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Ter, Jun

Flávio Bolsonaro

  • Ao assistir um vídeo veiculado por Jair Bolsonaro nas redes sociais, em que um pastor evangélico congolês diz que ele é o ungido do Senhor, a deputada estadual Janaína Paschoal passou a duvidar da sanidade mental do capitão reformado.

    “E esse vídeo maluco de Messias? O que ele quer com isso?” Eu peço que vocês assistam e respondam: ‘O senhor, um presidente da República, na plenitude de suas faculdades mentais, publicaria um vídeo desses?’”, indagou a parlamentar, que é do mesmo partido de Bolsonaro (PSL) e obteve mais de 2 milhões de votos no último pleito. Janaína deu sinas de que deve abandonar a legenda.

     Criminalização da política

    Nesta segunda-feira, o líder da extrema direita voltou à cena. Em evento realizado na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), justificou as dificuldades que tem encontrado para governar com ataques à “classe política” brasileira. Mais um exercício de hipocrisia, visto que foi deputado federal por 28 anos, integrando o baixo clero.

    “O Brasil é um país maravilhoso, que tem tudo para dar certo. Mas o grande problema é nossa classe política”, afirmou, endossando o conteúdo do texto tresloucado que compartilhou na última semana em que um especulador seu correligionário fala sobre supostas “pressões” externas que vêm abalando seu governo.

    “Cada vez que eu toco o dedo em uma ferida, um exército de pessoas influentes vira contra mim, buscam de todas as maneiras me desacreditar”, completou. Ele procura posar de vítima, ciente de que foi eleito por efeito de uma malfadada facada, que usou como pretexto para calar a boca durante a campanha eleitoral, o que reduziu consideravelmente o número de bobagens que vociferou na ocasião e foi fundamental para sua vitória.

    Demagogia barata

    Com este discurso ladino, ele procura tirar proveito da criminalização da política promovida ruidosamente pela mídia burguesa ao longo dos últimos anos com o propósito de deslegitimar Lula e o PT e abrir caminho para o golpe de 2016 travestido de impeachment. Mas Bolsonaro é um político da velha guarda, e dos piores, diplomado pela vida em demagogia, falsas promessas e mentiras. Além disto, tem notórias ligações com a milícia.

    A declaração de Bolsonaro vem às vésperas das manifestações convocadas por parte da direita para o dia 26 em defesa do atual governo. A ideia da mobilização, organizada pelo núcleo ligado ao governo que atua nas redes sociais, é mostrar que o presidente, supostamente, tem “força”, e expor apoio a pautas defendidas por Bolsonaro como a reforma da Previdência.

    Entre os que convocam as manifestações estão golpistas que pregam a ruptura democrática através do fechamento de instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso, maior representante da “classe política” criticada pelo capitão da reserva.

    O risco, que não é pequeno, é que as ruas estejam vazias no dia 26, conforme vaticinou Janaína Paschoal: "Dia 26, se as ruas estiverem vazias, Bolsonaro perceberá que terá que parar de fazer drama para trabalhar", disse depois de afirmar que quem está colocando Bolsonaro em risco não é a oposição, “é ele, os filhos dele e alguns assessores que o cercam. Acordem!”

  • Por Fernando Brito*

    Amanhã, completam-se dois meses que vieram à tona as movimentações financeiras milionárias na conta de Fabrício Queiroz, amigo de família, assessor, motorista e recrutador de funcionários de Flávio Bolsonaro.

    Sacados deste tempo os 15 dias em que Luís Fux protegeu o “garoto” de investigações, ficam 45 dias de absolutamente nada em matéria de investigações e de interrogatório dos envolvidos na movimentação de R$ 7 milhões. Flávio foi convidado a falar pelo MP e ignorou. Fabrício, idem, quatro vezes, com direito a dancinha nas redes sociais.

    Tudo o que apareceu veio dos relatórios do Coaf e do trabalho de investigação da imprensa.

    A novidade do caso, agora, é sua entrega a um promotor – Cláudio Calo – que segue e replica, nas redes sociais, as postagens de Carlos Bolsonaro, irmão de seu investigado.

    Lauro Jardim, que vinha sendo o canal das informações veiculadas sobre o caso, publica, não por acaso, em sua coluna:

    "Em sua conta no Twitter, Calo retuíta o Carlos Bolsonaro num post em que o 02 crítica a imprensa e defende o pai, mostra-se afinado com a ordem bolsonarista e reproduz entrevistas com Flávio Bolsonaro".

    Não é possível que tenha passado despercebida ao Ministério Público o “acaso” de ter posto nas mãos de alguém politicamente engajado nas redes bolsonaristas a investigação que envolve o próprio clã Bolsonaro.

    Impossível que não se venha a achar que foi deliberado e o promotor perca credibilidade.

    Não creio que se consiga, com tanta pressão da imprensa, abafar o caso Flávio-Fabrício.

    Mas isso não quer dizer que não se consiga: afinal, o caso Marielle Franco está aí para lembrar que a lei não é para todos, mas a impunidade é para alguns.

    Atualização às 12h: O conflito era tão óbvio que vem a informação, também por Lauro Jardim, que Calo deverá deixar o caso. Menos mal, mas um vexame para o MP.

    *Jornalista, editor do Blog Tijolaço

  • Por Fernando Brito*

    Amanhã, completam-se dois meses que vieram à tona as movimentações financeiras milionárias na conta de Fabrício Queiroz, amigo de família, assessor, motorista e recrutador de funcionários de Flávio Bolsonaro.

    Sacados deste tempo os 15 dias em que Luís Fux protegeu o “garoto” de investigações, ficam 45 dias de absolutamente nada em matéria de investigações e de interrogatório dos envolvidos na movimentação de R$ 7 milhões. Flávio foi convidado a falar pelo MP e ignorou. Fabrício, idem, quatro vezes, com direito a dancinha nas redes sociais.

    Tudo o que apareceu veio dos relatórios do Coaf e do trabalho de investigação da imprensa.

    A novidade do caso, agora, é sua entrega a um promotor – Cláudio Calo – que segue e replica, nas redes sociais, as postagens de Carlos Bolsonaro, irmão de seu investigado.

    Lauro Jardim, que vinha sendo o canal das informações veiculadas sobre o caso, publica, não por acaso, em sua coluna:

    "Em sua conta no Twitter, Calo retuíta o Carlos Bolsonaro num post em que o 02 crítica a imprensa e defende o pai, mostra-se afinado com a ordem bolsonarista e reproduz entrevistas com Flávio Bolsonaro".

    Não é possível que tenha passado despercebida ao Ministério Público o “acaso” de ter posto nas mãos de alguém politicamente engajado nas redes bolsonaristas a investigação que envolve o próprio clã Bolsonaro.

    Impossível que não se venha a achar que foi deliberado e o promotor perca credibilidade.

    Não creio que se consiga, com tanta pressão da imprensa, abafar o caso Flávio-Fabrício.

    Mas isso não quer dizer que não se consiga: afinal, o caso Marielle Franco está aí para lembrar que a lei não é para todos, mas a impunidade é para alguns.

    Atualização às 12h: O conflito era tão óbvio que vem a informação, também por Lauro Jardim, que Calo deverá deixar o caso. Menos mal, mas um vexame para o MP.

    *Jornalista, editor do Blog Tijolaço

  • O filho de Jair Bolsonaro, Eduardo conseguiu essa façanha. Para conferir basta digitar 432% no Google e ver que o patrimônio do deputado federal, candidato à reeleição, cresceu essa cifra em quatro anos.Esse índice exorbitante está nas declarações de bens dele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Em 2014, quando se elegeu pela primeira vez, o parlamentar tinha declarado à Justiça Eleitoral R$ 205 mil em bens. Este ano, o candidato declarou um patrimônio de R$ 1,395 milhão – um aumento de 432%.

    Por isso, a frase “digite no Google 432%” se espalha pelas redes sociais desde a segunda-feira (1º). Infelizmente não se trata de nenhuma proposta sobre aumento de salários. Mas você conseguiria imaginar um ganho desse porte?

    Quantos anos, as trabalhadoras e trabalhadores precisariam trabalhar para conseguir um aumento desses? Incalculável. Mesmo porque, enquanto o general da reserva Hamilton Mourão quer acabar com 13º salário, a família de Bolsonaro enriquece na política.

    O super enriquecimento, não se restringe a Eduardo. Desde 2006, Jair Bolsonaro aumentou sua riqueza em 168% e o deputado estadual Flávio Bolsonaro aumentou em 55%, em oito anos.

    As declarações de bens de todos os candidatos nas eleições de 2018 podem ser conferidas na íntegra no site do TSE.

    Portal CTB

  • “Uma burrice ao cubo” afirmou o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, em entrevista à revista Crusoé, sobre caso que envolve a família Bolsonaro em um esquema de movimentação de R$1,2 milhão que era realizado por um ex-assessor do deputado estadual Flávio Bolsonaro.

    Mourão destacou ainda tratar-se de uso de “laranjas” que recebiam e devolviam parte dos seus salários seria uma “burrice ao cubo”.

    O general ainda explica que haveria caminhos para fazer a transferência do dinheiro: “Pô, por que o cara não entregava dinheiro em espécie? Quando há ilicitude, o dinheiro é entregue em espécie. A partir do momento que você coloca conta bancária, você está passando recibo, né?”.

    Portal CTB - Com informações das agências