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Ter, Jun

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Uma multidão tomou conta das ruas de Aracaju, na tarde de ontem (15), para protestar contra os projetos de reforma da previdência, Trabalhista e das Terceirizações. A manifestação, convocada pelas centrais sindicais CTB-SE, CUT-SE e UGT-SE, e a Frente Brasil Popular, reuniu mais de 10 mil pessoas da capital e interior do Estado e de entidades como a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetase), União Brasileira de Mulheres (UBM), União da Juventude Socialista (UJS) e Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE). Foi o maior ato realizado na cidade nos últimos anos. Aos gritos de “Fora Temer”, os sergipanos demonstraram sua indignação em relação aos projetos lesivos à classe trabalhadora que tramitam no Congresso Nacional.

No início da tarde, por volta das 14 horas, os manifestantes se concentraram na Praça General Valadão onde lideranças sindicais conclamaram o povo a ir às ruas para barrar as reformas do governo Temer. “O País inteiro está nas ruas para dizer não às reformas. Trazer os trabalhadores e trabalhadores para as ruas num País em crise, com os empregos sob ameaça, não é coisa fácil. Mas nós estamos aqui para criticar esse governo golpista e seus deputados e senadores que querem acabar com a nossa aposentadoria”, disse Ivânia Pereira, presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe e secretária da Mulher Trabalhadora da CTB Nacional.

Desigualdade

Ivânia defendeu uma reação forte de toda a sociedade sergipana contra o desmonte da previdência que tem o apoio de, praticamente, todos os deputados e senadores do Estado. “Não podemos permitir que essa reforma seja aprovada. Nós, mulheres trabalhadoras, seremos as mais penalizadas, porque não temos igualdade na sociedade, não temos igualdade de salário e não temos igualdade de direitos, e eles querem que a gente tenha igualdade no tempo de aposentadoria. Isso é uma falácia. É condenar as mulheres a mais uma discriminação”, enfatizou.

O diretor da CTB-SE, José Aparecido Santos, lembrou que o governo Temer quer que os trabalhadores morram trabalhando. “Não tem trabalhador que aguente. Esse governo não quer que os nossos filhos e netos se aposentem e precisamos nos unir para barrar essa tentativa de acabar com a aposentadoria. Por isso nós, da CTB, estamos aqui e estaremos sempre ao lado do povo contra esse governo ilegítimo”, salientou. Lúcio Marcos de Oliveira, diretor da Fetase, também condenou a Reforma da Previdência que atinge diretamente o trabalhador e a trabalhadora rural. “Não podemos aceitar e vamos continuar na luta para barrar esse projeto”, disse.

Ao fim do ato na Praça General Valadão, os manifestantes percorreram as ruas do Centro comercial de Aracaju e receberam o apoio da população. A desempregada Maria Aparecida dos Santos se incorporou à caminhada, revoltada com o governo Temer. “Agora é que a gente não se aposenta mais, mas eles estão lá, nos gabinetes com ar condicionado, e uma gorda aposentadoria. Isso é um absurdo”, afirmou. Por onde passavam, os manifestantes conclamavam o povo a se posicionar contra as reformas. A caminhada terminou na Praça Fausto Cardoso, na frente do prédio da Assembleia Legislativa do Estado (Alese) onde aconteceu outro ato público por volta das 18h30.

Greve

Também em protesto contra as reformas do governo Temer, os professores da rede estadual iniciaram uma greve por tempo indeterminado em Sergipe. As aulas em mais de 300 escolas do Estado estão suspensas por tempo indeterminado. Nas escolas da rede de Aracaju, a greve deve se estender até o dia 18 de março. Ontem à tarde (15), os professores se uniram à manifestação promovida pelas centrais sindicais e a FBP.
Pela manhã, houve protesto ainda na Universidade Federal de Sergipe (UFS). Parte dos docentes e servidores técnico-administrativos paralisaram as atividades por 24 horas contra a reforma da Previdência. Os trabalhadores ocuparam a via de acesso à instituição impedindo a entrada de veículos. À tarde, eles também se uniram aos manifestantes na Praça General Valadão.

Niúra Belfort - CTB-SE

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