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Os impactos da tecnologia e automação nas relações de trabalho. Este foi o tema debatido pelo doutor em economia pela Universidade de Londres (SOAS), Nuno Teles, na palestra Tecnologias e automação: as transformações no mundo do trabalho.

À frente de uma plateia, composta por bancários, estudantes e profissionais de diversas áreas, Nuno Teles abriu a discussão, que aconteceu nesta segunda (03), sobre o trabalho. Segundo ele, o alto índice de desemprego não tem relação direta com a tecnologia, mas sim com a crise econômica, que já dura 10 anos. Teve origem nos Estados Unidos, atingiu a Europa e agora chega aos países emergentes, como o Brasil.

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O professor trouxe um panorama de lutas dos trabalhadores que, ao longo da história, resistiram à automação. O economista, no entanto, não demoniza a chegada da tecnologia em setores da economia. Ele defende que é necessário maior planejamento democrático.

Nuno Leal argumenta que não se deve cair na armadilha de entender as novas formas de trabalho desvalorizado como consequencia da tecnologia inevitável.  Ele defende que o Estado tem atuação fundamental na regulação dos empregos. “A tecnologia, seu progresso e direção não são forças externas, mas sim o resultado das disputas sociais e políticas em que o Estado desempenha um papel importante”.

O presidente do SBBA, Augusto Vasconcelos, presente no encontro, ponderou sobre dos riscos para o mundo do trabalho com o novo governo de Bolsonaro. Ainda reforçou que é preciso criar leis que protejam os trabalhadores, como a lei municipal que impediu a automação total dos postos de gasolina.

O presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Hermelino Neto, também participou do evento.

Fonte: Bancários da Bahia.

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