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Com bandeiras, faixas e muito buzinaço, servidores do Hospital Especializado Octávio Mangabeira (HEOM), a diretoria do Sindsaúde-Ba, representantes do Fórum de Entidades de Trabalhadores da Saúde do Estado da Bahia e do Conselho Municipal de Saúde de Salvador realizaram uma carreata nesta terça-feira (6/112), em protesto contra a privatização da unidade, anunciada pelo governo do estado.

A carreata seguiu para o Centro Administrativo da Bahia (CAB), passando pela Assembleia Legislativa e a Secretaria de Saúde do Estado, em direção à Governadoria, onde os trabalhadores entregaram um documento solicitando a revogação da resolução nº44/2016, publicada na última sexta-feira no Diário Oficial do Estado, anunciando a implantação da gestão via Organização Social.

Diretores do Sindsaúde e representantes das entidades se reuniram com o chefe de gabinete da Secretaria de Relações Institucionais, Martiniano Costa, e demonstraram sua insatisfação com a postura unilateral e autoritária do governo que não discutiu a privatização com a categoria. Além disso, o assunto não foi discutido no Conselho Estadual de Saúde (CES), órgão deliberativo das políticas de saúde do estado. O chefe de gabinete se comprometeu tentar agendar uma audiência com o governador Rui Costa com a máxima urgência para discutir o assunto.

“Privatizar o Hospital Octávio Mangabeira, um hospital público de quase 100 anos, é atacar, fragilizar e enfraquecer o SUS. Por isso os trabalhadores assumiram essa posição de luta. Trazemos hoje ao governo do estado o repúdio à privatização do Octávio Mangabeira. Não é possível acabar com uma instituição que presta uma importante assistência a milhares de pacientes, em sua maioria vítimas de tuberculose, pobres e excluídos da sociedade. A nossa posição é de não aceitar a imposição da privatização. De não aceitar o autoritarismo  e a falta de diálogo”, afirmou a diretora do Sindsaúde e vereadora de Salvador Aladilce Souza.

Referência no tratamento de doenças pulmonares, como tuberculose, asma, fibrose cística e gripes, o HEOM vive uma crise com o desabastecimento de medicamentos e insumos, e o esvaziamento de internações nos últimos meses. De acordo com servidores da unidade, atualmente estão sendo atendidos apenas 90 leitos, enquanto a capacidade total é de 217 leitos. O sucateamento do hospital foi uma medida do Governo do Estado para justificar a política de privatização, que há décadas resulta no enfraquecimento do SUS.

“Viemos aqui para denunciar a forma esdrúxula com que o governo anunciou a privatização do Hospital Octávio Mangabeira. É preciso que o governador visite a unidade para ver os bons resultados obtidos em prol da população.  Ele está cometendo um crime entregando o hospital à iniciativa privada. A gente conhece bem como tem sido o tratamento da população nas unidades privatizadas, que fornecem assistência limitada”,disse o diretor do Sindsaúde e presidente do Conselho Municipal de Saúde, Djalma Rossi.

Os servidores do Hospital Especializado Octávio Mangabeira e os representantes do Fórum de Entidades de Trabalhadores da Saúde do Estado da Bahia permanecerão mobilizados até que o governador discuta a situação em audiência e revogue a resolução que autoriza a privatização do hospital.

Fonte: Sindsaúde-BA

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