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Sáb, Fev

miséria

  • Com golpe, mais 1,4 milhão passaram a ganhar menos que o mínimo

    O golpe que alçou Michel Temer à Presidência gerou resultados desanimadores e catastróficos ao país em diversas áreas. Os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral, do IBGE, demonstram mais um deles: cerca de 1,4 milhão de trabalhadores passaram a engrossar as estatísticas do que receberam menos de um Salário Mínimo (SM) por mês entre o segundo trimestre de 2016 e o terceiro de 2018.

    No estado de São Paulo residem quase metade destes novos sub-remunerados: são 647 mil. Minas Gerais com novos 257 mil trabalhadores neste perfil e Paraná com 103 mil também se destacaram negativamente neste aspecto. Já Maranhão e Alagoas são os destaques dos sete estados que apresentaram retração nestes números, com –156 mil e –69 mil trabalhadores neste perfil, respectivamente. Estes dois últimos, no entanto, também apresentaram grande redução no total de trabalhadores no período (-182 mil e -133 mil, respectivamente), o que mostra outra face negativa das estratégias testadas no mercado de trabalho no período do golpe.

    Na tabela a seguir também pode-se observar o crescimento proporcional do número destes trabalhadores por estado. Desta forma, percebe-se que o estado de São Paulo também apresenta o pior resultado, 32,9% neste curto período, resultado quatro vezes superior à média nacional, de 8,1%.

    Estes resultados expõem a situação de calamidade a qual cada vez mais pessoas estão tendo que se sujeitar no país. Segundo o Dieese, o Salário Mínimo necessário para as despesas básicas de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.959,98. Mas o governo atual aparenta ter outras prioridades, uma vez que mesmo o aumento do SM estimado por Temer, que iria a R$ 1.006,00 em 2019, foi reduzido para R$ 998,00 pelo novo governo Bolsonaro.

    Fonte: Fundação Perseu Abramo
  • Miséria no Brasil: região Nordeste é a que mais sofre

    Com o golpe de 2016 e a aprovação da Emenda Constitucional 95, Brasil volta a figurar no mapa da Fome. De acordo com relatório da Organização da Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), população do semiárido brasileiro volta a sentir a ausência de políticas estruturais para a região e sofre com o fantasma da fome. 

     

    O “mapa” revela que, em 2017, a fome no Brasil voltou a crescer, reflexo dos cortes dos programas sociais que excluíram, por exemplo, 1,1 milhão do Programa Bolsa Família, o que representa 4,3 milhões de pessoas, a maioria crianças.

    O país, que durante toda a sua existência sempre foi um caso complexo de pobreza extrema, começou a caminhar no sentido oposto ainda durante os governos de Lula (2003-2010), se tornando um exemplo mundial de combate à fome e à miséria, com programas de segurança alimentar, saúde básica, saneamento, educação, emprego e renda. E no primeiro governo de Dilma (2011-2014) o país saiu definitivamente do mapa da fome da ONU.

    Com a gestão Temer, o Brasil volta a experimentar o sabor amargo da fome, miséria e desesperança. Corte de gastos em áreas sociais, desemprego em massa, sucateamento da educação e da saúde, precarização do trabalho e reforma trabalhista e a a ameaça da reforma da previdência apontam para um cenário ainda pior. 

    Portal CTB - Com informações das agências

  • Renda dos bilionários do mundo cresceu em US$ 900 bi em 2018

    Dados do relatório “Bem público ou riqueza privada?”, produzido pela Oxfam, organização global combate a pobreza e a desigualdade, divulgado nesta esta segunda (21), revela que a desigualdade nada de braçada no mundo.

    A Oxfam indica que o fosso entre os super-ricos e o resto do mundo nunca foi tão grande como hoje, com 26 indivíduos possuindo a mesma quantidade de riqueza que 3,8 bilhões de pessoas menos privilegiadas, informou a organização Oxfam em um novo relatório anual.

    Ou seja, enquanto a renda dos bilionários do mundo -  que fazem parte dos 1% mais rico do mundo - cresceu em US$ 900 bilhões em 2018, cerca de 3,8 bilhões de pessoas – os 50% mais pobres do planeta – tiveram sua renda reduzida em 11%. Segundo a Oxfam, o Brasil tinha 42 bilionários em 2018, com riqueza total de US$ 176,4 bilhões.

    O relatório foi lançado no Fórum Econômico Mundial de Davos, que começou nesta terça (22), na Suíça, e se encerra na sexta-feira (25).

    "As pessoas em todo o mundo estão zangadas e frustradas. Os governos devem agora promover mudanças reais, garantindo que corporações e indivíduos ricos paguem sua parte justa de impostos e invistam esse dinheiro em saúde e educação gratuitas que atendam às necessidades de todos", declarou Winnie Byanyima, diretora executiva da Oxfam International.

    Fazendo uma conta rápida a partir de uma proposta de taxação de 0,5% sobre as fortunas desses bilionários, garantiríamos o acesso à educação de 262 milhões de crianças excluídas da educação formal hoje no mundo.

     

     

    Portal CTB - Com informações das agências