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Ter, Jan

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Reduzir apenas o preço do diesel não resolve o problema no Brasil. É preciso muito mais. A começar por uma política que defenda as empresas estatais e que não onere o trabalhador. Com esse objetivo, o Sindicato dos Bancários da Bahia realiza uma manifestação, na agência do Banco do Brasil do Comércio, nesta terça-feira (29), a partir das 11h.

A entidade chama atenção da sociedade para as próximas medidas do governo neoliberal de Michel Temer, que já estuda elevar impostos ao consumidor para compensar a redução de tributos sobre o diesel.

Confira a carta aberta do sindicato

Nesse momento de crise, não aceitamos penalizações aos bancários que não conseguirem chegar ao trabalho. As superintendências e gerências devem ser compreensivas com as dificuldades de locomoção dos trabalhadores, que enfrentam limitações ainda maiores no já deficitário sistema de transportes.

A greve dos caminhoneiros coloca em xeque a política de preços do governo para a Petrobrás. É impossível retomar o crescimento do País com os combustíveis atrelados ao dólar e às flutuações do mercado internacional de petróleo. A Petrobras foi criada para proteger o País da especulação internacional que atinge a principal matriz energética do planeta, papel que cumpriu bem nos governos Lula e Dilma.

É preciso, também, denunciar que o acordo proposto por Temer para suspender a paralisação favorece só aos empresários e foca apenas no diesel. Não reverte a política de preços dos demais combustíveis, inclusive do gás de cozinha e da gasolina, que estão num patamar insustentável. Desde o golpe, mais de 1.200.000 famílias voltaram a usar lenha para cozinhar.

Outro problema que o governo não foca é a retomada da produção nas refinarias. Sob a presidência de Pedro Parente, a Petrobrás reduziu sua capacidade de refino, passando a exportar petróleo bruto e a importar combustível. Enquanto as refinarias operam com apenas 70% de sua capacidade, o País se tornou comprador de 20% da gasolina exportada pelos EUA.

Para o bem do Brasil e da própria Petrobras, é necessário mudar o presidente da estatal. Vale lembrar que Pedro Parente foi responsável pelos apagões que paralisaram o País, quando foi ministro das Minas e Energia, no governo FHC. Nesse momento, também é muito importante o apoio aos petroleiros, que fazem uma greve de advertência a partir do dia 30 de maio.

A crise de transportes que o Brasil enfrenta é o retrato do governo que privilegia os lucros dos acionistas e favorece as multinacionais, penalizando toda sociedade. A greve dos caminhoneiros é uma reação legítima contra a política de preços dos combustíveis, adotada em 2017. O governo do desgastado e impopular Michel Temer só defende os muito ricos e o grande capital internacional, beneficiados pela política econômica imposta ao País, desde o golpe de 2016.

São inaceitáveis quaisquer propostas de intervenção militar. A saída da crise está na realização de eleições livres, que assegurem a escolha de representantes comprometidos com o povo, com a retomada do desenvolvimento econômico e que respeitem a soberania nacional.

Salvador, 28 de maio de 2018.

Augusto Vasconcelos, presidente

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