Sidebar

17
Qua, Jul

Frente Brasil Popular

  • A luta contra a reforma da previdência teve mais um capítulo nesta terça-feira (5), no Rio de Janeiro. Ato convocado pelas centrais sindicais e pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo transformou a data em um grande Dia Nacional de Lutas por todo o país.

    No Rio de Janeiro foram mais de 10 mil manifestantes no histórico palco da Praça da Candelária, no centro da Cidade Maravilhosa. A CTB marcou presença e mostrou mais uma vez que o povo brasileiro é contra essa nefasta proposta que, na prática, acaba com a aposentadoria.

    “Apesar da mídia golpista esconder essa vergonha que é essa chantagem e essa descarada compra de votos para votar a reforma da previdência, o povo já percebeu a podridão que é esse governo e a bancada comandada pelo presidente da Câmara (Rodrigo Maia)”, diz Paulo Sérgio Farias, o Paulinho, presidente da CTB-RJ.

    Por isso, diz ele, “neste dia 5, milhares foram às ruas mais uma vez para dizer que não vão aceitar essa votação”. Paulinho reforça ainda que “é fundamental a unidade na mobilização da classe trabalhadora, não há outro caminho a não ser a luta, a não ser a denúncia contra esse crime contra o povo”.

    Logo no começo da tarde, a militância da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Rio de Janeiro (CTB-RJ) e da União da Juventude Socialista (UJS) realizaram um ato em frente à sede do INSS, na Rua Pedro Lessa, no centro da cidade.

    “Nós estamos aqui para denunciar essa reforma da previdência que causa inúmeros prejuízos aos trabalhadores e especialmente às trabalhadoras, que já sofrem com uma dupla jornada e que terão seu direito à aposentadoria inviabilizado pela proposta desse governo golpista”, afirma Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ.

    Ela lembra ainda que estamos  nos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres e "a mulherada se mantém firme contra todo o tipo de violência e discriminações".

    A luta contra a reforma da previdência mobilizou diversas categorias, tanto do setor público, quanto do setor privado, que lutam contra essa medida que coloca em risco a aposentadoria de milhões de trabalhadores e trabalhadoras. Dentre elas, se destacam os servidores públicos que são os maiores prejudicados com essa proposta.

    “É muito importante manter as manifestações contra a reforma da previdência. O governo está com dificuldades de conseguir os votos para aprova-la e temos que levar essas manifestações para a porta da casa dos deputados federais. Essa reforma atinge principalmente os servidores públicos e nós sabemos que ela não é necessária pois a auditoria já provou que não existe déficit na Previdência”, afirma Marco Correa da Silva, presidente da Federação dos Servidores Públicos Municipais do Estado do Rio de Janeiro (Fesep-RJ) e dirigente da CTB-RJ.

    No fim da tarde, milhares de trabalhadores e trabalhadoras se reuniram na tradicional Praça da Candelária, onde iniciaram uma grande manifestação popular em defesa da aposentadoria e contra os retrocessos. “Fora Temer” se tornou mais que uma palavra de ordem.

    “Mesmo com o governo tentando dar uma pernada, dizendo que não ia ter votação para tentar desmobilizar a manifestação, a classe trabalhadora está na rua com a CTB e as demais centrais, para barrar a reforma da previdência”, diz José Carlos Madureira, secretário de Políticas Sociais da CTB-RJ.

    A manifestação saiu em passeata pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia, onde o ato foi encerrado com falas das centrais sindicais e das frentes envolvidas. Paulinho ressalta a força da manifestação carioca.

    “Apesar do pessimismo de uns e da arrogância de outros o dia de hoje, 5 de dezembro, foi uma grande demonstração de força da classe trabalhadora que foi às ruas e à luta. Enquanto o governo continua com sua chantagem e comprando voto com o dinheiro do povo. Mostramos que a luta vale a pena e vamos vencer”, conclui.

    José Roberto Medeiros - CTB-RJ e Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

     

  • CTB e Frente Brasil Popular realizam nesta terça-feira (31), em frente às agências do INSS de todo o Brasil, uma mobilização nacional contra os ataques à Previdência Social planeados por Michel Temer e seu governo interino. A ação aconteceu simultânea ao lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência do Senado.

    Em Brasília, o ato oficial foi acompanhado por dezenas entidades profissionais, como a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (ANFIP), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) ea Associação Nacional dos Membros das Carreiras da Advocacia-Geral da União (Anajur).

    Em São Paulo, o ato iniciado às 10h contou com a participação também da CUT e da Intersindical. Foi realizado um comício com declarações de lideranças das três centrais, encerrado pelo discurso do próprio presidente nacional da CTB, Adilson Araújo.

    “Não se discute quanto da Previdência foi desviado, governo após governo, para cobrir rombos no orçamento. Não se discute o papel que essa instituição tem na vida dos mais pobre e vulneráveis, ou como ela provê o sustento para milhões de famílias brasileiras”, disse o presidente. Ele lembrou que é falsa a ideia de que a Previdência é deficitária - apenas em 2014, ela teve superávit de mais de R$ 70 bilhões - e que, mesmo se assim fosse, é preciso contabilizar aí os mais de R$ 80 bilhões que são sonegados em impostos previdenciários todos os anos. Confira o discurso na íntegra no vídeo abaixo:

    O presidente da CTB-SP, Onofre Gonçalves, também estava presente na manifestação, e disse que o ato é importante por trazer a pauta de denúncia do governo golpista de Michel Temer, “que vai esquartejar e jogar no lixo os 92 anos da Previdência Social”. Onofre lembrou também do papel social da Previdência: “Ela é uma forma importante de distribuição de renda, que vai pra aqueles que mais precisam. Esse governo está querendo tirar - é uma maldade com quem mais precisa, que são os trabalhadores e trabalhadoras”, concluiu.

    Outras manifestações ocorreram por todo o Brasil, em especial em Porto Alegre e Belo Horizonte.

    O próximo ato nacional está marcado para o dia 10 de junho. A ocasião será direcionada contra o próprio presidente interino Michel Temer, que não tem sustentação popular para permanecer na Presidência da República. A Frente Brasil Popular já trabalha na articulação dos movimentos sociais em todo o Brasil.

    Portal CTB

  • Em todo o Brasil, o Ato em Defesa da Democracia e Contra o Golpe levou nesta sexta-feira (18) milhões de trabalhadores e trabalhadoras para as ruas, pedindo em uníssono a manutenção do mandato da presidenta Dilma Rousseff e da posse como ministro da Casa Civil do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Organizada pela Frente Brasil Popular, a comoção atingiu ao menos 45 cidades em todo o país, incluindo todas as capitais estaduais e Brasília.

    A maior concentração foi em São Paulo, fechando completamente a Avenida Paulista, onde por volta de 500 mil pessoas participaram do maior ato em defesa do governo até agora. Lula participou ele mesmo desse ato, assim como o prefeito da metrópole Fernando Haddad, eletrizando os militantes partidários, sindicalistas e integrantes de movimentos sociais presentes. Muitos simpatizantes dos governos petistas compareceram de forma espontânea, seguindo as muitas convocações feitas por artistas e intelectuais pela Internet. Outras capitais também registraram cifras impressionantes: Recife reuniu 200 mil pessoas, e Belo Horizonte, Fortaleza e Salvador reuniram 100 mil cada.

    Ao lado de Lula, o presidente da CTB, Adilson Araújo, falou aos manifestantes sobre a história particular de sua família, que migrou da Paraíba e da Bahia para São Paulo para escapar da pobreza que assolava o Nordeste. "A história da minha vida é a história da maioria do povo brasileiro, como é a história do presidente Lula. Nós viemos para São Paulo no pau-de-arara e sofremos muito, mas conseguimos avançar porque o povo brasileiro aprendeu a votar. E aí percebemos que foi muito bom vencer essa batalha, porque a minha famíla começou a ir nos rolezinhos, a ter acesso à universidade... Mas agora, estão assustados, porque a Lava Jato está fechando milhões de empregos! É necessário que a gente possa contribuir com esse debate - querem rasgar a Constituição, querem sepultar o Estado Democrático de Direito, e quando eles conseguirem fazer isso, aí vão poder botar fim na Petrobras, botar fim no pré-sal, acabar com o salário minimo e iniciar uma onda de desemprego", denunciou. "Vai ser muito bom tomar as ruas do Brasil para garantir a legitimidade do mandato, e fazer valer aquilo que é mais sagrado, que diz respeito a nossas vidas: a democracia, que é a nossa arma!", concluiu.

    Você pode ouvir o pronunciamento na íntegra logo abaixo.

    Entre as falas de dezenas de lideranças, um tema recorrente foi a manifestação de solidariedade ao ex-presidente e sua família, alvos de ações abusivas por integrantes do Judiciário e de uma agressiva campanha de difamação. Emocionado com o tamanho do protesto, Lula pregou o entendimento entre as pessoas de pensamentos diferentes, mas alertou para a necessidade de se respeitar as regras do jogo democrático. "Esse país tem que voltar a crescer, tem que ter convívio civilizado e democrático. Perdi eleição em 1989, em 1994 e em 1998, e em nenhum momento vocês me viram ir para a rua protestar porque outro ganhou", lembrou. "Eu não quero que o eleitor do Aécio vote em mim. Eu quero que todos compreendam que democracia é conviver com a diversidade. A maioria do povo brasileiro quer que deixem a presidenta Dilma governar, pois foi para isso que ela foi eleita", disse, com reações muito animadas do público. Ele disse que está entrando no governo para ajudar na estabilização da política e da economia, e encerrou sua fala com a palavra de ordem "Não vai ter golpe!", ecoada fortemente por toda a avenida.

  • Lideranças da Frente Brasil Popular se reuniram em São Paulo para articular a Marcha para Brasília contra o golpe, que acontecerá nesta quinta-feira 31. A avaliação da Frente é que as mobilizações adquiriram papel central na resistência em defesa da democracia, contra o golpe de Estado em curso no Brasil. Em Brasília, o ato começa às 14 horas no estádio Mané Garrincha e segue em marcha até o Congresso Nacional.  

    O presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, foi um dos participantes do diálogo. Avaliou a gravidade crescente da situação e frisou a necessidade de levar adiante os esforços pela democracia. "A rua passou a ser uma importante trincheira. O elemento que está posto é ter muita tranquilidade, pé no chão e sensibilidade. Mesmo aqueles que discordam de parte do que a gente fala precisam ser convocados. Precisamos ter atuação ampla, porque o que se ensaia por parte da elite conservadora é um agravamento ainda maior do quadro politico, apostando na instabilidade", disse.

    Como estratégia de reação, sugeriu "alcançar os setores da população que não se identificam com uma organização, mas que estão se unindo aos esforços para preservar a democracia", como o coletivo de artistas no Rio de Janeiro ou o encontro acadêmico na PUC-SP e outras manifestações de artistas, juristas, intelectuais e movimentos populares que ocorreram espontaneamente em diversos estados do país.

    A Frente acertou, como principal encaminhamento, a realização simultânea de atos em todos os estados no dia 31, não apenas em Brasília. A "Jornada Nacional Pela Democracia" terá como lema "Golpe Nunca Mais", e deverá carregar em seu manifesto a defesa dos direitos sociais e a busca por uma nova política econômica. E divulgou um conjunto de ações para orientar os trabalhos nos estados, além de uma nota sobre a mobilização nacional reproduzida abaixo:

    NOTA SOBRE A MOBILIZAÇÃO NACIONAL DE 31/3

    As Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que reúnem dezenas de entidades do movimento social brasileiro, decidiram promover conjuntamente o Dia Nacional de Mobilização no próximo 31 de março, com uma Marcha a Brasília, além de manifestações em várias cidades brasileiras.

    Os eixos da mobilização unitária são os seguintes:

    - Em defesa da Democracia: Golpe Nunca Mais

    - Contra o ajuste fiscal: por outra política econômica

    - Em defesa dos direitos: Contra a Reforma da Previdência

    Confirme sua participação no evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1765127953718082/

    Frente Povo Sem Medo
    Frente Brasil Popular

    Portal CTB

  • Agora é Haddad para o Brasil voltar a crescer com justiça social (Foto: Ricardo Stuckert)

    Há dias que ficam para a história. O próximo sábado, 20 de outubro, será um deles. Neste dia, através de uma grande mobilização nacional, o povo irá manifestar seu amor pelo Brasil, por essa pátria tão forte quanto diversa. Vamos levantar nossas vozes, em cada cidade, para rechaçar os ataques e ameaças à nossa democracia e aos nossos direitos políticos e sociais.

    Um dos candidatos que disputam o segundo turno se posiciona explicita e orgulhosamente como o representante de tempos sombrios da história brasileira, superados pela resistência e manifestação massiva do povo brasileiro que resultou na redemocratização e na derrota da ditadura militar, que perdurou por 21 anos.

    A candidatura de Jair Bolsonaro apoia a ditadura militar, defende explicitamente a violação dos direitos humanos, questiona os direitos das minorias, e a ocorrência comprovada de torturas. Além disso, ameaça constantemente com a quebra da normalidade democrática. Suas mal apresentadas propostas indicam um projeto político de continuidade e aprofundamento dos ataques aos direitos políticos e sociais do povo brasileiro.

    Nunca na história do Brasil tivemos tanta necessidade de resguardar a Constituição. O nosso voto nesse pleito eleitoral pode impedir que a democracia brasileira fique em mãos perigosas e inescrupulosas, que já deu provas do que representa.

    Do outro lado, temos a candidatura de Fernando Haddad que, neste segundo turno, representa uma Frente Ampla pela democracia, com os apoios dos partidos (PDT, PSB e PSOL) e também de um conjunto de lideranças, artistas, movimento social e cívico que tem como objetivo resguardar a democracia e nossos direitos políticos e sociais impondo uma derrota nas urnas a Jair Bolsonaro e o seu projeto de atraso. Só o voto em Haddad, pode impor essa derrota. Por isso agora todos/as somos #HaddadSim.

    As mulheres foram para as ruas no primeiro turno e com uma imensa manifestação do #EleNão e ajudaram a garantir o segundo turno. Agora é preciso que toda a sociedade civil, mais uma vez, se organize para mostrar a nossa indignação e amor pelo Brasil, resistir e virar o jogo nas urnas no dia 28 de outubro.

    Vamos derrotar novamente todos aqueles que querem tirar os direitos trabalhistas, civis e sociais, aqueles que querem devastar o Brasil e entregar todas as nossas riquezas, como a Amazônia e o pré-sal. Vamos imprimir uma fragorosa derrota àqueles que não querem ver o povo brasileiro com toda a sua diversidade como protagonista de sua história e do país.

    Em defesa do Brasil, da democracia e dos direitos. Vamos às ruas!

    Movimento Mulheres Unidas Contra Bolsonaro
    Frente Brasil Popular
    Frente Povo Sem Medo

  • Nesta quarta-feira (4), quando será retomado o julgamento do pedido de habeas corpus preventivo do ex-presidente Lula pelo Supremo Tribunal Federal (STF), atos em defesa de sua inocência e liberdade serão realizados em todo o Brasil.  

    Os 11 ministros deverão decidir se concedem ao ex-presidente este direito constitucional, que o protegerá de ser preso devido à condenação em segunda instância ocorrida em 24 de janeiro.

    O recurso jurídico é uma prevenção a ações arbitrárias, o que se aplica especialmente ao caso de Lula que foi condenado sem provas e vem sofrendo agressiva perseguição judicial e política. 

    Vigílias e atos

    Em Brasília,  as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo se concentrarão no Teatro Nacional, a partir das 12h, e ocuparão o lado norte da Esplanada dos Ministérios. De lá, seguirão em caminhada até o Congresso Nacional, onde acompanharão o julgamento.

    Em São Bernardo do Campo (SP), a partir das 9h, será realizada uma plenária no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Em São Paulo e Salvador, a Frente Brasil Popular (FBP), realizará panfletagens que sairão dos bairros periféricos até os centros comerciais.

    Nos demais estados, estão programados vigílias e atos públicos. Confira lista atualizada das mobilizações em todo o Brasil:

    ALAGOAS
    Maceió
    14h - Praça Deodoro

    AMAZONAS
    Manaus
    13h - em frente ao Tribunal Regional Eleitoral de Manaus

    BRASÍLIA
    03/03 (terça-feira)
    17h - panfletagem na Rodoviária
    19h - Atividade no Museu da República 

    04/04 (quarta-feira)
    12h - Teatro Nacional, lado norte da Esplanada dos Ministérios
    13h - caminhada sentido Congresso Nacional, na Alameda das Bandeiras, onde acompanharão o julgamento até o final

    BAHIA
    Salvador 
    02/04 (segunda-feira)
    Mini-trioelétrico #LulaLivre
    Locais: Centro, Subúrbio, Cajazeiras. Caminhão de som da CUT percorrerá o centro de Salvador e também terá panfletagens na Lapa, Iguatemi, Estação Mussurunga e Acesso Norte

    03/04 (terça-feira) 
    Carreata #LulaLivre
    16h - concentração Vale do Canela, com caminhada pelo Vale do Canela até o Subúrbio, com encerramento na Praça da Revolução (Periperi) com ato político cultural. Panfletagens na Lapa, Iguatemi, Estação Mussurunga e Acesso Norte

    04/04 (quarta-feira) 
    Ato Político #LulaLivre
    13h – concentração Fórum Rui Barbosa (Campo da Pólvora)
    Pela manhã, haverá ato do Sindicato dos Advogados com saída da OAB até o Fórum Rui Barbosa e ato da APUB saindo da UFBA até o Fórum.

    CEARÁ
    Fortaleza
    15h – Praça da Bandeira (centro)

    Cariri
    10h - Praça Siqueira Campos (centro do Crato)

    MARANHÃO
    São Luís
    8h - Praça Joãozinho Trinta

    MATO GROSSO
    Cuiabá
    13h - Vigília e ato político na Praça Alencastro

    MATO GROSSO DO SUL 
    Campo Grande 
    16h – esquina da Rua 14 de julho com a Rua Afonso Pena (centro)

    MINAS GERAIS 
    Belo Horizonte
    03/03 (terça-feira)
    17h - Praça Afonso Arinos Vigília Democrática Lula Livre

    04/04 (quarta-feira) 
    17h - Praça Afonso Arinos Ato pela Democracia e #LulaLivre 

    PARÁ
    Belém 
    15h – Praça da República, ao lado do bar do Parque

    PARAÍBA
    João Pessoa
    16h - Praça da Paz

    PERNAMBUCO
    Recife 
    14h - Câmara de Vereadores do Recife

    PIAUÍ
    Teresina 
    7h - Av. Miguel Rosa, próximo ao HUT, em frente ao Tribunal de Justiça

    RIO GRANDE DO NORTE
    Natal
    15h - Calçadão da Av. João Pessoa

    RIO GRANDE DO SUL
    Porto Alegre
    12h – Vigília – Esquina Democrática 
    17h30 – Ato político

    RONDÔNIA
    Porto Velho 
    18h - sede do PT estadual (centro)

    SANTA CATARINA
    Florianópolis
    13h - Beira Mar Norte

    SÃO PAULO
    Capital
    03/04 (terça-feira)
    Panfletagens e diálogo com a população

    Itaquera
    7h - centro de Itaquera

    Artur Alvim
    18h – em frente estação de metrô

    Guaianazes
    18h – em frente estação CPTM Guaianases 

    Itaim/São Miguel 
    5h – em frente estação CPTM Itaim Paulista

    Cidade Tiradentes
    17h - em frente ao terminal de ônibus (próximo ao supermercado Extra)

    São Mateus 
    11h – Av. Mateo Bei em frente à loja Marisa 

    Sapopemba
    17h – Largo do Grimaldi

    Vila Matilde
    19h – Metrô Vila Matilde

    Penha 
    6h30 - Metrô Patriarca

    Vila Prudente 
    7h - Terminal Vila Prudente

    Tatuapé 
    Metrô Tatuapé (esquina do estacionamento na rua Tuiuti) 

    Mooca
    6h - Estação de trem CPTM 

    Zona Sul – Capela do Socorro
    16h - Largo do Socorro 

    Jabaquara - Comitê Paulista
    17h - Metro Jabaquara

    Freguesia do Ó/Brasilândia/Casa Verde/Pirituba 
    7h/17h30 - Terminal Vila Nova Cachoeirinha

    Centro 
    17h - Praça da República (em frente ao Caetano de Campos) 

    Butantã 
    17h - em frente ao Metro

    Perus
    16h30 – em frente estação da CPTM

    Saúde/Ipiranga
    17h - Terminal Sacomã

    Santana
    18h - metrô Santana (concentração 17h30 na Rua Darzan, 356)


    04/04 (quarta- feira)
    LESTE 1 e 2 
    14h - Metro Itaquera - Atividade com carro de som

    Freguesia do Ó/Brasilândia/Casa Verde/Pirituba 
    7h - Terminal Vila Nova Cachoeirinha

    Vila Prudente 
    Pela manhã marcha e caminhada pela Comunidade da Prosperidade, Vila Califórnia, Vila Alpina e Vila Prudente.

    Mooca
    6h - Estação de trem CPTM

    Campo Limpo/M'Boi Mirim
    7h - Metrô Capão Redondo

    Vila Maria
    16h30 - Rua Manguari, 250 - Parque Novo Mundo

    Bauru
    17h - em frente à Câmara Municipal

    Registro 
    16h - concentração na Praça do Skate da Beira Rio

    Ribeirão Preto
    17h - Esplanada do Pedro II, no calçadão central da cidade

    São Bernardo do Campo 
    03/04 (terça-feira)
    5h - panfletagem nos terminais de ônibus
    14h - Vigília em frente ao prédio do ex-presidente Lula. Concentração na Rua Tapajós, 3 (próximo ao terminal de trólebus São Bernardo)

    04/04 (quarta-feira)
    9h - Plenária no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC - Rua João Basso, 300

    São Caetano do Sul 
    16h - Rua Municipal esquina com Rua Heloísa Pamplona

    Sorocaba 
    7h - panfletagem pela região central da cidade

    Portal CTB com informações da Frente Brasil Popular

  • Representantes dos movimentos sociais, entre eles a CTB, acompanhados pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP), concederam uma coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (5), no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, para denunciar a ação truculenta da polícia militar (PM) contra manifestantes e jornalistas desde que o governo Temer Golpista assumiu o comando do país.

    Os parlamentares, que participaram do ato contra o golpe realizado no domingo (4) e que reuniu mais de 100 mil, mostraram sua indignação com a ação violenta da polícia que partiu para cima da população que protestava pacificamente já no fim do percurso, no Largo da Batata, disparando bombas. O ex-ministro Roberto Amaral chegou a ser atingido no braço por estilhaços.

    “Queremos proteção da polícia e o direito à manifestação do pensamento”, expressou Teixeira. O secretário de Políticas Sociais da CTB e integrante da frente Povo Sem Medo, Rogério Nunes, concorda: “É injustificável que o governador do Estado [Geraldo Alckmin] em consonância com o Ministro da Justiça [Alexandre de Moraes] aja com violência contra a população. Reiteramos nossa indignação”, expressou o sindicalista.

    Na oportunidade, Lindbergh informou que entrará com uma representação na Organização dos Estados Americanos (OEA) contra a atuação da PM. Ele ainda lembrou da violência contra os profissionais da comunicação. O fotógrafo Sérgio Silva ficou cego após ser atingido por uma bala de borrachadurante protesto do Passe Livre em 2013 e foi considerado culpado por estar na linha de tiro. “Temos que falar para o Brasil e para o mundo que os jornalistas também estão sendo vítimas. Isso não é normal”, disse.

    Outra denúncia realizada durante a coletiva foi da prisão de 26 jovens, antes da manifestação de domingo começar, sob a acusação de que “pretendiam praticar atos de violência” por portarem gazes, curativos, vinagre e máscaras de proteção eles foram encaminhados ao Deic (Departamento De Investigações Sobre Crime Organizado).

    O ex-senador Eduardo Suplicy leu uma carta assinada por ele e mais dois parlamentares e enviada ao governador e ao secretário de segurança do estado na qual afirma: “Consideramos um exagero a conclusão dos delegados de que aqueles jovens iriam participar de ações violentas no protesto (...) pois a manifestação foi inteiramente pacífica e aqueles jovens nos asseguraram que se tivessem a oportunidade de participar da manifestação também teriam agido pacificamente”, diz o documento.

    Os adultos detidos participam, nesta segunda (5), de uma audiência de custódia no Fórum da Barra Funda e os adolescentes no Fórum da Infância e Juventude do Brás. Os próximos atos organizados pelas frentes Brasil Popular (FBP) e Povo Sem Medo (FPSM) ocorrerão nos dias 7 e 8 de setembro. “Vamos dar uma aula de democracia para esse governo ilegítimo”, afirmou Edson Carneiro Índio, que também representou a FPSM. Lideranças da FBP reforçaram a convocatória para os próximos atos. 

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Na capital sergipana, dia 11, os diretores do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE) estavam na manifestação do Dia Nacional de Paralisações contra a aprovação da PEC 55, a “PEC do Fim do Mundo”, que congela dos orçamentos de saúde, educação e serviços públicos por 20 anos.

    A concentração da manifestação foi embaixo do Viaduto do Terminal Dia, em seguida os participantes saíram em caminhada pela Avenida Adélia Franco. Os protestos foram realizados em 19 capitais, organizados pelas entidades que compõem a Frente Brasil Popular.

    Investidas do STF

    No ato político no Viaduto do Dia, a presidenta do Seeb-SE, Ivânia Pereira criticou o governo golpista Michel Temer e as reformas trabalhista e previdenciária. Ela também se opôs às investidas políticas e de retrocesso do Supremo Tribunal Federal (STF) que vem aprovando medidas que flexibilizam os direitos trabalhistas e permitem a terceirização nas empresas públicas brasileiras.

    As centrais sindicais estão propondo a realização de novos protestos unificados para o dia 25 de novembro. A data ainda aguarda deliberações da Frente Brasil Popular.

    Déa Jacobina - Seeb-SE

  • Dezenas de municípios brasileiros foram palco para as manifestações desta sexta-feira, 31 de março, quando as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo sem uníram às centrais sindicais em uma nova demonstração contra o governo Temer. A pauta principal, como no dia 15, foi a Reforma da Previdência, mas a iminência da sanção da Lei da Terceirização Irrestrita trouxe grande atenção a esse tema.

    O comparecimento de trabalhadores e trabalhadoras continua forte, diante das medidas ultraliberais cada vez mais apressadas do governo golpista. A maior concentração aconteceu em Belo Horizonte, onde se reuníram mais de 100 mil pessoas para um ato que misturou intervenções culturais e discursos inflamados dos movimentos sociais. São Paulo teve um público igualmente grandioso, com 70 mil em marcha em ato que começou na Avenida Paulista e terminou na Praça da República. No Rio de Janeiro, 60 mil pessoas tomaram conta da Avenida Rio Branco, e as cidades de Fortaleza e Natal tiveram respectivamente 35 mil e 20 mil pessoas, e Aracaju concentrou mais 15 mil.

    As atividades, no entanto, percorreram dezenas de cidades do interior, começando já às cinco horas da manhã com trancaços e assembleias de trabalhadores paralisados. Do Acre ao Rio Grande do Sul, uma extensa lista de eventos foram levados adiante, variando de manifestações em frente a sedes de governo até o fechamento de rodovias federais.

    Na Bahia, ao menos 10 municípios realizaram demonstrações simultâneas à de Salvador, e, no Rio de Janeiro, o ato também incorporou uma cerimônia de memória pela data do golpe militar de 64, 1º de abril, diante da Rede Globo. Curitiba realizou um grande debate na Assembleia Legislativa do Paraná contra a Reforma da Previdência, com a participação dos senadores Paulo Paim, Gleisi Hoffmann e Roberto Requião e com o ex. Ministro da previdência Carlos Gabas.

    Apesar da amplitude dos protestos, apenas em uma localidade foi registrada uma ação de repressão violenta por parte da polícia, em Uberlândia (MG). Segundo a Frente Brasil Popular, a Polícia Militar reprimiu uma mobilização do MTST no município. “Sem diálogo, a tropa de choque e mais viaturas de outros batalhões chegaram atirando e soltando bombas, com o apoio de um helicóptero”, diz um comunicado da Frente. 15 pessoas ficaram feridas e 2 manifestantes foram presos.

    A construção de uma greve geral

    Em São Paulo, um ponto em comum na fala de todos os representantes foi a construção de uma greve geral, que teria dois objetivos principais: primeiro, impedir os projetos de retirada de direitos de Michel Temer de prosperarem; segundo, afastá-lo da Presidência para a realização de uma nova eleição presidencial. A presença massiva de professores do ensino público determinou especial atenção para a pauta específica dos professores - especialmente pela situação dramática que a Reforma da Previdência impõe a essa categoria, que perderá toda a redução de exigências do magistério.

    O secretário de Políticas Sociais da CTB, Carlos Rogério Nunes, definiu a situação de Temer como “fraca”, e conclamou: “Basta que a gente balance ele o suficiente que ele não aguenta, pois seu governo é ilegítimo e sua aprovação está lá em baixo”.

    Ele detalhou esse raciocínio em seu discurso:

    Confira a galeria fotográfica da manifestação em São Paulo no FLICKR DA CTB

    Outro discurso de destaque, que fez propostas ousadas para os participantes da passeata, foi o de Guilherme Boulos, coordenador-geral do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). “A aprovação de Temer hoje está tão baixa, mas tão baixa, que só é comparável à do ditador Figueiredo, que ficou conhecido por dizer que preferia cavalos do que gente. Esse é o presidente que os golpistas colocaram no poder”, analisou Boulos, jocosamente. E previu: “Se eles estão achando que podem fazer o que quiserem lá em Brasília, estão muito enganados, porque a gente não vai deixar. A gente vai fazer essa greve e, se eles não desistirem dessa Reforma da Previdência, a gente vai ocupar aquele Congresso! Uma hora a conversa vai acabar!”.

    O presidente da CUT, Vagner Freitas, falou das relações dos membros do Congresso com Michel Temer, e disse que não dará trégua para os parlamentares que se aliarem aos cortes de direitos. “A gente vai ficar em cima de cada deputado que votar por essas reformas, vamos colar o retrato deles em cada poste deste país. O recado é um só: ajudou no corte de direitos, não vai mais ser eleito para nada”, ameaçou.

    Nunes, Boulos e Freitas fizeram coro com dezenas de outras lideranças em várias partes do Brasil, cuja principal tarefa é articular uma paralisação nacional para o dia 28 de abril. Nas palavras do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), presente no ato de São Paulo, a amplitude das conversas realizadas até agora indica que esta poderá ser “a maior greve já realizada no país”.

    Portal CTB

  • O ato em Fortaleza neste domingo, 1º de Maio, foi promovido pela Frente Brasil Popular, que congrega vários movimentos sociais, centrais sindicais, categorias profissionais, partidos políticos e representantes de diversos setores, unidos contra o golpe e pela democracia. Mais de seis mil trabalhadores disseram "não" ao golpe e a Michel Temer e reforçaram a defesa da democracia e das conquistas sociais. A concentração foi na Avenida Leste-Oeste, nas proximidades do antigo kartódromo e da Escola de Aprendizes Marinheiros do Ceará. De lá, os manifestantes saíram em caminhada, rumo à Barra do Ceará, um dos maiores e mais populosos bairros de Fortaleza e também um dos mais belos cartões postais da capital cearense, com o encontro do Rio Ceará com o mar.

    Durante a caminhada, os participantes gritaram palavras de ordem contra o golpe e em defesa da democracia. Centrais sindicais, lideranças ligadas aos movimentos sociais, parlamentares, representantes de partidos políticos e dos mais diversos setores se somaram à grande manifestação no 1º de maio contra o golpe.

    O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Ceará (Sindsaúde-CE) participou do ato, destacado em uma ala que, através de faixas, cartazes e teatro de improviso, denunciou a ameaça de direitos, como a terceirização sem limites, a mudança na CLT, com a prevalência de acordos em detrimento de direitos até então assegurados, além do fim da política de valorização do salário mínimo.

    “Xô Golpistas” - dizia uma das faixas assinadas pelo Sindsaúde-CE, que também levou para o ato o trenzinho contra o golpe. Na encenação teatral, o grupo Trama de Teatro, mostrou as caras dos malfeitores Temer e Cunha que querem exterminar o futuro dos trabalhadores do Brasil, rasgando a Constituição Federal e a Carteira de Trabalho, com todas as conquistas realizadas.

    "Nos últimos 14 anos, o Brasil conquistou a inclusão social de 40 milhões de pessoas, viu o trabalhador com mais comida na mesa, com reajustes reais anuais do salário mínimo e com filho na universidade, coisa que antes era direito exclusivo da Casa Grande, do filho do patrão. Se o golpe se confirmar, os direitos trabalhistas e o acesso à educação vão sofrer grandes riscos, nas mãos de Michel Temer e dos neoliberais do PSDB, que fizeram o que fizeram durante o governo FHC", disse o deputado federal Chico Lopes, presente no ato.

    “Aquele foi um governo de crise econômica muito maior do que a atual, de muitas demissões, desligamento de servidores, de desemprego em massa, de arrocho salarial, de privatizações, entrega do patrimônio público a preço de banana... Mas isso a maioria dos atuais comentaristas econômicos não diz. Parece que não lembram", avalia.

    O trabalhador precisa estar alerta e se manter firme na luta em defesa dos direitos e da democracia.

    Fonte: Sindsaúde-CE

  • Na luta contra a reforma da Previdência e a perda de direitos, os sergipanos se articulam em adesão à greve geral, convocada pelas centrais sindicais para o dia 5 de dezembro. Em Aracaju, os integrantes da Frente Brasil Popular (FBP), entre eles a CTB-SE, se reuniram para discutir a participação na paralisação nacional. Por outro lado, diversas categorias já aprovaram a suspensão das atividades no dia da greve e outras têm assembleias agendadas para os próximos dias.

    Os trabalhadores do Fisco e os servidores públicos do estado vão paralisar as atividades. A decisão foi tomada em assembleias convocadas pelas direções do Sindifisco e Sintrase. Os bancários, enfermeiros, servidores públicos de Indiaroba e trabalhadores da Emdagro já marcaram assembleia para discutir apoio ao protesto.

    Os motoristas e cobradores do transporte público da Grande Aracaju, que engloba a capital e os municípios de Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros, também vão se reunir assembleia para avaliar a adesão ao movimento.

    Insatisfação

    “Nesse momento, não resta alternativa para barrar a reforma da Previdência a não ser fazendo uma greve geral. Precisamos demonstrar nossa insatisfação com esse governo golpista que quer acabar com o direito à aposentadoria”, afirmou Adêniton Santana, presidente da CTB-SE.

    Para o sindicalista, se o povo brasileiro não ocupar as ruas para dar um basta nos acordos feitos entre quatro paredes pelo presidente Temer com a ala conservadora do Congresso Nacional, a reforma da Previdência corre o risco de ser aprovada. “Nós sabemos que o governo usa as emendas como forma de conseguir apoio e se fizermos nada para barrar, nem nós nem os nossos filhos e netos irão se aposentar”, enfatizou Santana.

    Mobilização

    Em Sergipe, as entidades que compõem a FBP já iniciaram o processo de mobilização da sociedade. Com carros de som e distribuição de panfletos em terminais de ônibus, os trabalhadores estão convocando os sergipanos a aderir à paralisação.

    Entre as entidades que participam diretamente dessa convocação estão a CTB-SE, UGT, CUT, MST, Levante Popular, Consulta Popular, os Movimentos Camponês Popular (MCP), dos Pequenos Agricultores (MPA), dos Trabalhadores Urbanos Organizados (Motu) e Central dos Grêmios Estudantis.

    Todas essas entidades voltam a ser reunir amanhã (1º de dezembro), às 17 horas, na sede da CUT, para avaliar a adesão à greve nacional contra a reforma da Previdência.

    Niúra Belfort - CTB-SE

  • A Frente Brasil Popular, o Povo Sem Medo e o movimento Mulheres Unidas Contra Bolsonaro realizam em todo o país manifestações neste sábado (20) em defesa da democracia (leia mais aqui) e do direito de votar sem a imoralidade e avilegalidade de falsas notícias disparadas pelo WhatasApp ao custo de milhões de reais (saiba mais aqui).

    No Rio de Janeiro a manifestação começa às 15h na Cinelândia “Pelos direitos, pela democracia e pela vida das mulheres”. “Estamos presenciando a maior fraude eleitoral da história do país e o Judiciário não faz nada”, afirma Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ.

    “A nossa resposta deve ser nas ruas para barrar o avanço do autoritarismo, da retirada de direitos e da violência”, complementa. A partir das 16h30 começa uma caminhada até o bairro da Lapa encerrando a manifestação com o vira voto.

    Para Kátia, a “acusação de caixa 2 contra Bolsonaro deixa todo o processo eleitoral comprometido porque as fake news não foram combatidas, assim como a mídia convencional deu mais espaço para o candidato da extrema direita e o Judiciário ficou feito a Carolina do Chico Buarque, que não viu nada”.

    Ouça Carolina (1968), de Chico Buarque 

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Um milhão de pessoas. Essa foi a dimensão nacional da paralisação deste 15 de Março, organizada por nove centrais sindicais, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, os partidos políticos progressistas e centenas de movimentos sociais. Com uma pauta unitária, as manifestações aconteceram em todos os 27 estados do Brasil, interrompendo o fluxo de comércio exterior por um dia inteiro e congelando a maior metrópole do país. Nada mal para a primeira grande mobilização de 2017.

    São Paulo foi a cidade com a maior concentração de manifestantes, superando a marca dos 200.000 no ponto alto do evento. Outras capitais atingiram marcas igualmente impressionantes, como Belo Horizonte (com 150.000 pessoas), Rio de Janeiro (100.000), Fortaleza (50.000), Curitiba (60.000), Recife (40.000), Brasília (20.000) e Campo Grande (20.000).

    As primeiras atividades se iniciaram às 5h da manhã nas portas de milhares de locais de trabalho pelo país, declarando as paralisações de setores muito variados. Portos, correios, escolas públicas e privadas, transportes metropolitanos e postos de saúde foram apenas alguns dos pontos a terem suas atividades suspensas ou reduzidas para que os trabalhadores pudessem participar dos atos em defesa da aposentadoria. Em São Paulo, a paralisação total do serviço de metrô e ônibus pela manhã fez com que a cidade ficasse dormente.

    Ao contrário das manifestações do ano passado, o foco deste Dia Nacional de Lutas não foi a oposição ao golpe de Michel Temer, mas às propostas que seu governo vem empurrando sobre a população - especificamente, a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista. O apelo mais palpável dessas pautas fez com que muitos trabalhadores normalmente avessos a atos políticos comparecessem às atividades promovidas pelas centrais.

    Unidade de discursos

    O palanque erguido sobre o caminhão de som da Frente Brasil Popular na Avenida Paulista foi palco de dezenas de falas diferentes, variando de representantes de movimentos estudantis até o aguardado discurso do ex-presidente Lula.

    <#15M - Dia Nacional de Luta pela Previdência

    O presidente da CTB, Adilson Araújo, foi um dos que usou o microfone diante da avenida lotada: “O Brasil hoje acordou mais cedo, disposto a dar uma resposta a esse governo ilegítimo que tenta impor a todo custo uma agenda extremamente neoliberal. Nós sabemos o quanto foi importante a conquista da CLT, o quanto foi importante a luta pela democracia e a conquista da Constituição Cidadã de 1988. Nós aprendemos a fazer a lição de casa, e apostamos numa forma nova de governar este país, e agora esse governo entreguista tenta a todo custo liquidar nossas conquistas! Eles querem nos transformar nos patinhos da FIESP, mas aqui tem povo, tem periferia!”.

    Ele exaltou a resposta firme dos metroviários diante da tentativa de impedir a greve pelo governo de São Paulo, e elogiou as respostas positivas que a população deu à imprensa quando questionados sobre a situação. Mencionou também a provocação do relator da Reforma da Previdência, o deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), que afirmou que as manifestações não mudam "absolutamente nada". “Ele que tente colocar a reforma em votação, nós não vamos deixar!”, disse Adilson.

    Fala similar foi oferecida por Guilherme Boulos, coordenador-geral do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Boulos também chamou o 15 de Março de “dia histórico”, mas atribuiu a força dos atos justamente à participação de pessoas para além dos movimentos organizados. “Uma coisa é ocupar as ruas com os movimentos sociais, outra coisa é quando o povo e a periferia resolve ir para o protesto. A cidade parou! Isso aqui é um aviso: nossa paciência acabou!”, disse. Boulos sugeriu aos manifestantes que visitem cada deputado para cobrá-los do voto contrário à reforma, e disse que pretende impedir a votação de acontecer, nem que seja pela ocupação do Congresso Nacional.

    Outra liderança a subir no caminhão foi a presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, Maria Izabel “Bebel” Noronha. Ela foi responsável pela agregação de um ato setorial que ocorria na Praça da República à manifestação das centrais, somando 80 mil educadores à Av. Paulista. Bebel frisou os dificuldades que sua categoria enfrenta para se aposentar, a começar pelo tempo mais longo de formação dos profissionais, e refletiu sobre a real importância da Previdência:

    “Não se pode pensar em aposentadoria somente como um problema econômico, ela é uma proteção social, é a garantia de dignidade da população. Eles criaram essa crise, deram o golpe, e agora querem sangrar os trabalhadores, mas não fomos nós que criamos isso! Nós não vamos deixar, se votarem contra nós, a gente vai parar esse país”. A mensagem foi repetida até por setores mais sectários da esquerda, como o PCO e o PSOL.

    O discurso de Lula

    A última fala, como de praxe, foi a do ex-presidente Lula, que preferiu fazer um discurso breve sobre o superávit oculto da Previdência e as conquistas ao longo dos governos do PT. Lula comentou a importância de vincular as aposentadorias ao Salário Mínimo, e criticou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, por tratar a Previdência como um “problema”. Assista sua fala na íntegra no vídeo abaixo:

    “O que eles querem é enfiar goela abaixo do povo brasileiro uma reforma que vai impedir a aposentadoria de milhões", analisou. “Ao invés de acabar com a aposentadoria, faça com que a economia volte a crescer que o problema está resolvido”, continuou, arrancando aplausos dos manifestantes.

    Ele criticou também a falta de credibilidade que Michel Temer imprimiu sobre o governo brasileiro. “O Brasil era um país que era respeitado pelos EUA, pela China, pela Rússia, pela Índia, e agora este presidente não tem coragem de viajar para a Bolívia com medo de ser rejeitado. É um governo fraco, mas que conseguiu uma força que nenhum representante eleito conseguiria, e usa essa força para desmontar o que demorou tanto para construir”, disse. “Está ficando cada vez mais claro que o golpe dado neste país não foi apenas contra a Dilma, foi contra todos nós”.

    A solução, para Lula, só virá com a convocação de novas eleições presidenciais. “Está muito claro que o povo só vai parar de protestar quando voltar a ter um governo democraticamente eleito. O governo tem que voltar a governar, o BNDES tem que voltar a investir, é preciso parar com essa bobagem de cortar, de terceirizar, porque só vende quem não sabe governar”.

    Por Renato Bazan - Portal CTB