turno".

    Assista os depoimentos de artistas pedindo providências do TSE 

    A ministra Rosa Weber promete um pronunciamento nesta sexta-feira (19) sobre a denúncia de abuso de poder econômico para a disseminação de mentiras pelas redes sociais. "A situação é grave e o TSE não pode ficar em cima do muro e não tomar uma decisão que garanta a democracia", diz Vãnia. "Se nada acontecer, o processo eleitoral fica comprometido aos olhos do mundo e as consequências disso para o país são as piores possíveis".

    Acompanhe a denúncia da Folha de S.Paulo 

     Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • Aproveito o debate em torno da eleição para a Presidência da Câmara dos Deputados para além de opinar sobre o tema, sugerir que nos polarizemos mais sobre a caracterização do quadro político mais geral atual e investiguemos, com afinco, as razões que nos levaram até aqui. 

    Penso que, com esse foco, seremos capazes de melhor analisar as estratégias, inclusive a das últimas eleições, e atualizarmos as nossas táticas para as mais variadas frentes de luta que atuamos, dentre elas, a parlamentar. Não deve haver desconexão dessas específicas com a linha mais geral. 

    Registro que corroboro com o apoio à candidatura do Deputado Federal Rodrigo Maia pelas inúmeras razões já fundamentadas, inclusive pelo PCdoB. Julgo que é um passo tático condicionado pela desfavorável conjuntura, mas em sintonia com as táticas sagazes, amplas e com o sentido da resistência que a nova quadra exige.

    Se as circunstâncias políticas da última eleição dessa mesma Presidência exigiram o mesmo esforço e movimento, as de hoje impõem-se como exigência. Esta centralidade advém de forças que examinam a concretude das condições políticas que ora se estabeleceram no Brasil e em particular, no Executivo e no parlamento federal. 

    São daqueles que consideram que em 2018 não tivemos apenas uma mudança na Presidência da República. Opinamos que o Brasil, através do sufrágio universal, foi tragado pelas novas condições geopolíticas, nas quais, a extrema direita ganha relevância com sua base social e representações em executivos e parlamentos, provocando um relativo isolamento do pensamento progressista em escala global. 

    Estes mesmos fatos são as novas objetividades atuais em nosso país. Uma base conservadora e reacionária do Brasil venceu as últimas eleições e quase já no primeiro turno. Essa vitória revelou que eles identificaram, compreenderam e manipularam os aspectos sociais, os valores e o desalento, em particular da classe trabalhadora e dos novos estratos que compõem a nova sociedade brasileira. Portanto, a ultradireita, em consórcio, obteve uma vitória política e ideológica, configurando-se numa derrota estratégica para o campo popular e democrático.

    Contudo, para alguns, trata-se apenas de um rodízio que faz parte da vida democrática, e que logo estaremos de volta; para outros, uma “oportunidade” de desenvolver uma política demarcatória com efeitos restritos aos seus próprios interesses propagandísticos. Como exemplo e lição, essa pregação de hoje é a repetição de posições errôneas ocorridas contra a participação da disputa presidencial no colégio eleitoral em 1985. Foi daquela correta tática pela participação - na qual o PCdoB teve também importante papel - que se garantiu uma transição interrompendo a ditadura militar e a elaboração de uma nova Constituição realizada pela Assembleia Nacional Constituinte.

    O tempo e a vida real fizeram com que as vozes contrárias de outrora elegessem atualmente essa mesma Constituição como sendo a depositária da defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos sociais. 

    A esquerda brasileira ainda não investigou adequadamente as causas de nossa derrota, não só a eleitoral, mas sobretudo, a perda de base social, até mesmo dos milhões de assalariados que foram alçados às novas condições pelo ciclo Lula-Dilma. A guerra híbrida que o país foi submetido explica o “êxito” do meio, mas o campo fértil para sua exploração advém de algumas insuficiências programáticas e táticas do nosso projeto. Penso que o campo democrático, popular e progressista deve investir mais energia nesse foco e menos em secundários que só geram mais dispersão e isolamento político.

    Afastar-se desse estudo e o não reconhecimento das dimensões de nossa derrota impedem que atualizemos as táticas que a conjuntura exige, proporcionando, sobre alguns – explícito agora na eleição à Presidência da Câmara Federal - caminhos que produzem apenas barulhos à ouvidos restritos e seletivos, menosprezando alguns postos e pressupostos necessários para desenvolvermos a guerrilha parlamentar federal. O voto do PCdoB à Presidência da Câmara busca melhor posicionar-se para melhor resistir. O sistema pactuado com a Constituição de 1988 está cotidianamente sob ataque e exige de nós ações com quem tem o compromisso de respeitá-la. 

    Em 2016 o país foi gravemente ferido com um golpe jurídico-parlamentar-midiático, criando as condições para que a ultradireita assumisse a Presidência da República em 2019. A execução desse programa implica em atacar a democracia, fragilizar a soberania nacional e subtrair direitos sociais. Esse contexto exige que disputemos menos as bolhas e falemos, convençamos e agreguemos os milhões que, anestesiados, se envolveram numa nova e perigosa farsa. 

    Portanto, saímos de uma fase de ameaça e adentramos na de sobrevivência, exigindo assim, a mais radical amplitude para o êxito de nossa resistência. O PCdoB, em particular, vítima de uma reforma eleitoral antidemocrática, guia-se nessa direção.

    Assim penso. 

    *Divanilton Pereira é vice-presidente nacional da CTB e membro do Comitê Central do PCdoB.

  • Se para Nelson Rodrigues "toda unanimidade é burra", caberia então questionar o circulo de ferro atualmente armado nos meios de comunicação para reproduzir, insistente e convergentemente, por comentaristas e porta-vozes do dinheiro, que no Brasil a Previdência social seria fiscalmente insustentável e promotor da desigualdade social. A começar pelo fato de que o país, desde a Constituição Federal de 1988, implementou outro regime de aposentadoria e pensão que não poderia ser simplificado no conceito de Previdência Social, como predominou entre os anos de 1923 e 1987.

    Naquele período passado, o então modelo de previdência social adotado em solo brasileiro era o bismarckiano, conforme concebido por Otto von Bismarck (1815-1898), responsável pela forma contributiva do Estado, trabalhadores e empresários financiar a inatividade da classe operária alemã, após longo período de trabalho realizado.

    Com a Lei Elói Chaves, de 1923, o Brasil passou a consolidar o seu sistema previdenciário a partir da criação da Caixa de Aposentadorias e Pensões (CAP) para trabalhadores de empresas ferroviárias, cujo benefício era concedido aos 35 anos de trabalho.

    Na década de 1930, em substituição às CAPs, foram implementados os Institutos de Aposentadoria e Pensão (IAP) por categoria profissional, com financiamento e gestão tripartite (empresários, trabalhadores e Estado). Na década de 1960, por força da ditadura civil-militar (1964-1985), os IAPs foram unificados no Instituto Nacional da Previdência Social (INPS) e que prevaleceu até o final dos anos de 1980, sem mais a gestão tripartite.

    Por quase todo esse período, o fundo previdenciário registrou, em suas distintas fases, arrecadação superavitária e que terminou sendo desviada, sem que houvesse o seu retorno, para o financiamento de várias políticas públicas, como habitação e infraestrutura (rodovias, pontes, usina hidrelétrica e outras).

    Pela Constituição de 1988, a Previdência Social tal como existia até então no país foi substituída profundamente pelo novo modelo de seguridade social beverigiano, cuja inspiração foi o projeto de William Beveridge (1879-1963) que incorporou nas funções do Estado britânico, a partir da década de 1940, a proteção e promoção social da população desde o nascimento à morte, por meio de um conjunto articulado de políticas públicas.

    Embora a promulgação da seguridade social no Brasil não tenha sido motivada por razões – inexistentes à época –- de insuficiência de financiamento, houve a ampliação de recursos para cobrir compromissos com a saúde, assistência social e aposentadorias e pensões, ainda que não tenha sido regulamentada na forma prevista pela Constituição.

    Diante disso, emergiu, pela via liberal-conservadora, a reação encadeada pela perspectiva de retorno ao modelo previdenciário da década de 1980, com base nos argumentos de ser insustentável fiscalmente e promover desigualdade social.

    Em termos atuais, trata-se de matéria prima para a difusão de fake news, pois dificilmente pode haver sustentabilidade fiscal quando a economia não cresce, como se verifica nos últimos cinco anos no Brasil. E isso sem destacar o crescente vazamento de recursos previdenciários provenientes da Desvinculação das Receitas da União (DRU) desde 1994, da isenção tributária de lucros e dividendos desde 1995, que retirou recursos previdenciários por conta da substituição de contrato assalariado de médios e altos rendimentos pelo de pessoa jurídica (PJ) e de várias situações de desonerações fiscais.

    Em função disso, a arrecadação para a seguridade social foi sendo comprimida, além de ter perdido base de fiscalização e receita por conta da criação da super Receita Federal, em 2005.

    Ao se pensar fora da caixinha do neoliberalismo, percebe-se que há alternativas à "deforma" previdenciária atualmente defendida. A começar pelo fato que o país poderia considerar a adoção de uma nova política demográfica, como ocorre em vários países e que permitiria reverter o sentido da taxa de fecundidade, ampliando, no médio e longo prazo, a relação entre inativos e ativos.

    Além disso, as bases de tributação estão por ser reavaliadas, caso o país volte a crescer sustentavelmente e reconsidere fontes adicionais de recursos. As perspectivas dos ganhos fiscais com a exploração do petróleo no Brasil parecem ser extremamente positivas, assim como ganhos na transição ecológica, o que poderia contribuir, em muito, para a sustentação fiscal da seguridade social.

    Sobre a desigualdade social e sua relação com o modelo de Previdência Social anterior parece indicar viés ideológico importante. Os estudos especializados a respeito da seguridade social em relação ao modelo de previdência anterior apontam, em geral, a redução drástica da pobreza entre pessoas com mais idade, invertendo a situação vigente até a década de 1980. E, concomitante com a redução da pobreza, a sequência da queda na desigualdade social.

    Por uma discussão decente sobre a seguridade social no Brasil, sem o risco de que os ideólogos do neoliberalismo coloquem tudo a perder, conforme realizado em alguns países, como o caso do Chile. Um fracasso, com enorme prejuízo aos trabalhadores.

    * Marcio Pochmann é professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), ambos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)


     

     Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • A Frente Brasil Popular, o Povo Sem Medo e o movimento Mulheres Unidas Contra Bolsonaro realizam em todo o país manifestações neste sábado (20) em defesa da democracia (leia mais aqui) e do direito de votar sem a imoralidade e avilegalidade de falsas notícias disparadas pelo WhatasApp ao custo de milhões de reais (saiba mais aqui).

    No Rio de Janeiro a manifestação começa às 15h na Cinelândia “Pelos direitos, pela democracia e pela vida das mulheres”. “Estamos presenciando a maior fraude eleitoral da história do país e o Judiciário não faz nada”, afirma Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ.

    “A nossa resposta deve ser nas ruas para barrar o avanço do autoritarismo, da retirada de direitos e da violência”, complementa. A partir das 16h30 começa uma caminhada até o bairro da Lapa encerrando a manifestação com o vira voto.

    Para Kátia, a “acusação de caixa 2 contra Bolsonaro deixa todo o processo eleitoral comprometido porque as fake news não foram combatidas, assim como a mídia convencional deu mais espaço para o candidato da extrema direita e o Judiciário ficou feito a Carolina do Chico Buarque, que não viu nada”.

    Ouça Carolina (1968), de Chico Buarque 

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB