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Sete anos após o assassinato do sindicalista Paulo Colombiano e de sua esposa Catarina Galindo, a CTB Bahia juntamente com familiares e amigos realizaram na manhã desta quinta-feira um protesto um protesto para pedir mais agilidade no andamento do processo e punição aos envolvidos. O ato foi realizado em frente ao Tribunal de Justiça da Bahia, no Centro Administrativo, com a presença de lideranças do movimento sindical e social.

Os suspeitos de participação nos homicídios continuam soltos e o caso está na Jusça, ainda sem julgamento. "Todos eles estão em liberdade, não por falta de provas, mas sim porque eles utilizam dos recursos jurídicos para postergar a penalidade. Eles cometeram um crime que completa sete anos de impunidade. Esse processo já tem anos e não tem nenhuma perspectiva para condenação. Acredito que se fossem condenados na Câmara do Tribunal, seria por unanimidade", ressaltou Geraldo Galindo, irmão de Catarina e cunhado de Paulo.

O presidente da CTB Bahia Pascoal Carneiro ressaltou a importância da manifestação de forma pacifica para lembrar as autoridades que o caso não pode ficar impune. Estamos aqui para pedir punição. Defendemos que os mandantes e executores sejam encaminhados a júri popular, pois não esquecemos o brutal assassinato que vitimou dois queridos amigos atuantes. Vamos continuar pressionando para que aja mais agilidade no andamento do processo e apresentar os resultados não só à família, mais também para toda a sociedade”, concluiu.

Durante o protesto, o presidente da CTB Bahia, Pascoal Carneiro, o presidente do sindicato dos rodoviários Hélio Ferrei e o irmão de Catarina, Geraldo Galindo foram recebidos pela desembargadora Rita de Cássia Machado Magalhães, revisora da ação penal, que explicou que o processo seguirá para a segunda turma da primeira câmara criminal, onde será julgado pelos demais desembargadores que a compõem.

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Impunidade

Paulo Colombiano e Catarina Galindo  foram assassinados no dia 29 de junho de 2010, quando chegavam em casa no bairro de Brotas, em Salvador. De acordo com a Polícia, o crime foi motivado pela atuação de Colombiano à frente da Tesouraria do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, onde descobriu irregularidades no plano de saúde da categoria, sob a responsabilidade da MasterMed, com desvios que chegavam a R$ 35 milhões entre 2005 e 2010.

Foram os donos da empresa, o oficial aposentado da PM Claudomiro César Ferreira Santana e seu irmão, o médico Cássio Antônio Ferreira Santana, que mandaram matar o casal. A execução ficou a cargos de seus funcionários, Daílton Jesus, Edilson Araújo e Wagner Souza. Os acusados chegaram a ser presos, mas foram liberados para responder ao inquérito em liberdade, fato que revoltou a família, diante das provas apresentadas no inquérito enviado à Justiça.

Em 2014, o Tribunal de Justiça da Bahia chegou a anunciar que os réus iriam a júri popular, mas os acusados recorreram da decisão. Atualmente, aguarda-se a designação de um procurador de Justiça para se manifestar sobre o caso e, após isso, os recursos da defesa e da acusação serão julgados. Depois que houver o julgamento, caso os acusados sejam condenados, ainda cabem recursos a instâncias superiores, que podem garantir por tempo indeterminado a liberdade dos criminosos até uma decisão definitiva em um dos fóruns da Justiça.

Fonte: CTB Bahia

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