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Sex, Mar

greve geral

  • "Arraial da Resistência" encerra Esquenta Greve Geral em SP; assista ao discurso

    O "Esquenta Greve Geral", que realizou diversas atividades por todo o Brasil nesta terça-feira (20), encerrou-se com um ato político e cultura na Praça da Sé - o "Arraial da Resistência". O showmício, que se iniciou às 17h embaixo de chuva, foi o último ato dentro de um calendário intenso, que envolveu panfletagem nos transportes públicos, passeatas e intervenções. A pauta principal foi o pedido por novas eleições diretas.

    O conjunto das ações organizadas pelas centrais sindicais e Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo tem como objetivo engajar e preparar os trabalhadores para a Greve Geral do dia 30 de junho, que terá alcance nacional. A CTB esteve presente no trio elétrico em que, entre músicas temáticas para festas juninas e grupos musicais ativistas, sucederam-se discursos contra as reformas trabalhista e previdenciária.

    Assista ao discurso do presidente da CTB-SP, Onofre Gonçalves:

    "Os trabalhadores e trabalhadoras deste país não vão aceitar que haja retrocesso nos direitos consagrados. A CTB não tem dúvidas de que, para impedir que esse governo faça suas maldades, é preciso repetir o sucesso da última Greve Geral, com muita unidade das centrais, dos partidos políticos. É assim que nós vamos construir a Greve Geral, é assim que nós vamos retirar esse governo do poder", disse Onofre,arrancando aplausos dos manifestantes. "É com essa unidade que nós vamos impedir que avancem essas reformas, essa lei da terceirização - a unidade das centrais, dos sindicatos, dos movimentos sociais, da população. Nós estamos juntos nesta batalha, estamos juntos!". 

    Também falaram ao microfone representantes de outras centrais sindicais. Sérgio Nobre, da CUT, insistiu na importância de informar a população sobre as reais consequências das Reformas Trabalhista e Previdenciária: "É importante manter a construção da greve, e principalmente conscientizar a população de quais são os planos dos golpistas que tentam passar as reformas. O que eles querem, no fundo, é demolir os direitos e garantias da Constituição de 88", disse.

    Já Luisinho, presidente da Nova Central-SP, usou seu tempo para insistir com as outras centrais na unidade da organização da greve: "Esse não é o momento de hesitar, não é o momento de negociar com o governo. Todas as centrais precisam colocar a máxima força na organização da greve do dia 30, pois só assim nós conseguiremos impedir o avanço dos ataques do Temer".

    Mais cedo, o presidente da CTB, Adilson Araújo, havia participado de um outro ato na capital paulista, a Caminhada em Defesa das Aposentadorias e Direitos Trabalhistas. Ela atravessou o centro da cidade e convocou a população para a Greve Geral, embalados ao som do trio de forró Raça do Pajeú. "As centrais sindicais estão imbuídas do desejo de barrar a reforma da previdência, da CLT e acabar com a terceirização generalizada”, avaliou o sindicalista.

    Portal CTB

  • "Bancários se preparam para greve geral", afirma Augusto Vasconcelos

    O presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia (Seeb-BA), Augusto Vasconcelos, anunciou que a categoria irá realizar Assembleia dia 17/4, para definir a participação na Greve Geral, convocada pelas centrais sindicais no dia 28.

    "Faremos uma grande mobilização nessa data. A greve geral é fundamental para barrarmos os ataques do governo Temer aos nossos direitos. A terceirização, a Reforma Trabalhista e a da Previdência, fazem parte de um pacote que visa retirar direitos dos trabalhadores para preservar os interesse da elite financeira do país", afirmou.

    Para Vasconcelos, há outras alternativas para superar a crise. De acordo com ele, o movimento vai alcançar inclusive o interior. "Tenho percorrido todo o Estado. Somente nas últimas duas semanas estive em Jacobina, Cruz das Almas, Guanambi e Conquista, realizando Encontros com os bancários e o sentimento é de adesão ao movimento", pontuou.

    Portal CTB com Bocão News

  • #GrevePorDireitos sacode a manhã do Rio de Janeiro

    O Rio de Janeiro amanheceu em lutas nessa manhã do dia 30. O Dia Nacional de Lutas e Paralisações contra as Reformas da Previdência e Trabalhista agitou as ruas do norte ao sul fluminense, num grande levante da classe trabalhadora que pedia o fim das reformas, o Fora Temer e a realizações de eleições diretas para presidente.

    “Nesse dia 30 de junho os trabalhadores e as trabalhadoras foram à luta contra Temer, por nenhum direito a menos e por diretas já. No Rio de Janeiro a CTB assumiu com muita garra e protagonismo seu papel nessa jornada de lutas. Desde as primeiras horas da manhã desse dia os cetebistas de vários municípios do Estado foram para as ruas, pararam fábricas, empresas, bancos e fizeram enormes trancaços demonstrando toda nossa garra e revolta contra essa onda golpista que tomou conta do nosso país. Que esse governo ilegítimo está podre todos nós sabemos. Mais de 90%de rejeição. Precisamos transformar essa rejeição em luta. Transformar esse repúdio numa grande ofensiva das massas nas ruas”, afirmou o presidente da CTB-RJ, Paulo Sérgio Farias

    macae greve geral ctb rj 30 06 2017Greve geral paralisa as atividades em Macaé, no Rio de Janeiro

    Desde as 2h30 da madrugada, mobilizações já eram registradas em diversos pontos do estado. Os metalúrgicos do Sindicato dos Metalúrgico de Angra dos Reis, liderados pelo Diretor de Formação e Cultura da CTB-RJ, Thiago Rios, fecharam a Avenida Rio-Santos na altura da entrada de Angra dos Reis dando um grande nó na cidade. Em Campos também houve fechamento de estadas exigindo o Fora Temer e Eleições Diretas Já.

    Ainda na madrugada, às 4h os dirigentes do Sintect-RJ bloquearam as entradas do Complexo de Benfica, garantindo a paralisação dos trabalhos na maior unidade dos Correios da cidade. Na pauta, além do combate às reformas do governo golpista, a luta contra a privatização dos Correios e a exigência de Diretas Já para presidente.

    Às 5h da manhã, em atividade unitária do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro e do Sintsama, Ceadaenos e Metalúrgicos fecharam por horas a Avenida Brasil contra o governo golpista de Michel Temer, contra os ataques de Pezão à classe trabalhadora e contra a privatização da Cedae. Em outro ponto da cidade, na Linha Vermelha, manifestantes também fecharam o trânsito mas foram duramente reprimidos pelo batalhão de choque. Atos também foram registrados nos dois aeroportos da cidade.

    Em Niterói, desde cedo, foi fechado quase que na totalidade o acesso às Barcas, o Terminal Rodoviário ficou vazio e a avenida do Contorno foi completamente bloqueada. Os manifestantes seguiram em ato pela Rua da Conceição, passando pela Câmara de Vereadores e seguindo até o Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP). O acesso à Ponte Rio-Niterói também ficou fechado por um trancaço realizado pro estudantes e sindicalistas.

    No começo da manhã, dirigentes da CTB, dos Portuários e de sindicatos Filiados começaram um trancaço na altura da Rodoviária Novo Rio que seguiu em ato até a descida da Ponte Rio-Niterói. Trabalhadores da Educação garantiram o fechamento de escolas. Os servidores da saúde, militantes classistas do núcleo da CTB no Sindsprev, também pararam suas atividades e foram às ruas conta as reformas do governo golpista. Os bancários garantiram o fechamento de todas as agências do centro da cidade do Rio de Janeiro.

    campos ctb rj greve geral 30 06 2017

    Campos (RJ) amanheceu parada neste dia de lutas contra as reformas previdenciária e trabalhista e por Diretas Já

    “Nossa mobilização hoje foi muito grande. Conseguimos fechar todas as agências bancarias e estamos conversando com a população sobre a necessidade de se enfrentar as reformas e derrubar esse governo golpista. Mais tarde, às 15 horas, estaremos com o Comitê das Mulheres pelas Diretas Já construindo um grande ato na Candelária para fechar com chave de ouro esse grande dia de greves, lutas e mobilizações”, afirmou Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ e dirigente do Sindicato dos Bancários. 

    Em Macaé, as bases do Sindiguarda, entidade filiada à CTB, cruzaram os braços e fizeram atos nas principais vias da cidade protestando contra as reformas da previdência e trabalhista.

    Às 16 horas está marcado o encontro de todas as mobilizações do estado para um grande ato contra as reformas da previdência e trabalhista, contra os ataques do governo Pezão contra a classe trabalhadora e os servidores do estado, pelo Fora Temer e exigindo a realização de eleições diretas já!

    José Roberto Medeiros - CTB-RJ

  • #GrevePorDireitos: classe trabalhadora toma Manaus para mostrar que o crime não compensa

    A presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM), Isis Tavares, afirma ao site D24am que diversas categorias aderiram à Greve Geral desta sexta-feira (30) contra as reformas da previdência e trabalhista.

    Ela diz que os petroleiros, bancários, metalúrgicos, vigilantes, urbanitários, profissionais da educação e da saúde e muitos mais saíram às ruas de Manaus “para mostrar que o crime não compensa”.

    Acompanhe a entrevista de Isis Tavares 

    Isso porque “pessoas inocentes estão sendo punidas e pessoas com indícios de envolvimento com o tráfico de drogas estão soltas, numa inversão total de valores de boa parte do Judiciário, comprometida com o golpe de Estado que acabou com a nossa democracia”, acentua.

    Mas “estamos nas ruas para barrar as reformas que acabam com os direitos da classe trabalhadora”, complementa. “Não à escravidão moderna”.

    Portal CTB

  • #GrevePorDireitos: Sindsaúde-CE reforça manifestações em Fortaleza. Assista!

    Os dirigentes do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Ceará (Sindsaúde-CE) saíram às ruas de Fortaleza na manhã desta sexta-feira (30) aderindo à Greve Geral contra as reformas do desgoverno Temer. "Estamos nas ruas contra as reformas trabalhista e da previdência e pela saída do presidente ilegítimo Michel Temer", diz Marta Brandão, presidenta do Sindsaúde-CE. 

    Assista Marta Brandão 

    Um dos vídeos do sindicato alerta aos profissionais de saúde da rede privada cearense que devem estar alertas à Campanha Salarial, porque "os patrões querem se antecipar à aprovação da reforma trabalhista e cortar direitos". As trabalhadoras e os trabalhadores cearenses também defendem Fora Temer e Diretas Já.

    Veja a passeata pelo centro de Fortaleza 

    Portal CTB com informações do Sindsaúde-CE

     

  • 10 mil pessoas fazem passeata em Porto Velho

    São 10 mil pessoas que caminham por Porto Velho, capital de Rondônia, contra as reformas trabalhista e previdenciária de Michel Temer. O ato saiu partir de três diferentes concentrações: a primeira, em frente à sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação; a segunda, em frente ao Sindicato dos Urbanitários; e a terceira, em frente ao Sindicato dos Bancários. Elas se encontraram na Av. 7 de Setembro, de onde seguem para a Praça das Três Caixas D’Água, onde será realizado um protesto em discurso.

    O presidente da CTB-RO, Francisco "Pantera" Batista, acompanha a atividade e é uma das lideranças. "Nós estivemos na organização disso aqui, e considero que a CTB recuperou o protagonismo neste processo", avaliou. As categorias que fazem a ponta de lança desse movimento são a de servidores da educação pública do estado, a de servidores públicos federais e o Fórum de Defesa dos Direitos do Trabalhador, que seguem as orientações da Frente Brasil Popular. No total, mais de 30 sindicatos participarão das mobilizações, filiados a 3 centrais sindicais (CTB, CUT, CSB).

    Além de Porto Velho, há atos confirmados em Ji-Paraná, Ariquemes, Jaru, Ouro Preto do Oeste, Vilhena e Cacoal.

  • 17 entidades internacionais já emitiram nota de apoio à greve geral desta sexta-feira

    A classe trabalhadora parou o Brasil nesta sexta-feira (28), e o protesto contra os retrocessos do governo Temer chegaram aos ouvidos de todo o mundo. Com ampla adesão, a greve geral está sendo aplaudida por ao menos 17 entidades internacionais.

    Cinco desses comunicados o Portal CTB já publicou aqui, mais cedo. Abaixo está uma lista atualizada das organizações que manifestaram saudações formais às paralisações contra a Reforma Trabalhista e a Previdenciária, recebidas até às 15h30 de hoje. Confira:

    • Federaçao Sinidcal Mundial (FSM);
    • Encontro Sindical Nossa América (ESNA);
    • (Portugal) Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (Intersindical Nacional);
    • (Portugal) Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Publicas, Concessionárias e Afins;
    • (Portugal) SITAVA – Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos;
    • (Uruguai) PIT CNT;
    • (Argentina) Federação Latino-americana para a educação e a cultura (FLATEC);
    • (Argentina) CTA dos Trabalhadores;
    • (Cuba) Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Construção;
    • (Panamá) Central Nacional dos Trabalhadores do Panamá;
    • (Africa do Sul) Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Saúde Educação e Afins (NEHAWU);
    • (Chipre) Federação de Trabalhadores do Chipre;
    • (Grecia) Frente Militante dos Trabalhadores da Grecia (PAME);
    • (Haiti) Coalisão Nacional dos Sindicatos do Haiti;
    • (Uganda) Sindicato de base dos trabalhadores agrícolas de Uganda;
    • (Pais Basco) LAB;
    • (Mexico) Nova Central dos Trabalhadores do México.

    Portal CTB

  • 200 mil comemoram 1º de Maio em SP; centrais falam em nova greve e ocupação de Brasília

    O Dia do Trabalhador de 2017, 1º de maio, foi dominado por um discurso fortemente contrário ao governo Temer e suas reformas. Em várias capitais do Brasil, as centrais sindicais e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo demonstraram que não darão trégua a Michel Temer e sua camarilha golpista.

    O discurso mais recorrente foi o de comemoração à greve geral do dia 28 de abril, que paralisou 40 milhões de trabalhadores em todo o Brasil. Em São Paulo, quase todo discurso incorporou essa grande vitória, de uma forma ou de outra, e escarneceu os assessores do Planalto por chamarem-na de “fracasso”. "Fracasso é o seu, Temer, é o golpe que você deu e já está indo por água abaixo!", bradou o coordenador-geral Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, de cima do caminhão de som. "O senhor tem mais de 90% de rejeição e quer aprovar reformas infames!"

    Outro tema recorrente foi a pesquisa Datafolha divulgada durante o feriado, que revela que 7 em cada 10 brasileiros são contrários à reforma da Previdência. Entre os funcionários públicos, a rejeição chega a 83%. No Rio de Janeiro, um terceiro ponto importante foi a ação opressiva brutal da Polícia Militar durante a greve geral, quando membros da corporação atiraram bombas de gás diretamente no palco e feriram um organizador. O ferimento gravíssimo do estudante Mateus Ferreira dos Santos, quase morto pela PM de Goiânia, também gerou grande indignação.

    Veja também: as fotografias do Dia do Trabalhador em São Paulo

    Em Salvador, o ato transcorreu de forma positiva, com um pauta unitária entre CTB e mais seis centrais e as duas Frentes. O Farol da Barra tornou-se palco para discursos políticos inflamados e diversas apresentações culturais. Em Brasília, evento similar ocorreu nos arredores da Funart pela manhã, e em Fortaleza os sindicalistas se encontraram no Sindicato dos Bancários.

    Em São Paulo foi realizado o maior dos atos, com 200 mil pessoas, coordenado pela CTB, pela CUT e pela Intersindical. Entre os oradores estava o presidente da CTB, Adilson Araújo, que fez uma fala apaixonada sobre a necessidade de resistência nesse momento de reformas ultraliberais.

    “Este 1º de Maio acontece no centenário da primeira greve geral do Brasil, é um marco importante, sobretudo diante dos ataques de Michel Temer. A sociedade está convencida de que as ruas são o remédio para romper com o conservadorismo, e quer uma resposta para o caos social que se verificou após a instalação desse golpe contra o voto democrático e popular”, discorreu o presidente. “O caminho é fortalecer a construção unitária das centrais sindicais, trabalhadores e movimentos sociais. Assim, a gente vai conseguir sacudir a poeira, dar a volta por cima e apresentar uma nova agenda para a sociedade”.

    “A sociedade reclama a retomada do crescimento econômico, com geração de emprego e renda, e nós não temos outra alternativa que seja dizer, em alto e bom som, ‘Fora, Temer!”, concluiu Adilson. Assista ao discurso completo:

    Tentativa de repressão do ato em SP

    Infelizmente, os organizadores do ato em São Paulo foram surpreendidos com a atitude truculenta e autoritária do prefeito da cidade, João Doria, que tentou mais de uma vez impedir o prosseguimento do ato. Conta o presidente da CTB-SP, Onofre Gonçalves: “Foi muito difícil fazer esse ato acontecer, por intransigência do governo municipal, que acha que a Av. Paulista é uma das empresas dele. O prefeito impediu que nós fizéssemos o nosso ato, ou pelo menos tentou, chamou a polícia aqui, disse que ia guinchar o caminhão”.

    Onofre descreveu um comportamento ditatorial por parte da Prefeitura, nas primeiras horas da manhã. Doria teria mandado a PM cercar os organizadores, inclusive com motocicletas, forçando uma retirada total do vão do MASP. Os sindicatos resistiram, o que causou uma escalada de ameaças até a apreensão de todo o equipamento do ato, incluindo os caminhões. Finalmente, depois de três horas de tensão desnecessária, foi permitido que a manifestação acontecesse, mas a prefeitura impôs uma série de barreiras arbitrárias, inclusive impedindo os trios elétricos de descerem com a passeata a Av. da Consolação.

    O claro objetivo foi o de desarticular o ato.

    “Depois de muita luta, de muita resistência, nós conseguimos realizar o nosso ato. A Av. Paulista é do povo brasileiro, é dos trabalhadores, é dos trabalhadoras. E esta é uma festa importante, nós assistimos ao Brasil parar no dia 28, e isso é uma continuidade”, analisou Onofre. “É bem verdade que nós não temos nada para comemorar com esse governo, é bem verdade que nós não temos nada para dizer que ele fez para esse povo, mas temos que dizer que nós temos luta, organização e resistência. Essa é a marca, é isso que nós estamos fazendo aqui hoje, milhares de pessoas que vieram lutar pelos seus direitos”.

    Ouça a avaliação de Onofre:

    O ato terminou pacificamente na Praça da República, onde um outro trio elétrico aguardava os participantes com os artistas Emicida, Leci Brandão, MC Guimê, As Bahias e a Cozinha Mineira, Bixiga 70, e Ilu Obá De Min. Alguns deles dedicaram a apresentação ao cantor Belchior, que morreu neste fim de semana.

    Planos para próximos atos

    Já nesta terça-feira (2), as centrais sindicais se reúnem com o presidente do Senado, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), para discutir as propostas de reforma trabalhista e da Previdência. Calheiros já se declarou favorável a alterar a Reforma Trabalhista, chamando-a de “reforma de ouvidos moucos”.

    Depois, na quinta-feira (4), uma nova reunião entre as centrais decidirá sobre a possibilidade de preparar uma nova greve geral, ou uma ocupação em Brasília, que os propositores imaginam chegar até 100 mil pessoas. Tanto Adilson quanto Onofre afirmam que, apesar de ainda demandar muitos acertos, a CTB é favorável à realização de novos atos até que se instale um governo eleito de forma legítima.

    Portal CTB

  • 32 museus de São Paulo paralisaram as atividades no 28 de Abril; veja a lista

    Ao menos 32 museus e instituições de cultura de São Paulo paralisaram suas atividades em decorrência da greve geral da última sexta-feira, 28 de abril. Na lista abaixo, aparecerem todas as entidades que aderiram à greve total ou parcialmente, por decisão das trabalhadoras e trabalhadores reunidos em assembleias locais, e não o posicionamento institucional.

    O Museu da Casa Brasileira funcionou, mas parte de seus funcionários aderiu à greve. A decisão sobre a adesão é a orientada pelo Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais no Estado de São Paulo (Senalba-SP), cuja nota oficial você pode ler aqui.

    Abaixo, segue a lista de todos os locais paralisados:

    • Museu da Imigração;
    • Museu Lasar Segall;
    • Museu da Imaginação;
    • Museu do Café;
    • Museu da Cidade;
    • Museu Afro Brasil;
    • MASP;
    • Caixa Cultural;
    • Museu de Arte Sacra;
    • Itinerância da 32ª Bienal de Arte de São Paulo;
    • Museu da Pessoa;
    • Memorial da Resistência;
    • Rede Museu da Energia;
    • Fundação Ema Klabin;
    • SESC Pompeia (educadores terceirizados);
    • SESC Ipiranga (educadores terceirizados);
    • SESC Campinas (educativo fixo e terceirizados da itinerância 32ª Bienal de Arte de São Paulo);
    • SESC Santos;
    • SESC Belenzinho (Educativo da Itinerância 13ª Bienal Naïfs do Brasil);
    • SESC São Carlos;
    • SESC Interlagos;
    • Centro de Pesquisa e Referência - SESC;
    • MAE (Museu de Arqueologia e Etnologia);
    • Pinacoteca do Estado;
    • Museu do Ipiranga;
    • Museu da Imagem e do Som;.
    • Instituto Tomie Ohtake;
    • Memorial da Inclusão;
    • Instituto Itaú Cultural;
    • Pinacoteca do Estado de São Paulo;
    • Espaço Cultural Porto Seguro.

    Portal CTB

  • 7 centrais sindicais estão envolvidas nas manifestações do dia 28 no Mato Grosso

    Múltiplas categorias de trabalhadores mato grossenses estão aderindo às paralisações do 28 de abril, principalmente na Educação Pública, nos Bancários, entre os Rurais, os Transportes e os servidores de diferentes esferas do Judiciário. No total, entre 40 e 50 sindicatos já declararam apoio à greve. Entre eles, estão representadas 7 centrais sindicais (CTB, CUT, Força Sindical, CSB, Nova Central, Conlutas e Intersindical). A categoria mais mobilizada é a dos servidores públicos estaduais, com 15 sindicatos alinhados.

    Quem informa o estado da mobilização é a presidenta da CTB-MT, Nara Teixeira.

    Os planos de paralisação no estado do Mato Grosso envolvem primariamente o congelamento do transporte público em Cuiabá, mas haverá greves também nos bancos e nos serviços de segurança privada. Para além disso, haverá panfletagem em várias cidades, e o ato principal da capital será realizado às 15h, na Praça Ipiranga. Depois das falas das lideranças, os manifestantes seguirão em passeata.

    Portal CTB

  • A CTB-AC nas ruas de Rio Branco contra a retirada de direitos da classe trabalhadora

    O presidente recém-eleito da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Acre (CTB-AC), José Uchoa, informa que a central participou ativamente das manifestações desta sexta-feira (30), mobilizando toda a sua militância contra as reformas trabalhista e previdenciária, além de "exigir a saída do Temer e eleições Diretas Já", diz.

    O professor afirma ainda que a CTB-AC estará movendo "todos os esforços de unidade da classe trabalhadora para o Brasil retomar o caminho da democracia e do desnvolvimento livre, soberano e a favor do povo".

    Ele conta ainda que "as centrais sindicais e os movimentos sociais do Acre se somam ao movimento da nação para barrar todos os retrocessos desse governo ilegítimo'.

    ctb ac 30 06 2017 greve

    Portal CTB

  • A CTB-CE madrugou no aeroporto e em hospitais de Fortaleza para mobilizar a greve geral. Assista!

    Nesta terça-feira (18), o Aeroporto de Fortaleza amanheceu tomado por sindicatos filiados à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Ceará (CTB-CE) para promover a greve geral, na sexta-feira (28).

    “Vamos parar o Brasil contra as reformas desse governo ilegítimo que retira importantes e históricas conquistas da classe trabalhadora”, afirma Luciano Simplício, presidente da CTB-CE. “Estivemos na madrugada ocupando o aeroporto para nos dirigir aos deputados federais de nosso estado para que votem contra esses projetos que prejudicam a classe trabalhadora”.

    Luciano Simplício, presidente da CTB-CE fala no Aeroporto de Fortaleza

    Também presente aos atos, a presidenta do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Ceará (Sindsaúde-CE), Marta Brandão, fez um alerta sobre as consequências caso as propostas sejam aprovadas.

    Ela afirma que os protestos em frente aos hospitais ocorreram para mobilizar “essa categoria tão maltratada pelo governo golpista”. A sindicalista diz ainda que a “reforma trabalhista quer impor o legislado sobre o negociado e isso vai permitir aos patrões deitar e rolar e descumprir a legislação sobre nossos direitos”.

    Martão Brandão, presidenta do Sindsaúde-CE discursa em frente ao Hospital Geral de Salvador 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Abril de Lutas: servidores públicos federais decidem aderir à greve nacional do dia 28

    Cerca de 80% dos servidores do Executivo Federal em todo o Brasil vão aderir à greve geral que acontece dia 28 de abril. A decisão foi tomada em plenária nacional da Condsef/Fenadsef que aconteceu nessa quarta-feira, 29, em Brasília.

    A plenária, que contou com mais de 130 representantes de servidores de dezessete estados (SC, RJ, CE, PR, MG, ES, RR, RO, PA, RS, PB, MT, BA, GO, PI, PE, AP) e o Distrito Federal, aprovou também a participação de servidores na atividade em defesa da classe trabalhadora convocada pelas centrais sindicais para o dia 31 de março.

    A tarefa agora é organizar os servidores por local de trabalho e articular as ações para reforçar a adesão à paralisação nacional. Já que aqueles que usurparam o governo seguem atacando e ameaçando a classe trabalhadora com a retirada sistemática de direitos, a tarefa é resistir sem dar trégua.

    O último dia 15 mostrou a força dos trabalhadores nas ruas de todo o Brasil. Com o avanço preocupante de projetos e propostas de emenda constitucional como as famigeradas reformas da Previdência e Trabalhista, o povo vem percebendo cada vez mais que só a resistência e a unidade vão ser capazes de dar um basta nesse processo de desmonte.

    Não é possível assistir ao fim das garantias trabalhistas e a entrega de setores estratégicos ao capital estrangeiro sem reagir. A hora é agora. Para que os golpistas recuem e o Brasil retome a democracia. Um governo ilegítimo não pode conduzir uma agenda de projetos e propostas que mudam a Constituição brasileira.

    Só um movimento forte e constante de mobilização e organização da classe trabalhadora será capaz de reverter esse cenário. Não podemos e não vamos tolerar que direitos garantidos com luta sejam destruídos em nome de uma crise econômica que não foi provocada pelos trabalhadores. Vamos reagir e resistir nas ruas.

    Vamos também denunciar todo parlamentar que diz representar o povo e está votando contra nossos direitos. A resistência é construída diariamente e deve se ampliar. Só nossa unidade pode garantir o recuo dos golpistas. Nenhum direito a menos. Nenhum passo atrás.

    Do SINFA-RJ

  • As 7 maiores cidades de Rondônia participarão dos protestos no 28 de Abril

    Os organizações rondonenses estão engajados na organização do 28 de abril, e acreditam que o ato será ainda maior do que o do 15 de março. Da última vez, participaram da passeata 5 mil pessoas - desta vez, o presidente da CTB-RO, Francisco "Pantera" Batista, estima que aparecerão entre 10 e 12 mil.

    As categorias que fazem a ponta de lança desse movimento são a de servidores da educação pública do estado, a de servidores públicos federais e o Fórum de Defesa dos Direitos do Trabalhador, que seguem as orientações da Frente Brasil Popular. No total, mais de 30 sindicatos participarão das mobilizações, filiados a 3 centrais sindicais (CTB, CUT, CSB). Além de Porto Velho, há atos confirmados em Ji-Paraná, Ariquemes, Jaru, Ouro Preto do Oeste, Vilhena e Cacoal.

    Leia também: Servidores federais de Rondônia aprovam adesão de greve geral do dia 28

    O ato da capital será feito em formato de passeata, a partir de três diferentes concentrações em Porto Velho: a primeira, em frente à sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, a segunda, em frente ao Sindicato dos Urbanitários, e a terceira, em frente ao Sindicato dos Bancários. Elas se encontrarão na Av. 7 de Setembro às 10h, de onde seguirão em caminhada para a Praça das Três Caixas D’Água, onde será realizado um protesto contra as reformas impostas pelo governo Temer.

  • Centrais convocam mobilização para 20 de junho rumo à greve geral

    As centrais sindicais se reúnem na manhã desta quarta-feira (7), na sede do Dieese, para organizar o dia 20 de junho, dia de mobilização nacional para construção da GREVE GERAL, que ocorrerá dia 30 de junho.

    As centrais esperam fazer uma grande panfletagem e agitação com carro de som para conscientizar a população da luta da Classe Trabalhadora e do que está em jogo caso as propostas de reformas previdenciária, que tramita na Câmara dos Deputados, e trabalhista, que tramita no Senado.

    A unidade foi o tom da reunião é os dirigentes presentes reiteraram seu empenho para construir uma greve ainda maior que a realizada dia 28 de abril, que unificou mais de 40 milhões de trabalhadores e trabalhadoras contra as reformas de Temer.

    "A CTB Nacional reafirma a convocação geral de toda a sua base. Em São Paulo, vamos organizar nossa base e ocupar as ruas dia 20 de junho e construir uma grande greve geral dia 30 de junho", reafirmou Onofre Gonçalves, presidente da CTB/SP, ao lembrar que a unidade e resistência será fundamental na atual quadra.

    A operativa das centrais definiu a elaboração de material unificado e de ações conjuntas nas redes e nas ruas para ampliar a mobilização e construção da greve geral. 

    Agenda:

    Dia 20 de junho

    - Panfletagens unificadas nas estações do Metrô e Terminais de Ônibus;

    - Realização de assembleias nas bases e locais de trabalho;

    - Agitação nos bairros com carro de som para denunciar a retirada dos direitos;

    - Atos em todos os aeroportos e nas bases dos Senadores e Deputados para pressionar contra as reformas;

    São Paulo

    Manhã

    - Caminhada pelas ruas do centro de São Paulo, concentração às 10h30, na Praça da Sé;

    Tarde

    - Arraial Contra as Reformas - local a confirmar;

    Joanne Mota - Portal CTB

  • CNBB pede mobilização contra reformas e sinaliza apoio à greve geral

    Movimentos sociais e sindicatos de todo o Brasil marcam para a próxima sexta-feira, dia 28 de abril, uma greve geral contra as reformas da Previdência e trabalhista apresentadas pelo Poder Executivo e em tramitação no Congresso Nacional. Às vésperas da 55ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que tem início amanhã, dia 26, em Aparecida (SP), o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência, dom Leonardo Steiner, concedeu entrevista tratando da posição da entidade sobre as manifestações. Reafirmando a convocação feita pelo Conselho Permanente, no mês passado, dom Leonardo considera “fundamental que se escute a população em suas manifestações coletivas”.

    Confira a entrevista:

    Qual é a posição da CNBB sobre a anunciada greve geral do dia 28 de abril?

    A partir de amanhã, quarta-feira, 26 de abril, os bispos estarão reunidos em assembleia geral, em Aparecida (SP). A assembleia é a instância suprema da Conferência e dela pode sair novo posicionamento. Posso agora, reafirmar o que o Conselho Permanente da CNBB já declarou em Nota: “Convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados”.

    Nesse sentido, consideramos fundamental que se escute a população em suas manifestações coletivas. Claro que nosso olhar se dá na perspectiva da evangelização e nossa posição brota das exigências do Evangelho. E isso significa reafirmar a busca do diálogo, da paz e do entendimento. Na afirmação dos bispos está a orientação de que esses momentos sejam marcados pelo respeito à vida, ao patrimônio público e privado, fortalecendo a democracia.

    Qual o impacto de uma greve geral neste momento?

    Certamente o conteúdo das manifestações se dará no sentido de defesa dos direitos dos trabalhadores do campo e da cidade, de modo muito particular dos mais pobres. O movimento sinaliza que a sociedade quer o diálogo, quer participar, quer dar sua contribuição. Reformas de tamanha importância não podem ser conduzidas sem esse amplo debate.

    O Congresso Nacional e o Poder Executivo, infelizmente, têm se mostrado pouco sensível ao que a sociedade tem manifestado em relação às reformas. Os brasileiros e brasileiras desejam o bem do Brasil e para construir uma nação justa e fraterna querem participar das discussões e encaminhamentos.

    É oportuno apresentar propostas de reformas na atual conjuntura?

    O Brasil vive um momento particular de sua história, uma crise ética. Há situações de enorme complexidade nos quais estão envolvidos personagens do cenário político, sem falar da crise econômica que atinge a todos. Como encaminhar mudanças sem o respaldo da sociedade? Propostas de reformas que tocam na Constituição Federal, no sistema previdenciário, na CLT merecem estudo, pesquisa e aprofundamento. Sem diálogo não é possível criar um clima favorável que vise o bem do povo brasileiro

    Da CNBB

  • Depois de 16 dias, educadoras e educadores da rede pública municipal encerram greve em São Paulo

    Mais de 10.000 trabalhadoras e trabalhadores da rede pública municipal de São Paulo resolveram encerrar a greve na sexta-feira (31), em assembleia na Praça do Patriarca, próxima à sede da prefeitura.

    A paralisação começou juntamente com a Greve Geral Nacional da Educação, liderada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), no dia 15 de março. “Conseguimos mostrar que a categoria está unida e forte”, diz Teresinha Chiappim (Teca), da CTB Educação-SP.

    A Assembleia teve início às 15h, sendo que logo em seguida uma comissão foi recebida pela administração municipal para mais uma rodada de negociação. Com as propostas acertadas, a maioria votou pelo retorno ao trabalho.

    professores sampa assembleia 31m teca

    Teca defende mobilização contra as reformas propostas pelo governo Temer e firmeza nas negociações com o prefeito

    “Mas continuamos mobilizados para que as negociações possam ocorrer e os pontos acordados sejam todos respeitados e nossas conquistas ampliadas”, afirma Francisco Livino de Noronha Neto, da CTB Educação-SP.

    Teca reforça esse posicionamento, pois “não ficou definido nenhum índice de reajuste salarial”. Para ela, a administração municipal se dispôs a debater pontos importantes para a categoria, mas “precisamos estar muito atentos e não nos dispersar”.

    A assembleia decidiu também a ampla participação do magistério paulistano na greve geral do dia 28 de abril. "Nós vamos parar o Brasil para barrar todos esses retrocessos dos golpistas", garante Teca.

    Propostas:

    - Prefeito não retira o Sampaprev da Câmara dos Vereadores, embora garanta não ter interesse em sua aprovação.
    - Promessa de discutir com os sindicatos, as questões relativas à previdência.
    - Retomada dos programas de atenção à saúde e promessa de que o Hospital do Servidor Municipal atenda somente servidores.
    - Formação de Grupos de Trabalho na mesa setorial de educação sobre saúde dos profissionais, segurança e combate à violência nas escolas.
    - Promessa de que a administração não pretende terceirizar a educação
    - Reunião dos Representantes de Escola.
    - Reposição dos 16 dias de greve. Pagamento assegurado.
    - Criação de Grupo de Trabalho para analisar a situação dos equipamentos de Educação Infantil.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy (texto e fotos)

  • Dezenas de categorias se organizam para paralisar o Rio de Janeiro no dia 28

    Os movimentos sociais e sindicais do Rio de Janeiro deliberaram nesta segunda-feira (24) sobre as ações do 28 de Abril, dia da greve geral contra as reformas de Temer. Entre as principais decisões estão a realização de piquetes em frente às garagens de ônibus de diversos municípios e a realização de um grande ato na Cinelândia às 18h.

    Nos dias anteriores à manifestação, os ativistas fluminenses farão panfletagens em diversos pontos da capital e do interior. Já no 28, as atividades começarão à 1h da manhã, com bloqueios rodoviários, e seguirão pelo dia com piquetes e trancaços pelas ruas. Haverá uma aula pública da UEE no CACO/UFRJ às 14h, para tratar das reformas, que depois se transformará numa caminhada até a Cinelândia.

    Às 15h, os comerciários também sairão em caminhada do sindicato até a Cinelândia. E assim farão dezenas de outras entidades, para lutar contra a Reforma da Previdência e a Trabalhista.

    Muitas categorias já confirmaram suas participações dos protestos, com especial destaque para os bancários e professores. À CTB-RJ, 32 sindicatos já declararam apoio ao 28 de Abril:

    Sinpro-Rio

    Radialistas

    Sintergia

    Bancários-RJ

    Bancários de Teresópolis

    Bancários da Baixada

    Bancários de Campos

    Sindpetro-NF

    SEPE (rede municipal e estadual)

    ADUR-RJ

    SINTUR

    Adcefet

    Asfoc SN

    Sindsprev/RJ

    Adufrj

    Sintufrj

    Correios

    Sintecefetrj

    ADUFF

    SINTUFF

    Asduerj

    ASCON Rio

    Sindsaferj

    Sind. Seguridade Itaguai

    Sintifrj

    Bancários de
    Macaé

    Sinpro - Macaé

    Enfermeiros

    Intersindical Portuária

    Rodoviários

    Sindscoppe

    Assincra

     

    As manifestações do 28 crescem a cada minuto, e já têm potencial para agregar a maior greve geral dos últimos 30 anos.

    Portal CTB, com informações da CTB-RJ

  • Dirigentes da CTB-SE e de sindicatos avaliam a Greve Geral como vitoriosa

    Os sergipanos fizeram uma greve pacífica e vitoriosa com o apoio dos movimentos sindicais e sociais, e da igreja. Uma greve que culminou com a paralisação da produção e do transporte público, e terminou com uma grande marcha que reuniu mais de 35 mil pessoas. Essa foi a avaliação feita pelos dirigentes da CTB-SE e dos sindicatos filiados à central, na manhã desta quinta-feira (4), na sede da entidade.

    Para as lideranças sindicais, os trabalhadores e a sociedade em geral foram às ruas para dizer não às reformas do governo Temer e o fizeram pacificamente, superando todas as adversidades, pressões e ameaças. Ivânia Pereira, presidenta do Sindicato dos Bancários e secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, ressalta que a paralisação aconteceu num momento emblemático para a classe trabalhadora.

    “Em um período adverso em que os empregos estão sob ameaça e a terceirização irrestrita virou lei. O que se viu no dia 28 de abril foi o aflorar da luta de classes. Os trabalhadores tomaram consciência da exploração imposta pelo capital e reagiram”, analisou.

    Pressão

    Até mesmo categorias que foram pressionadas a não aderir à paralisação, cruzaram os braços. Shirley Morales, presidenta do Sindicato dos Enfermeiros do Estado (Seese), relatou que eles foram até ameaçados, mas conseguiram reverter a situação.

    “Após a greve, setores patronais nos acusaram de desassistência e nos associaram a um quadrilha que fez um assalto a um supermercado. Nós, do movimento sindical e da Saúde, fomos difamados. Estamos analisando as matérias veiculadas na imprensa para definir que posicionamento vamos adotar”, afirmou.

    Para Paulo Pedroza, presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais (Sindifisco), a greve teve um significado importante no cenário político com a participação de trabalhadores e da sociedade em geral, mas lembrou que a luta está apenas começando. Ele alertou para uma possível radicalização do processo e para a necessidade de outra greve ou da ocupação de Brasília.

    Ocupação

    Augusto Couto, presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sintasa), concordou com Pedroza e ressaltou a necessidade de os trabalhadores estarem preparados para, se necessário, irem à capital federal pressionar os parlamentares a votar contra os projetos que retiram direitos adquiridos.

    Waldir Rodrigues, vice-presidente da CTB-SE, defendeu a realização de ações diferenciadas junto aos parlamentares sergipanos, principalmente em relação aos que se colocam contra os trabalhadores, como André Moura (PSC) e Laércio Oliveira (Solidariedade).

    No geral, a avaliação é que a greve foi uma demonstração clara de que a sociedade não aceita as reformas de Temer. “Fizemos uma greve política e vitoriosa pela retomada da nossa democracia. Uma manifestação pacífica, apesar da ordem de repressão do governo federal. Paramos a produção, o transporte público e ainda fizemos a maior manifestação pública de Sergipe”, ressaltou Edival Góes, presidente da CTB-SE.

    Niúra Belfort - CTB-SE

  • Em defesa dos direitos e da educação, Sinpro-AL participa da greve geral no dia 28 de abril

    A cada dia se verifica um novo golpe contra as conquistas do povo brasileiro. No atual cenário político, as reformas da Previdência, Trabalhista e a Terceirização são ataques frontais à classe trabalhadora. Agora os trabalhadores do Brasil se organizam para “Greve Geral”, que será realizada no dia 28 de abril.

    A “Greve Geral” será a principal batalha contra os ataques às conquistas do povo e da classe trabalhadora adquiridas em décadas de luta.

    O Sindicato dos Professores de Alagoas (Sinpro-AL) apoia a “Greve Geral” em defesa dos trabalhadores.

    Somos professores com o orgulho e exigimos respeito!

    Fonte: Sinpro-AL

  • Em reunião, centrais comemoram #OcupeBrasília e apontam nova greve geral para junho

    As centrais sindicais (CTB, CUT, UGT, Nova Central, Força Sindical, Intersindical, CGTB, CSB, CSP-Conlutas) se reuniram nesta segunda-feira (29) na sede da CTB Nacional para debater os próximos passos na luta contra o governo golpista de Michel Temer. Em comum, todas comemoraram a vitória significativa do #OcupeBrasília no último dia 24, e apontaram para a realização de uma nova greve geral.

    A defesa dos direitos sociais e o repúdio às Reformas da Previdência Social e Trabalhista continuam sendo o fio condutor do movimento sindical. Para o secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, será possível continuar na unidade de ações enquanto cada central puder convergir nesses dois pontos.

    “A manifestação em Brasília teve papel importantíssimo, os números chegaram ao patamar da grande marcha do MST em 1997. Infelizmente, houve uma repressão desmedida, que impediu a imprensa de cobrir nossas reivindicações, mas a avaliação da CTB é que o ato teve uma função política essencial, dando um novo baque no governo”, avaliou. “As centrais, mais uma vez, tiveram um papel de liderança, e isso nos impõe a responsabilidade de continuar pressionando contra essas reformas”.

    Já para o vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana, a reunião serviu para demonstrar a unidade dos movimentos trabalhistas: “Todas as centrais saudaram a vitória retumbante em Brasília, com a maior marcha já vista na cidade. Do ponto de vista da continuidade, a principal resolução foi a da realização de uma nova greve geral, a depender dos presidente das centrais. As grandes bandeiras serão novamente o Fora Temer e a defesa dos direitos dos trabalhadores”. Ouça a avaliação completa de Nivaldo:

    Todos os representantes lamentaram a grande violência cometida contra Carlos Geovani Cirilo, aposentado de 61 anos, que foi atingido por um tiro de arma de fogo da PM e está em estado grave. Ele passará por cirurgia para reconstruir o maxilar. As centrais estudam as ações legais específicas contra a PM.

    Ao final da reunião, foram definidos seis encaminhamentos unitários:

    1. Continuará a luta pelo Fora Temer, impulsionada sobremaneira pelas revelações recentes de corrupção ligadas diretamente à figura do presidente;
    2. Uma nova greve geral de 24 horas será organizada para o período entre 26 e 30 de junho, a definir;
    3. Será editado um novo jornal unitário de 4 páginas, para distribuição gratuita em todo o Brasil;
    4. Continuarão as manifestações independentes nos estados, com as mesmas pautas;
    5. Foi aprovada uma Nota de Repúdio unitária contra a violência que matou 10 trabalhadores rurais no Pará;
    6. As centrais se reunirão novamente na próxima segunda-feira, 5 de junho, para ajustar o plano de mobilização do próximo período. O encontro será na sede da Nova Central, Rua Silveira Martins, 53, às 10h da manhã.

    O que dizem as outras centrais

    João Carlos “Juruna” Gonçalves, da Força Sindical: “A força que tivemos em Brasília só foi possível, em primeiro lugar, porque nós conseguimos criar uma pauta que fosse confortável para todas as centrais, contemplando diferentes opiniões. Nós conseguimos superar o número de pessoas esperado para Brasília, e isso deu continuidade para um movimento que vem sendo construído desde o início do ano. A luta unitária foi possível porque há consenso contra as Reformas do Temer.”

    Ubiraci Dantas, CGTB: “Eu queria parabenizar a todos os companheiros pelas mobilizações recentes - em todos os meus 65 anos, 40 de sindicato, eu nunca vi uma coisa dessa dimensão. Muita gente não acreditou na greve geral, e ela saiu linda daquele jeito. Isso deu um salto de qualidade na nossa luta, porque travou as Reformas. Mas isso aconteceu primeiramente pela força do Fora Temer, porque é ele que está tentando levar adiante essas propostas. 90% dos brasileiros querem esse energúmeno fora do governo, e isso unifica o país. É por isso que os caras lá querem fazer as eleições indiretas, e isso vai incendiar o país!”

    José Calixto Ramos, Nova Central: “Nós vamos processar formalmente o governo pelo uso de munição real e repressão desnecessária na manifestação de Brasília. E acusamos também a imprensa, que em nenhum momento visitou as barracas ou nos perguntou sobre nossas reivindicações, mas apareceu para registrar o caos. A questão do Fora Temer, na minha opinião, é uma questão superada, porque este governo já caiu. As delações que vimos recentemente colocaram o presidente em uma situação de crise, então a questão das Diretas Já é o que devemos perseguir”.

    Luiz Carlos “Mancha” Prates, CSP-Conlutas: “Gostaria de parabenizar a nossa capacidade de caminhar juntos, mesmo diante de certos desentendimentos - como foi lá no início, por exemplo, quando algumas das centrais acharam que poderiam negociar as reformas, e outras não. Foi com esse espírito que nós fizemos o #OcupaBrasilia, que aconteceu depois da vitoriosa greve geral do dia 28. E nós fomos lá para protestar de verdade, não foi um passeio, e isso resultou numa reação exacerbada do governo, com a selvageria do Exército. Mas o que a população está falando? Está tudo mundo junto querendo se colocar contra o governo, e o movimento sindical não pode parar. Nós achamos que é preciso anunciar outra greve, porque eles vão mudar o governo mas vão manter a Reforma Trabalhista, manter a Reforma da Previdência, e os ataques vão continuar.”

    Sérgio Nobre, CUT: “Quem duvidava da nossa capacidade de fazer luta não tem mais o que dizer. É claro que existiram problemas, mas isso não tira o brilhantismo do ato. É triste que a imagem que se propagou foi a da molecada jogando pedra e a polícia reprimindo, pois o que a gente queria era ter os manifestantes na Esplanada exigindo direitos. A CUT não acredita em manifestações violentas. Sobre os próximos passo, vai depender de como as coisas vão andar no Congresso. É importante já preparar novas ações, que podem culminar na realização de outra greve geral, mas é preciso apontar para a construção da greve. A data em si é móvel, pois depende das ações dos parlamentares.

    Ricardo Patah, UGT: “Foi um ato cívico de uma importância sem precedentes. Foi uma marcha muito importante, e que demonstrou a indignação dos brasileiros. Mas a ação daqueles jovens dos black blocs me preocupou, porque trouxe um problema grave. Eles avançaram para cima da polícia, e a polícia mal preparada reagiu daquele jeito. Porque na cabeça da população está que o movimento sindical foi lá pra fazer isso, e que a marcha foi apenas um pretexto. Nós todos vimos, foi uma coisa triste. A imprensa ajuda nessa compreensão distorcida. Para eles, tudo o que está sendo feito é só uma questão do imposto sindical, como se nós só nos importássemos com isso.”

    Ricardo Saraiva Big, Intersindical: “Todas as centrais estão de parabéns, foi uma manifestação bem organizada. Sobre os black blocs, eu queria dizer que ali havia uma orientação do governo para reprimir. No dia 28, foi a mesma coisa, e eu posso dizer que os companheiros portuários não fizeram absolutamente nada e o pau comeu do mesmo jeito. Quando o governo está acuado, ele age como bicho, pula pra lá e pra cá. É fundamental que as centrais tirem uma nova data para a realização da greve geral, porque é assim que a gente vai pressionar pelas Diretas Já. Esse governo já caiu, o que eles estão organizando é uma eleição indireta, inclusive colocando um banqueiro como presidente. Lá na Baixada Santista, esse presidente nefasto conseguiu unificar todas as centrais no 1º de Maio, até com os movimentos mais sectários.”

    Antonio Neto, CSB: “Eu fiquei assustado com o aconteceu em Brasília. Nós vamos responsabilizar a Polícia Militar do Distrito Federal pelo ocorrido, porque foram eles que isolaram o local, foram eles que revistaram as bolsas dos trabalhadores, então se passou gente com arma na mochila, é porque eles deixaram. E tem também o uso de arma letal. Nós vamos processar a PM. E nós temos que fazer também uma autocrítica, não podemos deixar isso acontecer novamente. Por outro lado, isso serviu para liberar uma energia na população, e daqui a pouco será o Brasil inteiro que vai ficar assim. Qual é o próximo passo? Acho que é fazer outra greve geral, que comece com os transportes e cutuque trabalhadores e não trabalhadores, estudantes, todos.”

    Portal CTB

  • Encontro Regional da CTB-MG prepara sindicalistas para período de lutas

    Com o tema “Democracia e luta em defesa do emprego e dos direitos”, foi realizado no último dia 18 de abril, na cidade de Governador Valadares, o 3º Encontro Regional Vale do Rio Doce/Alto Rio Doce/Vale do Aço de Trabalhadores(as) da CTB-MG.

    O encontro aconteceu no Polo da Fetaemg - Governador Valadares e contou com a participação de cerca de 60 entidades sindicais e mais de 200 participantes entre dirigentes sindicais, autoridades e movimentos sociais da região.

    A Atualização da Conjuntura Internacional, Nacional e Estadual e a Tese Guia foi realizada pelo dirigente da Contee, José Carlos Arêas, presidente da Fetaemg, Vilson Luiz da Silva e pela diretora nacional da CTB, Katia Gaivoto.

    A leitura e aprovação do balanço de atividades, metas e plano de lutas, bem como avaliação do trabalho na regional Vale do Rio Doce da CTB-MG foi realizada no período da manhã.

    Para o dirigente da CTB, Jose Carlos Maia, o Encontro foi bastante positivo, pois ajudou no fortalecimento da Central, preparou os dirigentes para os encontros estadual e nacional e ainda colocou a CTB como elo condutor da unidade dos movimentos sindicais e sociais.

    Aproveitando o Encontro da CTB, foi lançado em conjunto com movimentos sindicais e sociais mais um chamado de unidade para a batalha mais importante dos trabalhadores que é a GREVE GERAL, convocada para o dia 28 DE ABRIL contra a Reforma da Previdência e trabalhista que tanto mal causarão aos trabalhadores do campo e da cidade.

    Da CTB-MG

  • FGV: Greve geral foi o evento mais comentado na internet da história do Brasil; leia o estudo

    No gráfico acima, a mancha rosa é favorável à greve geral, e a azul é contrária.

    Um estudo da Fundação Getúlio Vargas concluiu que as menções à greve geral do último dia 28 de abril a tornaram um evento, nas redes sociais, mais importante que as manifestações pró-impeachment de 2015 e 2016.

    Todos os recordes foram batidos.

    E a maioria das posições nas redes foram, de maneira esmagadora, positivas à greve, como se vê no gráfico acima.

    Abaixo, trecho da conclusão:

    brasilemgreve recorde redes sociais

    Abaixo, o estudo completo:

    Do Cafézinho

  • Frente Brasil Popular-Bahia anuncia mobilizações para dias 20 de junho e 2 de julho

    A Frente Brasil Popular, em sua seção baiana, divulgou circular na qual convoca suas bases para mobilizações nos dias 20 de junho e 2 de julho. O objetivo é fortalecer a greve geral do dia 30 de junho.

    Confira o texto na íntegra:

    O BRASIL VAI PARAR

    GREVE GERAL DE 24 HORAS NO DIA 30 DE JUNHO

    NÃO ÀS REFORMAS - DIRETAS JÁ

    O usurpador Temer, apoiado por ACM Neto, tem apenas 3% de aprovação. A aliança PMDB, PSDB e DEM jogou o país no caos, esfacelou a economia e está entregando nossas riquezas aos estrangeiros. O resultado é desemprego em massa, muita violência e corrupção. Mesmo desmoralizados na opinião pública os golpistas insistem em acabar com aposentadoria e com os direitos trabalhistas como fériais, 13º e FGTS. Não aceitaremos. No dia 30 de junho vamos repetir o sucesso da Greve Geral do dia 28 de Abril, quando o Brasil parou de norte a sul.

    Todos devem participar das assembleias de suas categorias e dos piquetes que teremos espalhados pela cidade. E a partir das 15h teremos PASSEATA com concentração no Campo Grande. Exigimos também eleições Diretas Já. 89% dos brasileiros querem votar para presidente como saída para a crise.

    20 DE JUNHO - DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO

    PASSEATA - 15H - SAÍDA DO CAMPO GRANDE

    Antes da Greve Geral faremos um dia de luta em todos os estados. Será o esquenta para a grande paralisação do dia 30/06. Além das manifestações de trabalhadores durante o dia tomaremos as ruas à tarde para dizer não ao fim da previdência e da CLT, e que não aceitamos o congresso mais corrupto da história eleger o próximo presidente. Somente um presidente com respaldo das urnas terá legitimidade para tirar o o país da crise.

    2 DE JULHO

    Na data da independência da Bahia manteremos o pique da mobilização e ocuparemos as ruas para levar as bandeiras do Fora Temer, Diretas Já e contra as reformas regressivas. Ponto de encontro: estátua de Maria Quitéria, às 8h.

    Frente Brasil Popular - Bahia

    12 de Junho de 2017

    Portal CTB

  • Greve forte em toda Bahia: 22 cidades se unem à mobilização

    Trabalhadores de toda a Bahia estão mobilizados na greve geral desta sexta-feira, 28 de abril. Desde o início da manhã, tem vias interditadas em várias regiões do estado, os ônibus do transporte coletivo não circulam nas principais cidades e diversas categorias estão com as atividades paralisadas em protesto contra a terceirização, a reforma trabalhista e a reforma previdenciária.

    Estão acontecendo greves e manifestações na capital Salvador e nas cidades de Irecê, Camaçari, Itabuna, Guanambi, Caitité, Jequié, Ipiaú, Ilhéus, Jacobina, Madre de Deus, Xique-Xique, Feira de Santana, Lauro Freitas, Alagoinhas, Simões Filho, Juazeiro, Brumado, Paulo Afonso, Barreiras, Porto Seguro, Itagimirim e Belmonte.

    Em Salvador, os ônibus não circulam, as escolas e os bancos estão fechados e o comércio funcionam parcialmente apenas em alguns pontos. Além disso, há manifestação na região do Iguatemi, com o fechamento das vias e também na Avenida Sete de Setembro.

    "Até o momento, a greve cumpriu o seu papel de paralisar as atividades da indústria, do comércio, do transporte e também parte do serviço público. O que temos é a adesão de diversas categorias de diferentes setores ao movimento, resultando em ruas e centros comercias vazios. Muita gente participou da greve, ficando em casa nesta sexta-feira. Os protestos realizados até o momento também tiveram uma grande adesão. Isso mostra que o povo entendeu a importância da greve, que é a maior que fazemos desde 1984", avaliou o presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira.

    Repressão contra os manifestantes

    Mesmo com manifestações pacificas os trabalhadores e movimentos sociais sofreram com a repressão policial no município de Lauro de Freitas, quando a Polícia Militar usou balas de borrachas para dispersar o protesto dos trabalhadores.

    Em Salvador, seguranças da CCR Metrô Bahia - concessionária responsável pelo Sistema Metroviário de Salvador usou de violência para expulsar jovens e trabalhadores, mobilizados pela greve, que gritavam palavras de ordem na estação Iguatemi.

    Os seguranças da estação, armados, foram orientados a lançar bombas e gazes contra os manifestantes, protagonizando cenas de selvageria, segundo as pessoas que assistiram à perseguição. Ao correrem dos profissionais da segurança, alguns dos estudantes e trabalhadores caíram e chegaram a ser pisoteados pelo restante do grupo em fuga.

    O ato foi repudiado pelas centrais e as Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo, que ressaltaram o caráter pacífico e legítimo da manifestação em defesa dos direitos dos trabalhadores brasileiros.

    Por Eliane Costa, da CTB-BA

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