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Sex, Abr

Flávio Bolsonaro

  • Caso Flávio-Fabrício: dois meses e ninguém teve de explicar nada

    Por Fernando Brito*

    Amanhã, completam-se dois meses que vieram à tona as movimentações financeiras milionárias na conta de Fabrício Queiroz, amigo de família, assessor, motorista e recrutador de funcionários de Flávio Bolsonaro.

    Sacados deste tempo os 15 dias em que Luís Fux protegeu o “garoto” de investigações, ficam 45 dias de absolutamente nada em matéria de investigações e de interrogatório dos envolvidos na movimentação de R$ 7 milhões. Flávio foi convidado a falar pelo MP e ignorou. Fabrício, idem, quatro vezes, com direito a dancinha nas redes sociais.

    Tudo o que apareceu veio dos relatórios do Coaf e do trabalho de investigação da imprensa.

    A novidade do caso, agora, é sua entrega a um promotor – Cláudio Calo – que segue e replica, nas redes sociais, as postagens de Carlos Bolsonaro, irmão de seu investigado.

    Lauro Jardim, que vinha sendo o canal das informações veiculadas sobre o caso, publica, não por acaso, em sua coluna:

    "Em sua conta no Twitter, Calo retuíta o Carlos Bolsonaro num post em que o 02 crítica a imprensa e defende o pai, mostra-se afinado com a ordem bolsonarista e reproduz entrevistas com Flávio Bolsonaro".

    Não é possível que tenha passado despercebida ao Ministério Público o “acaso” de ter posto nas mãos de alguém politicamente engajado nas redes bolsonaristas a investigação que envolve o próprio clã Bolsonaro.

    Impossível que não se venha a achar que foi deliberado e o promotor perca credibilidade.

    Não creio que se consiga, com tanta pressão da imprensa, abafar o caso Flávio-Fabrício.

    Mas isso não quer dizer que não se consiga: afinal, o caso Marielle Franco está aí para lembrar que a lei não é para todos, mas a impunidade é para alguns.

    Atualização às 12h: O conflito era tão óbvio que vem a informação, também por Lauro Jardim, que Calo deverá deixar o caso. Menos mal, mas um vexame para o MP.

    *Jornalista, editor do Blog Tijolaço

  • Caso Flávio-Fabrício: dois meses e ninguém teve de explicar nada

    Por Fernando Brito*

    Amanhã, completam-se dois meses que vieram à tona as movimentações financeiras milionárias na conta de Fabrício Queiroz, amigo de família, assessor, motorista e recrutador de funcionários de Flávio Bolsonaro.

    Sacados deste tempo os 15 dias em que Luís Fux protegeu o “garoto” de investigações, ficam 45 dias de absolutamente nada em matéria de investigações e de interrogatório dos envolvidos na movimentação de R$ 7 milhões. Flávio foi convidado a falar pelo MP e ignorou. Fabrício, idem, quatro vezes, com direito a dancinha nas redes sociais.

    Tudo o que apareceu veio dos relatórios do Coaf e do trabalho de investigação da imprensa.

    A novidade do caso, agora, é sua entrega a um promotor – Cláudio Calo – que segue e replica, nas redes sociais, as postagens de Carlos Bolsonaro, irmão de seu investigado.

    Lauro Jardim, que vinha sendo o canal das informações veiculadas sobre o caso, publica, não por acaso, em sua coluna:

    "Em sua conta no Twitter, Calo retuíta o Carlos Bolsonaro num post em que o 02 crítica a imprensa e defende o pai, mostra-se afinado com a ordem bolsonarista e reproduz entrevistas com Flávio Bolsonaro".

    Não é possível que tenha passado despercebida ao Ministério Público o “acaso” de ter posto nas mãos de alguém politicamente engajado nas redes bolsonaristas a investigação que envolve o próprio clã Bolsonaro.

    Impossível que não se venha a achar que foi deliberado e o promotor perca credibilidade.

    Não creio que se consiga, com tanta pressão da imprensa, abafar o caso Flávio-Fabrício.

    Mas isso não quer dizer que não se consiga: afinal, o caso Marielle Franco está aí para lembrar que a lei não é para todos, mas a impunidade é para alguns.

    Atualização às 12h: O conflito era tão óbvio que vem a informação, também por Lauro Jardim, que Calo deverá deixar o caso. Menos mal, mas um vexame para o MP.

    *Jornalista, editor do Blog Tijolaço

  • Dá para imaginar aumento de patrimônio de 432%, em quatro anos?

    O filho de Jair Bolsonaro, Eduardo conseguiu essa façanha. Para conferir basta digitar 432% no Google e ver que o patrimônio do deputado federal, candidato à reeleição, cresceu essa cifra em quatro anos.Esse índice exorbitante está nas declarações de bens dele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Em 2014, quando se elegeu pela primeira vez, o parlamentar tinha declarado à Justiça Eleitoral R$ 205 mil em bens. Este ano, o candidato declarou um patrimônio de R$ 1,395 milhão – um aumento de 432%.

    Por isso, a frase “digite no Google 432%” se espalha pelas redes sociais desde a segunda-feira (1º). Infelizmente não se trata de nenhuma proposta sobre aumento de salários. Mas você conseguiria imaginar um ganho desse porte?

    Quantos anos, as trabalhadoras e trabalhadores precisariam trabalhar para conseguir um aumento desses? Incalculável. Mesmo porque, enquanto o general da reserva Hamilton Mourão quer acabar com 13º salário, a família de Bolsonaro enriquece na política.

    O super enriquecimento, não se restringe a Eduardo. Desde 2006, Jair Bolsonaro aumentou sua riqueza em 168% e o deputado estadual Flávio Bolsonaro aumentou em 55%, em oito anos.

    As declarações de bens de todos os candidatos nas eleições de 2018 podem ser conferidas na íntegra no site do TSE.

    Portal CTB

  • Mourão sobre esquema de Bolsonaro: foi “uma burrice ao cubo”

    “Uma burrice ao cubo” afirmou o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, em entrevista à revista Crusoé, sobre caso que envolve a família Bolsonaro em um esquema de movimentação de R$1,2 milhão que era realizado por um ex-assessor do deputado estadual Flávio Bolsonaro.

    Mourão destacou ainda tratar-se de uso de “laranjas” que recebiam e devolviam parte dos seus salários seria uma “burrice ao cubo”.

    O general ainda explica que haveria caminhos para fazer a transferência do dinheiro: “Pô, por que o cara não entregava dinheiro em espécie? Quando há ilicitude, o dinheiro é entregue em espécie. A partir do momento que você coloca conta bancária, você está passando recibo, né?”.

    Portal CTB - Com informações das agências