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João Doria

  • Aula na rua: educadoras e educadores paulistanos vão parar São Paulo no dia 19

    Os profissionais do ensino municipal de São Paulo darão aula nas ruas na segunda-feira (19), participando dos protestos do Dia Nacional de Luta Contra a Reforma da Previdência. “Se botar pra votar, o Brasil vai parar” é o mote do protesto.

    A greve foi marcada porque o projeto do Executivo muinicipal passa de 11% para 14% a contribuição ao Instituto de Previdência Municipal de São Paulo (Iprem), com o Projeto de Lei (PL) 621/2016, que também cria a Entidade Fechada de Previdência Complementar do Município de São Paulo (Sampaprev).

    Claudete Alves, presidenta do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin), afirma que as educadoras estarão nas ruas "contra a reforma da previdência de Michel Temer e para barrar os projetos privatistas do prefeito João Doria (PSDB)". Diz ainda que "não aceitaremos que mexam em nossa aposentadoria". Ela lembra que a reforma de Temer aumenta em 10 anos o tempo para as professoras se aposentarem.

    A greve foi decretada pelo Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de São Paulo (Sinpeem). Porque "a proposta de criação do Regime de Previdência Complementar e da Sampaprev foi enviada à Câmara em 2015. Graças à nossa luta e pressão, com a realização de manifestações e greve", diz Claudio Fonseca, presidente do Sinpeem.

    Já Alves afima que "temos cobrado da administração municipal que respeite as profissionais da educação e as crianças. "A educação infantil é um direito constitucional das crianças e nós lutamos para ofererecer o melhor para elas, mas precisamos de condições adequadas de trabalho e as crianças de espaço propício para o seu desenvolvimento pleno".

    Portal CTB. Foto: Foto: Suamy Beudoyn/Futura Press/Estadão Conteúdo

  • Aumento da tarifa no transporte público pesa no bolso de quem vive de salário

    As ruas da capital paulista foram tomadas, a partir das 17h, nesta quinta-feira (11) por cerca de 10 mil manifestantes - segundo os organizadores - contra o aumento da tarifa dos ônibus no município de São Paulo, dos trens urbanos e do metrô, que foram de R$ 3,80 para R$ 4, no domingo (7), um aumento de 5,26%.

    O reajuste foi anunciado de forma conjunta pelo prefeito, João Doria, e o governador Geraldo Alckmin, ambos do PSDB. Na capital paulista, os maiores aumentos, acima da inflação, são justamente de quem mais usa ônibus ou que mora mais longe: no bilhete único mensal e na integração entre ônibus e metrô.

    Para Flávio Leite, secretário de Finanças da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção São Paulo (CTB-SP), qualquer aumento nos preços incide no bolso da classe trabalhadora. “Na crise que estamos vivendo aumentar o valor das tarifas do transporte público atinge em cheio o orçamento de qualquer família que depende do transporte coletivo para se locomover”.

    Muitas palavras de ordem são ditas contra Doria. “O passe livre não é esmola, o filho do prefeito vai de Uber pra escola”, em referência às restrições impostas pela atual administração paulistana sobre o passe livre estudantil.

    "Limitar o transporte gratuito para os estudantes é agir contra o direito de ir e vir dos filhos e filhas da classe trabalhadora”, diz Leite. Ele explica que os gastos com transporte pesam no orçamento doméstico e a gratuidade beneficia a educação, permitindo aos estudantes estarem mais presentes no centro da cidade, onde acontecem os principais eventos culturais”.

    Vídeo da Mídia Ninja mostra como foi o protesto 

    Já o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Pedro Gorki, acredita que “estar no ato hoje é sair em defesa do passe livre, mas é também sair em defesa do direito do estudante de chegar à sua escola e, portanto, é defender a educação para todos e para todas”.

    Outras palavras de ordem foram ditas durante a passeata que saiu da Praça Ramos de Azevedo e rumou para a Estação Brás de trem e metrô. Outro ato foi convocado para a quarta-feira (17), aos gritos de “pula sai do chão contra o aumento do busão” e o “meu dinheiro não é capim”.

    Representantes do Movimento Passe Livre (MPL) afirmam que não sairão das ruas até esse aumento ser revogado. "Com o desemprego atual e a informalidade, muitos não têm vale-transporte. Ou seja, as pessoas não conseguem sair de casa para ir atrás de emprego", afirma Fernando Bueno, porta-voz do MPL.

    Ele lembra que o salário mínimo aumentou pouco mais de 1%, enquanto a tarifa subiu mais de 5%, sendo que no ano passado teve majoração de 14,8%. De acordo com Bueno o aumento acumulado da integração é de 17,4%, mais que o dobro da inflação do período.

    “Precisamos debater a política de mobilidade urbana. O preço da passagem aumenta, mas a qualidade do transporte público não”, reforça Emerson Santos, o Catatau, presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes). A crítica à falta de qualidade nos transportes é recorrente entre os usuários.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy com informações de Natasha Ramos e Natália Pesciotta (Ubes) e Felipe Mascari (Rede Brasil Atual). Foto: Guilherme Imbassahy

  • Cegos tomam a Paulista e denunciam o golpe contra a democracia no Brasil. Assista!

    O grupo Desvio Coletivo realizou a performance “Cegos”, no domingo (30), na avenida Paulista, centro financeiro de São Paulo e de modo irreverente denunciou o golpe de Estado que acabou com a democracia no país.

    O grupo aproveitou a Paulista – fechada para os carros aos domingos na gestão de Fernando Haddad -, enquanto o prefeito eleito João Doria não assume e acaba com a liberação da avenida mais conhecida da maior cidade do país.

    Interessante ao performance que faz saudação nazista a chegar no prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O grupo artístico também levava consigo exemplares das revistas Veja e IstoÉ e as “comia” durante o trajeto.

    desvio coletivo fiesp

    “Lá, a performance se deparou com alguns defensores da ditadura militar, que exibiam faixas pedindo a volta do regime que suprimiu a Democracia por 21 anos. Neste momento, os performáticos sacaram cartazes onde se liam muitos dos 'argumentos' do campo conservador da sociedade’, diz Renato Cortez para o Mídia Ninja.

    Acompanhe mais pela página do Desvio Coletivo aqui.

    A performance chamou atenção pela qualidade dos figurinos e pela atuação do grupo que se concatena perfeitamente com a conjuntura atual. “O simbolismo dos locais escolhidos para as paradas e as intervenções neles feitas são um convite à reflexão sobre o momento pelo qual passamos”, afirma Cortez.

    Veja o vídeo 

    Portal CTB

  • Com muita luta, servidoras e servidores de São Paulo derrubam reforma da previdência de Doria

    Os mais de 100 mil grevistas que se manifestaram em frente à Câmara Municipal de São Paulo, nesta terça-feira (27), comemoraram uma grande vitória, quando no começo da noite foi anunciada pelos vereadores a suspensão da votação do Projeto de Lei 621/2016 por 120 dias.O prefeito João Doria (PSDB) sofre a sua maior derrota mesmo tendo ampla maioria entre os vereadores.

    Claudete Alves explica a vitória 

    Claudete Alves, presidenta do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin) de São Paulo, parabeniza a participação do funcionalismo nos 20 dias de paralisação (o Sedin aderiu à paralisação no dia 16, ficando em greve por 12 dias), com a realização de grandes atos, organização do fundo de greve e a colaboração em levar a informação correta para a população sobre os objetivos da greve. "Estão todas e todos de parabéns. Essa foi uma importante vitória daquelas e daqueles que acreditam na luta".

    Ela ressalta a importância do fato a nível nacional, afirmando que "a nossa unidade e a nossa persistência trouxeram essa grande vitória. Que isso seja uma prática daqui para a frente".

    crianca doria salario leite

    Alves lembra ainda que em 2005, o então prefeito José Serra (PSDB) aumentou a alíquota da previdência municipal de 5% para 11% e agora "queriam aumentar para 14%, o que viria depois?", questiona.

    O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo afirma que "essa importante vitória representa a labuta, o suor, a perseverança de quem acredita na força da classe trabalhadora".

    Portal CTB com informações do Sedin 

     

  • É uma boa ideia dar ração para matar a fome das crianças pobres?

    Gera muita polêmica mais um projeto conturbado do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB). No dia 8, ele sancionou a lei municipal 16.704/2017, que implanta a Política Municipal de Erradicação da Fome e de Promoção da Função Social dos Alimentos.

    “Nome inapropriado para um processamento de restos alimentares”, diz Claudete Alves, presidenta do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin). E, apesar de Doria garantir as propriedades nutricionais do composto, ela conta que “nem a empresa responsável pelo processamento dos restos confirma essa informação dos dados nutricionais”.

    Assista o curta-metragem Ilhas das flores (1989), de Jorge Furtado. Clássico que ilustra bem o problema da falta de alimentos.

    A educadora se baseia no argumento da Plataforma Sinergia – empresa responsável - de que a composição desse composto deve variar de acordo com a matéria-prima utilizada para a formulação do composto. “Não é à toa que estão denominando de ração essa farinata”, afirma.

    Nesta sexta-feira (20), um grupo de manifestantes protestou com irreverência diante da sede da prefeitura, no centro da capital paulista. Foram colocados potes com ração de cachorro com os nomes do prefeito e alguns de seus secretários (foto do destaque).

    A situação piorou quando Doria anunciou na quarta-feira (18) que pretende iniciar a distribuição pelas escolas da rede pública municipal, do que está sendo chamado de “ração humana”.

    A União Paulista de Estudantes Secundaristas (Upes) realizou manifestação na avenida Paulista na noite de quinta-feira (19) entoando versos reveladores: “Arroz, feijão, tomate/A gente quer comida de verdade”.

    Assista o protesto da Upes 

    “As crianças necessitam de uma alimentação adequada para o seu pleno desenvolvimento. É inconcebível transformar restos alimentares em alimento para pobre. É o fim do mundo”, constata Alves. Inclusive o Ministério Público de São Paulo quer prova científica e exame pericial para apurar o valor nutricional dessa ração.

    Pegou tão mal que o próprio prefeito deu uma certa recuada e disse que esse “alimento” seria distribuído como “suplemento alimentar”. A discussão está apenas no início. Tanto que Christiane Gasparini Araújo Costa, presidenta do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de São Paulo (Comusan), se manifestou contra esse projeto.

    “Diante da magnitude deste processo vivido, incluindo a sua repercussão internacional, venho esclarecer à população de São Paulo, na condição de presidenta do Comusan, que a iniciativa de produção e distribuição de um granulado nutritivo a ser entregue às populações que enfrentam carências nutricionais no município não foi encaminhada para apreciação do Conselho e não se alinha às diretrizes que vimos construindo com vistas a facilitar o acesso de toda a população à ‘comida de verdade’”, afirma em nota divulgada à imprensa.

    Em um debate televisivo da campanha eleitoral João Doria especifica a sua opinião sobre os hábitos alimentares dos mais pobres. Assista abaixo: 

    Já para o Conselho Regional de Nutricionistas (CRN) de São Paulo, essa ração contraria os princípios do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e o Guia Alimentar para a População Brasileira. “Em total desrespeito aos avanços obtidos nas últimas décadas no campo da segurança alimentar e no que tange as políticas públicas sobre as ações de combate à fome e desnutrição“, diz a nota do conselho.

    Para conseguir doadores, a prefeitura garante isenção do Imposto Sobre Serviços e do Imposto Predial e Territorial Urbano para as empresas doadoras dos restos alimentares.

    Muitos críticos do projeto lembram que o Brasil saiu do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas desde 2014 com os programas sociais dos governos Lula e Dilma. Só que neste ano o Brasil voltou ao Mapa da Fome, revela a ONU.

    Vivian Zollar, do CRN paulista, afirma ao Nexo Jornal que a desnutrição deve ser combatida com “comida de verdade”. Para ela, “quando há um cidadão que come comida e o outro, farelo, você amplia a desigualdade”.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Educação infantil está virando balcão de negócios em São Paulo, diz dirigente do Sedin

    Claudete Alves, presidenta do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin) do município de São Paulo, denuncia que na gestão do prefeito João Doria (PSDB) a educação infantil virou um “balcão de negócios políticos”.

    Em primeiro lugar porque a administração municipal afirma que “nunca houve uma expansão tão grande da rede e vários Centros de Educação Infantil (CEIs) tiveram que adiar o início das aulas por estarem em reforma ou construção”, diz.

    Inclusive, afirma a sindicalista, o Sedin protocolou ação junto ao Tribunal de Contas do Município e ao Ministério Público do Estado de São Paulo contra a Portaria 9145/2017, do Executivo.

    Para ela, essa portaria aumenta a possibilidade de contratação de entidades particulares para atender as crianças. “Acontece que nem sempre essas entidades reúnem condições adequadas para estar com as nossas crianças”, argumenta.

    As creches conveniadas – como são conhecidas popularmente -, segundo Alves, “foram transformadas em negociação política com parlamentares. Segundo a administração sai mais barato,como se as crianças não mercessem os melhores cuidados".

    Ela explica que é o dinheiro público que está sendo usado para pagar a prestação de serviço dessas entidades, muitas delas ligadas com políticos. Para piorar, foram criados os polos de atendimento às crianças nas férias de janeiro.

    “O problema consiste em que os polos prestaram atendimentos na rede direta. Então as conveniadas deverão ressarcir os cofres públicos porque não trabalharam em janeiro. Não é justo receberem sem trabalhar”. De acordo com Alves, a prefeitura paga pelos “12 meses do ano”.

    Outra questão importante se refere às férias das profissionais que trabalharam em janeiro. “Essas trabalhadoras deverão sair de férias no transcorrer do processo e são as crianças que perdem".

    Ela reclama também do Projeto de Lei 621/2016, que trata da previdência suplementar dos servidores municipais. “Estamos nos organizando para combater esse PL que vai onerar as trabalhadoras ativas e inativas com aumento na contribuição para a Previdência”.

    A sindicalista conta que o Sedin está discutindo uma contraproposta que não onere os bolsos das servidoras e servidores. “Vamos sugerir, que por um período, a administração diminua o repasse da receita para a Câmara dos Vereadores”. Hoje a prefeitura repassa 6% do que arrecada e o Sedin vai sugerir que repasse 5%, até o problema ser solucionado.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Em greve há 15 dias, servidoras e servidores municipais lotam as ruas de São Paulo

    Com ampla adesão, a greve continua e as servidoras e os servidores públicos de São Paulo marcham nesta sexta-feira (23), da avenida Paulista para a Câmara Municipal, contra o Projeto de Lei (PL) 621/16 (Sampaprev), que muda a previdência municipal, aumentando o desconto no salário de 11% para até 19%.

    A próxima assembleia acontece na terça-feira (27), às 14h, em frente á Câmara Municipal (Palácio Anchieta, no Viaduto Jacareí, 100, na Bela Vista). “A paralisação está forte e com apoio da população”, diz Claudete Alves, presidenta do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin) de São Paulo.

    Ela conta ainda que “as pessoas entenderam que estamos em greve e nos manifestando nas ruas pela melhoria do serviço público e em defesa de uma aposentadoria decente”.

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    Marcha segue pela avenida Consolação rumo à Câmara Municipal (Foto: Mídia Ninja)

    Até o Tribunal de Contas do Município (TCM) questiona a reforma da previdência proposta pelo prefeito João Doria (PSDB). De acordo com informações do G1, “o TCM afirma que a Prefeitura não justificou a necessidade do aumento da alíquota para diminuir o rombo da previdência. Disse ainda que a reforma vai agravar as perdas salariais dos servidores”.

    Para o TCM, a criação da alíquota suplementar ao desconto da previdência das servidoras e servidores “é inconstitucional e pode ser interpretada como ‘confisco’”, diz a reportagem do G1.

    “Nenhum direito a menos, nenhum desconto a mais” é a palavra de ordem do Sedin. “Não sairemos das ruas até o PL 621 ser arquivado”, reforça Alves. “Até lá, não tem arrego”. Ela acentua que as servidoras e servidores querem “discutir propostas para melhorar a previdência municipal, em vez de aumentar os descontos salariais”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Em São Paulo, saúde e educação valem menos do que asfaltar ruas. Qual sua opinião?

    A prefeitura de São Paulo prevê gastar neste ano, R$ 550 milhões (sem gastos administrativos e salários) parar tapar buracos de ruas. Como parte do programa Asfalto Novo, aprovado em outubro, o prefeito João Doria (PSDB) pretende recapear 400 quilômetros de ruas até junho (prazo final para o desligamento de políticos em exercício para concorrer à eleição).

    Até aí nada demais. O problema começa quando são analisados os orçamentos destinados à educação e saúde para 2018. Em saúde, a prefeitura irá investir R$ 545 milhões (contando gastos administrativos e salários) e R$ 168 milhões em educação. "Precisamos mobilizar a sociedade para obrigarmos os governantes a tirarem a sáude e a educação da UTI", diz Milton Sanches, secretário de Saúde da CTB-SP.

    "O prefeito da maior cidade do país prefere tapar buracos de ruas e deixar crateras na saúde. Isso ainda vai custar muito caro", afirma. "Nós da CTB pensamos justamente contrário a isso, porque investimentos em saúde e educação devem ser prioridade absoluta".

    Já Claudete Alves, presidenta do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin), acredita que “tudo é uma questão de prioridade. Para as educadoras e educadores da infância, é muito mais importante investir nas áreas sociais”. Para ela, “sem saúde ninguém faz nada e sem educação não há evolução humana”.

    Além disso, a administração municipal remanejou R$ 192 milhões, que eram destinados a corredores de ônibus, para o asfalto. Ainda de acordo com a prefeitura, R$ 310 milhões, para as ruas, virão das multas de trânsito na capital.

    Além do mais, reforça Alves, “tirar dinheiro dos corredores de ônibus é andar na contramão, porque os maiores centros urbanos do mundo estão investindo em melhorias no transporte coletivo. Já em São Paulo privilegia-se o transporte individual”.

    A sindicalista entende a importância de recapeamento de ruas, mas não aceita que os gastos com asfalto sejam maiores do “que o orçamento destinado às nossas crianças. Isso significa uma inversão de valores que prejudica a maioria da população que anda de ônibus e precisa de mais escolas e hospitais”.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB. Foto: Jaques Valquer/Agência O Globo

  • Em visita ao Sedin, presidente nacional da CTB defende a educação pública como prioridade

    Adilson Araújo, presidente nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), visitou nesta terça-feira (24) o Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin), do município de São Paulo e foi recebido por Claudete Alves, presidenta do Sedin.

    A presidenta do Sedin reafirmou que as educadoras e os educadores da infância paulistana são “cetebistas de coração” devido à “acolhida excepcional” que o Sedin teve na central que mais cresce no Brasil.

    De acordo com Alves, o presidente da CTB “defende as mesmas propostas que o Sedin. A educação infantil como direito das crianças, dessas crianças filhas da classe trabalhadora”. Ela reafirma que “nós queremos o mesmo que as crianças da classe média, as crianças ricas têm em termos de educação”.

    Já Araújo reforça a identidade plena entre a CTB e o Sedin na luta por uma educação pública de qualidade. “O nosso projeto de central se fortaleceu ainda mais com a filiação do Sedin”, diz. “Um projeto de desenvolvimento nacional requer centralidade e atenção especial à educação e a educação infantil é um alicerce para a construção do novo”. Alves lembrou que "a CTB luta incansavelmente pela valorização profissional das trabalhadoras e trabalhadores da educação".

    Para ele, é fundamental “trabalhar de forma unificada e planejada para dar substância a um projeto de central sindical combinando os esforços da CTB em colaborar para que o Sedin seja cada vez mais capacitado a enfrentar o grande desafio que a conjuntura impõe”. Principalmente com a reforma trabalhista, que entra em vigor no dia 11 de novembro, a reforma da previdência e os projetos contra a educação do prefeito João Doria (PSDB).

    Assista à conversa dos sindicalistas: 

    Portal CTB

  • Greve de servidoras e servidores paulistas entra no 19º dia; assista ao recado de Sofia, 4 anos

    As educadoras da infância de São Paulo continuam firmes na greve de todas as servidoras e servidores municipais contra o Projeto de Lei (PL) 621/2016, que afeta a aposentadoria e aumenta os descontos salariais.

    Sedin: "Não tem arrego" 

    A greve unificada das servidoras e servidores públicos, que já dura 19 dias, fez o prefeito João Doria (PSDB) recuar e agendar uma reunião com o Comando de Greve. "Até que enfim o prefeito resolveu conversar com os servidores", diz Claudete Alves, presidenta do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin) de São Paulo.

    Sofia, de 4 anos, manda seu recado a João Doria 

    Ela explica que as trabalhadoras e trabalhadores estão dispostos a "ir até o fim, para barrar essa ameaça aos nossos salários e à nossa aposentadoria".

    As servidoras e os servidores municipais iniciaram a greve no dia 8 de março e já realizaram ao menos sete grandes manifestações pelas ruas da capital paulista. "Enquanto o Doria não tirar o PL 621 da Câmara Municipal nós não saíremos das ruas. Se a previdência municipal tem problemas, a culpa não é do funcionalismo", afirma Alves.

    Ela explica ainda que os grevistas realizam atividades todos os dias, explicando à população os motivos da paralisação, que "mostra compreensão e apoio ao nosso movimento". Por isso, diz que "não tem arrego".

    Manifestação na zona leste na manhã desta segunda-feira 

    Nova assembleia 

    Nesta terça-feira (27), às 13h, em frente à Câmara Municipal, ocorre nova assembleia unificada para definir os rumos do movimento. "Precisamos da participação de todas e todos para enterrar de vez o PL 621". finaliza.

    O Sedin distribiu uma Carta Aberta à População, na qual afirma que "trabalhamos em duas ou mais escolas e por vezes realizamos outros afazeres para complementarmos nossa renda para garantirmos o sustento de nossas famílias. Ao longo da nossa carreira, realizamos diversos cursos como: especializações, mestrado, doutorado, para evolui rmos na carreira do magistério, com investimentos próprios. Os nossos esforços também resultam na melhoria da qualidade da educação pública ofertada para bebês, crianças, adolescentes, jovens e adultos, alunos da rede municipal".

    Leia a íntegra da Carta aqui.

    Portal CTB

  • Jovem dá uma resposta à altura da gafe de Doria, quando usou o termo “criança defeituosa”

    A jovem Mariana Torquato gravou um vídeo para os Jornalistas Livres no qual responde à gafe cometida pelo prefeito eleito de São Paulo, João Doria, na sexta-feira (21) em uma visita ao bairro Perus, zona oeste da capital sobre a AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente.

    Doria falou: "Quero voltar a dizer a vocês aquilo que repeti durante a campanha, que eu não quero receber nenhum salário. Durante os 48 meses como prefeito de São Paulo, vou doar os 48 salários. E a primeira entidade que vai receber meu salário no mês de janeiro é a AACD, a Associação para as Crianças Defeituosas”. Pasmem. Um erro desses nem de brincadeira se admite.

    Para Torquato, diz para o prefeito tucano que essa gafe foi grande, mas “a maior gafe que tem é você querer extinguir as secretarias que apoiam as minorias, que são os negros, as mulheres e os deficientes”, além dos LGBTs.

    Enfim, ela concluiu que deseja que “a cidade de São Paulo seja um exemplo de acessibilidade”. Ela questiona do futuro prefeito: “Por que você não para de fazer caridade e vestir isso como marca de político e, efetivamente, luta para que essas pessoas que são tantas, tantas, sejam incluídas na sociedade?”

    Assista o vídeo completo 


    Portal CTB com Jornalistas Livres

  • Mais de 80 mil servidoras e servidores paulistanos param a cidade contra projeto de Doria

    Aos gritos de “Não tem arrego", mais de 80 mil servidoras e servidores públicos do município de São Paulo marcham pelas ruas da metrópole, nesta quinta-feira (22), contra o Projeto de Lei (PL) 621/16, que muda a previdência municipal aumentando a contribuição de 11% para 14%.

    O PL é de autoria do Executivo Municipal e o prefeito João Doria (PSDB) acrescentou artigos que inserem descontos de 1% a 5%, podendo elevar o desconto para 19% do salário e ainda aumenta os descontos dos aposentados e pensionistas.

    Claudete Alves, presidenta do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin), afirma ser muito importante o movimento manter a unidade para “barrar mais essa ofensiva contra os nossos direitos, os nossos salários e a nossa aposentadoria”.

    Ela enfatiza ainda que se a previdência municipal tem problemas, “a culpa não é das trabalhadoras e trabalhadores”. Ela afirma também que o movimento está cada vez mais forte. tanto que nesta quarta-feira (21), “teve uma linda manifestação de mães e pais de alunos em apoio à nossa paralisação”.

    A presidenta do Sedin convoca para a manifestação desta sexta-feira (23) 

    Nessa manifestação crianças seguravam cartazes com os dizeres “Não batam na minha professora”, em alusão à truculência da Guarda Civil Metropolitana contra as educadoras e educadores que se manifestavam na Câmara de Vereadores, na quarta-feira (14).

    A violência ocorreu quando o PL 621 estava em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Mesmo com toda a truculência policial, a CCJ aprovou o projeto que agora segue para as comissões de Administração e de Finanças, para depois ir a plenário.

    As servidoras e servidores em greve pedem a retirada desse projeto para haver discussão mais ampla sobre a previdência municipal.

    “Queremos debater e apontar soluções que não pesem sobre os ombros do funcionalismo”, reforça Alves. "Nenhum direito a menos, nenhum desconto a mais" é o lema do Sedin. De acordo com a sindicalista, as educadoras da infância, juntamente com os demais servidores, não permitirão "que o Doria municipalize a reforma da previdência do Temer. A nossa luta é a luta de todos os trabalhadores", afirma.

    Nesta sexta-feira (23), há nova manifestação das trabalhadoras e trabalhadores do serviço público paulistano com concentração no vão do Masp, na avenida Paulista, às 12h, com caminhada até a Câmara de Vereadores.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Mulheres negras marcham nesta terça (25), às 17h, em São Paulo pelo bem viver de todas

    Com o tema “Mulheres Negras e Indígenas por nós, por todas nós e pelo bem viver”, milhares de negras estarão na Praça Roosevelt nesta terça-feira (25), no centro da capital paulista, às 17h. “Mais uma vez saímos às ruas para denunciar as inúmeras violências que sofremos todos os dias”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    Ela se refere à dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras. A sindicalista lembra o caso - que viraliza na internet - da professora e historiadora Luana Tolentino, para quem uma mulher branca perguntou se ela fazia faxina e ela respondeu ser professora.

    “Somos invisíveis, a sociedade só nos enxerga para trabalhos de menor remuneração. Quando perdemos a invisibilidade e nos veem em universidades ou em atividades às quais elas acreditam que não poderíamos estar realizando, somos agredidas”, afirma.

    O 25 de julho foi decretado Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana, em 1992, porque “a realidade de todas é semelhante”, argumenta.

    "Os golpistas impõem uma reforma trabalhista que acaba com a CLT. Mesmo sendo a maioria de trabalhadoras informais, com dificuldade de acesso a benefícios trabalhistas, as mudanças nas leis do trabalho nos atingem porque quando todo mundo perde, nós negras e indígenas perdemos mais que todos", diz um trecho do manifesto das mulheres negras.

    De acordo com Bitencourt, a marcha deste ano estará denunciando também as “violências que o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), vem promovendo contra a população mais pobre. Seja no centro ou na periferia. Ele está acabando com os nossos direitos”.

    A Marcha das Mulheres Negras de São Paulo se concentra a partir das 17h na Praça Roosevelt, no centro da capital paulista. Além das falas políticas, a marcha também conta com atrações culturais, com presenças do grupo Ilú Obá De Min, Luana Hansen, Mc Soffia, e intervenções artísticas.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy com Rede Brasil Atual

  • Redução de velocidade é tendência: veja o limite em capitais do mundo

    A redução do limite de velocidade no trânsito tem incendiado os debates na campanha eleitoral de São Paulo. A medida, adotada pelo prefeito Fernando Haddad no ano passado, gerou polêmica imediatamente e agora é matéria-prima para a plataforma dos candidatos a prefeito.

    Dos cinco principais candidatos à Prefeitura de São Paulo, apenas Haddad e Luiza Erundina (PSol) disseram que vão manter a redução e até aprimorá-la. Celso Russomanno (PRB) e Marta Suplicy (PMDB) prometeram revisar a medida. Com o slogan “Acelera SP”, o candidato João Doria (PSDB) já afirmou que irá aumentar os limites de velocidade no primeiro dia do seu mandato caso eleito.

    O El País acionou sua rede de correspondentes no mundo para saber qual é o limite de velocidade das principais capitais. A conclusão é que a redução do limite de velocidade é uma tendência inexorável. Em Nova York, por exemplo, há quase dois anos o limite na área urbana passou para 40 km/h e, em Londres, a máxima diminui para 32km/h em importantes avenidas da capital inglesa. Nas duas capitais os óbitos caíram. Em Santiago, por outro lado, houve aumento de 50 para 60 km/h do limite em 2002, e foi atestado um aumento de mortes no trânsito.

    A redução é apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que recomendou a adoção do limite de 50 km/h em áreas urbanas para diminuir os acidentes e melhorar o fluxo do trânsito nas cidades. De fato, em 2011, a Assembleia Geral da entidade lançou a Década de Ação pela Segurança no Trânsito. Uma série de medidas foi definida para que as vítimas de acidentes fatais no trânsito fossem reduzidas em todo o mundo. Entre elas, estava a o limite de velocidade de até 50 km/h para qualquer via urbana – sem distinção de tamanho ou capacidade. E, em áreas com grande movimentação de pedestres e ciclistas, a recomendação é de 30 km/h.

    Em São Paulo, a medida começou a ser adotada pela Prefeitura em julho do ano passado. De forma geral, o padrão adotado foi o mesmo estabelecido pela OMS. Em avenidas com cruzamentos, semáforos e circulação de pessoas, os limites foram reduzidos para 50 km/h. Nestas vias, radares de trânsito e guardas fiscalizam a velocidade dos veículos. Em grandes avenidas, sem semáforo ou cruzamento, como a 23 de Maio, que corta a cidade de Norte a Sul, os limites foram fixados em 60km/h.

    No caso específico das Marginais Pinheiros e Tietê – maiores vias de deslocamento da cidade –, existem três tipos de velocidades diferentes: 50 km/h nas “pistas locais”, que oferecem acesso a outras avenidas da cidade; 60 km/h nas “pistas centrais”, que são a ligação entre as pistas expressas e locais; 70 km/h nas “pistas expressas”, que não têm conexão direta com as vias da cidade. As duas marginais são fonte da maior parte das polêmicas da cidade. Segundo os críticos das medidas adotadas pela Prefeitura, as avenidas não deveriam ter entrado na redução do limite de velocidade por serem “vias expressas”. Apesar de grandes, contudo, elas estão dentro da mancha urbana e passam ao longo de inúmeros bairros da cidade.

    A Prefeitura defende a redução de velocidade com os dados de diminuição de mortes. Segundo estatísticas divulgadas pela Prefeitura de São Paulo e pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), no último ano houve uma queda de 20,6% no número de mortos em acidentes de trânsito. Pela primeira vez em dez anos, o número de acidentes fatais ficou abaixo dos 1.000. No caso específico das Marginais, a CET diz que na comparação entre o primeiro semestre de 2016 e 2015, os acidentes caíram de 608 para 380 e de 27 fatais para nove.

    A crítica de muitos paulistanos, porém, foi o ônus que veio junto com a medida: as multas. Se a proposta é positiva por um lado, a mudança de hábito forçada – e com a falta de uma campanha de esclarecimento mais ostensiva, segundo alguns críticos – acabou irritando os motoristas. Fernando Haddad tornou-se alvo de desconfiança da população que entendeu o movimento do prefeito como uma tentativa de arrecadar recursos por meio de uma “indústria da multa”. De fato, mais que dobraram. No ano passado, entre agosto e dezembro, quando a nova regra já estava valendo, foram registradas 2,8 milhões de multas eletrônicas (registradas por radar) de excesso de velocidade. No mesmo período de 2014, quando o limite não era aplicado, a quantidade de infrações foi bem menor: 1,18 milhão, segundo dados da Prefeitura de São Paulo.

    A proposta acabou aumentando a fama negativa de Haddad, fartamente explorada na campanha eleitoral por seus adversários. Mas, se o próximo prefeito de São Paulo voltar atrás e aumentar as velocidades, estará se descolando da tendência global das grandes metrópoles. Aos poucos, a nova política tem ganho apoio, mas ainda divide a população. Segundo pesquisa Ibope divulgada no último dia 19, no ano passado, 43% dos paulistanos eram favoráveis à redução e 53%, contrários à medida. Neste ano, 47% se posicionaram a favor e 50% contra a redução. Leia aqui o relato dos correspondentes do El País sobre a política de velocidade urbana adotada em oito importantes metrópoles no mundo. Confira:

    Em novembro de 2014, a cidade de Nova York diminuiu o limite de velocidade nas ruas, que passou de 48 km/h para 40km/h. A medida é uma das implementadas pelo programa conhecido como Vision Zero. A ação está pensada principalmente para proteger os pedestres, já que a maioria dos acidentes com mortes na cidade é por atropelamentos. Um pedestre tem o dobro de possibilidades de sobreviver a um golpe de um carro a 40 km/h que a 48. Quando a nova legislação foi adotada, o total de mortos rondava 330 pessoas (em uma cidade de oito milhões).

    O limite dos 40 km/h cobre essencialmente 90% de todas as ruas nos cinco condados de Nova York. O limite de 48 km/h, em vigor desde 1995, se mantém para vias expressas e grandes avenidas que são consideradas artérias importantes do trânsito, como Queens Boulevard. Nestes casos se deve sinalizar que a velocidade é superior ao novo limite, assim como se faz nas zonas de colégios para indicar que é inferior a 40 km/h. (Por Sandro Pozzi)

    Na França o limite de velocidade nas ruas das cidades é de 50 km/h e de 30 km/h nas ruas de direção única. Nas vias de acesso aos aeroportos o limite é de 70 km/h e, em alguns casos, de 80km/h. Em 2005, a cidade de Grenoble começou a aplicar uma fórmula que se estendeu a várias outras: a velocidade nas ruas é de 30 km/h, salvo exceções que se aplicam a poucas avenidas e vias rápidas: 50km/h. Desde que Grenoble alterou o limite de velocidade, o número de acidentes na cidade caiu 65%, segundo a prefeitura. ( Por Carlos Yárnoz)

    Há mais de 15 anos, a cidade de Roma impôs medidas para limitar a circulação de veículos e de velocidade. Atualmente, o limite de velocidade urbana é de 50km/h, embora haja zonas, denominadas “ilhas ambientais”, em que o limite está restrito a 30km/h e outras, no centro, que o tráfego está proibido.

    No centro histórico, especialmente, a circulação de carros é restrita. Os 15 quilômetros estão reconhecidos como uma “Zona de Tráfego Limitado” e nela os carros só podem transitar quando autorizado – geralmente após as 18h30.

    Em parte devido a essas medidas, mas também como consequência de outros fatores como a melhora tecnológica dos carros, a criação do carnê por pontos e o aumento dos controles, os acidentes com mortes em Roma caíram 38% nos últimos 10 anos. ( Por María Salas Oraá)

    O tema da velocidade máxima nunca esteve presente na agenda de segurança das vias na Argentina. Em 2012, a cidade de Buenos Aires estabeleceu um novo regime de velocidades máximas, com dez limites diferentes segundo o tipo de veículo. Além disso, se determinou uma velocidade para as ciclovias. Nas ruas internas a máxima é de 40 km/h, mas em frente às escolas o limite é de 20 km/h e nas com ciclovia é de 30km/h. Nas avenidas, a velocidade máxima permitida para os carros é de 60km e para os ônibus, 50. Em algumas vias rápidas os veículos podem transitar a 70 km/h. As estradas urbanas variam de 80 a 100 km para carros e 90 para caminhões a ônibus. Já nas estradas fora da cidade, como as que levam ao aeroporto internacional ou a chamada Panamericana, o limite é de 130 km/h para os carros, 100 para os ônibus e 90 para caminhões. ( Por Federico Rivas Molina)

    Desde 2002, a velocidade máxima nas ruas de Santiago do Chile é de 60 quilômetros por hora e nas estradas é de 120 km/h. Antes disso, o limite da velocidade era menor: nas vias urbanas era permitido 50 km/h e nas estradas 100km/h. Um ano após o aumento do limite, houve um crescimento de 25% no número de mortes em acidentes de trânsito na cidade, segundo a Subsecretaria de Transportes de Santiago.

    Há um ano, o governo de Michelle Bachelet anunciou que tentaria baixar a velocidade máxima e retornar aos 50 km/h das zonas urbanas, mas até agora a mudança não aconteceu e nem houve uma discussão com a sociedade sobre o tema. Dado o aumento do uso de bicicletas, o Executivo também buscaria facilitar que os municípios determinem zonas calmas de velocidade, onde os carros não possam ultrapassar 20, 30 ou 40 km/h. (Por Rocío Montes)

    A Cidade do México tem seis zonas em que a velocidade dos automóveis está restrita. As pistas centrais das vias de acesso à capital têm um limite de 80 km/h, já nas avenidas principais a máxima permitida é de 50 km/h. Os motoristas não podem ultrapassar os 40 km/h em vias secundárias nem uma velocidade de 30km/h em áreas de trânsito mais calmo. Em zonas de hospitais, escolas, asilos e albergues a velocidade máxima é de 20 km/h.

    A lei vigente se estabeleceu no novo regulamento de trânsito de agosto de 2015 e entrou em vigor em dezembro do ano passado. A nova normativa também estabeleceu controles mais estritos como multas com fotos. Segundo a Secretaria de Mobilidade da Cidade de México, os incidentes de trânsito caíram 50% durante os primeiros meses deste ano. A Secretaria de Segurança Pública assegura que até agosto de 2016 as mortes associadas a acidentes diminuíram 18%. O objetivo é reduzir com a nova regulamentação 35% das mortes por acidentes de trânsito até 2018.( Por Elías Camhaji)

    A capital inglesa adota o limite de velocidade de 32 km/h em ruas e avenidas importantes da cidade. São as chamadas “20 mph zones”, que já representam 25% de todas as vias de Londres. A medida ajudou a reduzir em 40% o número de mortos e feridos graves em acidentes de trânsito.

    Em Barcelona, a velocidade máxima nas ruas da cidade é de 50 km/h e nas vias interurbanas 80 km/h. Também há ruas nas chamadas zonas 30, onde este é o limite máximo de velocidade. Geralmente estão localizadas em bairros com ruas antigas.

    No caso dos acessos à cidade, a velocidade baixa de 120 km (o limite da estrada) a 80 km quando há episódios de forte poluição (algumas vezes por ano). Antes, entre 2008 e 2011, um governo regional de esquerda reduziu a velocidade nesses acessos, sempre para diminuir a poluição. A medida não reduziu os acidentes, mas sim a gravidade deles. Quem determina a velocidade das vias urbanas é um regulamento de tráfego estatal. As prefeituras, no entanto, podem baixar a velocidade se quiserem. (Por Clara Blanchar)

    Fonte: El País Brasil

  • Sedin convoca paralisação no dia 8 de março contra administração de João Doria. Assista!

    O Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin) de São Paulo convoca as servidoras e servidores públicos municipais a realizarem uma paralisação na quinta-feira (8) - Dia Internacional da Mulher.

    "Faremos uma paralisação seguida de manifestação para o prefeito João Doria retirar o Projeto de Lei 621/2016 e reabra as discussões com os representantes dos servidores municipais em relação ao sistema de previdência municipal", diz Claudete Alves, presidenta do Sedin. "Não podemos aceitar que os servidores paguem a conta como aconteceu em 2005", complementa.

    Assista a convocação feita pelo Sedin 

    A concentração do ato acontece em frente à sede da prefeitura paulistana, às 13h30. "Conseguimos barrar a reforma do Temer e vamos barrar a do Doria. Na rua para que nenhum direito nosso seja tirado", diz Sheyla Mendes, secretária-geral do Sedin.

    Sheyla Mendes reforça o convite. Participe! 

    Portal CTB 

  • Sedin e servidores municipais decretam estado de greve em São Paulo; assembleia ocorre dia 15

    O Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin) de São Paulo realizou manifestação nesta quinta-feira (8), ás 14h, no Viaduto do Chá, em frente à sede da prefeitura da capital paulista. O ato aconteceu porque o prefeito João Doria (PSDB) insiste em votar o Projeto de Lei (PL) 621/2016 sem dialogar com as trabalhadoras e trabalhadores.

    “O prefeito quer a aprovação do PL 621 até o fim de março sem nenhum diálogo”, denuncia Claudete Alves, presidenta do Sedin. Ela explica que esse projeto visa aumentar de 11% para 14% o desconto nos salários, referente à previdência municipal.

    E para piorar, Doria acrescentou artigo estabelecendo descontos complementares que variam de acordo com os salários e podem ir de 1% a 5%, podendo chegar até a 19% de desconto em seu salário. Além de aumentar a contribuição dos aposentados.

    sedin manifestaco previdencia doria

    Alves informa que as educadoras e educadores da infância, juntamente com as demais entidades representativas das servidoras e servidores municipais, decidiram pelo estado de greve, marcando assembleia para a quinta-feira (15), na Câmara Municipal.

    “A hora é de lutar. Temos que barrar essa ofensiva aos nossos salários, prejudicando nossa aposentadoria. Se existe problemas na previdência municipal, a culpa não é nossa e o Sedin tem proposta para que o ônus não seja jogado em nossas costas”, conclui Alves.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB