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Qui, Abr

Fora Temer

  • "Se o jogo fosse limpo, ela já ganhava", diz Chico Buarque sobre julgamento de Dilma

    Convidado pela presidenta Dilma Rousseff a assistir ao seu julgamento no Senado, o cantor, compositor e escritor Chico Buarque falou brevemente ao Mídia Ninja ao deixar a Casa, em um dos intervalos da sessão. Ele abordou a dificuldade em se reverter os votos de senadores, já comprometidos com o golpe.

    "O jogo é complicado, se o jogo fosse limpo, ela já ganhava, né?", disse Chico Buarque, após elogiar a postura serena e firme da presidenta em suas respostas durante o julgamento.

    O artista tem participado dos protestos contra o golpe no Rio. Recentemente, ele foi ao Ocupa Minc RJ (veja aqui), no antigo Canecão, e cantou - atendendo pedidos da plateia - a sua canção de protesto "Apesar de Você" e deu o pontapé inicial em uma bola de futebol pelo "Fora Temer".

    Ele acompanhou todo o depoimento da presidenta Dilma na parte da manhã e depois almoçou com ela e com o ex-presidente Lula.

    Assista à breve entrevista ao Mídia Ninja

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • "Uma das primeiras vítimas do golpe é a liberdade de expressão", diz coordenadora do FNDC

    O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) comemorou 25 anos de atuação durante o Ato Político em Defesa da Democracia nas Comunicações e no Brasil, ocorrido na tarde desta terça-feira (18), no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. O evento reuniu as entidades que compõem o FNDC, entre elas, a CTB, parlamentares e militantes históricos da luta pela democratização da comunicação e construção do FNDC. 

    Na ocasião foram debatidos os desafios do colegiado frente ao atual cenário político e lançada a campanha “Calar Jamais” para combater violações à liberdade de expressão no Brasil. Segundo a coordenadora geral do Fórum, Renata Mielli, trata-se de uma plataforma virtual para receber denúncias de atentados à liberdade de expressão que ocorrem em todo o país, dando maior visibilidade ao problema.

     

     

    Um grupo de especialistas de organizações que trabalham com o tema vai analisar os casos recebidos e, confirmada a violação, as informações serão divulgadas. A campanha se compromete a enviar as denúncias para todas as autoridades competentes, dentro e fora do Brasil, dando ampla divulgação aos casos.

    "Uma das primeiras vítimas de um golpe é a liberdade de expressão, porque governos autoritários que não tiveram o escrutínio das urnas, que não são fruto da vontade popular, eles precisam calar as vozes dissonantes. Não é possível aplicar um programa de regressão social, como esse que está em curso no país hoje, com a retirada de direitos trabalhistas, com a “PEC da Morte” [PEC 241] que acaba com o Sistema Único de Saúde (SUS), que acaba com recursos para a nossa educação, que congela os investimentos da União por 20 anos - uma vida inteira - não é possível que um governo possa aplicar medidas tão regressivas sem violar a liberdade de expressão", destacou Mielli.

    Ela afirma que o objetivo da campanha “é mostrar para as pessoas que existem muitas violações e que todos os dias nós estamos sendo vítimas. É ao mesmo tempo denunciar e receber as denúncias para tentar restabelecer algum aspecto que diga que nós ainda temos uma comunicação pública no país". 

    AGILSON

    Gilson Reis falou em nome da CTB

    Gilson Reis, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) e vereador em Belo Horizonte (MG), falou em nome da CTB no evento.

    “Nesse momento histórico dos 25 anos do FNDC, uma marca já registada pelo balanço histórico de atividades dessa importante articulação política, temos clareza e convicção de que o golpe dado contra o povo brasileiro, o Estado brasileiro e a democracia brasileira teve, e tem como um dos articuladores e principais pontos de apoio, os meios monopolizadores de comunicação do Brasil, que mantém ainda, de forma exagerada, o controle sobre a comunicação em nosso país. Vivemos um período de recessão, um período de golpe - isso está claro para todos nós. Vamos utilizar a comunicação como instrumento decisivo da luta cotidiana para enfrentarmos, de forma frontal, os golpistas no Brasil. O movimento sindical tem estrutura, condições, possibilidade de executar esta luta de guerrilha contra grandes empresas de comunicação. A CTB tem essa posição de construir entre nossas entidades - sindicatos, confederações - instrumentos cada vez maiores para combater esse dilema da democracia brasileira", declarou. 

    De Brasília, Ruth de Souza – Portal CTB

  • “Os senadores vão jogar a biografia no lixo e aprovar o impeachment?”, pergunta jurista

    Tribunal Internacional pela Democracia no Brasil condena golpe de Estado no país

    A jurista e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Carol Proner fala sobre a sentença do Tribunal Internacional pela Democracia no Brasil, condenando o golpe de Estado ocorrido no país com o afastamento da presidenta Dilma Rousseff.

    “Além de servir como denúncia e conscientização das pessoas, a decisão desses renomados juristas de diversos países tem uma função didática, já que está mais do que comprovado não haver nenhum motivo para o impedimento da presidenta”, diz.

    Organizado pela Frente Brasil Popular e pela Via Campesina Internacional, o Tribunal Internacional ocorreu no Rio de Janeiro durante a terça-feira (19) e a quarta-feira (20) e contou com a presença de juristas provenientes de diversos países, como Itália, México, França, Espanha e Costa Rica, todos especializados em direitos humanos e defensores da liberdade. A condenação ao golpe foi unânime.

    “Isso já mostra que toda essa história de ‘pedaladas fiscais’, não passou de desculpa para a efetivação desse golpe parlamentar”, afirma Proner. Mas, fala, “todo o mundo já sabe que a presidenta não cometeu crime para perder o seu mandato legítimo”.

    A decisão do Tribunal Internacional pela Democracia, de acordo com Proner, "é um contraponto às argumentações sem sentido da jurista Janaína Paschoal e servirá para levar ainda mais adiante a denúncia do golpe a instâncias internacionais".

    A condenação do Tribunal Internacional diz que o impedimento da presidenta “viola a Constituição brasileira, a Convenção Americana de Direitos Humanos e o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, constituindo um verdadeiro golpe de Estado”.

    carol proner

    Carol Proner diz que o Tribunal Internacional é um contraponto aos argumentos de Janaína Paschoal

    Para o bispo mexicano Raul Veras, candidato ao Prêmio Nobel da Paz, em 2012, o processo de impeachment à mandatária brasileira “não se trata de algo isolado, é algo articulado, muito bem pensado e apoiado por um poder que parece ter seus tentáculos nos cinco continentes e visa interromper um projeto político”.

    A professora da Universidade Carlos III em Madri (Espanha) Maria José Farinas Dulce, acredita que estamos sofrendo “uma contrarrevolução neoliberal e conservadora, que rompe as bases sociais e integradoras. Estamos em regressão democrática, em regressão constitucional, portanto, estamos em luta”.

    “O que está acontecendo aqui é uma conspiração contra a democracia”, afirma Azedeh Shahshahani, jurista iraniana-norte-americana. “Aqueles que estão falando contra Dilma Rousseff são acusados de corrupção e devem ser punidos por isso. Se um presidente pode continuar ou não a presidir, não deveria depender de ter a maioria no Congresso. Esse processo está baseado em algo que só pode ser definido como: capitalista, misógino e fascista”.

    Proner também ressalta o caráter misógino e machista da elite brasileira, que “vestiu a camisa da seleção brasileira e foi para a rua pedir o impeachment e agora esse silêncio, quase constrangedor, diante de todas as comprovações de que não há crime de responsabilidade da presidenta”.

    A professora de Direito da UFRJ lembra que a perícia do Senado não encontrou sinal de crime da presidenta e recentemente o Ministério Público Federal a inocentou das acusações sobre o que a mídia chama de “pedaladas fiscais”.

    Então fica claro, para ela, “ninguém mais tem dúvida de que esse processo de impeachment visa atacar as políticas de combate às desigualdades e a democracia”. Por isso, ela pergunta: “os senadores vão jogar a biografia no lixo e aprovar o impeachment?”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • #ForaTemer atinge primeiro lugar no Twitter brasileiro

    O Twitter brasileiro se inflamou nesta terça-feira (27) com o recebimento da denúncia criminal contra Michel Temer na Comissão da Constituição e Justiça do Senado. Sob a hashtag #ForaTemer, dezenas de milhares de pessoas pediram a saída imediata do golpista e #DiretasJá.

    O termo chegou ao 2º lugar nos Trending Topics mundial por volta das 16 horas, liderado pelos usuários brasileiros. Além da peça de acusação da Procuradoria-Geral da República, muitos citaram o discurso arrogante de Temer no início da tarde, em que ele diz que “nada o destruirá” e chama o governo russo de “soviético”.

    Entre as lideranças que se manifestaram, estavam os presidentes Lula e Dilma, que chamaram a atenção para o fato de Temer ser o primeiro presidente da história do Brasil a ser acusado de um crime comum enquanto está no poder. A presidenta Dilma foi além, com uma série de tweets que evidenciam a forma desonesta pela qual Temer chegou ao Planalto:

    dilma tweets golpe

    Já o ex-presidente Lula aproveitou o momento inflamado para pedir a renúncia de Temer. Para o líder petista, a situação política só se resolverá com a convocação de novas eleições. Ele usou seu perfil no Facebook para mandar a mensagem:

    Portal CTB

  • #GrevePorDireitos sacode a manhã do Rio de Janeiro

    O Rio de Janeiro amanheceu em lutas nessa manhã do dia 30. O Dia Nacional de Lutas e Paralisações contra as Reformas da Previdência e Trabalhista agitou as ruas do norte ao sul fluminense, num grande levante da classe trabalhadora que pedia o fim das reformas, o Fora Temer e a realizações de eleições diretas para presidente.

    “Nesse dia 30 de junho os trabalhadores e as trabalhadoras foram à luta contra Temer, por nenhum direito a menos e por diretas já. No Rio de Janeiro a CTB assumiu com muita garra e protagonismo seu papel nessa jornada de lutas. Desde as primeiras horas da manhã desse dia os cetebistas de vários municípios do Estado foram para as ruas, pararam fábricas, empresas, bancos e fizeram enormes trancaços demonstrando toda nossa garra e revolta contra essa onda golpista que tomou conta do nosso país. Que esse governo ilegítimo está podre todos nós sabemos. Mais de 90%de rejeição. Precisamos transformar essa rejeição em luta. Transformar esse repúdio numa grande ofensiva das massas nas ruas”, afirmou o presidente da CTB-RJ, Paulo Sérgio Farias

    macae greve geral ctb rj 30 06 2017Greve geral paralisa as atividades em Macaé, no Rio de Janeiro

    Desde as 2h30 da madrugada, mobilizações já eram registradas em diversos pontos do estado. Os metalúrgicos do Sindicato dos Metalúrgico de Angra dos Reis, liderados pelo Diretor de Formação e Cultura da CTB-RJ, Thiago Rios, fecharam a Avenida Rio-Santos na altura da entrada de Angra dos Reis dando um grande nó na cidade. Em Campos também houve fechamento de estadas exigindo o Fora Temer e Eleições Diretas Já.

    Ainda na madrugada, às 4h os dirigentes do Sintect-RJ bloquearam as entradas do Complexo de Benfica, garantindo a paralisação dos trabalhos na maior unidade dos Correios da cidade. Na pauta, além do combate às reformas do governo golpista, a luta contra a privatização dos Correios e a exigência de Diretas Já para presidente.

    Às 5h da manhã, em atividade unitária do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro e do Sintsama, Ceadaenos e Metalúrgicos fecharam por horas a Avenida Brasil contra o governo golpista de Michel Temer, contra os ataques de Pezão à classe trabalhadora e contra a privatização da Cedae. Em outro ponto da cidade, na Linha Vermelha, manifestantes também fecharam o trânsito mas foram duramente reprimidos pelo batalhão de choque. Atos também foram registrados nos dois aeroportos da cidade.

    Em Niterói, desde cedo, foi fechado quase que na totalidade o acesso às Barcas, o Terminal Rodoviário ficou vazio e a avenida do Contorno foi completamente bloqueada. Os manifestantes seguiram em ato pela Rua da Conceição, passando pela Câmara de Vereadores e seguindo até o Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP). O acesso à Ponte Rio-Niterói também ficou fechado por um trancaço realizado pro estudantes e sindicalistas.

    No começo da manhã, dirigentes da CTB, dos Portuários e de sindicatos Filiados começaram um trancaço na altura da Rodoviária Novo Rio que seguiu em ato até a descida da Ponte Rio-Niterói. Trabalhadores da Educação garantiram o fechamento de escolas. Os servidores da saúde, militantes classistas do núcleo da CTB no Sindsprev, também pararam suas atividades e foram às ruas conta as reformas do governo golpista. Os bancários garantiram o fechamento de todas as agências do centro da cidade do Rio de Janeiro.

    campos ctb rj greve geral 30 06 2017

    Campos (RJ) amanheceu parada neste dia de lutas contra as reformas previdenciária e trabalhista e por Diretas Já

    “Nossa mobilização hoje foi muito grande. Conseguimos fechar todas as agências bancarias e estamos conversando com a população sobre a necessidade de se enfrentar as reformas e derrubar esse governo golpista. Mais tarde, às 15 horas, estaremos com o Comitê das Mulheres pelas Diretas Já construindo um grande ato na Candelária para fechar com chave de ouro esse grande dia de greves, lutas e mobilizações”, afirmou Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ e dirigente do Sindicato dos Bancários. 

    Em Macaé, as bases do Sindiguarda, entidade filiada à CTB, cruzaram os braços e fizeram atos nas principais vias da cidade protestando contra as reformas da previdência e trabalhista.

    Às 16 horas está marcado o encontro de todas as mobilizações do estado para um grande ato contra as reformas da previdência e trabalhista, contra os ataques do governo Pezão contra a classe trabalhadora e os servidores do estado, pelo Fora Temer e exigindo a realização de eleições diretas já!

    José Roberto Medeiros - CTB-RJ

  • 100 mil brasileiros foram às ruas pelas “Diretas Já”, e a PM tentou calá-los na maior baixaria

    Este foi um domingo (4) como poucos para a jovem democracia brasileira - da última vez que centenas de milhares saíram para gritar “Diretas Já!” pelas ruas de São Paulo, estavam também vivendo um regime de exceção, e igualmente temiam as agressões dos militares. Os 100 mil que caminharam entre a Av. Paulista e o Largo da Batata em 2016, no entanto, protestaram contra Temer a plenos pulmões, e exigiram uma nova eleição presidencial. Se impuseram diante de um governo que desconhece o conceito de cidadania.

    A dupla Temer-Alckmin havia “proibido” o protesto na quinta-feira (1), é bom lembrar. Temer chegou ao ponto de autorizar o uso das Forças Armadas contra quem ousasse chamá-lo de “golpista”, e Alckmin disponibilizou sua Tropa de Choque para garantir o silêncio. Em resposta, foram sumariamente ignorados pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que continuaram a organização do evento. Coube ao prefeito Fernando Haddad procurar o secretário de Segurança Pública do estado, Mágino Barbosa Filho, para lembrá-lo que um governo não tem o poder de proibir uma manifestação.

    O ato deste domingo em nada lembrou os cinco anteriores, que aconteceram em todos os dias da semana e foram classificados de “grupos pequenos de não mais que 40 a 100 vândalos” pelo presidente Temer. A começar porque as 100 mil pessoas presentes dizimaram aquela avaliação torpe, tanto em números, quanto em comportamento. Não houve qualquer tentativa de vandalização ou enfrentamento por parte dos manifestantes. A presença de famílias inteiras, com crianças de colo, idosos e até cachorros, deu um tom otimista ao evento.

    Entre as lideranças políticas, compareceram figuras como Eduardo Suplicy (ex-senador), Ivan Valente (deputado federal), Luiza Erundina (deputada federal), Alexandre Padilha (ex-ministro da Saúde de Dilma), Lindbergh Farias (senador pelo RJ), Guilherme Boulos (coordenador do MTST) e Adilson Araújo (presidente da CTB).

    “O ‘Fora Golpista’ passou a ser uma questão de sobrevivência. A classe trabalhadora, que luta por direitos sociais, precisa cumprir o seu papel nessa fase importante da luta política nacional”, explicou Araújo, em vídeo ao vivo (abaixo). “Vai ser muito importante levantar essa bandeira para fazer prevalecer as conquistas da classe trabalhadora. Nenhum direito a menos! Vamos juntos nessa luta, nessa caminhada!”, concluiu.

    Alcance nacional

    Muitas outras cidades aderiram aos protestos contra o golpe. Em Curitiba (PR), o quinto dia de luta levou 7 mil a gritarem o “Fora Temer” e pedir novas eleições, marcando uma contagem crescente de participantes. Ali, quem se destacou foi o movimento feminista, que conduziu a manifestação do início ao fim.

    Salvador (BA) também marcou um comparecimento relevante, com cerca de 5 mil pessoas, que andaram entre o Campo Grande e o Farol da Barra. A deputada federal Alice Portugal, candidata a prefeita da cidade pelo PCdoB, também participou do ato, e fez coro aos que lembravam dos 92% de desaprovação que Temer sofre entre os soteropolitanos.

    Já o Rio de Janeiro aproveitou o clima de resistência propício do Ocupa MinC para realizar uma caminhada até o Canecão, onde artistas resistem há mais de 100 dias contra Michel Temer. A marcha começou no início da tarde, perto das 13h, em frente ao Copacabana Palace, com cerca de 5 mil pessoas. A deputada federal e candidata à prefeitura Jandira Feghali foi uma das lideranças do ato, e fez um discurso enfatizando a necessidade de novas eleições diretas: “Neste momento, a única coisa que pode salvar o processo democrático é convocar uma eleição para a presidência da República", disse. Ela estava acompanhada por Marcelo Freixo, também candidato à prefeitura - um gesto de pluripartidarismo que não passou despercebido.

    Florianópolis teve participação também, mas na sexta-feira. 48 horas antes, mais de 13 mil pessoas atravessaram a cidade para gritar contra o golpe de Estado e exigir eleições.

    diretas ja 2016 florianopolis rio salvadorDa esquerda para a direita: Florianópolis, Rio de Janeiro, Salvador (Fotos: NINJA)

    Fora do Brasil, Paris e Nova Iorque tiveram concentrações relevantes, e Barcelona aproveitou o seu Dia do Brasil para denunciar a crise política. Em Nova Delhi, na Índia, o mesmo aconteceu durante o Brics Film Festival.

    Violência gratuita e baixaria da PM

    Infelizmente, a noite teve uma conclusão desagradável para quem chegou ao Largo da Batata, em São Paulo. Foram mais de 5 km de caminhada para chegar ali, por volta das 20h45. Apesar de terem sido provocados diversas vezes pela PM ao longo do trajeto, não houve um episódio sequer de violência entre os paulistanos. Os policiais chegaram a atravessar com o batalhão armado bem no meio da manifestação, e depois apagaram as luzes no túnel da Rebouças. Tudo o que conseguiram foi ouvir palavras de ordem ainda mais vibrantes. Já no Largo, os líderes das Frentes fizeram seus discursos de encerramento e pediram uma dispersão pacífica.

    Mas paz não era o que a PM queria, e o que seguiu foi um espetáculo de repressão arbitrária por parte da Tropa de Choque.

    Em poucos minutos, os tanques do Choque ocuparam o Largo e começaram a disparar canhões de água aleatoriamente. Os soldados primeiro fecharam o metrô Faria Lima para os manifestantes, e em seguida começaram a atirar balas de borracha e bombas de gás em todas as direções, causando pânico. Os ataques de gás acertaram inclusive o deputado federal Paulo Teixeira e Roberto Amaral, ex-ministro da Ciência e Tecnologia. 

    repressao largo da batataA Tropa de Choque atacou de forma completamente gratuita os manifestantes, enquanto se dispersavam. Feriram 12 pessoas (Foto: AFP)

    A atitude beligerante despertou reações violentas em alguns manifestantes, que foram então detidos por “vandalismo”. E novamente os brutamontes atacaram os jornalistas que registravam os excessos, incluindo um da rede britânica BBC.

    Questionado, o comandante da segurança, Henrique Motta, disse apenas que não controlava as ações do Choque. O Choque, por sua vez, respondeu que a corporação atendia um pedido do Metrô, que teria reportado ações de vandalismo na estação. A assessoria de imprensa do Metrô, no entanto, negou qualquer comunicação com a Polícia ou vandalismo registrado. Nesse jogo de empurra, as bombas continuaram a explodir.

    No final dessa baixaria, o Grupo de Apoio ao Protesto Popular (GAPP) confirmou ferimentos em 12 pessoas: 3 alvejados por balas de borracha, 4 atingidos por estilhaços de bomba, 5 com dificuldades respiratórias graves por conta do gás. Entre os últimos, estava um cadeirante, que entrou em estado de pânico e não conseguiu se empurrar para longe das explosões.

    Prisões arbitrárias, negação do direito de defesa

    Mais tarde, descobriu-se que a mesma PM apreendera sem qualquer razão alegada 27 jovens que estavam a caminho do ato, por volta das 16h30, e que manteve-os encarcerados por mais de 6 horas sem acusação formal. Negou-lhes também o acesso a advogados. O defensor público Marcelo Carneiro Novaes, barrado na tentativa de defendê-los, disse aos Jornalistas Livres: “Em 32 anos de advocacia, é a primeira vez que vejo um advogado não conseguir ingressar num prédio público onde são exercidas as atividades da polícia judiciaria”. Ele se declarou “espantado” com o comportamento da PM.

    O coronel Motta nega que a atitude tenha sido política: “Estava apenas fazendo o meu trabalho”. Para o sociólogo Sérgio Amadeu, no entanto, a PM paulista vem apresentando um perfil cada vez mais próximo de uma polícia política, aliada de Geraldo Alckmin. “Claramente, a polícia age de modo idêntico àquele que enfrentei no regime militar. Todavia, na época da ditadura, os advogados podiam falar com os presos. Vivemos um Estado de exceção”, analisou em seu perfil no Facebook.

    Talvez o maior dos mistérios, diante desse desastre de atuação da PM, tenha sido a imagem escolhida pela Globo News para ilustrar o confronto: uma vidraça quebrada em um estabelecimento na avenida Paulista. Assim a rede justificou o que a PM fez: em decorrência de uma ação isolada, há 5 quilômetros do local de confronto.

    Seria uma surpresa, se não fosse a mesma corporação que negou a existência das Diretas em 84.

    Por Renato Bazan - Portal CTB

  • 7 de Setembro: data em Brasília é marcada por protestos contra o governo Temer

    Por todo o País, o 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil, foi marcado por protestos contra o governo Michel Temer. A informação é de que mais de 200 mil pessoas saíram às ruas em várias capitais e municípios brasileiros a favor da democracia, pedindo a saída do atual governo e a convocação de eleições diretas.  

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    Em Brasília, o protesto "Grito dos Excluídos", que ocorre tradicionalmente nesta data, reuniu cerca de 3 mil pessoas no Museu da República, contra o retrocesso de direitos promovido pelo novo governo. A mobilização teve a participação de centrais sindicais, entre elas, a CTB, movimentos sociais e diversas entidades que integram as Frentes, Brasil Popular e Povo Sem Medo. Durante o tradicional desfile cívico na Esplanada dos Ministérios, o presidente não saiu em carro aberto e ouviu gritos como "Fora, Temer" e "Golpista" assim que chegou ao local.

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    De Brasília, Ruth de Souza - Portal CTB

    Fotos: Mídia Ninja

     

  • 79% da população defendem o Fora, Temer!, revela pesquisa do Vox Populi

    A revista CartaCapital publicou nesta sexta-feira (5), pesquisa do Instituto Vox Populi, onde,apesar de toda a mídia convencional favorável, o vice-presidente Michel Temer, em exercício na Presidência não emplaca e a campanha Fora, Temer! avança e já atinge 79% das preferências.

    "Por essa os golpistas não esperavam", avalia Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. Para ele, é por isso que "eles querem acelerar o processo de impeachment. Porque seus projetos são nefastos para a Nação e para a classe trabalhadora".

    Entre os 1.500 entrevistados, em 97 municípios, entre 29 de julho e 1º de agosto, 61% disseram preferir a realização de novas eleições neste ano e somente 17% defendem a permanência do golpista Temer até 2018.

    O desempenho de Temer em sua interinidade é reprovado por 41%, considerada regular por 44% e positiva somente para 15% dos pesquisados. A maioria acredita que as questões trabalhistas e sociais tendem a piorar com os golpistas no poder.

    86% das pessoas são contra o aumento da jornada de trabalho semanal para 60 horas. O desemprego aumentará acreditam 49% dos entrevistados, os programas sociais piorarão para 41% e o respeito aos direitos trabalhistas despencará para 43%.

    Já 43% acreditam que o combate à corrupção tende a piorar. Enquanto 51% dos pesquisados são contra mudanças na política do pré-sal e 73% não acreditam que o impeachment da presidenta Dilma seja solução para o país.

    Leia o relatório completo da pesquisa aqui

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Arrastão dos Blocos convida para Ensaio Aberto domingo. Primeiramente fora Temer

    A festa tomará conta da estação Trianon Masp do metrô, na avenida paulista, neste domingo (5), a partir das 15h, e promete muita irreverência e reflexão para entender a conjuntura sem perder a alegria.

    O Arrastão reúne mais de 30 blocos de carnaval da capital paulista que saíram às ruas pela primeira vez em 16 de abril para defender a democracia e protestar contra o impeachment.

    O Ensaio Aberto deste domingo promete ser um esquenta para o arrastão que será promovido no sábado (11). “Desfilaremos e ocuparemos novamente as ruas da cidade de São Paulo num carnaval fora de época defendendo a liberdade, a alegria e a democracia”, dizem os organizadores.

    “Traga seu instrumento, sua voz, seu corpo e venha brincar com a gente, se preparando para o desfile junino do Arrastão dos Blocos”, convidam.

    Acompanhe pela página do Arrastão no Facebook aqui

    Ouça o Arrastão dos Blocos 

    Portal CTB

  • Artistas mantêm-se firmes e ocupam o Canecão no Rio contra desmonte da cultura

    Os artistas organizam o espaço para ser utilizado para atividades culturais

    Desde que o governo golpista tomou de assalto o Palácio do Planalto, os ativistas da cultura brasileira viram-se em apuros. Com a extinção do Ministério da Cultura (Minc), os artistas ocuparam prédios do Minc em todas as 27 capitais do país.

    O desgoverno Temer voltou atrás, mas o ministro interino, Marcelo Calero, parece que aceitou o cargo com a incumbência de desmontar o ministério. Depois de 73 dias ocupando o Palácio Gustavo Capanema no Rio, a PF cumpriu, à força, a reintegração de posse, na madrugada da segunda-feira (25).

    Parecia o fim do movimento #OcupaMincRJ, um dos principais focos de resistência aos golpistas. “Ledo e Ivo engano”, como diria Luiz Fernando Verissimo. Já na sexta-feira (29), informa o blog O Cafezinho, os artistas ocuparam o antigo Canecão.

    canecão

    “Importantíssimo o movimento de resistência dos artistas contra o golpe”, diz Celina Arêas, secretária de Formação e Cultura da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Para ela, toda atividade que a sociedade civil organizada faz de resistência ao golpe é fundamental neste momento em que se aproxima a votação do processo de impeachment no Senado Federal.

    “Já está mais do que comprovado que não existe nenhum crime cometido pela presidenta Dilma, então o impeachment já deveria estar arquivado”, argumenta.

    Sobre a questão cultural, Celina afirma que “foram os artistas os primeiros a reagir a esse golpe”, principalmente, porque “este modelo de golpe visa minar a resistência cerceando a educação, a cultura e toda a possibilidade de informação para a maioria da população”.

    Veja como foi a ocupação pelo vídeo abaixo 

    O Cafezinho acentua que “os artistas que estão dormindo no Canecão acreditam que há no novo local uma vantagem comparativa em relação ao Capanema: o governo federal não pode expulsá-los de lá através de reintegração de posse, pois somente o reitor da UFRJ detém esse poder”.

    “A Ocupa Minc RJ vai resistir até o Temer cair! Ocupamos outro prédio público federal, o antigo Canecão, novo polo de resistência contra o golpe”, dizem os organizadores do movimento em sua página do Facebook (acesse aqui).

    “A Ocupa Minc RJ resignificou o local, trazendo mais de 100 mil pessoas para acompanhar diversas atividades, diariamente. Ainda assim, o governo golpista reintegrou posse em uma megaoperação da Polícia Federal, escondendo o prédio com tapumes. Mais um golpe para o movimento que se tornou um coletivo durante todo esse processo” diz nota do movimento.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Artistas prometem ir além da luta pelo Ministério da Cultura

    Em poucos dias do assalto ao poder promovido pelos golpistas, ficou evidente o propósito desse golpe à democracia brasileira. “Com a extinção de vários ministérios da área social, todo mundo percebeu o caráter elitista, e antidemocrático do governo interino”, diz Celina Arêas, secretária de Formação e Cultura da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Ela ressalta a resistência dos artistas em promover ocupações em edifícios ligados ao até então extinto Ministério da Cultura (MinC). “Os artistas nos mostraram a importância de estarmos coesos em torno da defesa da democracia e do país”, afirma.

    O movimento dos artistas obrigou o governo golpista de Michel Temer a recuar e “recriar" o MinC. Mas, diz Celina, “a resistência cultural deve continuar firme e forte, porque é a cultura que determina o caráter de uma nação. Sem cultura não somos nada”.

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    Extinção do Ministério da Cultura gera protesto em 18 estados e ocupação de 12 Funartes

    A atriz Marieta Severo diz que o movimento é contra esse “governo ilegítimo”. Até Fernanda Montenegro prometeu se engajar nessa luta. “Esse governo, até quando ele existir na atual conjuntura do Temer, vai sofrer um protesto violento, e eu estou neste protesto”, frisa a veterana atriz.

    “Cultura não deve ser encarada como cosmético. E é assim que a elite vê. Mas, para a classe trabalhadora, cultura é fundamental para a própria existência humana. Um povo só se reconhece como nação quando há uma identidade cultural”, afirma Celina.

    Já Jérferson Assumção, no site Outras Palavras, acredita que a elite não valoriza a cultura, justamente por predominar a ideia de compartilhamento e de liberdade. “A cultura, com suas redes, sua possibilidade de gerar empoderamento e autonomia, sua perspectiva ampliadora de repertórios”, incomoda as mentes reacionárias, acredita o ativista.

    Ocupação no Rio de Janeiro com a Orquestra Sinfônica Contra o Golpe faz versão da obra Carmina Burana - o Fortuna, de Carl Orff, e dá o recado dos artistas:

     

    Para Celina, “eles temem a veia criativa dos artistas, que com liberdade, podem levar consciência política à classe trabalhadora”. Por isso, acentua, “a CTB está junto com os artistas, não somente em defesa da cultura, mas da democracia vilipendiada por uma elite corrupta”.

    Enquanto o diretor teatral Marcus Galiña reafirma à Agência Brasil, a continuidade do movimento. “Vamos manter a ocupação, porque somos contra esse governo. Não fez nenhuma diferença a recriação do ministério. Nossa pauta não é essa. Vamos ter força, vamos reverberar e a população vai entender isso”.

    Como afirma o cientista Miguel Nicolelis, o Brasil "não pertence aos homens brancos, milionários e alguns deles criminosos, que ocuparam o poder neste momento. Para o cientista, o governo ilegítimo visa acabar com "o coração e a alma" da nação, através do ataque à cultura. De acordo com Nicolelis, "todos somos artistas, somos poetas".

    “Há um Brasil de verdade”, diz a ativista Katarina Peixoto, onde “há arte, pensamento, ciência, compromisso democrático, consciência, luta social, cultivo da memória e da história”. E, de acordo com ela, “este Brasil de verdade faz cinema, música, literatura, ciência, filosofia”, mas é um país que "está golpeado, espancado, ameaçado, violado”, mas está “vivo, muito vivo”.

    “Com essa grande vitória, devemos reforçar o movimento para termos de volta os ministérios da Mulher, da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos, do Trabalho e principalmente a Presidência da República”, afirma Celina.

    Ação no Teatro Tivoli, em Lisboa, Portugal:

     

    Para ela, a cultura deu o tom da resistência e mostrou ao mundo o golpe de Estado, comandado pelos Estados Unidos. “Continuaremos nas ruas até a nossa presidenta voltar ao seu cargo de direito”, defende.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Artistas protestam contra censura na Virada Cultural de Belo Horizonte

    “Fora Temer” e “Fora Lacerda” (prefeito de BH) foram as palavras de ordem mais mencionadas na quarta edição da Virada Cultural de Belo Horizonte. O fato ganhou maior dimensão devido à cláusula 8, pela qual a prefeitura quis proibir que os artistas se manifestassem politicamente.

    virada cultural bh fora globo

    “Fica terminantemente proibida, antes, durante e após a apresentação artística, qualquer manifestação e propaganda de cunho político-partidário, bem como placas, faixas, propagandas em geral, camisetas, citações”, diz a cláusula 8. A multa para quem desrespeitasse essa imposição seria a perda de até 100% do cachê.

    "Essa lei não existe, ela fere o 5º artigo da Constituição sobre Liberdade de Expressão”, disse o rapper mineiro Flávio Renegado, além de gritar “Fora Lacerda, Fora Temer”.

    Discurso de Flávio Renegado

     

    Já a secretária de Formação e Cultura da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Celia Arêas, criticou o prefeito Márcio Lacerda por impor essa cláusula contratual. “Essa atitude representa uma tentativa de censurar a expressão artística e cultural, o que é inadmissível”.

    Celina explica que a CTB defende a liberdade de pensamento e expressão e que a Constituição, promulgada em 1988, garante esse direito. “As artes podem desenvolver-se muito melhor com liberdade”, conclui.

    Segundo os organizadores, a virada deste ano contou com 500 atrações gratuitas, com espetáculos em toda a capital mineira, entre o sábado (9) e o domingo (10). Mas, mesmo com a proibição, diversos artistas ecoaram os gritos de “Fora Temer”, que vieram do público, além de faixas e cartazes.

    Criolo na Virada de BH

     

    Além de falar contra o golpe, o paulista Criolo denunciou a homofobia, o racismo e o machismo. “O povo brasileiro é lindo e maravilhoso”, disse. “Cada canção é uma oração para atingir um homem que faz documentos que faz vários dos nossos irmãos sofrerem”. Criolo, inclusive, vestiu uma camiseta de Goma, um dos pichadores presos em Belo Horizonte recentemente.

    Já o teatrólogo José Celso Martines Correa, o Zé Celso, ao seu estilo contundente interagiu com a plateia que gritava "ei, Lacerda, seu governo é uma merda", durante a apresentação da sua peça “Para Dar um Fim no Juízo de Deus”, no Teatro do Sesc Palladium.

    Zé Celso disse ao jornal “O Tempo” que "nos momentos de crise e golpe, o artista tem que falar ao inconsciente. E o inconsciente é insurrecional". Também mostrou sua veia revolucionária ao querer que a Virada de BH virasse "pelo avesso".

    Apresentação de Zé Celso

     

     

    Renegado fez um discurso inflamado ao afirmar que “A periferia hoje discute política sim”. E mais adiante falou: “não vão calar a voz do povo”. O cantor usou uma camiseta escrito “Fora Temer” nas costas e “cláusula 8” na frente, em protesto contra a proibição.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy, com informações do jornal O Tempo

  • Atos nas ruas de Belo Horizonte pedem Fora Temer e Diretas Já

    Após a repercussão do escândalo envolvendo o governo Temer, as ruas do centro de Belo Horizonte foram tomadas na última quinta-feira (18). Manifestantes exigiam a saída do presidente corrupto e ilegítimo e eleições diretas. Convocado pelas centrais sindicais e por eventos na internet, o protesto reuniu cerca de 50 mil pessoas. O tom do protesto foi o fim do governo golpista. A manifestação começou logo após o pronunciamento de Temer que não renunciaria, mas a percepção nas ruas é de que o (des)governo não tem condições de permanecer. Para aumentar a pressão, outra manifestação foi realizada no domingo na Praça da Liberdade.

    A Praça 7, palco de inúmeras manifestações, foi pouco a pouco sendo ocupada por estudantes, trabalhadores(as) de várias categorias e aposentados(as). Em seguida, uma multidão saiu em passeata pelo centro da capital mineira sob os gritos de "Diretas Já!" até chegar à Praça da Estação. Participaram do ato dezenas de lideranças políticas mineiras e nacionais, como a senadora pelo Paraná Gleisi Hoffmann.

    O ato em Minas também teve o reforço da indignação com os senadores mineiros envolvidos nos escândalos, Aécio Neves e Zezé Perrella. Aécio Neves já vinha perdendo prestigio em seu terreno eleitoral e os grampos noticiados nesta quinta se unem à diversas denúncias de corrupção e envolvimento com tráfico que ronda a vida pública do senador, agora afastado.

    A prisão da irmã de Aécio, Andrea Neves também foi bastante repercutida nos protestos mineiros. Andrea Neves tinha muita influência nos veículos de comunicação mineiros e era conhecida como a responsável por censurar os jornalistas para evitar notícias que desagradassem Aécio. Denúncias de jornalistas a época mostravam a dificuldade de furar o bloqueio e sair da pauta imposta das Minas das maravilhas, como se referiam nos bastidores. Com esse sentimento de liberdade, profissionais da imprensa lotaram o Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais (SJPMG) em uma festa Vai Censurar o Carcereiro!, organizada pela entidade.

    O foco do protesto se manteve na saída do Michel Temer e na ilegitimidade desse governo seguir com penalizando a classe trabalhadora, com a imposição das reformas que aniquilam direitos sociais, a revelia da quadrilha que tomou de assalto o poder.

    Da CTB-MG
    Foto: Isis Medeiros

  • Aumentar a jornada vai agravar a crise do desemprego, avisa presidente da CTB

    Em pleno século 21, que acumula notáveis avanços das novas tecnologias e da produtividade do trabalho humano, é no mínimo lastimável que esteja sendo colocado na agenda governamental o aumento da jornada de trabalho para 12 horas diárias e a flexibilização dos contratos com o primado do negociado sobre o legislado ou do mercado sobre a Lei.

    A ascensão de Temer ao governo, na carona de um impeachment sem crime de responsabilidade, assanhou o patronato. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, chegou ao ponto de defender uma jornada de 80 horas semanais sob o argumento de que serão necessárias “mudanças duras” na legislação trabalhista e na Previdência para sair da crise.

    Os defensores do alongamento da jornada, flexibilização da legislação e outros retrocessos sociais procuram dourar a pílula com afirmações duvidosas sobre “modernização” da CLT para lograr a recuperação da economia e da oferta de emprego. Ou seja, o remédio embora amargo seria benéfico à classe trabalhadora. Mas trata-se de um discurso falso, usado para engabelar a opinião pública, sem base na teoria e muito menos nos fatos econômicos.

    A teoria e a experiência histórica revelam que o nível de emprego é inversamente proporcional ao tempo médio de trabalho, de forma que quanto menor a jornada maior a quantidade de trabalhadores e trabalhadoras que deve ser contratada para a produção, cujo valor e volume é determinado precisamente pelo tempo gasto na produção.

    Esta verdade elementar é implicitamente reconhecida pelo patronato nos acordos que preveem a redução simultânea de jornada e salários em até 30%, previstos no Plano de Proteção ao Emprego (PPE), amplamente usado na indústria automobilística. O patronato aceita tal arranjo momentâneo em tempos de crise porque não mexe no seu sagrado lucro, o que ocorre quando há redução da jornada sem prejuízo para os salários.

    Não restam dúvidas de que o desemprego em massa é um terrível flagelo para os assalariados e seu enfrentamento cobra urgência. Mas se houver uma honesta pretensão de combatê-lo é necessário inverter os termos da equação proposta pelos golpistas. Cumpre reduzir a jornada de trabalho para gerar emprego e não o contrário.

    Por que não se fala em estabelecer uma jornada de 5 horas diárias? Assim muito provavelmente teríamos fartura de emprego e com certeza estaríamos no caminho de solucionar este drama social, ainda que o patronato seja constrangido a abrir mão por algum tempo de parte dos seus lucros. De todo modo, este efeito, momentâneo, seria logo compensado pelo aumento da produtividade do trabalho, que geralmente acompanha a redução da jornada.

    Podemos pensar, de forma mais modesta, na instituição das 40 horas semanais, que segundo o Dieese resultaria na criação de alguns milhões de novos postos de trabalho no Brasil, aliviando o problema. Estaríamos contemplando uma demanda histórica do movimento sindical e da classe trabalhadora brasileira.

    Não é tão difícil entender a razão pela qual não se escolhe tal caminho, social e economicamente mais justo e à altura do século 21 e de suas novas tecnologias. O compromisso do governo ilegítimo, produto de um golpe parlamentar, é com a burguesia nacional e estrangeira, cujos interesses seguem na contramão da história, da classe trabalhadora e da nação.

    O interesse que orienta a agenda golpista nada tem a ver com o povo, a nação, a modernização ou o combate desemprego. Esta visa satisfazer exclusivamente o apetite insaciável de lucros dos grandes capitalistas. É por esta razão que a agenda social do governo golpista, machista e racista, mais parece uma declaração de guerra do capital contra o trabalho: terceirização sem limites, sobreposição do mercado à Lei, redução de direitos previdenciários, arrocho e congelamento dos gastos públicos por 20 anos, ampliação da DRU, privatizações, entrega do pré-sal, repressão e criminalização dos movimentos sociais.

    O usurpador fala em conciliação e pacificação nacional, mas o que verdadeiramente nos propõe é a capitulação sem choro nem vela a uma agenda de retrocesso neoliberal mais perversa do que a que orientou os militares golpistas em 1964. Não terá paz. O povo continuará ocupando as ruas e reclamando soberania. Só há um caminho viável para a pacificação nacional: Diretas Já!

    Adilson Araújo
    Presidente Nacional da CTB

  • Aumentar a jornada vai agravar a crise do desemprego, avisa presidente da CTB

    Em pleno século 21, que acumula notáveis avanços das novas tecnologias e da produtividade do trabalho humano, é no mínimo lastimável que esteja sendo colocado na agenda governamental o aumento da jornada de trabalho para 12 horas diárias e a flexibilização dos contratos com o primado do negociado sobre o legislado ou do mercado sobre a Lei.

    A ascensão de Temer ao governo, na carona de um impeachment sem crime de responsabilidade, assanhou o patronato. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, chegou ao ponto de defender uma jornada de 80 horas semanais sob o argumento de que serão necessárias “mudanças duras” na legislação trabalhista e na Previdência para sair da crise.

    Os defensores do alongamento da jornada, flexibilização da legislação e outros retrocessos sociais procuram dourar a pílula com afirmações duvidosas sobre “modernização” da CLT para lograr a recuperação da economia e da oferta de emprego. Ou seja, o remédio embora amargo seria benéfico à classe trabalhadora. Mas trata-se de um discurso falso, usado para engabelar a opinião pública, sem base na teoria e muito menos nos fatos econômicos.

    A teoria e a experiência histórica revelam que o nível de emprego é inversamente proporcional ao tempo médio de trabalho, de forma que quanto menor a jornada maior a quantidade de trabalhadores e trabalhadoras que deve ser contratada para a produção, cujo valor e volume é determinado precisamente pelo tempo gasto na produção.

    Esta verdade elementar é implicitamente reconhecida pelo patronato nos acordos que preveem a redução simultânea de jornada e salários em até 30%, previstos no Plano de Proteção ao Emprego (PPE), amplamente usado na indústria automobilística. O patronato aceita tal arranjo momentâneo em tempos de crise porque não mexe no seu sagrado lucro, o que ocorre quando há redução da jornada sem prejuízo para os salários.

    Não restam dúvidas de que o desemprego em massa é um terrível flagelo para os assalariados e seu enfrentamento cobra urgência. Mas se houver uma honesta pretensão de combatê-lo é necessário inverter os termos da equação proposta pelos golpistas. Cumpre reduzir a jornada de trabalho para gerar emprego e não o contrário.

    Por que não se fala em estabelecer uma jornada de 5 horas diárias? Assim muito provavelmente teríamos fartura de emprego e com certeza estaríamos no caminho de solucionar este drama social, ainda que o patronato seja constrangido a abrir mão por algum tempo de parte dos seus lucros. De todo modo, este efeito, momentâneo, seria logo compensado pelo aumento da produtividade do trabalho, que geralmente acompanha a redução da jornada.

    Podemos pensar, de forma mais modesta, na instituição das 40 horas semanais, que segundo o Dieese resultaria na criação de alguns milhões de novos postos de trabalho no Brasil, aliviando o problema. Estaríamos contemplando uma demanda histórica do movimento sindical e da classe trabalhadora brasileira.

    Não é tão difícil entender a razão pela qual não se escolhe tal caminho, social e economicamente mais justo e à altura do século 21 e de suas novas tecnologias. O compromisso do governo ilegítimo, produto de um golpe parlamentar, é com a burguesia nacional e estrangeira, cujos interesses seguem na contramão da história, da classe trabalhadora e da nação.

    O interesse que orienta a agenda golpista nada tem a ver com o povo, a nação, a modernização ou o combate desemprego. Esta visa satisfazer exclusivamente o apetite insaciável de lucros dos grandes capitalistas. É por esta razão que a agenda social do governo golpista, machista e racista, mais parece uma declaração de guerra do capital contra o trabalho: terceirização sem limites, sobreposição do mercado à Lei, redução de direitos previdenciários, arrocho e congelamento dos gastos públicos por 20 anos, ampliação da DRU, privatizações, entrega do pré-sal, repressão e criminalização dos movimentos sociais.

    O usurpador fala em conciliação e pacificação nacional, mas o que verdadeiramente nos propõe é a capitulação sem choro nem vela a uma agenda de retrocesso neoliberal mais perversa do que a que orientou os militares golpistas em 1964. Não terá paz. O povo continuará ocupando as ruas e reclamando soberania. Só há um caminho viável para a pacificação nacional: Diretas Já!

    Adilson Araújo
    Presidente Nacional da CTB

  • Com a presença de Lula, mais de 100 mil gritam “Fora Temer” na Paulista em São Paulo

    As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo realizaram nesta sexta-feira (10) o Dia Nacional de Mobilização no país inteiro. Em todas as capitais e em dezenas de outras cidades, milhares foram às ruas gritar “Fora Temer” golpista.

    Mais de 100 mil pessoas lotaram o vão do Masp, na avenida Paulista em São Paulo. Enfrentando o frio paulista e mostrando toda a disposição de permanecer nas ruas até o governo golpista voltar para o lugar de onde nunca deveria ter saído, fora de Brasília.

    “Estamos mais uma vez nas ruas para denunciar esse golpe à nossa democracia e combater as propostas de retirada dos direitos conquistados pela classe trabalhadora e pelo povo brasileiro”, disse Wagner Gomes, secretário-geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Representantes de inúmeras entidades também discursaram, mostrando total disposição de resistir ao golpe, que pretende promover um desmonte no Brasil, como disse Lula. A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral denunciou a perseguição que os golpistas pretendem aos movimentos sociais.

    “Eles querem acabar coma nossa resistência da juventude que está nas ruas e não sairá delas enquanto não barrarmos esse golpe infame”, falou Carina. “Querem calar a UNE, mas jamais calarão. Nós representamos os universitários brasileiros e jamais desistiremos de lutar pelo nosso país”.

    A multidão de todas as cores, foi à loucura com a chegada do ex-presidente Lula, que foi o último a discursar e ressaltou a importância dos estudantes estarem ocupando escolas em defesa da educação pública, dos artistas defenderem a cultura nacional e de as mulheres gritarem todos os dias contra a cultura do estupro.

    “Conseguimos fazer a maior revolução social deste país”, diz Lula. “Eu fui o único presidente do Brasil que participou de todas as reuniões do G8. É a carta dos presidentes dos países ricos. Eu fui convidado para todas e não foi porque era mais bonito, eu fui pra todas porque nós fizemos neste país, graças a vocês, a maior revolução social da nossa história”, ressalta.

    Wagner também enfatizou que “é muito importante a presença de um líder com o Lula. A CTB continuará defendendo os interesses da classe trabalhadora, da unidade das forças progressistas e os interesses nacionais, inclusive podendo ir à greve geral”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Cresce movimento Fora Temer e BH tem o maior Grito dos Excluídos da história

    O feriado de sol da última quarta-feira (7) foi revertido em dia de grito contra o golpe na capital mineira. Cerca de 30 mil pessoas marcharam no centro da cidade em protesto ao governo golpista. O 22º Grito dos Excluídos, tradicionalmente um contraponto aos desfiles do Dia da Independência, foi o maior construído em Belo Horizonte. A manifestação se concentrou na praça Raul Soares e deu o tom da diversidade de vozes que se uniram para gritar Fora Temer.

    A marcha, acompanhada por pessoas de todas as idades, comunidades LGBT, movimento negro, trabalhadores e trabalhadoras, militantes sindicais e sociais, seguiu a Avenida Amazonas. Com muito batuque e palavras de ordem contra o governo golpistas, os manifestantes demarcaram um clima de resistência que tende a crescer. Um novo protesto já vem sendo discutido pelas centrais sindicais que unificaram as bandeiras contra a retirada de direitos e devem sair às ruas no próximo dia 22.

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-MG) esteve presente no Grito dos Excluídos e chamou a atenção para o intenso ataque aos direitos trabalhistas orquestrado pelo governo golpista.

    Intervenções artísticas também foram feitas para ilustrar as diversas lutas que simbolizam o grito dos excluídos. Ainda na concentração, o Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) protagonizou uma cena com lamas espalhadas nos corpos para relembrar o crime socioambiental que ocorreu em Mariana no ano passado. Durante a passeata, outra manifestação artística condenou a manipulação exercidas pelos meios de comunicação na sociedade brasileira. “Marionetes” dos grandes meios de comunicação, as pessoas iam sendo “libertadas” com o dialogo proposto pelos veículos da comunicação alternativa.

    O ato passou pela Praça Sete e seguiu até a Praça da Estação, quando houve a dispersão dos manifestantes.

    Da CTB-MG

  • CTB encerra reunião da Executiva Nacional com disposição de enfrentar o governo golpista

    A 18ª Reunião da Direção Executiva Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) terminou na manhã desta sexta-feira (3) com os olhos voltados para o futuro e a promessa de muita luta para deter o golpe em marcha no país.

    O tema desta sexta-feira foi “Perspectivas e Planos de Lutas” com a presença da deputada federal Jô Moraes (PCdoB-MG), do também deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) e do vice-presidente da CTB Nacional, Joílson Cardoso, representando o PSB.

    Zarattini abriu o evento fazendo um balanço da resistência ao golpe, argumentando em favor da unidade das esquerdas para barrar o impeachment no Senado. “Não haverá novas eleições com Temer”, disse.

    O petista defendeu a palavra de ordem “volta Dilma”, como solução para uma reorganização das forças populares em torno do projeto de desenvolvimento voltado para os interesses da classe trabalhadora.

    De acordo com ele, o país corre sérios riscos com esse governo ilegítimo. Ele citou várias perdas importantes como o sistema de partilha do pré-sal, vendas de terras para estrangeiros, a questão da demarcação das terras indígenas, entre muitas outras questões que prejudicam quem produz a riqueza da nação.

    Já Jô Moraes defendeu a “emergência do reposicionamento do movimento sindical para conseguirmos fazer avançar a emancipação da classe trabalhadora”. Para ela, é necessário compreender as novas maneiras de resistência, como as ocupações promovidas por estudantes, agentes culturais e movimento de moradia.

    A deputada mineira definiu a necessidade de intensificar a resistência, com uma nova articulação de esquerda, como um patamar indispensável para a superação das dificuldades da luta contra o golpe. Defendeu a realização de um plebiscito sobre a promoção de novas eleições presidenciais. Mas “um plebiscito com Dilma no governo”.

    Joílson começou sua explanação falando da necessidade de se ter mais representantes da classe trabalhadora no Parlamento. “Precisamos eleger parlamentares com toda a sabedoria que temos para impedir retrocessos em nossos direitos”, afirmou.

    Para ele, o governo golpista representa “a ruptura com um projeto nacional inicial”, voltado para a melhoria de vida do povo, mesmo que limitado, e a implantação de um projeto da elite contra os interesses nacionais.
    O vice-presidente da CTB defende a “construção de um projeto nacional que agregue as forças políticas de fazer um Brasil que possa atender aos anseios da população nacional”.

    Nivaldo Santana, também vice-presidente da CTB, encerrou a reunião definindo como grupo uma resolução que foi aprovada por unanimidade.

    Leia íntegra da resolução:

    Resolução política da 18ª reunião da Direção Executiva Nacional da CTB

    Reunida em São Paulo nos dias 2 e 3 de junho a Direção Executiva Nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) aprovou a seguinte resolução:

    1-   As primeiras iniciativas do governo interino e ilegítimo presidido por Michel Temer revelam o seu caráter reacionário e confirmam a denúncia da CTB de que o golpe travestido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff visa o retrocesso neoliberal em todas as esferas e constitui séria ameaça à democracia, aos direitos trabalhistas e à soberania nacional. A classe trabalhadora, os negros, as mulheres, a juventude, os agricultores familiares, aposentados e pensionistas e servidores públicos são suas principais vítimas;

    2-   Sob a cínica e falsa bandeira da austeridade fiscal os golpistas extinguiram os ministérios do Desenvolvimento Agrário, das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, dos Portos e da Cultura, sendo que este último foi depois recriado em função do protesto popular. O objetivo é reduzir os espaços e canais de participação dos trabalhadores e movimentos sociais nas políticas sociais. Ao mesmo tempo, o governo ilegítimo ampliou significativamente (para R$ 170 bilhões) o tamanho do rombo no orçamento da União previsto para este ano na meta fiscal encaminhada ao Congresso e já aprovada, mostrando que o discurso sobre a necessidade de equilíbrio das contas públicas não passa de conversa fiada;  

    3-   Apoiado pelo Parlamento mais conservador da história, pelo menos desde o golpe de 1964, o governo interino ampliou a Desvinculação de Receitas Tributárias (DRU) para 30%, reduzindo recursos que, por força da Constituição, deveriam ser destinados à saúde (SUS), educação, previdência e seguridade social; cortou verbas de programas sociais como Minha Casa, Minha Vida; instalou no comando da Secretaria de Políticas para as Mulheres uma ex-deputada que é contra a legalização do aborto inclusive em casos de estupro; colocou a Previdência Social sob o controle do Ministério da Fazenda e anunciou uma reforma que estabelece idade mínima de 65 anos para aposentadoria e desvincula o reajuste das aposentadorias e pensões do aumento do salário mínimo; quer uma reforma trabalhista fundada no primado da negociação sobre a Lei, o que pode significar o fim da CLT e de direitos como férias, 13º salario, licença-maternidade, descanso semanal remunerado, jornada regulada, entre outros. Promete reeditar a política de privatizações da era FHC. Ataca também a educação pública e os segmentos mais esclarecidos do magistrado, que quer amordaçar com a proposta esdrúxula, alienante e antidemocrática da Escola sem Partido;

    4-   No plano das relações internacionais, com o Itamaraty comandado pelo tucano José Serra (um político comprovadamente comprometido com os interesses de multinacionais dos EUA), estão restaurando uma política subalterna ao imperialismo e dando as costas à integração latino-americana e caribenha. Os golpistas contam com o apoio de Washington, que agiu nos bastidores para derrubar Dilma, inclusive recorrendo à espionagem contra ela e a Petrobras. As mudanças de regras na exploração do pré-sal, anunciadas como prioridade do governo, vão na contramão da soberania nacional para satisfazer o apetite do capital estrangeiro. A dimensão geopolítica dos acontecimentos em curso no Brasil, apesar de mascarada pela mídia golpista, não deve ser subestimada; instituições como o Mercosul, Unasul, Celac e o próprio Brics (hoje o maior desafio à hegemonia dos EUA), tendem a ser enfraquecidos;

    5-   A hostilidade frente aos interesses populares transparece na própria face da administração golpista, integrada pela burguesia branca, sem a presença de mulheres, negros ou (sequer um) representante da classe trabalhadora no primeiro escalão. O seu perfil de classe é nítido e explica o forte respaldo econômico e social que goza junto ao empresariado. O golpe foi dado para levar a cabo o projeto dos grandes proprietários rurais, dos banqueiros e especuladores, do grosso do patronato e das transnacionais, ou seja, para impor o retrocesso neoliberal reiteradas vezes repudiado pelo povo e derrotado nas urnas e, além disto, delimitar e abafar a Operação Lava-Jato, restringindo-a ao papel sujo de desestabilizar o governo Dilma e desmoralizar Lula;

    6-   A CTB não reconhece legitimidade no governo Temer. Coerente com esta posição rejeitou o convite para debater com o usurpador e seus ministros a reforma da Previdência e está determinada a não sentar em mesas com golpistas para negociar redução de direitos e conquistas da classe trabalhadora;

    7-   O golpe não deve ser dado por consumado, pois embora Dilma tenha sido afastada provisoriamente o desfecho ainda depende do julgamento final do processo de impeachment pelo Senado. O resultado ainda não está definido e, apesar do cenário adverso, a pressão popular sobre os senadores indecisos pode frustrar o objetivo dos conspiradores;

    8-   Embora tenha o respaldo do Congresso conservador, da classe dominante e do imperialismo, o governo ilegítimo não tem o apoio do povo. Suas primeiras iniciativas, assim como os escândalos que estouraram nesses seus poucos dias, despertaram ampla indignação nas camadas mais conscientes da sociedade, nos movimentos sociais e na classe trabalhadora. É forte também o repúdio ao golpe no exterior, inclusive por parte significativa da mídia internacional, que tem contribuído para desmascará-lo, enquanto a mídia burguesa nativa, golpista por natureza, recorre a toda sorte de manipulações para falsificar a realidade e blindar Temer. O governo tem uma longa ficha suja, com muitos ministros atolados na corrupção e duas quedas (dos ex-ministros Jucá, Planejamento, e Fabiano Silveira, da transparência) em menos de 15 dias, por consequência dos escândalos. Por decisão do STF, foi também constrangido a reconduzir o jornalista Ricardo Melo à presidência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), da qual foi afastado ilegalmente;  

    9-   A CTB não vai conciliar com o golpe e o projeto de retrocesso neoliberal em curso. A decisão de sua Direção Executiva Nacional é empreender uma luta sem tréguas contra o governo ilegítimo, em aliança com a Frente Brasil Popular, a Frente Povo sem Medo e outros setores da sociedade; é defender a democracia, a soberania, a valorização do trabalho; as estatais ameaçadas pelo PL 4918; o sistema de partilha na exploração do pré-sal; o funcionalismo contra o PL 257; o fortalecimento do SUS e da educação pública contra a mercantilização da saúde e da educação; a recriação do Ministério da Previdência;

    10-                 Neste sentido, a CTB orienta toda sua militância, bem como os dirigentes nos estados, a não medir esforços na mobilização em torno da agenda unitária dos movimentos sociais contra o golpe, da qual se destacam: o ato nacional em defesa das estatais e contra as privatizações dia 6 de junho no RJ; o Dia Nacional de Mobilização contra o golpe em 10 de junho; a greve nacional dos portuários dia 13 e o ato público em Brasília em defesa da democracia, da Previdência Social e pelo retorno do Ministério do Desenvolvimento Agrário dia 16;

    11-                 A 18ª reunião da Executiva Nacional da CTB defende a convocação de um plebiscito para que o povo delibere livremente sobre antecipação das eleições presidenciais para este ano como caminho para derrotar o golpe e construir uma nova alternativa política. FORA TEMER.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Joanne Mota

  • CTB-BA leva bandeiras de luta para o desfile do 2 de julho

    Milhares de baianos foram as ruas do centro Histórico de Salvador na manhã deste domingo, para celebrar o 2 de julho, data que marca a independência da Bahia do domínio português, conquistada em 1823. A CTB e diversos sindicatos filiados participaram da festa, levando as bandeiras de luta para o desfile que homenageia os heróis do povo, representados pelo caboclo e a cabocla, que foram os principais responsáveis pela vitória brasileira.

    “Mais uma vez a CTB-BA vem participar desta data tão importante que é o 2 de julho, um dia que tem um espaço para a população vim protestar contra seus direitos, este ano estamos trazendo as nossas bandeiras de luta contra esse governo golpista de Michel Temer, que quer retirar os direitos de todos os trabalhadores e trabalhadoras do nosso país, então pedimos Fora Temer e Diretas Já! ”, ressaltou a vice-presidente da CTB Bahia, Rosa de Souza.

    Com faixas, cartazes e gritos de “Fora Temer”, "Fora ACM Neto” e “Diretas Já! ”, a caminhada saiu da Soledade em direção ao Campo Grande, praça 2 de Julho, com uma parada no Pelourinho que foi realizado um ato político com a presença de entidades do movimento social e sindical, políticos e autoridades públicas.

    Leia mais

    Bloco da CTB-BA comemora o 2 de Julho contra as reformas e por Diretas Já

    Autora da Lei que instituiu o dia 2 de julho como data histórica no calendário das efemérides nacionais, a deputada federal Alice Portugal, falou da importância da participação dos trabalhadores em uma data tão importante como o 2 de julho. “Hoje é um momento de renovar o compromisso com a liberdade. O povo baiano vem às ruas por seus direitos e pelas suas garantias como cidadão e cidadã. Exigimos a saída de Temer e desse governo impostor, que quer tirar os direitos previdenciários e trabalhistas da nossa gente. Vamos garantir as eleições diretas para dar ao povo a valorização que tem que ter o voto popular. Queremos um governo eleito e uma nova agenda", concluiu.

    Data nacional

    O 2 de Julho tem um significado especial para os baianos e para o Brasil. Foi nesta data que em 1823 as tropas brasileiras entraram vitoriosas em Salvador após mais de um ano guerreando contra os portugueses que se recusavam a reconhecer a independência do Brasil em relação à Portugal. Agricultores, escravos e outras pessoas oriundas do povo foram os principais combatentes da Guerra da Independência da Bahia. Dentre os muitos heróis populares, os mais conhecidos são Maria Quitéria, João das Botas e Maria Felipa, que se destacaram nas batalhas.

    Marcivaldo Santos - CTB-BA

  • CTB-RJ reúne diretoria plena para debater planejamento estratégico; leia a Resolução Política

    A diretoria plena da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Rio de Janeiro, eleita no 4º Congresso da entidade, realizado na cidade de Mendes-RJ, se reuniu, ao longo da última sexta-feira (1), no auditório do Sindicato dos Empregados do Comércio (SEC-RJ) para debater a conjuntura e analisar os resultados do seu planejamento estratégico.

    A reunião se iniciou com a leitura, por parte do Presidente da CTB-RJ, Paulo Sérgio Farias, do documento-base da reunião e seguiu com uma mesa de conjuntura composta pelo deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) e pelo presidente do PCdoB RJ, João Batista Lemos. O deputado federal valorizou a atividade e disse que é fundamental para o mandato se manter ligado às pautas dos trabalhadores:

    “O mandato só vale a pena se for para repercutir as lutas sociais. As lutas dos trabalhadores. Se a gente tiver um mandato descolado do que os trabalhadores estão acumulando, nosso mandato será irrisório. É fundamental o que a CTB está fazendo aqui, de articular sua direção nas lutas do povo e na resistência ao golpe. O golpe está em implementação: não é um ato, é um filme. Um filme do desmonte do estado brasileiro e, resistir a esse desmonte se faz com amplitude na resistência e com uma articulação permanente de mobilização da sociedade. Foi muito bom participar dessa atividade.”

    O Presidente do PCdoB-RJ defendeu que a questão política assuma um papel central e que o movimento sindical se amplie para os bairros e para unidade com trabalhadores e associações de moradores para unificar toda a classe para enfrentar os retrocessos e restaurar a democracia:

    “A saída dos problemas dos trabalhadores como desemprego, trabalho terceirizado, precarização das relações de trabalho está na política, derrubando Temer através do Fora Temer e das Diretas Já. Não dá para colocar a questão econômica à frente da questão política. É preciso conquistar a democracia para construir um novo projeto nacional de desenvolvimento com democracia e valorização do trabalho. E, pra isso, o sindicalismo tem que se enraizar no local de trabalho. Penso que o sindicalismo, nesses governos Lula e Dilma, se acomodou. É preciso romper com isso. Precisamos estar enraizados em nossos locais de trabalho e, em certo sentido, ampliar para os bairros. Porque os dirigentes sindicais moram nos bairros, nas favelas, na periferia, então é possível estender essa luta e fazer parceria também com as organizações do movimento comunitário, com os estudantes, porque o problema de moradia, de mobilidade urbana, de saneamento e da água é um problema dos trabalhadores. Temos que ter essa visão para unificar toda a classe. Esse é o caminho para conseguir um sindicalismo forte onde consiga colocar a classe trabalhadora como protagonista das mudanças nesse País.”

    O Presidente da CTB-RJ, Paulo Sergio Farias, considerou a reunião muito positiva e defendeu a unidade da central e dos movimentos sociais para buscar o caminho do desenvolvimento, da democracia e do emprego para o Brasil.

    “Nossa avaliação dessa reunião é muito positiva. Tivemos um debate engrandecedor pela manhã e inauguramos uma fase importante nesse mandato, abordando a conjuntura política e, dessa abordagem, encontramos o caminho para enfrentar essa conjuntura. Temos grandes expectativas, com um grande envolvimento da diretoria no debate e na construção do mandato. Acreditamos que essa participação aqui hoje se traduza na efetividade das resoluções aprovadas. Nós apresentamos uma proposta de resolução com uma análise precisa sobre o quadro político nacional, internacional e principalmente do Rio de Janeiro. Nosso estado passa por um momento muito difícil. Temos centenas de trabalhadores dormindo embaixo das marquises, o que revela a gravidade da crise que estamos vivendo. Uma crise provocada por esse golpe. E que a gente tem, à luz das nossas formulações, que encontrar as formas para buscar a retomada do desenvolvimento e do emprego.”

    O Vice-Presidente da CTB-RJ, Igo Menezes, valorizou o debate e a postura da CTB de emitir um posicionamento que norteie a sua militância na luta política:

    ”A primeira reunião da diretoria plena da CTB começa com um debate sobre políticas públicas e conjuntura com um tom de resistência com o deputado Glauber Braga e com o Batista dando uma linha do que acontece no cenário nacional. Nossa proposta é a de, em toda reunião, dar um note, uma linha, para que a direção possa colocar na prática as políticas defendidas pela CTB”

    O diretor da CTB e da FESEP, Federação dos Servidores Públicos Municipais do Estado do Rio de Janeiro, Marco Antônio Correa da Silva, o Marquinho, falou sobre como a crise tem afetado a categoria e da luta da federação:

    ”A Federação vem acompanhando vários sindicatos de servidores públicos municipais do estado do Rio de Janeiro, até porque tem crise em algumas cidades e estão tentando colocar a conta dessa crise nos servidores. Temos processos de greve em Nova Friburgo, Duque de Caxias, Resende e, agora vai se iniciar uma greve em Campos dos Goytacazes, onde os prefeitos tentam colocar a culpa da crise nos servidores. Não fazem o enxugamento das suas folhas e dos seus gastos e, em algumas cidades, os servidores convivem com 3 anos seu reajuste salarial e a federação está atenta e lutando para que os servidores não paguem essa crise.”

    O dirigente da CTB, Rafael Amaral, valorizou a luta classista da central e o papel dela na defesa dos direitos dos trabalhadores:

    “A CTB, apesar do pouco tempo de existência, vem, nos últimos anos travando a luta classista que me deixou apaixonado pela política. Estou na CTB há dois anos e a central vem fazendo uma luta diferenciada das outras centrais e isso se reflete no crescimento da central nos últimos anos. Hoje, temos a facilidade de chegar em qualquer sindicato e apresentar as lutas da CTB. Somos um conjunto de forças políticas que agregam no enfrentamento às políticas de Michel Temer para combater o desmonte dos direitos dos trabalhadores como a questão das terceirizações, da PEC dos Gastos e na Reforma Trabalhista.”

    Na parte da tarde, o diretor Luís Serafim leu o relatório do Planejamento Estratégico e debateu o mesmo com a direção cetebista.

    Leia, abaixo, a Resolução Política aprovada na Reunião:

    Resolução da Reunião da Diretoria Plena da CTB-RJ

    A diretoria plena da CTB Rio de Janeiro, reunida no último dia 1º de Setembro, no auditório dos Sindicatos dos Comerciários, após um profundo debate sobre a situação da conjuntura política, social e econômica do País e do Rio de Janeiro, afirma que:

    1 – Os Congressos Nacional e Estadual (RJ) da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil aconteceram em um momento estratégico para reorganização das forças progressistas e democráticas. Num momento de forte ebulição política em todos os segmentos, milhares de trabalhadores e trabalhadoras, da cidade e do campo, que militam no movimento sindical classista, reunidos puderam se organizar para enfrentar os desafios que estão por vir. Há unidade estratégica que a luta da CTB acontece no plano econômico, político e ideológico, com a ressalva de que neste último tópico devemos reafirmar a luta anti-capitalista ampliada indissociavelmente com a luta anti-colonial e anti-patriarcal como estratégia para superação da condição de opressão e de exploração do homem pelo homem.

    2 – Esses congressos aconteceram num momento de aguçamento da crise do capitalismo, onde mais uma vez a potência estadunidense persegue o caminho da guerra para tentar curar suas feridas econômicas. No entanto, dessa vez, o mundo tem mais vozes. A articulação internacional dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) se mostra como uma alternativa ao imperialismo norte-americanos e tenta superar os padrões econômicos que só atendem ao interesse dos Estados Unidos.

    3 – Em virtude disso, o golpe no Brasil tem uma dimensão duplamente estratégica para as forças imperialistas pois, ao mesmo tempo que muda a correlação de força interna nos BRICS, reforça a ofensiva imperialista na América Latina, onde as forças progressistas tinham conseguido bastante avanço em anos passados. Além disso, o Imperialismo usa de suas agências e órgãos internacionais para atacar o desenvolvimento industrial e tecnológico da nossa Nação, como aconteceu com a absurda condenação brasileira na OMC, anunciada na última quarta-feira (30).

    4 – A Venezuela, nesse processo, é a grande batalha do imperialismo estadunidense em solo brasileiro. Assim como a Síria, no Oriente Médio, e a Coréia do Norte, na Ásia, o país é mais uma nação cuja soberania é ameaçada pelo imperialismo do governo de Donald Trump. Grande produtora de petróleo, a Venezuela vive uma grande convulsão social fruto de uma oposição irresponsável, antidemocrática, alinhada com a Casa Branca e que quer inserir nossos vizinhos no quadro de submissão ao qual o golpe de 2016 inseriu o Brasil.

    5 – A CTB RJ e toda sua militância classista repudia a tentativa de golpe na Venezuela, manifesta solidariedade ao governo de Nicolás Maduro e olha com bastante preocupação as sucessivas ameaças de investida militar feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Seja na Venezula, na Síria ou na Coréia do Norte, a CTB RJ reafirma seu compromisso com a democracia, com os trabalhadores, com a paz e com a autodeterminação dos povos.

    6 – Outro fator que chama atenção no plano internacional é o reaparecimento das forças nazifascistas. Os protestos nos Estados Unidos de defensores da supremacia branca, o discurso de ódio do governo Trump, os ataques aos povos imigrantes na Europa e no Brasil chamam nossa atenção e reforçam a necessidade de uma articulação internacional da classe trabalhadora em defesa de avanços e contra todas as formas de opressão.

    7 – No Brasil, vivemos uma conjuntura assustadora. Todo legado de mais de uma década de governos progressistas é desmontada por um conluio conservador golpista que controla os três poderes da nossa Nação.

    8 – No Executivo, através do golpe parlamentar de 2016, Michel Temer lidera uma verdadeira quadrilha de ministros ávida na tarefa de retirar direitos da população: aprovaram um teto de gastos que impede investimentos em áreas como educação e saúde no mínimo por 10 anos; aprovaram a ampliação das terceirizações e, mais recentemente, a criminosa reforma trabalhista.

    9 – Esse consórcio golpista se auto protege de acordo com a liberação de benefícios pelo governo federal. Cifras volumosas já foram gastos em jantares, emendas e favores do tipo do governo Federal pago aos deputados e senadores não apenas para aprovar propostas que atacam os direitos dos trabalhadores, mas também para impedir que o presidente delatado com provas seja sequer investigado.

    10 – O mar de denúncias com amplas provas materiais no qual o governo está mergulhado lhe impede de governar de qualquer forma que não seja a cooptação financeira de uma base vendida. Isso gera uma base sem unidade e lealdade programática que necessita de subornos para aderir a projetos como o da Reforma da Previdência, que encontra-se estagnado na câmara dada a alta rejeição do povo e a força da luta dos trabalhadores. Uma reforma que ataca os aposentados do serviço público e da iniciativa privada. Aposentados, esses, que também são prejudicados pelo anúncio de que o aumento dos trabalhadores da ativa será diferenciado em relação aos inativos.

    11 – A economia, nessa ciranda golpista, vai de mal a pior. De acordo com dados divulgados na última terça-feira (29), no mês da votação da denúncia, o Brasil encontrou seu pior desempenho da história em um mês de julho. Esse desempenho se deve à total irresponsabilidade do governo golpista na compra de votos para impedir sua própria investigação.

    12 – O setor naval, renascido após os governos progressistas de Lula e Dilma, encontra-se agonizando. Sem a política de conteúdo local, as obras tem sido enviadas para as empresas estrangeiras, o que eleva os níveis de desemprego e fere nossa indústria. Ao mesmo tempo, os abusos da Operação Lava Jato destroem a engenharia nacional e acabam por ferir de morte projetos essenciais para a nossa soberania, como o submarino nuclear.

    13 – A Saúde encontra em quadro de total abandono. Sem verbas e condições dignas para trabalho, a rede federal enfrenta uma enorme crise que atinge diretamente aos trabalhadores da saúde e os segmentos mais pobres da sociedade. Nos Municípios, a saúde vai de mal a pior. A assistência primária, que é função dos municípios, de acordo com o SUS, está caótica. Na capital, convivemos com um vergonhoso fechamento de clínicas das famílias e as que estão abertas são entregues às OSs. A Educação também vai mal, com cortes agudos na área e na ciência e tecnologia, limitando a capacidade de inovação da ciência brasileira e mais uma vez nos colocando em condição subalterna. A Reforma do Ensino Médio acaba por focar na formação de uma juventude pronta para ser mão-de-obra mas sem as noções mínimas de cidadania que a Escola sempre se dispôs a tentar fomentar. Projetos, como o nefasto Escola Sem Partido, tentam acabar com a visão crítica e com a liberdade de cátedra dos professores em sala de aula com o claro objetivo de alienar nossa juventude.

    14 – Como se não bastasse todo esse desmonte, o povo trabalhador ainda tem que lidar com uma redução na proposta de salário mínimo e o retorno da agenda de privatizações colocando na rota do desmonte a nossa soberania energética, com a venda da Eletrobrás, e monetária, com a privatização da Casa da Moeda. Também sofrem ameaças de privatização nossos portos, o que além de atacar nossa soberania, coloca o escoamento da produção nacional sob a égide dos interesses do capital privado. Esse processo segue rumo que o PMDB de Pezão e Temer já tenta no Rio de Janeiro com a abominável proposta de privatização da CEDAE, que coloca a água e o Saneamento nas mãos de empresas e interesses internacionais.

    15 – As mulheres são um dos segmentos mais atingidos pelos desmontes promovidos pelo governo golpista de Temer e do PSDB. A destruição das políticas públicas para o setor, fruto de um governo que não representa as mulheres e tem uma representatividade irrisória das mesmas nos espaços de poder, levou nosso país à bizarra marca de quinto lugar na escala global dos Feminicídios. Essa estatística se une à reformas que irão piorar as condições de trabalho e empregabilidade para as mulheres e que quer lhes privar do direito à aposentadoria.

    16 – Aqui no Rio de Janeiro a situação é ainda mais grave. Um estado falido por mais de uma década de governos do PMDB, envolvido com escândalos de corrupção que chocam a população, tem seu governo atacando a classe trabalhadora para tentar sair da crise. Ataques que ferem a dignidade humana e deixam servidores com salários atrasados e passando por condições indignas.

    17 – Os dados da PNAD (Pesquisa Nacional de Análise de Domicílios) divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) essa semana revelam que nosso estado terminou o primeiro semestre de 2017 batendo índices alarmantes de população desempregada. São mais de 1,3 milhões de trabalhadores sem emprego com o alcance de mais de 15% de população desempregada no segundo trimestre, batendo recorde no quesito. Em números absolutos, houve aumento de cerca de 400 mil desempregados no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2016, o que equivale a uma alta de 42,7% de pessoas nesta condição. A pesquisa também demonstrou que houve uma redução de 209 mil postos de trabalho com carteira assinada na comparação com o mesmo período de 2016. A população ocupada no final do primeiro semestre deste ano no Rio de Janeiro foi estimada em 7,1 milhões de pessoas. Segundo o IBGE, este contingente não apresentou variação estatisticamente significativa em relação ao mesmo período de 2016. Ou seja, não foram criados postos de trabalho em volume relevante neste período.

    18 – A saúde e a educação fluminense seguem o padrão nacional de abandono e universidades como a UERJ, a UENF e a UEZO e a rede FAETEC lutam para não fechar com seus professores e técnicos sem condição até mesmo de chegar ao local de trabalho. Falta material para os trabalhos científicos, falta segurança e até limpeza. Há mais de um ano que as universidades lutam duramente para manter seu funcionamento ao passo que o governo do Estado segue ignorando suas existências.

    19 – Símbolo do esporte mais popular do país, o Maracanã, palco da final da copa do mundo, onde foram gastos bilhões em reformas, quase não abriga jogos. Em um jogo de empurra entre a iniciativa privada e o governo, seu futuro é incerto e todo investimento feito com dinheiro público não se reverte em benefícios para o povo.

    20 – O festejado e midiático projeto das UPPS faliu e a segurança pública se torna caótica. Milhares de crianças e adolescentes perdem aulas todos os dias por operações policiais em horário de aula e, são, hoje, as maiores vítimas das “balas perdidas”. Um número elevado de famílias sofrem com as verdadeiras vítimas do confronto sem inteligência promovido pelas forças repressoras do estado e o poder do tráfico. Perdas irreparáveis que se somam a uma mar de estatísticas utilizado para promover uma ostentação militar que afronta tanto a nossa democracia, como as próprias Forças Armadas desviadas de sua função, e não apresenta números que se justifiquem. Segurança Pública não pode ser pensada dissociada de educação, cultura, saúde e geração de emprego e renda. Segurança Pública necessita de mais inteligência e ações coordenadas e menos confrontos em horário escolar ou de grande movimentação de trabalhadores nas ruas. Não podemos mais aceitar uma realidade onde jovens negros têm suas execuções justificadas por autos de resistência e onde os trabalhadores não conseguem sair para trabalhar por conta dos confrontos entre polícia, tráfico e milícias. Estamos cansados de perder nossos jovens negros em uma guerra que não é contra as drogas. Essa guerra contra os pobres precisa acabar e a CTB RJ se coloca nessa luta ao lado dos movimentos sociais e populares.

    21 – No Campo, a luta dos trabalhadores da FETAG-RJ e da FETAGRI-RJ segue firme contra o latifúndio e enfrentando os interesses dos poderosos do Estado do Rio de Janeiro. Os acampamentos Fidel Castro (Silva Jardim) e Emiliano Zapata (São Pedro d’Aldeia) seguem firmes e representam a resistência do trabalhador do campo na luta pelo legítimo direito à terra e no combate aos latifúndios que não produzem os alimentos que chegam à mesa do trabalhador e nem geram emprego para nossos agricultores e agricultoras.

    22 – Outra grave vítima dos ataques promovidos pelo governo do Estado é a população LGBT que vê o programa Rio Sem Homofobia, que já foi um exemplo internacional de amparo e combate ao preconceito, definhar até a morte. Une-se a isso ações de retirada de incentivos às Paradas do Orgulho LGBT por parte tanto do governo do Estado, como da prefeitura do Rio de Janeiro, que por um fundamentalismo cego ignora a importância política e social da maior atividade de visibilidade do segmento LGBT do nosso Estado: a parada LGBT do Rio de Janeiro.

    23 – Na Região Metropolitana do Estado, o desemprego já gera o aumento na população de rua e de trabalhadores em situação de vulnerabilidade. As prefeituras, como a do Rio de Janeiro, não apresentam um projeto econômico que gere emprego e renda para o povo e aplicam um ajuste fiscal que ataca diretamente a classe trabalhadora. Fechamento de postos de saúde, dificuldade de realização de atividades nas ruas e atrasos de salários fazem parte de uma receita que só aumenta as desigualdades nas nossas cidades seja na capital, no leste metropolitano ou na Baixada Fluminense. Para implementar essa agenda de ataques, a repressão aos movimentos sociais é utilizada como política de município, como acontece em Duque de Caxias com a enorme repressão aos servidores da saúde. No interior, as prefeituras estão falidas e também enfrentam dificuldades fazendo com que os servidores públicos tenham se mantido em estado constante luta em defesa de seus empregos e seus salários. Uma realidade fruto da falta de repasses do governo do Estado que abandona por completo os municípios e não encontra saída para a crise que o próprio PMDB criou.

    24 – A CTB RJ, nesse quadro complexo, saiu do seu congresso estadual (junho) e nacional (agosto) com o espírito da luta aguçado, renovando seu plano de lutas para enfrentar os desafios que a conjuntura nos impõe. Vamos buscar a construção de uma frente ampla com setores democráticos e populares do nosso Estado para debater os rumos do Rio e do Brasil. Vamos tomar as ruas e defender a classe trabalhadora que não pode pagar por uma crise que não é dela.

    25 – Fora Temer! Fora Pezão! Diretas Já!

    Rio de Janeiro, 1 de Setembro de 2017

    Diretoria Plena da CTB RJ

    Da CTB-RJ

  • Desgoverno Temer é reprovado pela maioria da população, aponta pesquisa

    Já não dá mais para esconder. O Instituto Paraná fez uma pesquisa para a revista Veja, onde 55,4% dos 2.004 entrevistados reprovam a atuação do governo golpista. 

    Já na terça-feira (14), o Vox Populi publicou pesquisa onde o altíssimo índice de reprovação do desgoverno Temer. O levantamento indica que 52% acreditam que o desemprego vai aumentar, 55% dos entrevistados creem que os direitos trabalhistas vão diminuir e 77% esperam prejuízos para a maioria da população (leia a matéria completa aqui).

    A verdadeira motivação do golpe parece estar cada dia ficando mais clara para a população. Isso aparece no levantamento, onde 74,4% disseram acreditar que nada mudou e a desculpa de combate à corrupção para afastar a presidenta Dilma não cola mais.

    Pior ainda para os desejos golpistas de exterminar as conquistas de brasileiros e brasileiras nos últimos 13 anos. Já que 84,1% defendem que os ministros que estão sendo investigados por atos ilícitos não deveriam ter sido nomeados pelo desgoverno golpista.

    Outro dado relevante é que 40,3% acreditam que Temer não chega ao fim do mandato que se atribuiu sem votos. “A população está caindo na real e o golpe pode naufragar porque visa acabar com os interesses populares e nacionais”, diz o secretário de Políticas Sociais da CTB, Carlos Rogério Nunes.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Educadoras e educadores de todo o Brasil fazem 'trancaço' no Ministério da Educação

    Entidades que representam os educadores e as educadoras de todo o país, além de estudantes, fazem um "trancaço", na manhã desta quarta-feira (29), para impedir o funcionamento do Ministério da Educação (MEC) em protesto contra as medidas tomadas pelo desgoverno Temer, que arrrasam com a educação pública. Representantes do movimento popular também estiveram presentes.

    Além de educadoras da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), estão presentes representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE), Levante Popular da Juventude, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e diversas entidades de servidores públicos.

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    Governo golpista acelera o desmanche da educação pública pelo Conselho Nacional

    A ponte de Temer visa acabar com a educação pública e isso tira o seu filho da escola

    "O nosso objetivo é permanecer aqui até às 17h, para denunciar à sociedade o desmonte que o governo golpista está promovendo na educação, em prejuízo à classe trabalhadora", diz Isis Tavares, presidenta da CTB-AM e dirigente da CNTE.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

     

     

  • Entidade sindical da República Dominicana apoia luta contra as reformas de Michel Temer

    A União dos Trabalhadores da Cana de Açúcar (UCT, sigla em espanhol) da comunidade rural Los Bateyes, na República Dominicana, fez uma manifestação em frente à embaixada do Brasil no país em apoio à classe trabalhadora brasileira contra as reformas previdenciária e trabalhista do governo Michel Temer.

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    Dezenas de dominicanos saíram às ruas daquele país com cartazes em apoio aos direitos sociais e trabalhistas e também denunciaram o envolvimento de Temer em esquemas de corrupção.

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    Em carta enviada para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a entidade sindical destaca a importância da integração latino-americana e caribenha. “Temos que continuar derrotando as políticas neoliberais e continuar lutando contra as reformas trabalhista e previdenciária em detrimento da classe trabalhadora do Brasil”, diz comunicado. 


    Leia abaixo a íntegra:

    Os trabalhadores da cana de açúcar reconhecemos o papel que devemos desempenhar quando um país como o Brasil ocorre uma desestabilidade política.

    Nesse sentido comparecemos na frente da embaixada do Brasil em República Dominicana respondendo ao chamado dos movimentos sociais, sindicatos e organizações populares do Brasil e de toda América Latina para clamar juntos:Fora Temer! Eleições Diretas Já!

    Nos últimos 16 anos América Latina tem vivenciando um dos processos social e político mais importante da sua história.

    Nesse sentido tem de recordar a derrota da ALCA em novembro de 2005 graças à unidade dos movimentos sindicais e sociais.

    De igual maneira, temos de continuar derrotando as políticas neoliberais e continuar lutando contra as reformas trabalhista e previdenciária em detrimento da classe trabalhadora do Brasil.
    Mais de 4 milhões de brasileiros que viviam em extrema pobreza foram tirados dessa condição pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e hoje correm o perigo de voltar a cair na miséria.

    Jesús Núñez,
    Coordenador Nacional

    Portal CTB

  • Fórum das Mulheres das centrais sindicais decide rechaçar retrocessos do governo golpista

    Em reunião, nesta terça-feira (21), o Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) decidiu que não interessa para as mulheres dialogar com o governo golpista e machista de Michel Temer.

    “Tiramos uma posição unânime contra o golpe”, afirma Gilda Almeida, secretária de Finanças Adjunta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e integrante da Comissão Nacional de Mulheres da central.

    Gilda explica que “as dirigentes das secretarias de mulheres das centrais que compõem o Fórum (CTB, CUT, Nova Central, Força Sindical e UGT) definiram posição contra todas as medidas que estão sendo tomadas pelo governo golpista”.

    Por isso, o FNMT é contra a reforma da previdência, essencialmente sobre elevar a idade mínima para aposentadoria para 65 anos. Também “vamos elaborar um documento contra os retrocessos na saúde pública, na educação, na cultura e nos direitos sociais e individuais, propostos por Temer”.

    Na reunião ficou definido ainda que é muito importante defender a manutenção dos programas sociais, como o Bolsa Família, o Universidade Para Todos (ProUni), o Financiamento Estudantil (Fies), dentre outros necessários para “combater a desigualdade social”, reforça.

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    O Programa de Valorização do Salário Mínimo foi entendido com essencial para aquecer a economia e elevar o patamar de vida dos mais pobres, principalmente, o FNMT defende “que os aumentos acima da inflação para o mínimo sejam referência para o pagamento de aposentadorias e pensões, como tem sido feito nos últimos anos”.

    O FNMT vai ainda lançar um documento que para “debater o impacto sofrido pelas trabalhadoras com o rebaixamento da Secretaria de Políticas para as Mulheres, assim como os projetos perniciosos que tramitam no Congresso Nacional”.

    Também foi deliberado marcar audiência pública na Câmara dos Deputados ou no Senado para denunciar a violência e a discriminação que as mulheres sofrem no Brasil, “amplificada com esse governo golpista”, diz Gilda.

    Além de defender que é fundamental combater a cultura do estupro, o FNMT definiu o lançamento de uma cartilha abordando a Convenção 156, da Organização Internacional do Trabalho, que pretende a igualdade de oportunidades e de tratamento para trabalhadores e trabalhadoras, assim como as suas responsabilidades familiares.

    Outra unanimidade do FNMT foi sobre a necessidade de participação no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e a importância de se contrapor ao projeto de lei 07/2016, que pretende alterar a Lei Maria da Penha, prejudicando as vítimas de violência.

    “As mulheres das centrais sindicais presentes decidiram também a realização de um ato público em Brasília em defesa do SUS (Sistema Único de Saúde), da educação pública e de combate à violência contra as mulheres e pelo fim da cultura do estupro”, finaliza Gilda.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy - Foto: Eric Paixão

  • Frente Brasil Popular se reúne em São Paulo para avançar na guerra ao golpe, nesta segunda (20)

    O Coletivo Nacional da Frente Brasil Popular (FBP) se reúne nesta segunda-feira (20), em São Paulo, para analisar a conjuntura política, com a provável presença do presidenciável do PDT Ciro Gomes e da filósofa Marilena Chauí.

    Além do debate, a FBP decidirá o calendário de lutas e a preparação de sua Conferência Nacional.

    “A frente tem atuado com firmeza para a união da classe trabalhadora com os movimentos sociais e partidos políticos democráticos para barrar o golpe da elite, aliada dos interesses estrangeiros no país”, diz Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Ele explica que essa reunião é importante para que as mobilizações do novo calendário de lutas consigam abranger ainda mais setores da sociedade com o objetivo de “denunciar os prejuízos à nação com os projetos do governo golpista, diametralmente opostos aos interesses da maioria da população e do país”.

    Além dos temas já citados, os organizadores da FBP discutirão ainda a forma de preparar a greve geral e da marcha massiva programada para o dia 5 de agosto, na abertura da Olimpíada 2016, no centro do Rio de Janeiro.

    A pauta contém também o encaminhamento da preparação da Conferência Nacional da frente, programada para novembro. “Cada vez mais as forças democráticas entendem a necessidade de unir forças para vencer as ideias conservadoras veiculadas pela mídia golpista, que prega o pensamento único”, acentua.

    Além de ficar “patente a necessidade de ampliação dos horizontes culturais, aumentando assim o conhecimento da realidade”, diz Rogério. “Dessa forma poderemos intervir melhor e combater o neoliberalismo e o imperialismo com mais qualidade”.

    Para os organizadores da FBP, os últimos acontecimentos derrubaram a máscara do golpe, que tem a incumbência de acabar com a Operação Lava Jato e liquidar com os direitos sociais e trabalhistas conquistados nos últimos anos.

    “A Frente Brasil Popular tem o papel de aglutinar as forças que defendem um projeto de desenvolvimento voltado para os interesses da classe trabalhadora e que vise o permanente combate à desigualdade e às discriminações”, finaliza.

    Serviço:

    O que: Reunião Coletivo Nacional Frente Brasil Popular
    Quando: Segunda-feira (20), das 9h às 17h
    Onde: São Paulo, no Colégio Pio XI (Rua Pio XI, 1100 - Alto da Lapa)

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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