Sidebar

19
Dom, Maio

Metalúrgicos

  • O secretário-geral da União Internacional Sindical de Metalúrgicos e Mineiros (UISMM) da Federação Sindical Mundial (FSM), Francisco Sousa, vê na unidade de ação a principal estratégia da classe trabalhadora para evitar maiores retrocessos. Em um período marcado por grandes dificuldades em todo o planeta, o dirigente observa também que o pluralismo sindical é uma estratégia utilizada pelos grandes capitalistas para enfraquecer a luta da classe trabalhadora. 

    Nesta entrevista, o dirigente faz um panorama do atual estágio da crise capitalista mundial, enumera as dificuldades enfrentadas por metalúrgicos e mineiros pelo mundo afora, recorda das principais tarefas estabelecidas pelo 3º Congresso da UISMM (realizado no Egito, em julho de 2018) e expõe um pouco do cenário atualmente vivido pelo sindicalismo no Brasil, presidido desde 1º de janeiro por forças de extrema-direita. 

    Confira abaixo os principais trechos:

    O ano de 2018 se encerra com muitas incertezas para a classe trabalhadora mundial. A direita obteve avanços em diversas regiões, inclusive no Brasil. Por outro lado, vemos uma forte resistência a esses avanços em países como a Hungria e a França. Como você acompanhou esse cenário ao longo do ano?
    Temos que observar o ano de 2018 como um período no qual vimos o agravamento da crise capitalista. Esse é um ponto central. Poderia ter sido diferente? Sim, pois a crise completou uma década, com idas e vindas e uma série de acirramentos em proporções ainda inéditas. Se a crise de 1929 desencadeou na Segunda Guerra Mundial, o que virá pela frente nos próximos anos? A História nos lembra que, naquela ocasião, se por um lado vimos a ascensão de regimes de direita (derrotados pelos Aliados), vimos também o surgimento e a consolidação de algumas experiências no campo socialista. Vimos a consolidação da União Soviética como potência e no período seguinte tivemos revoluções como as ocorridas na China e em Cuba, nações que optaram por alternativas em relação ao sistema hegemônico do Século 20. Se a União Soviética foi desmantelada após sete décadas, hoje vemos que a Rússia ainda é uma grande potência, fundamental para o equilíbrio geopolítico mundial. 

    O cenário colocado hoje exige de nós uma análise mais aprofundada. A questão fundamental é que logo na primeira década do Século 21 o sistema capitalista não foi capaz de impedir uma crise histórica, cujas consequências ainda veremos quais serão. O mundo sofre demais com essas incertezas. Há uma nova forma de se fazer guerras, a partir de uma liderança dos Estados Unidos. Há um direcionamento para dizimar nações que sempre se colocaram como resistência ao imperialismo, tanto na ideologia quanto no campo econômico. Foi assim com o Iraque e a Líbia. Está sendo assim com a Síria, a Venezuela e também com o Brasil. Para cada caso, foi adotada uma estratégia muito específica para acabar com aqueles que não comungam com o ideário vigente.

    Falando especificamente sobre o Brasil, estivemos longe de qualquer revolução social, mas o mero fato de termos experimentado algumas mudanças de grande relevância foi o bastante para que todo esse movimento fosse estancado. A Europa, por sua vez, liderada pela Alemanha, volta a ter dificuldades já vistas no passado. O Brexit é um caso emblemático dessa disputa de poder, algo que pode levar a uma grande ruptura, com chances de vermos forças de extrema-direita saírem muito fortalecidas desse processo. 

    Nesse cenário de incertezas, como os metalúrgicos e mineiros de todo o planeta têm sido afetados? 
    Precisamos separar as categorias de mineiros e metalúrgicos, pois cada uma delas tem suas peculiaridades. Os mineiros compõem um setor econômico fundamental. Conforme se exploram mais os recursos naturais, percebemos que no mundo inteiro há uma movimentação para fortalecer a precarização do trabalho nessa área, com condições mais terríveis, com menos segurança, mesmo sendo uma atividade que envolve tantos riscos e muitas mortes. Em países que ainda têm uma legislação frágil, como no Oriente Médio, no norte da África e em alguns locais da América do Sul, seguimos vendo uma grande dificuldade para investir nessa área. Continuamos ouvindo muitos relatos de situação de trabalho extremamente precária, mesmo numa atividade que gera tanta riqueza a partir de recursos da natureza. 

    Vale neste caso fazer um paralelo com a área de extração de petróleo. Os petroleiros têm um reconhecimento muito alto. Sua atividade é bem remunerada e bem cercada de todos os aspectos de segurança. É nossa tarefa lutar por mais reconhecimento, mais segurança e maior cuidado com a saúde dos trabalhadores mineiros.

    Sobre os metalúrgicos, a situação é bem diferenciada. Nos países em desenvolvimento, precisamos analisá-la sob o prisma da desindustrialização. Estamos assistindo a uma nova fase do capitalismo, agora sob o viés da financeirização. Em curto espaço de tempo isso trouxe problemas enorme aos operários do ramo metalúrgico. A indústria automotiva e a indústria de transformação em geral estão vendo o surgimento de novas tecnologias que aos poucos substituem a força humana por máquinas. 

    Falava-se muito em um passado recente de automação e telemetria, num sentido de tornar o processo produtivo mais eficaz. O ser humano foi colocado à prova, numa luta para tentarmos manter o maior número de empregos possível. No entanto, hoje temos a robótica, a nanotecnologia, a inteligência artificial e novos fenômenos que conseguem, em curto espaço de tempo, reduzir a mão de obra necessária nos mais diferentes ramos em que atuamos. A Revolução 4.0 já é uma realidade.

    Isso afeta toda a cadeia produtiva e nos preocupa muito. Nossa categoria, mesmo assim, segue como vanguarda entre a classe trabalhadora. Precisamos ter essa consciência. Um telefone celular não surgirá do nada, como passe de mágica, totalmente elaborado por robôs. A fabricação de componentes, seu design, seu projeto serão atividades feitas por seres humanos. 

    A área de serviços tem avançado muito, com mão de obra muito mais barata e com menos direitos. Essas categorias já entram no mercado de trabalho em condições precárias. A ideia dos capitalistas é igualar as categorias de ponta, mais organizadas, a esse mesmo padrão. Temos a tarefa de nos organizarmos para debelar essa ganância, essa busca pela extinção de conquistas históricas da classe trabalhadora.

    A UISMM realizou seu 3º Congresso em 2018. Esses temas foram motivo de debate? Quais perspectivas para essa organização, em meio a tantas dificuldades?
    Sobre o 3º Congresso da UISMM, toda sua organização gerou uma grande expectativa, por causa das dificuldades que vivemos ao longo dos últimos anos. Dentro do contexto que vivemos entre 2013 e 2018, tentamos criar alternativas para não deixarmos que a luta retrocedesse. Procuramos levar alguns temas como pauta para debate, entre elas essas questões mais específicas do metalúrgicos e mineiros. Tivemos uma presença de delegados significativa, fato que me leva a analisar todo o processo como positivo. O 3º Congresso nos trouxe uma série de desafios, tão grandes quanto as dificuldades que teremos pela frente. 

    Apesar de toda a escassez e todos os ataques que sofremos nos últimos anos, temos a convicção de que o movimento de metalúrgicos e mineiros da FSM vai resistir. Estamos buscando alternativas para seguirmos como vanguarda da classe trabalhadora, rumo a uma virada nesse embate com o sistema capitalista. 

    Temos uma agenda para 2019 e precisamos analisar de que maneira as novas tecnologias podem auxiliar o nosso trabalho, já que os custos com viagens internacionais são muito altos. Precisamos aproveitar para fazer bom uso de todos os espaços que obtivermos. O nosso objetivo em 2019 é fortalecer nossa organização e auxiliar a FSM em sua luta constante pelo fortalecimento da classe trabalhadora. Existe a perspectiva de expandirmos nossa fala enquanto organização classista e operária. Creio que a garantia de direitos, a soberania dos povos e a consciência de classe devem nos guiar.

    A Organização Internacional do Trabalho (OIT) tem um estudo no qual afirma que somente no século 21 já foram feitas reformas trabalhistas em mais de 100 países. Como o movimento sindical deve se preparar para os novos tempos que essa avalanche sinaliza?
    Sobre as reformas no mundo todo, precisamos analisar de onde estão vindo as resistências mais eficazes. Precisamos entender alguns fenômenos. Em alguns locais, teremos que passar por uma completa reconstrução. No Brasil, por exemplo, estamos resistindo a essa reforma, que já traz consequências gravíssimas para nós que estamos na luta. 

    A negação de alguns direitos e a reestruturação da legislação trabalhista vieram com um viés ultraliberal. É preciso certamente pautar a unidade como estratégia principal e a unicidade também, como forma de combater o pluralismo sindical (algo que a meu ver contribuiu para enfraquecer o movimento na Europa). Se formos empurrados para esse modelo, creio que não teremos como dar continuidade à luta. A experiência de outras nações deve nos guiar para evitar esse tipo de retrocesso. E, claro, sem deixar de lado a consciência de classe. O sindicalismo classista, diante dos outros modelos colocados, precisa ser apresentado como a única opção para impedir que tenhamos uma derrocada histórico. No futuro, caso prevaleça o pluralismo, será muito complicado para identificarmos quem realmente está na luta e quem faz o jogo dos patrões. Temos que lutar pela unidade e contra o pluralismo sindical em todo o mundo. Isso precisa ser defendido desde já por todos nós.

    Fonte: Fitmetal

  • Fundado em 1º de maio de 1917, o Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro foi homenageado, no dia 27 de abril, em uma sessão solene na Câmara dos Deputados, em Brasília. O ano de 1917 ainda ficou marcado pela greve geral em todo o país e pela Revolução Russa. Cem anos se passaram e a entidade continua firme em seus propósitos, atuando sempre na defesa da classe operária, do desenvolvimento e da justiça social.

    Para comemorar esse centenário, o Sindicato receberá, no dia 4 de maio, a Medalha Pedro Ernesto, da Câmara de Vereadores do Rio, e no dia 25 a Medalha Tiradentes, na Alerj. O Sindimetal ainda prepara uma revista comemorativa dos cem anos, debates e o lançamento de um documentário no final deste ano.

    O presidente do Sindicato, Jesus Cardoso, acredita que esse ano será especial para a entidade, com as diversas comemorações programadas. Porém ressalta que 2017 terá também muita luta e enfrentamento, principalmente com o atual governo federal que tem retirado direitos dos trabalhadores com a reforma trabalhista e da previdência e a terceirização desenfreada.

    “Vamos nas ruas e nas fábricas organizar os trabalhadores para enfrentar o retrocesso. Nossa categoria tem um histórico de mobilização e, com certeza, estará na linha de frente das batalhas em defesa do emprego, do desenvolvimento e da construção de um país de igualdades”, declarou.

    Nascimento

    Nascido como União Geral dos Metalúrgicos, ele foi reorganizado em 1932 como entidade sindical, sendo o primeiro sindicato operário metalúrgico criado no Brasil.

    Dois meses após sua fundação, a entidade aderiu a um grande movimento grevista liderado pela Federação Operária. A paralisação envolvia grande parte do proletariado industrial do então distrito federal em luta pela jornada de oito horas de trabalho e aumento salarial, entre outras conquistas.

    Desde então, tem sido a voz e o aglutinador dos metalúrgicos na luta em defesa dos seus direitos enquanto trabalhadores e cidadãos. Tem sido uma trajetória pontilhada por lutas e conquistas em prol dos operários metalúrgicos, dos trabalhadores em geral e pelo desenvolvimento do país. Frutos dessa ação vieram a jornada de trabalho de oito horas diárias, as férias, a aposentadoria especial, o 13º salário, dentre tantas conquistas.

    Construção

    Sua história é permeada por importantes batalhas na defesa dos direitos dos trabalhadores, por melhores condições de trabalho, mas também pelo desenvolvimento econômico e social do país, como as campanhas O Petróleo É Nosso (anos 50) e as Diretas já (anos 80).

    Ainda na década de 50, o trabalho desenvolvido no seio da categoria era bastante intenso, sustentado por diversas comissões de fábrica. Uma importante campanha empreendida foi a da construção do “Palácio dos Metalúrgicos”, custeada pela doação de um dia de trabalho dos trabalhadores.

    A sede do sindicato, na Rua Ana Néri (Benfica), é tombada pelo patrimônio histórico e foi local de eventos significativos para o país e a cidade. Foi palco, por exemplo, da famosa assembleia dos marinheiros, às vésperas do golpe militar de 64; mas também foi centro de recolhimento de doações para as vítimas da enchente que flagelou a cidade em 1966.

    Apesar de toda repressão, os metalúrgicos ainda realizaram eleições para a direção nos anos de 1970 e 1980. Para isso se utilizaram de nomes desconhecidos, pois as lideranças tinham os nomes barrados pelo Ministério do Trabalho. Dentro deste clima, o Sindimetal-Rio liderou grandes campanhas e greves na categoria, buscando garantir aumentos salariais.

    A sede foi palco de visitas de presidentes da república como JK, Jango e o próprio Lula, governadores de estado, ministros e personalidades, como o primeiro cosmonauta Yuri Gagarin.

    Sindicato de luta

    O período de redemocratização, a partir de 1985, foi um momento de embates em defesa do desenvolvimento econômico. O Sindicato participou ativamente da campanha pelas Diretas Já, depois pelo Fora Collor. Em 1998, o Sindicato recebeu um ato de unidade das forças da esquerda com a presença dos então candidatos à presidência Luís Inácio Lula da Silva e Leonel Brizola, quando ambos se comprometeram com o soerguimento do setor naval brasileiro.

    Na década de 90, denunciou a onda neoliberal, que arrochou salários e sucateou o Estado, e enfrentando com força os ataques à classe trabalhadora. Também jogou importante papel na recuperação do setor naval fluminense, fundamental para a retomada do desenvolvimento regional e a geração de empregos.

    Em 2014, em (des)comemoração ao golpe, foi realizada uma audiência pública da Comissão da Verdade, que contou com depoimentos de ex-sindicalistas metalúrgicos, que relataram os anos de repressão. Muitos foram demitidos, presos e torturados.

    No dia 31 de março de 2014, o Sindicato recebeu da Prefeitura do Rio de Janeiro a placa do Circuito da Liberdade. A iniciativa foi do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), que criou um roteiro de lugares importantes para preservar a identidade e a memória carioca no âmbito da luta pela democracia e pela liberdade no contexto do regime de opressão.

    Recentemente, o Sindicato esteve à frente da luta pela reativação da Construção Naval, grande geradora de empregos na categoria.

    Com essa tradição de luta na defesa dos trabalhadores, o Sindicato dos Metalúrgicos caminha para o seu centenário, firme e ousado, consciente do seu papel e buscando sempre a valorização do trabalhador e a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, a sociedade socialista.

    Da CTB-RJ

  • Reformas estruturais importantes, na década passada, tornaram a indústria naval nacional mais preparada para concorrer com as maiores do mundo. Centenas de empresas foram criadas e mais de 82 mil trabalhadores tinham emprego garantido nos estaleiros, situação bem diferente da década de 1990, quando o país, sem uma indústria local, pagava US$ 10 bilhões por ano para afretar navios de bandeira estrangeira.

    A falta de investimentos e a decisão do governo de acabar com a participação obrigatória da Petrobras, reduzindo drasticamente a exigência do conteúdo local (de 65% para 25%), podendo chegar a zero, podem decretar a falência total da indústria naval.

    O argumento de que a Petrobras está endividada é um embuste. A dívida da Petrobras tem a ver apenas com a queda do preço internacional do petróleo, os investimentos que ela fez no pré-sal e os fatores cambiais. Só.

    Todas as petroleiras estão atualmente endividadas e passando por situação de crises e, mesmo assim, estão correndo para o Brasil em busca do “ouro” que está sendo entregue.

    Nada impede a Petrobras de continuar como operadora única do pré-sal e manter o conteúdo local mínimo nos patamares que permitem fortalecer a indústria nacional, gerando emprego para milhares de trabalhadores.

    A contratação no exterior de sete plataformas, entre 11 previstas para até 2019, além de outras já transferidas para a Ásia, é um crime. A própria Petrobras sabe que a contratação no exterior não é garantia de cumprimento de prazos e de custos menores relativos.

    São um crime contra a indústria e a engenharia local os chamados desinvestimentos de US$ 21 bilhões para o biênio 2017-2018, que não significam outra coisa senão colocar à venda imensos campos de petróleo, já descobertos através de investimentos bilionários da Petrobras.

    A venda desses ativos e o fim do conteúdo local são os descaminhos por onde a Petrobras deixará de cumprir o seu papel de indutora do crescimento nacional e de geradora de riqueza e trabalho para o povo, detentora que é do monopólio de reservas monumentais de 200 bilhões a 300 bilhões de barris de petróleo e gás equivalente no pré-sal.

    O movimento nacional em defesa da indústria naval não vai permitir que o Brasil ande para trás. Não depois que o país soergueu este setor com grande esforço e investimentos públicos, principalmente, do Fundo de Marinha Mercante, FGTS e FAT. Inclusive para formação de mão de obra qualificada, com cursos técnicos, de engenharia naval e de outras especializações e pós graduações de milhares de trabalhadores.

    Todo esse esforço não pode naufragar. Ainda há tempo de mudar essa visão do governo em relação à Petrobras, reconhecendo os erros e acreditando que é possível melhorar e avançar em uma sociedade mais justa, com os empregos e o desenvolvimento de que o país tanto precisa.

    Jesus Cardoso é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro.


    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • A General Motors cria factoide e ventila inverdades a respeito de possível prejuízos para aplicar a reforma trabalhista a qualquer custo. Ela tem por objetivo também se aproveitar dessa falsa história de prejuízos para se apropriar do dinheiro público, com diminuição de impostos e outras regalias.

    As suas exigências apresentadas aos dois sindicatos, de São José dos Campos e de São Caetano do Sul, sendo aprovadas, significa absolutamente o fim de todos os direitos assegurados nos acordos coletivos, inclusive os direitos assegurados pela CLT. A GM que aplicação total da reforma trabalhista.

    Será o fim de uma história de luta e conquistas a favor dos trabalhadores e trabalhadoras desse complexo automotivo.

    A concretização desse processo significa um aumento sem precedentes na história da exploração da força de trabalho, da desqualificação e precarização das relações de trabalho dentro da GM.

    Ela quer o fim do acordo coletivo atual, que traz inúmeras garantias fundamentais para os trabalhadores; quer a introdução praticamente de tudo que a reforma trabalhista autoriza contra os direitos assegurados na CLT e no acordo coletivo.

    A GM não está no vermelho, ela já está há anos na frente de outras montadoras no comércio automotivo no Brasil. Ela blefa com o objetivo claro de retirada de direitos e pela ganância de auferir maiores lucros.

    Cabe nesse momento aos sindicatos cumprirem seu papel: o de defender os trabalhadores e não caírem nessa conversa de crise e de sair do Brasil. Não é a primeira e nem será a última vez que ela inventa essa história. 

    Os trabalhadores devem se unir, resistir e lutar contra essa tentativa da GM em acabar de vez com os direitos assegurados na convenção coletiva e da CLT. Todos e todas contra a reforma trabalhista!


    Marcelo Toledo é secretário de Formação da FITMETAL e ferramenteiro especializado, há 29 anos na GM de São Caetano do Sul.
     
     
     
     
     
     
     
     
  • O vice-presidente da Fitmetal e ex-deputado federal Assis Melo reassumiu, nesta quarta-feira (23), a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul (RS). Defendendo a unidade da categoria, ele sucede a Claudecir Monsani, que renunciou ao cargo após dois anos à frente da entidade.

    A condução de Assis Melo ao cargo se deu por meio de uma eleição do Conselho Deliberativo do Sindicato, conforme prevê seu estatuto em caso de renúncia do presidente. De acordo com o advogado de Monsani, o dirigente estava com dificuldades para garantir a unidade da direção e optou por abrir mão do cargo.

    A busca pela unidade, segundo o novo presidente, será sua primeira tarefa ao retornar ao cargo. “Temos que unir a categoria e a direção do Sindicato. Temos que nos fortalecer para seguirmos na defesa dos interesses dos trabalhadores, que hoje enfrentam um cenário com muitos retrocessos, como arrocho salarial, terceirização e outras políticas que vêm sendo aplicadas nos últimos meses”, afirmou o dirigente.

    Lutas mais amplas

    Para Assis Melo, é importante também que entidades sindicais de grande relevância para a sociedade se articulem em nível regional e nacional, de modo a impedir que perdas ainda maiores afetam a classe trabalhadora. 

    “Diante da atual conjuntura, temos que lutar para unificar nossa luta em nível nacional. Os sindicatos de base jogam um papel fundamental, mas temos que fortalecer as federações e confederações também”, defendeu. 

    Segundo o dirigente, bandeiras de luta dos metalúrgicos como o Contrato Coletivo Nacional precisam voltar às mesas de negociação com os empresários. “Nosso Sindicato não vai medir esforços para discutir essas possibilidades. A Fitmetal tem um papel importante nisso, junto com a CTB. Temos que elevar o nível de discussão diante desses retrocessos. Precisamos ter uma visão mais ampla, em unidade com os trabalhadores e outras categorias”, sustentou.

    Fonte: Fitmetal

  • O Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas, um dos maiores do estado de Minas Gerais, encerrou suas eleições. Venceu a Garra Metalúrgica, chapa histórica da entidade e apoiada pela CTB. Entre os dias 15 e 16 de fevereiro, mais de 100 locais de trabalho participaram do processo, entre empresas grandes e pequenas. Foi uma eleição transparente, democrática, com participação paritária em todo o processo eleitoral, da coleta de votos a apuração.

    O processo em si foi muito tenso, com direito a uma turma de segurança barra pesada por parte da chapa de oposição (apoiada pela CUT). Entre as distrações causadas pela chapa 2, houve agitadores que precisaram ser expulsos da polícia, tumultos causados por torcidas de organizadas e policiais à paisana e garotas em trajes chamativos para atrair os trabalhadores. Nos momentos de agressão, apareceram até mesmo lutadores de MMA para assustar os votantes.

    Nos dias da eleição, a coleta de votos aconteceu com outras provocações e ameaças aos aposentados, que se viam intimidados ao chegarem para votar. A apuração, de forma similar, foi dificultada pela presença de oito advogados, que questionaram tudo o que puderam no procedimento. De nada adiantou.

    A vitória nestas eleições tem importância especial. Além de que derrotar a CUT, que havia decidido em resolução que esta seria a principal eleição sindical de Minas Gerais, a Garra Metalúrgica conseguiu superar uma campanha odiosa, construída pela chapa de oposição de forma colaborativa com os patrões. As tentativas de impedir um processo eleitoral limpo, abusando da truculência e sem respeito pela base, foram inúmeras. Entre elas, os metalúrgicos testemunharam ameaças aos dirigentes do sindicato, contratação de agitadores, ações judiciais para impedir a eleição e conflitos em mesa de votação.

    CTB organiza chapa histórica nas eleições do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim

    Nada disso impediu a vitória da Garra Metalúrgica, com 66% dos votos apurados - uma diferença de 890 votos. A grande diferença nos números (1.478 vs. 588) revela que a categoria entendeu que não é momento para brincar com os direitos trabalhistas. A nova diretoria, eleita para o período 2017-2020, vai conduzir o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região para uma participação ativa no movimento sindical e na sociedade. Honrará sua história, suas lutas recentes, e tudo o que foi construído ao longo de décadas.

    O resultado das eleições demonstra que o sindicalismo renovado, autêntico e de luta praticado pela Garra Metalúrgica se reafirma enquanto alternativa concreta para as batalhas em curso no país. O que aconteceu em Betim é um sinal de que é possível superar a crise do movimento sindical, através de uma luta contra as direções burocráticas e parasitas do sindicalismo tradicional. A nova geração encarna o espírito das mobilizações de junho de 2013, que, como essência, negou as velhas direções e exigiu democracia e combatividade nas suas entidades.

    A chapa demonstra combatividade na defesa dos interesses dos trabalhadores, através de mobilizações contra as demissões e de campanhas salariais por salários e por melhores condições de trabalho. A transparência com as receitas do Sindicato, indicando os investimentos na luta e com aumento do patrimônio (como a construção de uma nova sede), impulsiona a organização e dá energia aos fóruns da categoria. Isso incentiva a participação massiva nos locais de trabalho.

    No ato de proclamação do resultado, o presidente eleito declarou que “o sindicato será democrático, buscando de maneira sistemática ampliar a participação e mobilização permanente da categoria na defesa de seus interesses”. Ele convidou todos que participaram do pleito a se engajarem nas campanhas da categoria, e a CTB auxiliará na qualificação da nova diretoria, com seminários e cursos para administração sindical, no gerenciamento de campanha salarial e de PLR, na organização de eleições para a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), e na busca de novos talentos para o ativismo sindical.

    É dessa forma que a estrutura do sindicato mantém pleno funcionamento e atendimento. Ademais, saímos confiantes de que poderemos contar com um grande aliado no enfrentamento das questões políticas nacionais, como o combate sistemático à reforma trabalhista e previdenciária.

    Por Pascoal Carneiro, secretário de Previdência, Aposentados e Pensionistas da CTB

  • A campanha Brasil Metalúrgico realiza ao longo desta quinta-feira (14), o Dia Nacional de Luta com diversos atos e protestos em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Nestas regiões, a categoria amanheceu nas ruas em defesa de políticas de industrialização, do emprego, da soberania e do desenvolvimento nacional.

    Promovida pela CTB e a Fitmetal (Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil), a campanha tem três bandeiras de lutas: a manutenção dos direitos sociais e trabalhistas; a defesa das conquistas nas convenções coletivas”; e contra o desmonte da Previdência Pública. Também estão previstos protestos no Rio Grande do Sul, Bahia e Paraná.

    “Nossa orientação é que os sindicatos aproveitem a data e também promovam assembleias ou manifestações junto às suas bases”, afirma Marcelino Rocha, presidente da Fitmetal.

     

    00 brasil metal mgj

    00 brasil metal mg 4

    00 brasil metal mg2

    00 brasil metal rj4

    00 brasil metal rj

    00 brasil metal sp

    sp metal

    brasil metal sp 2

    metal sp bandeiras

    Cinthia Ribas - Portal CTB

     

  • Imagine a situação: faltam 22 dias para o Natal. Voce é demitido e não recebe nenhum centavo. Não pagaram a sua rescisão, não depositaram seu fundo de garantia e você não consegue o seguro desemprego, porque a sua rescisão não foi finalizada. Você chega em casa e seus filhos perguntam o que vão ganhar de presente no Natal. E você se entristece, porque não sabe sequer como vai conseguir colocar comida na mesa para eles nos próximos dias.

    Essa é a situacao pela qual estão passando os 180 trabalhadores da Guerra e os 16 demitidos no dia 25 de novembro pela empresa Silpa, ambas em Caxias do Sul (RS). Assim como os trabalhadores da Guerra, esses também não receberam suas verbas rescisórias. O direito de receber o acerto em 10 dias após a demissão não está sendo respeitado por essas empresas do município, assim como não foi respeitado pela Voges em dezembro de 2015.

    A assembleia realizada na manhã desta sexta-feira (2), em frente à empresa Silpa, foi interrompida pelo choro compulsivo de um pai de família que foi demitido e está passando por essa situação: não tem comida para colocar na mesa e alimentar os filhos. Outros trabalhadores, um com 28 e outro com 23 anos de trabalho na Silpa, também expuseram, emocionados, sua situação. Um deles, Aldori Pedro da Silva, com 23 anos de empresa, disse que não esperava passar por isso depois de todos esses anos. "Não recebi nada, nem o 13º. Nos chutaram e disseram: procurem os direitos de vocês. Isso não é justo", lamentou.

    Diante da situação, os trabalhadores optaram por permanecer paralisados em solidariedade aos colegas demitidos. A posição do Sindicato neste caso é a mesma que em relação à Guerra. "Ou a empresa paga as verbas rescisórias, ou readmite os trabalhadores. Caso contrário, ficaremos aqui em frente à Silpa até que seja resolvida a situação", disse o vice-presidente do Sindicato, Claudecir Monsani.

    Fonte: Sindimetal Caxias do Sul

  • Na manhã desta quinta-feira (27) os metalúrgicos de Chapecó, em Santa Catarina, amanheceram de braços cruzados contra as reformas do governo ilegítimo Temer.

    Já os pescadores da região oeste fecharam a BR-101 contra projeeto que amplia a lista de pescas proibidas e contra a reforma trabalhista.

    “A aprovação do texto base da reforma trabalhista pelos deputados, levou algumas categorias a adiantar a greve geral no estado”, afirma Odair Rogério da Silva, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Santa Catarina (CTB-SC).

    pescadores sc greve 2017

    Os trabalhadores e as trabalhadoras dos Correios iniciaram uma greve por tempo indeterminado na quarta-feira (26). Silva conta que em Criciúma houve manifestação nesta quinta. “Além de suas reivindicações específicas eles estão parados contra as reformas”, diz.

    O presidente da CTB-SC afirma ainda que “a palavra de ordem neste momento é parar tudo para forçar a queda desse governo ilegítimo para barrar todos os retrocessos que os patrões querem impor à classe trabalhadora”.

    correios sc greve 2017

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região é uma das mais tradicionais agremiações sindicais do Brasil, tendo sido até mesmo fechado pela ditadura por sua combatividade em defesa dos trabalhadores. Em 2017, ele será palco de uma grande disputa eleitoral, em que a histórica chapa “Garra Metalúrgica”, a Chapa 1, defenderá mais uma vez a linha do sindicalismo classista e aguerrido. A CTB trabalha com os diretores da chapa através da representação do presidente da CTB-Minas, Marcelino Rocha, e do Secretário Nacional de Previdência, Pascoal Carneiro.

    A eleição da nova direção será realizada nos dias 1, 2 e 3 de fevereiro.

    “A proposta principal [da Chapa 1] é a de manter as conquistas que nós tivemos, justamente neste momento tão difícil para os metalúrgicos. Betim é um polo de desenvolvimento da indústria automotiva no Brasil, e foi muito atingida pelas consequências do golpe no ano passado", explicou o atual presidente do Sindicato e candidato a reeleição, João Alves. "Agora o que nós temos que fazer é enfrentar o desemprego de frente, tentando negociar com o poder público e com as montadoras medidas que favoreçam o crescimento econômico”, continuou.

    Para o dirigente, a estratégia de resistência metalúrgica deve conjugar duas frentes: a negociação minuciosa com os empresariado e um esforço constante de conscientização da categoria.

    Ele conta que, apesar de ter reparado em um afastamento da categoria das discussões sindicais por conta da crise, as propostas feitas pela chapa têm encontrado boa recepção entre os trabalhadores. “A construção da sede própria do sindicato, que nós vamos entregar agora no dia 22 de janeiro, deu uma identificação à categoria, especialmente entre os associados aposentados”, complementa.

    Para Marcelino Rocha, o processo de formação da chapa acertou em cheio ao fazer a mescla entre antigos companheiros da luta sindical e novos trabalhadores, mantendo o processo de formação permanente. A “Garra Metalúrgica” existe em Betim desde 1987, e desde o princípio mantém a mentalidade classista. Daí surge a grande necessidade de trazer novos quadros.

    “É um grupo histórico para nós, do sindicalismo classista, e por isso o envolvimento da CTB é completo. Nós inclusive destacamos o companheiro Pascoal para ajudar na coordenação da campanha, porque compreendemos a importância dos Metalúrgicos de Betim”, lembrou Marcelino. Mesmo tendo vencido as duas últimas eleições, o presidente da CTB-MG enxerga uma responsabilidade redobrada de manter esta gestão durante a crise brasileira, pelas tentativas cada vez mais ferozes do governo Temer em atacar os direitos trabalhistas.

    Boatos e mentiras da oposição

    A chapa concorrente, organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), tentou recentemente ganhar parte dos trabalhadores com uma mentira, já desmascarada, que envolvia um empréstimo junto à Caixa Econômica Federal para a construção da nova sede. O boato foi espalhado com tanta rapidez que foi necessário que o presidente do Sindicato fosse à Superintendência da CEF para emitir uma certidão desmentindo a história. Isso, conta João Alves, deixou o clima mais tenso.

    “A sede foi construída com a contribuição dos trabalhadores, mais nada. Tudo bem fazer críticas, mas não dá inventar assim”, desabafou. “Nós seguimos o estatuto do sindicato à risca!”.

    Pascoal disse que, apesar do caso, o ruído foi contido em tempo. “Estamos confiantes. A eleição está tranquila, a chapa está muito unida, estamos indo direto nas fábricas e fazendo campanha na rua, encontramos muito apoio - especialmente dos aposentados da categoria. A previsão é muito positiva”, explica o secretário da Previdência da CTB.

    Ele reafirmou seu compromisso com a disputa. “Eu estou aqui como representante da Executiva Nacional da CTB, o envolvimento da Central é total. Estamos dando apoio político e de organização, pois este é um sindicato fundador da CTB, é de fundamental importância. São companheiros combativos, defensores dos direitos dos trabalhadores metalúrgicos”, disse. O dirigente vai acompanhar o processo de perto, até que seja confirmada a nova direção do Sindicato.

    Portal CTB

  • Uma delegação de metalúrgicos egípcios visitou na última segunda-feira (22) a sede do Sindimetal-Rio. O grupo veio conhecer um pouco mais sobre o movimento sindical no Brasil e em especial dos metalúrgicos.

    Pela manhã o grupo esteve na Nuclep, em Itaguaí, onde conversou com trabalhadores e a direção da empresa.

    Na sede do Sindicato, eles conheceram a história da entidade que completou recentemente 100 anos. Foi o momento de trocar informações sobre o movimento sindical entre os dois países e um pouco sobre a situação política de cada região.

    A delegação egípcia agradeceu imensamente a receptividade dos brasileiros. Do Rio, eles foram para São Paulo, onde neste fim de semana participam do congresso da Fitmetal.

    Por Marcos Pereira, do Sindimetal-Rio (via CTB-RJ)

  • Depois das cenas lamentáveis armadas pela chapa de oposição na última quarta-feira (2), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais determinou que a eleição do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região seja adiada em 30 dias, até que a lista de associados votantes seja atualizada nos padrões determinados por liminar. A junta eleitoral responsável pelo processo será mantida como está, contudo.

    “Estava transcorrendo tudo normalmente aqui, tudo conforme o estatuto do sindicato. Na semana passada, [a Chapa de oposição] entrou com uma ação questionando essa junta, e a juíza negou. Aí entraram com outra ação, e outra ação, e outra ação. No dia da eleição, às 5h da manhã, chegou um Oficial de Justiça com um mandado de segurança, sendo que outro já havia sido negado”, explicou o Secretário de Previdência da CTB, Pascoal Carneiro, que atua como enviado especial da Central para o processo.

    O que aconteceu depois disso foi o quebra-pau que o Portal CTB reportou aqui naquele dia.

    Entre as ações movidas pela Chapa 2 nas cortes da região, os autores questionaram desde a composição da junta eleitoral até as informações da relação de eleitores. Pediram uma possível mediação do processo pelo Ministério Público, apontaram suspeitas de fraude eleitoral, reclamaram da ausência de paridade nas mesas coletoras e apuradoras. Por cima disso, ainda impetraram dois mandados de segurança similares, um por dissídio coletivo, outro por processo individual, para que fosse interrompido o processo. Na confusão, apesar das seguidas derrotas da oposição, o tribunal acabou cedendo em um dos mandados de segurança, embora tivesse negado um anterior - algo que vai contra a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho.

    Em Betim, o candidato da oposição quer arrancar R$ 600 mil do cofre do próprio sindicato

    “Quando um advogado, em qualquer processo eleitoral, entra com uma decisão da primeira instância e ela é negada, não cabe mandado de segurança, e isso é uma súmula do TST, inclusive. Nós recorremos e isso caiu na mão de uma desembargadora que voltou atrás na decisão, se deu por incompetente para julgar”, contou Pascoal, atônito com o imbróglio jurídico. “Quando o processo foi redistribuído novamente, caiu na mão de outra desembargadora, que suspendeu a eleição”. A eleição foi paralisada porque o Judiciário exigiu a reapresentação da lista de eleitores.

    A agitação jurídica da chapa de oposição provocou uma onda de solidariedade em direção à Garra Metalúrgica, que culminou em uma demonstração pública e uma nota de apoio publicada no Jornal Super, veículo mineiro de grande circulação, nesta quinta-feira (2). A nota, assinada pelas centrais sindicais Força Sindical, CSB, UGT e Nova Central, dá o aval à Chapa 1, encabeçada pela CTB, em meio a ameaças e tumultos armados por “bate-paus”.

    “Nós estamos atentos quanto a tudo isso, porque acreditamos que só a categoria e os associados devem decidir os rumos do sindicato, não uma intervenção. É um sindicato sério, um sindicato com atuação competente, que tem respeito da categoria, que tem representatividade e respeito na sociedade”, desabafou. “Esse tipo de jogada é uma manobra perigosa para a categoria”.

    O Sindicato ainda não comunicou a data precisa em que o novo processo eleitoral vai acontecer, mas não será em fevereiro.

    Portal CTB

  • O dirigente da Fitmetal e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Três Marias (MG), Edvando José e Silva, foi eleito presidente da Câmara de Vereadores do município na última sessão de trabalhos realizada em 2018, às vésperas do recesso parlamentar local.

    Nesta segunda-feira (21), o novo presidente conduziu pela primeira vez as atividades na Câmara trimariense. Eleito em 2016 para seu primeiro mandato, o dirigente sindical diz estar pronto para as novas responsabilidades.

    “Nesse período de dois anos que vou permanecer como presidente da Câmara teremos transparência absoluta de tudo o que ocorre por aqui. Vamos colocar as coisas nos eixos, pois temos muitos problemas”, afirmou o parlamentar do PCdoB.

    Três Marias está localizada a 270 km da capital Belo Horizonte e possui cerca de 50 mil habitantes. A cidade mineira é conhecida por sua Usina Hidrelétrica, inaugurada em 1962. O Sindicato de Metalúrgicos local representa 14 cidades e conta com cerca de 5 mil trabalhadores em sua base. A maior parte da categoria está vinculada à Votorantim Metais.

    De acordo com Edvando, desde a aprovação da reforma trabalhista os trabalhadores passaram a encontrar dificuldades ainda maiores em suas lutas por mais avanços. Na nova função de presidente da Câmara, ele diz que a população terá um aliado para conter quaisquer retrocessos trabalhistas. 

    “Sei dos desafios que o cargo trará daqui por diante, mas nossa experiência na luta sindical vai permitir que travemos um bom diálogo com todos os setores envolvidos”, garantiu.

    Fonte: Fitmetal
  • Metalúrgicos de todo o país se reuniram na tarde dessa quinta-feira (dia 6) para a abertura do 2º Seminário de Industrialização - Produzir, Trabalhar, Crescer e Desenvolver o Brasil, realizado pela Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), em Betim, Minas Gerais.

    O evento marca também o aniversário de cinco anos da entidade, criada durante a realização da Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora), que reuniu mais de quatro mil trabalhadores brasileiros em 1º de junho de 2010.

    Wallace Paz, secretário-geral da Fitmetal, deu início às atividades ressaltando o caráter político dessa “comemoração”. “Completamos cinco anos de existência e, nesse curto espaço de tempo, já nos colocamos como uma Federação que desenvolve grandes temas políticos, como esse seminário”.

    O presidente da Federação, Marcelino Rocha, agradeceu a presença de todos e destacou a necessidade de colocar a discussão dos rumos da indústria nacional na pauta diárias de sindicatos e movimentos sociais. Para ele, essa é uma batalha incessante da Fitmetal, que sempre defendeu o desenvolvimento nacional a partir da valorização do trabalho.

    João Alves, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, também estava presente na abertura desse 2º Seminário. Ele apontou a importância do evento ao fornecer subsídios para os trabalhadores na hora das negociações coletivas. “O acesso aos dados e números que serão apontados aqui irão, com certeza, refletir nas negociações”, disse ele. “Esse seminário também rompe com os preconceitos entre trabalhadores e indústria. Além disso, precisamos compreender que a democracia está em jogo e não podemos permitir um golpe à classe trabalhadora”, complementou Alves.

    “Hoje comemoramos o êxito de nossa entidade”, afiançou o diretor da Fitmetal, Aurino Pedreira do Nascimento Filho. “Faremos isso discutindo um tema de grande relevância para o Brasil: sua indústria. Porém, nesse debate imprescindível, é necessário sempre termos em mente que o processo de desindustrialização que vivemos é estrutural, mas também há inúmeros aspectos conjunturais”.

    Andreia Diniz, dirigente licenciada da Secretaria das Mulheres da Fitmetal - e que já ocupou cargos na diretoria do SindMetal/Betim -, também deu boas-vindas a todos os presentes, destacando a necessidade de promover discussões políticas para auxiliar na formação dos trabalhadores e trabalhadoras.

    A secretária nacional de Formação da CTB, Celina Areias, assentiu com a colocação de Andreia. “Nossa Central defende outra sociedade e um sindicalismo classista. A formação da classe operária é importantíssima, a revolução não se faz sozinha, mas somente por meio da consciência de classe. Eventos como esse realizado pela Fitmetal contribui enormemente para essa formação”.

    Já Débora Rocha da Silva Rua do Rosário, representante da Superintendência do Ministério do Trabalho e Emprego de Betim, afirmou que “o 2º Seminário de Industrialização vem contribuir para nossas ideias e pensamentos e no fortalecimento da classe trabalhadora”.

    O 2º Seminário de Industrialização continua amanhã, sexta-feira (dia 7), debatendo a desindustrialização, reflexos econômicos e sociais para o desenvolvimento do país e alternativas e potencial de crescimento da indústria no Brasil.

    Confira a programação:

    7 de agosto (sexta-feira)
    9h - Mesa 1: Desindustrialização: reflexos econômicos e sociais para o desenvolvimento do país. Com Wilson Cano, professor de economia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e Renildo Souza, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

    13h - Mesa 2: Alternativas e potencial de crescimento da indústria no Brasil. Com Jô Moraes, deputada federal e presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e Vincent Furlan, analista de negócios da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG).

    14h30 - Mesa 3: O papel da Ciência, Tecnologia e Inovação para a indústria no Brasil. Com Roberto Amaral, ex-ministro da Ciência e Tecnologia.

    16h30 - Considerações finais e consequências do debate.

    Fitmetal 

  • A eleição no Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região começa nesta quarta-feira (1) e foi motivo de alguns episódios dramáticos até aqui. A chapa Garra Metalúrgica, histórica na região e atual mandatária da agremiação, tem o apoio da CTB, mas vem sendo agredida de forma crescente pela chapa de oposição, primeiro com uma campanha de mentiras, depois com agressões físicas e ameaças aos diretores.

    Mas nada disso atinge o cinismo de um candidato que, ao mesmo tempo em que concorre à presidência do sindicato, vai à Justiça para tirar dinheiro deste mesmo sindicato. É o caso de Gleyson Borges Ferreira, candidato a presidente da chapa de oposição (CUT/CNM). Ele processa o sindicato em um total aproximado de R$ 600 mil - valor cujo credor será ele mesmo, caso seja eleito.

    “É algo inédito no mundo sindical!”, disse o Secretário de Previdência da CTB, Pascoal Carneiro. “Ele já é diretor do sindicato há três mandatos, e agora quer pedir equiparação salarial com os funcionários. Ele rompeu logo depois da última posse com a diretoria e começou a fazer oposição interna, até o ponto de ser suspenso durante uma reunião”, contou. Logo Ferreira foi reintegrado na organização, mas entrou com outro processo, por danos morais. Isso acirrou ainda mais os ânimos.

    O valor das ações, em conjunto, chega a R$ 600 mil pelo aspecto retroativo do pedido. Ferreira pede a equiparação de seu salário com a remuneração dos funcionários do sindicato desde seu primeiro mandato, em 2005, além da compensação por férias, FGTS e o pagamento de horas extras por trabalhar em panfletagem e assembleias, entre outros benefícios. Há também o pedido de indenização por danos morais. Os processos podem ser acompanhados pelo site da Justiça do Trabalho pelos números 0012159-97.2014.5.03.0026 e 0010290-62.2015.5.03.0027.

    “O Gleyson está liberado pela empresa, recebendo normalmente seus salários conforme admitido por ele próprio em audiência na 1ª Vara da Justiça do Trabalho de Betim”, afirmou Wallace Paes, dirigente da Federação Interestadual dos Trabalhadores Metalúrgicos (FitMetal). “Não entendo por que ele quer receber horas extras pelos dias de panfletagem de boletins do sindicato. Essa é uma obrigação do dirigente sindical!”.

    O candidato tem um perfil inusitado para alguém que se pretende presidente de um sindicato. Fora o emprego como metalúrgico, Ferreira é dono de uma academia na cidade, e toca outros negócios no ramo agrário. Chegou a usar o nome da entidade para tentar se eleger vereador de Betim em 2012, sem sucesso. Desde então, vem construindo um discurso de “renovação” na política sindical que parece ignorar suas atividades como patrão.

    Caso vença, Gleyson ficará com a chave do cofre que ele mesmo quer subtrair - um cofre abastecido por todos os trabalhadores da região. A contradição foi suficiente para empurrar todas as centrais sindicais para a Garra Metalúrgica, culminando numa demonstração coletiva nesta segunda-feira (30).

    “Mover ação contra o sindicato é mover ação contra os trabalhadores metalúrgicos de Betim! Isso não existe!”, protestou Wallace Paes, em publicação na data.

    Portal CTB

  • Rio de Janeiro e Brasília viveram um triste dia nesta quarta-feira (24), com forte repressão aos trabalhadores e retirada de direitos. Na trincheira da resistência, na mesma Alerj que votou no dia anterior contra os servidores públicos, o Sindimetal-Rio recebeu a Medalha Tiradentes, a maior honraria da Casa, pela passagem dos seus 100 anos, através de uma iniciativa da deputada estadual Enfermeira Rejane.

    Foi a própria deputada que abriu os trabalhos e deu o tom do dia, quando denunciou que mais uma vez o governador do Rio, Pezão, alinhado ao golpista de Temer, ataca os direitos dos trabalhadores. Através da pressão, a maioria dos deputados estaduais aprovou o aumento da alíquota previdenciária de 11% para 14%, “uma proposta que não dar qualquer indicação para a saída da crise – política, social e ética – do Rio de Janeiro, que agora taxa ainda mais aposentados, servidores e pensionistas, que já estão com salários atrasados”. E completou: “Temos que estar nas ruas para resistir e lutar pelas diretas já”.

    O presidente do Sindicato, Jesus Cardoso, fez questão de destacar o empenho não apenas da atual diretoria, mas também das passadas, que ajudaram a construir a entidade. Também fez questão de lembrar a atual situação política brasileira: “Esse é um momento único para o Sindimetal-Rio, que completou 100 anos. Porém vivemos a pior crise no país, política e economicamente, temos uma elite que destrói o país e que não olha para os trabalhadores. Queremos que esse governo saia, vamos para as ruas cobrar eleições diretas. Essa homenagem pelo nosso centenário é muito importante e vamos dar nas ruas a resposta. Vamos fazer uma greve geral até esse governo Temer cair e barrar as reformas que retiram direitos dos trabalhadores”.

    Para o secretário-geral do Sindicato, Jorge Gonçalves, “a nossa categoria vai se manter de pé e resistir. Nossa categoria é histórica, nos manteremos de pé sempre”.

    Já o representante da CTB-RJ, Carlos Oliveira, o que se viu no dia anterior foi uma violenta repressão aos trabalhadores e aos movimentos sociais a partir do governo golpista de Temer. “Precisamos substituir não apenas o governo, mas criar outro programa, com diretas já, defesa da soberania nacional, do emprego e da classe trabalhadora”, declarou.

    O presidente do PCdoB-RJ, João Batista Lemos, condenou veementemente os arbítrios cometidos por Michel Temer, que colocou o exército nas ruas para reprimir trabalhadores que se manifestavam contra o Governo, em Brasília, na última quarta-feira. Para ele, é urgente e necessário articular a luta popular pelo restabelecimento do estado de Direito e em defesa dos direitos sociais.

    Também participaram do ato o presidente do Grêmio dos Aposentados Metalúrgicos, José Ferreira Nobre, os deputados estaduais Waldeck Carneiro, Zeidan e Gilberto Palmares, além de diversos diretores do Sindimetal.

    A solenidade homenageou vários ex-presidentes do Sindicato e o atual, que recebeu a Medalha Tiradentes das mãos da deputada Rejane:

    Benedicto Cerqueira (In Memoriam) – Em 1953, foi eleito presidente do Sindicato. Durante sua gestão foi construída a sede atual Sindimetal-Rio, em Benfica, o Palácio dos Metalúrgicos, quando cada trabalhador doou um dia do seu trabalho. Liderança histórica da categoria e grande articulador teve papel decisivo nas mobilizações e paralisações em favor da aprovação da lei do 13º salário em 1962. Esteve à frente da entidade até 1964, ano do Golpe Militar. Foi dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria (CNTI), do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) e da Federação Sindical Mundial (FSM). Deputado federal de 1963 a 1964 foi cassado pela ditadura, tendo que exilar-se na Tchecoslováquia, Chile e Panamá. Faleceu em 1982.

    Oswaldo Pimentel – Foi presidente do Sindicato de 1977-1984. Os anos 80 foi uma época de forte crise econômica. Neste período o Sindimetal se destacou nas lutas contra a recessão e o desemprego, defendeu a autonomia sindical e a convocação da constituinte.

    Valdir Vicente de Barros – Foi presidente do Sindicato durante os anos de 1970 e 1973 e também entre 1984 e 1987. Ainda diante da crise econômica, o Sindicato fez forte defesa do emprego e do pagamento dos salários atrasados, com fábricas ameaçadas de fechar, e realizou diversas greves. Também dinamizou os departamentos jurídico e médico e as atividades sociais da entidade.

    Washington Costa (In Memoriam) – Presidente do Sindicato nos anos de 1987-1990. Militante desde os 17 anos, Washington lutou com afinco contra a ditadura militar e fez uma gestão de muitas lutas e greves no Sindimetal-Rio após vencer o conservadorismo que se encontrava enraizado no sindicato, assumindo, em 1990, a Presidência da Central Única dos Trabalhadores do Rio de Janeiro (CUT-Rio).

    Carlos Manoel (In Memoriam) - Metalúrgico da empresa Schindler, foi presidente do Sindimetal-Rio por dois mandatos (1990 a 1996). Dedicou sua vida ao movimento sindical e ao Partido dos Trabalhadores (PT), sendo da Executiva do PT-RJ. Também participou da Pastoral Operária. Atualmente era secretário executivo do governo municipal de Maricá.

    Luiz Alberto Albuquerque Chaves – Foi presidente do Sindimetal-Rio de 1996-2002. Destacou-se na luta em defesa do setor naval, em um período que esta indústria estava em declínio. Foi um dos articuladores pela criação da Secretaria Estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo em 1999.

    Mauricio de Mendonça Ramos – Foi presidente de 2002 a 2008. Ingressou no movimento sindical em 1979 durante a greve do estaleiro Mauá. Durante sua gestão destacou-se na luta pela reativação do setor naval.

    Jesus Cardoso – Atual presidente do Sindicato (Gestão 2015-2019). Funcionário do estaleiro Rio Nave durante 15 anos, tendo passado por outras empresas menores, Jesus assumiu a presidência do Sindimetal em julho de 2015. Um dos desafios da atual gestão é enfrentar a crise econômica brasileira, que tem custado o emprego de milhares de metalúrgicos. Além disso, tem lutado para impedir que os patrões aproveitem o momento para retirar direitos históricos dos trabalhadores.

    Da CTB-RJ

  • Chapa Democracia e Luta, apoiada pela Fitmetal (e pela CTB), concorre à eleição do sindicato que acontece no dia 18 de maio.

    No próximo dia 18 de maio, entre as 6 e 18 horas, o Sindicato dos Metalúrgicos de Três Marias (MG) e Região tem eleições para definir a nova diretoria da entidade para o próximo triênio. A base do sindicato abrange quatorze cidades e conta com cerca de seis mil trabalhadores metalúrgicos, sendo que 689 sócios do sindicato estão aptos para votar.

    Apenas uma chapa foi inscrita para o pleito, a chapa “Democracia e Luta”, apoiada pela Fitmetal. A chapa conta com 24 membros, sendo que 10 são metalúrgicos aposentados ou aposentados por invalidez.

    Edvando José e Silva, atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Três Marias e vereador da cidade pelo PCdoB, concorre pela chapa e acredita no apoio dos trabalhadores nessa eleição. Ele aponta a renovação como marca da chapa, pois quase a metade é composta por novos integrantes. “Fizemos a renovação de quase a metade da chapa para ampliar a representatividade nas fábricas e o relacionamento com os trabalhadores”, diz.

    Entre os benefícios trazidos pela atual gestão do sindicato, que agora busca à reeleição, o vereador cita os avanços feitos nas negociações coletivas.

    “Nas negociações tivemos grandes avanços. Nesta semana mesmo estamos negociando nas fábricas para os trabalhadores terem ganho real. A nossa última negociação foi melhor do que a do Estado que fechou uma convenção negativa, menor do que a inflação. Além disso, temos aqui o benefício em que as declarações do Imposto de Renda dos associados são pagas pelo sindicato”, afirma.

    O metalúrgico também observa que o número de associados mais do que dobrou desde que assumiu como presidente e com isso foram feitos investimentos em infraestrutura.

    “Os trabalhadores foram ouvidos pelo sindicato. Fizemos uma reformulação muito grande e criamos áreas de lazer para os associados com quadra sintética e salão de festas, portanto fizemos investimos em infraestrutura para receber os trabalhadores”.

    Como propostas para o próximo mandato,fit Edvando indica a necessidade de ampliar a organização da classe trabalhadora, assim como em aproximar ainda mais os trabalhadores da entidade sindical, sem deixar de agir pela manutenção da luta de classes.

    Segundo ele, o mandato de vereador, conquistado nas eleições em 2016, deu amplitude às questões dos metalúrgicos na cidade. “O mandato de vereador está ajudando muito na luta dos metalúrgicos aqui em Três Marias, principalmente em relação às negociações com as empresas. Agora os metalúrgicos têm uma voz ativa na Câmara da cidade, isso trouxe maior representatividade para a categoria”, afirma Edvando.

    Da Fitmetal

  • A Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil, Fitmetal, foi fundada em 1º de junho de 2010, em São Paulo, durante a realização da Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora). Ao completar sete anos de existência, a entidade se coloca, ao lado de tantas outras organizações sindicais e sociais, com a grande tarefa de derrotar o atual projeto político em curso no Brasil.

    Como observa o presidente da Fitmetal, Marcelino da Rocha, o momento político não propicia comemorações. No entanto, ele revela que a história da Federação desde que foi fundada é de significativas conquistas.

    “Antes da fundação, a partir de 2008, com a saída da nossa corrente sindical classista da CUT, os metalúrgicos ficaram sem uma estrutura de organização nacional para se articularem. Com a construção da Fitmetal essa situação se inverteu, pois, a partir de 2010, nós começamos uma articulação nacional melhor estruturada. Com a Fitmetal nós implementamos um processo de conhecer as realidades do conjunto dos metalúrgicos classistas”, comenta.

    Para o dirigente, esses 7 anos confirmaram a necessidade de uma orientação nacional e de um debate de acordo com a conjuntura do momento político que o país viveu nesses últimos dez anos.

    “Temos a comprovação que estamos no caminho certo pelo desfecho das últimas eleições sindicais, em particular em Betim (MG) e Caxias do Sul (RS), quando nós enfrentamos adversários de peso e conquistamos essas duas vitórias importantes, mesmo com os concorrentes se utilizando de métodos que reprovamos e, por isso, nunca praticamos”, diz.

    Ao longo dos últimos anos, a Fitmetal também agregou novos e importantes sindicatos a sua base, como indica Marcelino.

    “Tivemos vitórias importantes como o Sindicato dos Metalúrgicos de Chapecó (SC), como os metalúrgicos de Três Marias (MG), em Nossa Senhora do Socorro (SE). Trazer esses sindicatos é uma demonstração da justeza da nossa política”.

    O dirigente também aponta como fundamental a recém-filiação à CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).

    “A decisão da filiação à CTB também é uma decisão estratégica e importante, porque a CTB hoje se caracteriza pela sua autonomia, pela sua democracia e pela a sua unidade na ação política. Essas são características que combinam com o processo de construção da Fitmetal”.

    No plano internacional, o presidente da Federação coloca que durante todos esses anos foi construída uma importante base de relacionamento. A partir da intervenção do secretário de Relações Internacionais, Francisco Sousa, que também é o secretário-geral da UIS MM (União Internacional Sindical dos Metalúrgicos e Mineiros), as relações com os operários e entidades de outros países tendem a se ampliar, com frutos importantes para os metalúrgicos e para as metalúrgicas do Brasil.

    Com a recente realização do 2º Congresso da Fitmetal, que ocorreu entre os dias 25 e 27 de maio, em Guarulhos (SP), e definiu uma nova direção para o próximo período, novos objetivos para a entidade foram traçados para os próximos anos.

    “A cereja do bolo de nossa jornada até aqui foi a realização do 2º Congresso da Fitmetal. Foi uma demonstração de profundidade no debate político e de fortalecimento da unidade da nossa corrente no ramo metalúrgico em toda a nação. Agora o objetivo da Fitmetal é fortalecer a unidade dos metalúrgicos classistas, ampliar o nosso raio de participação no movimento sindical, além do objetivo estratégico da fundação da Confederação Nacional de Metalúrgicos e Metalúrgicas Classistas”, completa Marcelino.

    Por: Murilo Tomaz na FitMetal

  • Representantes da Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal) se reuniram, na manhã desta quarta-feira (21), com o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, em São Paulo.

    Fitmetal aprova filiação à CTB durante 2º Congresso da entidade

    Durante o encontro, os sindicalistas dialogaram sobre os desafios da categoria diante da conjuntura política do país. “A Fitmetal inaugurou uma nova fase, após a realização de seu 2º Congresso. Daremos continuidade à luta contra as reformas trabalhista e previdenciária e por mais democracia”, expressou o presidente da entidade, Marcelino Rocha.

    Outro tema exposto na reunião foi sobre o fortalecimento da campanha contra o processo de desindustrialização no Brasil. “Os mais atingidos por esta iniciativa, com a desmonte do setor naval e a desnacionalização das empresas estatais são os metalúrgicos”, alertou Rocha.

    Seminário

    Com o objetivo de discutir sobre o assunto a Fitmetal, em parceria com a CTB, estão organizando um seminário com o tema que deve ocorrer no mês de setembro no Rio de Janeiro.

    A secretária de comunicação da federação, Andreia Diniz, saudou a iniciativa “Com a reestruturação da entidade vamos realizar mais ações como esta”, frisou. O secretário-geral da Fitmetal, Wallace Paz também participou do encontro.

    Portal CTB

  • A reforma da previdência e trabalhista tem tirado o sono de muitos trabalhadores em todo Brasil. Em protesto às propostas do Governo Temer os trabalhadores foram às ruas na sexta-feira (28). A Greve Geral parou não só a indústria, como também o comércio, correios, agências bancárias e setores públicos.

    Em Camaçari, a maior manifestação ocorreu no centro da cidade, organizada pelo Sindicado dos Metalúrgicos, CTB, CUT que após fechar as principais rodovias da região caminharam em manifestação pacífica no centro da cidade. Um dos principais gritos durante o ato foi o FORA TEMER.

    camacari ruas2

    “Basta apenas o povo se conscientizar e partir para luta para começar a modificar a realidade à sua volta. Mas, enquanto insistir no comodismo, vai ficar difícil mudar o mundo ao nosso redor. Por exemplo: durante uma greve, tem trabalhador que prefere dar benção ao capeta do patrão do que participar de uma assembleia com seus colegas e lutar pelos seus direitos. Aí, fica difícil”, ressalta o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos,Júlio Bonfim.

    Ele ainda avalia: “É complicado ver tanta gente sair às ruas no Carnaval, ir atrás de um trio elétrico, apesar de tanta violência, mas se “esconder” na hora de se envolver na luta por melhores condições de trabalho, participando das mobilizações do chão de fábrica”. A manifestação reuniu uma multidão de trabalhadores e fechou todo o comércio do centro da cidade.

    camacari julio

    Fonte: Nossa Metrópole

  • Na tarde desta sexta-feira (24), os trabalhadores da General Motors em São Caetano do Sul saíram em passeata para exigir a reintegração dos 550 demitidos, entre eles 20 funcionários que possuem estabilidade. Saindo do acampamento que ocupam há cerca de duas semanas, pelo menos 200 pessoas caminharam em direção à Câmara Municipal do município, onde foi feito um ato de protesto.

    Lideranças de centrais sindicais, partidos políticos e movimentos sociais compareceram ao ato em solidariedade aos trabalhadores demitidos. Entre os presentes estavam o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), o presidente da CTB-SP, Onofre Gonçalves, e Marcelo Toledo, secretario de Formação da FIT-Metal.

    “A GM esta fazendo isso tudo com o objetivo de aumentar seus lucros. Não há motivo algum para demitir seus trabalhadores - mesmo depois do lançamento do Programa de Proteção ao Emprego, ela demitiu seus trabalhadores, então fica claro que o que ela quer é reajustar os seus monstruosos lucros, dispensando seus traabalhadores como faria com o bagaço de uma laranja”, denunciou Gonçaves. “Se o país esta com dificuldades, se ela esta com dificuldades, ela que chame os trabalhadores para conversar. O dinheiro que foi dado à GM não é brincadeira, nós sabemos o quanto eles ganharam, isso é público. Nós não vamos sair da rua, precisamos ampliar esse movimento, a CTB esta disposta a isso e vamos garantir que eles sejam reintegrados”, continuou.

    O deputado Orlando Silva também denunciou o oportunismo da montadora: “Não demorou um dia para que a GM demitisse seus trabalhadores depois que o governo anunciou o Programa de Proteção ao Emprego. Mas quando o governo anunciou os subsídios para as montadoras, em anos anteriores, tudo o que eles fizeram foi embolsar esse dinheiro e mandar remessas ao exterior”. Em seguida, propôs uma solução: “Precisamos fazer uma comissão com quem sente na pele o preço dessas demissões e ir para Brasília para revertermos essa situação”.

    Toledo, FIT-Metal, concordou, e acrescentou: “As montadoras ganharam dinheiro aos burros às custas desses trabalhadores, mas basta surgir uma crise, por menor que ela seja, e somos nós que pagamos a conta. Nós não queremos muito. Queremos apenas um pedacinho desse dinheiro, para que possamos manter nossos empregos, nossas famílias, nossos sonhos”.

    A GM aumentou o lucro em 302% no segundo trimestre deste ano, de acordo com o relatório financeiro publicado na última quinta-feira (23). Ela informou que teve lucro líquido de US$ 1,117 milhão no período, quase 302% mais que no mesmo espaço de tempo em 2014, graças à recuperação dos mercados americano e chinês. A montadora chegou a ultrapassar a Ford no ano passado, em termos de faturamento.

    Luta histórica

    A mobilização em frente à GM dura 13 dias, mas já é histórica - é a primeira vez que um movimento de trabalhadores acampa na frente da fábrica. Cerca de 150 profissionais se revezam em 20 barracas e não têm planos de levantar acampamento até que a empresa sinalize com a abertura de negociações. O último registro que se tem data de 1985, quando funcionários acamparam dentro das dependências da empresa em protesto salarial.

    Na última terça-feira (21), o grupo protocolou uma carta com pedido de reintegração dos demitidos à GM, mas a montadora disse apenas que “estabeleceu que parte da produção do complexo industrial de São Caetano seria interrompida”, em acordo com o sindicato da categoria. A inação do sindicato deu margem à revolta dos demitidos, levando muitos dos acampados a gritar “Cadê o homem do emprego?!” ao longo da passeata, em referência a Aparecido Inácio da Silva, o “Cidão”, vereador de São Caetano e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade.

    Por Renato Bazan - Portal CTB

  • O ano de 2018 se encerra com os movimentos populares se preparando para a chegada do novo presidente da República. Para as entidades sindicais do Brasil, fortemente afetadas pelo governo ilegítimo de Michel Temer, “é tempo de aprendizado e de autocrítica apurada pois estamos sofrendo as consequências por nossa falta de capacidade de envolver o povo brasileiro na defesa de seus interesses mais fundamentais”, segundo o presidente da Fitmetal, Marcelino da Rocha.

    Nesta entrevista, o dirigente fala sobre os efeitos iniciais da Reforma Trabalhista sobre o movimento sindical, sobre a importância do movimento Brasil Metalúrgico e defende um novo modelo de relacionamento entre sindicatos e suas entidades de nível superior (federações, confederações e centrais sindicais). “Há necessidade de corrigirmos aspectos que nos enfraquecem, em especial nesse cenário que se inicia em 2019”, sustenta.

    Confira abaixo os principais trechos da entrevista: 

    Fitmetal: É impossível para o movimento sindical fazer um balanço positivo do ano de 2018, mas certamente muitas lições servirão para as lutas futuras, especialmente durante o governo do próximo presidente. O ano de 2019 chegará com muitas dificuldades para toda a classe trabalhadora, mas qual deve ser a estratégia de luta dos metalúrgicos para o próximo período?: Este ano foi o coroamento do golpe dado pelas elites brasileiras em 2016. O auge desse golpe, naturalmente, foi a reforma trabalhista, que entrou em vigor no final do ano passado. Em 2018 nós começamos a viver as consequências de todo esse processo, liderado por uma burguesia que não aceita a ascensão social do povo que produz as riquezas deste país. Historicamente, os movimentos sociais brasileiros sempre foram obrigados a executar recuos estratégicos, procurando aprender e tomar lições sempre que golpes e ataques como esse nos afetaram. Mais uma vez as centrais sindicais, os partidos políticos e os demais movimentos têm a necessidade de construir uma grande unidade, uma grande aliança, formada a partir de bandeiras concretas, deixando de olhar para nós mesmos e nossos interesses, mas com a intenção de fortalecer a democracia brasileira. Neste governo que se inicia teremos que lutar muito pelos direitos sociais e também pela soberania brasileira, já que nossa elite deseja entregar de vez o que ainda resta da capacidade de desenvolvimento da economia brasileira. É tempo de aprendizado e de autocrítica apurada, pois estamos sofrendo as consequências por nossa falta de capacidade de envolver o povo brasileiro na defesa de seus interesses mais fundamentais. 

    Fitmetal: Pensando nessa estratégia para o futuro e trazendo a conversa para a luta da nossa categoria, como você avalia o papel do movimento Brasil Metalúrgico até o momento e de que maneira suas entidades poderão se organizar para manter a pauta da reindustrialização em evidência?
    Marcelino da Rocha: A continuidade do Brasil Metalúrgico é algo imperioso nos dias atuais. Há uma série de retrocessos a caminho, que afetam diretamente nossa categoria e também a classe trabalhadora em geral. A questão da reindustrialização e do desenvolvimento nacional precisa ser debatida. A entrega de setores estratégicos de nossa economia para os interesses privados internacionais (em especial dos Estados Unidos) afeta diretamente a categoria metalúrgica. Isso somado ao advento da Indústria 4.0 exige de nós, líderes do Brasil Metalúrgico, uma tomada de posição. 
    Outro ponto importante é a possível Reforma da Previdência, de inspiração chilena, que está sendo discutida pelo novo governo. No Chile estamos acompanhando o alto índice de suicídios de trabalhadores aposentados por esse sistema, hoje sem nenhuma condição de se sustentarem em condições minimamente adequadas. Entendemos que esse modelo não é o mais adequado aos brasileiros e que é necessário que diversas categorias se unam para manifestar sua contrariedade. 

    Em linhas gerais, temos que ter iniciativas mais amplas. Se cada um de nós tentar obter sucesso somente em seu sindicato, em sua cidade, em seu estado, nossa chance de êxito será muito menor. O Brasil Metalúrgico já deu mostras de sua capacidade de articulação e precisa iniciar 2019 com essa tarefa de construir uma unidade ampla e de caráter nacional. 

    Fitmetal: O Contrato Nacional Coletivo de Trabalho é algo que tem condições de ser discutido neste momento?
    Marcelino da Rocha: Entendo que mais do que nunca está na ordem do dia o Contrato Nacional Coletivo, já que há uma discrepância muito grande no salário e nos direitos de metalúrgicos de diferentes regiões do país. Se pegarmos o caso de São Bernardo do Campo ou da Bahia, vemos que os trabalhadores dessas regiões estão em um determinado patamar, com muita participação da categoria na conquista de mais direitos. Por outro lado, no Centro-Oeste ou em outras regiões do Nordeste você vê trabalhadores com salários muito diminuídos e com uma ausência muito grande de direitos. 

    Há também a realidade bem particular dos trabalhadores de montadoras de veículos, com cenários totalmente diferentes. Você vê metalúrgicos que recebem no final do ano uma Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) de R$ 3 mil em algumas fábricas e R$ 25 mil, como vemos no Paraná em alguns casos. É por isso que mesmo na adversidade essa deve ser uma luta que não deve estar fora de nossas prioridades. Temos que construir essa unidade.

    Fitmetal: Com o fim do Ministério do Trabalho, como você avalia que se dará a interlocução das entidades sindicais com o governo federal? Será necessária uma aproximação maior com o Legislativo?
    Marcelino da Rocha: Esse é mais um dos ataques desferidos contra os trabalhadores, ainda que o Ministério do Trabalho já viesse sofrendo certo abandono inclusive de governos que tinham o nosso apoio, como o da ex-presidenta Dilma. Não é de hoje a falta de concursos públicos e de auditores fiscais, bem como a necessidade de instrumentalização das delegacias regionais de Trabalho. Os golpistas estão colocando em prática seu projeto. Cabe a nós desenvolver um novo projeto de articulação política, sem nenhuma ilusão em relação ao Parlamento eleito em 2018, que é ainda mais reacionário do que o atual. O movimento sindical precisa buscar uma unidade concreta e objetiva, para somente depois se articular com frentes do Legislativo, do Executivo e do Judiciário, na tentativa de impedir esse desmantelamento de direitos trabalhistas do povo brasileiro. 

    Fitmetal: A reforma trabalhista trouxe dificuldades concretas para a sustentabilidade das entidades sindicais de todos os níveis. Falando primeiramente a respeito dos sindicatos, qual deve ser a estratégia adotada por suas direções para que o trabalho junto à categoria não sofra retrocessos ainda maiores?
    Sem generalizar, mas precisamos combater o distanciamento das entidades de nível superior em relação às suas bases. Com a reforma trabalhista, isso fica ainda mais latente. Nosso primeiro grande trabalho é essa reaproximação. Precisamos rever os métodos pelos quais nos relacionamos com os trabalhadores. Teremos que usar de muita criatividade, pois o que vínhamos usando já não os convencem mais. A categoria que tiver uma entidade presente no seu cotidiano, com líderes que não se vejam como superiores em relação àqueles que por eles são representados, conseguirá construir um nível de consciência mais elevado e será capaz de garantir sua sustentabilidade e representação.

    Fitmetal: Falando agora um pouco mais sobre a Fitmetal e outras entidades de nível superior, qual deve ser a estratégia para sua sustentabilidade? De que maneira precisará ser aprimorada a relação com os sindicatos?
    Marcelino da Rocha: Mesmo num ambiente totalmente adverso e de muita precarização, os metalúrgicos ligados à Fitmetal mantiveram conquistas históricas de suas bases (algo que freia, de certa forma, o retrocesso da reforma trabalhista) e ainda conquistaram avanços sociais e econômicos importantes. Isso se deu tanto pelas negociações de data-base quanto nas discussões de PLR. 

    Infelizmente, no entanto, essa relação com as entidades superiores exige que toquemos numa ferida. Os sindicatos de base, em geral, só compreendem a importância de suas federações, confederações e centrais sindicais quando é deflagrada uma disputa eleitoral na categoria, com a apresentação de chapas adversárias. Nesse momento sempre surge uma mobilização concreta, deslocamento de militantes, gastos com hospedagem, alimentação, materiais de comunicação e de estrutura. No entanto, uma vez resolvida essa questão, as entidades de nível superior são novamente deixadas de lado. 

    É claro que não podemos generalizar, mas esse relacionamento também tem problemas em seu sentido inverso. Como eu já disse anteriormente, as federações, confederações e centrais sindicais precisam se reaproximar com urgência de seus sindicatos de base. Essa relação não pode ser apenas contábil, baseada somente em números para definir sua representatividade. Diante dos desafios e dificuldades que vamos enfrentar, essa relação precisa ser revista por todos os atores envolvidos.

    Fonte: Fitmetal

  • Metalúrgicos da Bahia promoveram na manhã desta terça-feira (2) um protesto no pátio da empresa Ferbasa, a maior do segmento de ferro e liga. A empresa fica situada no município de Pojuca.

    A categoria protesta contra a postura indiferente da empresa diante das reivindicações dos trabalhadores relacionadas às condições de trabalho e à campanha salarial.

    “São mais de 1,3 mil trabalhadores e trabalhadoras que não têm direito ao café da manhã, uma prática comum nas empresas da região. Com assento no sindicato patronal, a Ferbasa dificulta as negociações e se nega a discutir nossas reivindicações da campanha salarial”, afirmou Matias Batista de Souza, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia. 

    1 metal ferbasa3

    A empresa oferece apenas 2% de reajuste salarial, enquanto os trabalhadores reivindicam 8% sobre os salários e demais benefícios; piso profissional de R$ 1.560,00; cesta básica de R$358,00, de acordo com o valor medido pelo Dieese, entre outros pontos. A estimativa de inflação para o período da data-base da categoria é de 2,56%.

    Outra reclamação da categoria se refere ao desconto do plano de saúde. De acordo com o sindicalista, o trabalhador chega a comprometer cerca de 30% a 40% do salário na utilização do plano familiar.

    "O plano de saúde está espoliando o trabalhador. Os descontos são tão altos que quando utilizado pela família chega a comprometer mais de 1/3 do salário”, revelou ao completar: “É lamentável que em pleno século 21 a empresa não reconheça e valorize a alta lucratividade que o empenho dos funcionários proporciona”, lamentou o dirigente.

    Cinthia Ribas - Portal CTB

     

  • Em assembleia realizada na manhã dessa quinta (17), os trabalhadores e trabalhadoras metalúrgicos (as) da Nexans decidiram pela aprovação do Estado de Greve. Categoria cobra pagamento da PLR referente a 2018.

    Sindicato e trabalhadores estão negociando desde o ano passado a PLR, porém a proposta apresentada até o momento foi considerada insatisfatória pelos funcionários da empresa.

    Sem avanços na negociação, os metalúrgicos aprovaram o estado de greve e, agora, aguardam uma proposta melhor da Nexans.

    CTB Rio de Janeiro

  • A guerra judicial que paralisou a eleição no Sindicato do Metalúrgicos de Betim e Região finalmente chegou a uma conclusão. Conforme uma circular da chapa “Garra Metalúrgica”, que detém a atual direção da agremiação, a Junta Eleitoral conseguiu dirimir a briga em reunião realizada na última sexta-feira (10).

    A nova data para a eleição é imediata: já nesta quarta e quinta-feira (15 e 16). O processo não sofreu alterações significativas.

    “Em reunião realizada com a participação dos representantes das chapas 1 e da oposição, levando em conta o cumprimento do Estatuto do Sindicato, as partes reconheceram a legitimidade e a legalidade da lista de votantes apresentada pelo Sindicato”, escreveu a assessoria, acerca do motivo da judicialização do processo. “Mais uma vez a chapa 1 - Garra metalúrgica desmonta as mentiras da oposição também em relação ao processo eleitoral”.

    Em Betim, o candidato da oposição quer arrancar R$ 600 mil do cofre do próprio sindicato

    A eleição representa o futuro não só dos metalúrgicos de Betim, mas vários outros municípios da região central de Minas Gerais, incluindo Igarapé e São Joaquim de Bicas, e foi motivo de alguns episódios dramáticos até aqui. A chapa Garra Metalúrgica, histórica na região e atual mandatária da agremiação, tem o apoio da CTB, mas vem sendo agredida de forma crescente pela chapa de oposição, primeiro com uma campanha de mentiras, depois com agressões físicas e ameaças aos diretores. Por fim, com a perspectiva de derrota, a chapa 2 orquestrou uma baderna para adiar o pleito.

    A agitação da chapa de oposição provocou uma onda de solidariedade em direção à Garra Metalúrgica, que culminou em uma demonstração pública de apoio. A nota, assinada pelas centrais sindicais Força Sindical, CSB, UGT e Nova Central, dá o aval à chapa encabeçada pela CTB.

    Portal CTB