Amazonas

Por unanimidade, a assembleia geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) definiu os percentuais das datas-base da Seduc e da Semed em 30% e 10%, respectivamente. “Mais do que nunca, nossa categoria precisa estar unida. Vamos levar a decisão para o governo e prefeitura, sem esquecer as demais pautas, como reajuste do vale alimentação, progressões e retirada do desconto de 6% do vale transporte, etc”, afirmou o presidente do sindicato, professor Marcus Libório, lembrando o momento político pelo qual passam os governos estadual e federal.

Há três anos sem reajuste salarial por parte do governo do estado, os professores, pedagogos e demais servidores amargam com pelo menos 24% de defasagem salarial, contra 4% no município.

A data-base da Seduc venceu no dia 1º de março e a da Semed no dia 1º de maio. Este ano, a conquista da data-base dos trabalhadores da rede pública estadual completou 10 anos. Até 2014, o Sinteam conquistou 49% de ganho real. “Mas já perdemos metade disso, com o arrocho dos salários provocados pelo ex-governador José Melo”, disse Libório.

“O discurso de crise não é de hoje. Sempre ouvimos a mesma história. Já teve crise por causa de enchente, de seca e agora a crise econômica e política. Mesmo com todo o ‘choro’, conquistamos reajuste e ganho real até 2014 e vamos retomar isso. O Sinteam tem 37 anos de luta e de muitas conquistas”, reforçou Libório.

O Supervisor Técnico do Dieese no Amazonas, Inaldo Seixas, participou da assembleia apresentando o estudo orçamentário do estado e da prefeitura. Ele afirmou que há uma tendência de recuperação da economia desde o final do ano passado, o que permite negociação e até a reposição da inflação em ambas as esferas (municipal e estadual), e que tanto os recursos do Fundeb destinados ao estado quanto à prefeitura tiveram crescimento nos últimos anos.

Fonte: Sinteam

 A Seduc (Secretaria de Estado da Educação) negou que o Conselho Estadual de Educação tenha sido desativado. Encerramento das atividades foi divulgado pelo Sinteam (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas). O conselho é responsável, entre outras atividades, por análise e aprovação de processos que regulamentam o credenciamento e funcionamento das escolas públicas e privadas do Estado.

De acordo com o presidente do Sinteam, Marcus Libório, o conselho está inoperante desde o fim do mandato dos conselheiros, em novembro do ano passado. "Falta a secretaria dar posse aos novos conselheiros indicados pelas entidades que compõe o Conselho", disse, acrescentando que o retorno da operação "depende única e exclusivamente do secretário da educação". O atual titular da Seduc é Arone Bentes, que assumiu o cargo após a saída Algemiro Lima Filho e depois da cassação do mandato de José Melo.

Libório explica que a paralisação do conselho afeta o debate de pautas importantes para a educação do Estado como a Reforma do Ensino Médio e o Plano Estadual de Educação. "O conselho precisa pautar esses temas e definir como as escolas deverão atuar", disse o presidente do sindicato.

A Seduc informou que o Conselho não está paralisado. "O que acontece é que por questões administrativas estão sendo realizadas mudanças na estrutura do colegiado. Tais alterações serão concluídas até a próxima sexta-feira", comunicou, em nota. A secretaria garante, ainda, que "as atividades administrativas do Conselho continuam sendo desenvolvidas".

Conforme o Sinteam, entre as atribuições do conselho estão a elaboração das resoluções normativas do Sistema Estadual de Educação; análise e aprovação de estruturas curriculares, regimentos, projetos políticos-pedagógicos e calendários escolares; autorização e reconhecimento de cursos e promoção de encontros informativos referentes à legislação educacional. O mandato dos conselheiros estaduais de educação tem a validade de 2 anos. Conforme Libório, que fazia parte da última gestão, os últimos conselheiros tomaram posse em junho de 2015, já com atraso.

Fonte: Site Amazonas Atual

As reformas da Previdência e Trabalhista foram tema de audiência pública na manhã de hoje, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM) participaram da reunião, que também contou com a presença da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e do senador José Pimentel (PT-CE), ex-ministro da previdência.

O presidente do Sinteam, professor Marcus Libório, falou sobre os prejuízos acarretados pela proposta de reformas e disse que as professoras serão as mais afetadas. "Por serem mulheres, serão mais prejudicadas. A constituição federal assegura aos professores da educação básica o direito de se aposentarem aos 55 anos (homens) e aos 50 (mulheres).Com a mudança, homens e mulheres se aposentarão com a mesma idade, sendo que a Pnad afirma que os homens trabalham em média, no trabalho doméstico, dez horas por semana, e as mulheres, 21 horas e 35 minutos, o que é feito invisivelmente, e quase ninguém enxerga", disse.

A presidente da CTB, Isis Tavares, lembrou da greve geral do dia 28 de abril e disse que os trabalhadores continuam em alerta e mobilizados para evitar a aprovação das reformas. "No dia 24, vamos parar Brasília. Os movimentos sociais vão mostrar a força dos trabalhadores do Brasil. Essas reformas não podem ser aprovadas", disse.

Libório reforçou ainda a unicidade sindical para barrar as ameaças aos trabalhadores. "Qualquer movimento no sentido de dividir nossa categoria pode ser entendido como golpe também. Além do mais, isso enfraquece nosso movimento. E, nesse momento, precisamos estar mais unidos do que nunca", enfatizou.

O senador José Pimentel (PT-CE) afirmou que a Previdência é uma atividade do governo federal que alcança toda a família, indo, por exemplo, desde a licença-maternidade, passando pela licença-saúde, chegando à aposentadoria e pensão. "Esse tema interessa a toda a sociedade", destacou.

O senador Pimentel disse ser alto o índice de rejeição da reforma da Previdência e Trabalhista na população, em razão de itens que dificultam em demasia o acesso dos trabalhadores a aposentadoria, e que, segundo o ex-ministro, "a previsão é de que no mínimo 80% dos trabalhadores da agricultura e pescadores artesanais, por exemplo, não mais se aposentem", porque não terão meios para contribuir, para cada membro da família, durante pelo menos 15 anos, tendo como base o salário mínimo. "Eu acredito que essa reforma será rejeitada", disse o ex-ministro.

Também presente ao encontro, a senadora Vanessa Grazziotin afirmou que as legislações previdenciária e trabalhista precisam, sim, de algumas reformas e atualizações, mas não com "a retirada de direitos" dos trabalhadores. Segundo a senadora Vanessa, o país enfrenta uma crise econômica, porém, o governo federal não pode imputar o ônus dessa crise nos trabalhadores. "Os aposentados não são o problema da crise no Brasil", afirmou.

Para Grazziotin, o que se deve é acabar com os privilégios de determinadas categorias, como a do Poder Judiciário, "que não está sendo mexido", segundo a senadora. "É preciso que exista o debate e uma mobilização para rejeitar essas propostas", concluiu.

Fonte: Sinteam, com informações do site da Aleam

O secretário estadual de educação, Algemiro Ferreira Lima Filho, garantiu ao presidente do Sinteam, Marcus Libório, que os trabalhadores da educação que aderiram à greve no dia 28 de abril não terão desconto em seus contracheques. A notícia foi dada por telefone após uma reunião da diretoria do sindicato com o Secretário Executivo Adjunto Pedagógico da Seduc, Luís Fonseca.

Na reunião, a diretoria aproveitou para cobrar o retorno das negociações sobre a data-base e das promoções.

Mesmo com a turbulência do cenário político, o sindicato vai continuar a discussão sobre a data-base e das outras pautas de reivindicação independente da mudança de governador e de uma possível mudança no seu secretariado.

Fonte: Sinteam

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) lançou no dia 27 de abril, o Coletivo de Promoção da Igualdade Racial. “Seguimos uma orientação da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação)”, explica Edson Brelaz, coordenador do coletivo recém-criado.

De acordo com Brelaz, toda a diretoria do Sinteam está empenhada na campanha conra o racismo. “Pretendemos levar esse debate para as escolas. O nosso trabalho de educadores é fundamental para com combater o racismo, a homofobia, o sexismo e todas as formas de preconceito e discriminação”, acentua.

A secretária de Promoção da Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Mônica Custódio, acompanhou o lançamento, que aconteceu na sede do Sindicato dos Urbanitários do estado.

Além de Custódio, participaram representantes da CNTE, da União de Negros pela Igualdade, Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, Secretaria de Educação e do Fórum Permanente dos Afrodescendentes do Amazonas.

Ela historiou a luta por direitos e cidadania dos negros e negras. Lembrou do genocídio negro pelo qual “todos os dias morrem violentamente crianças e jovens negros nas periferias das grandes cidades e a mídia não noticia, quando o faz é para criminalizar as vítimas”.

Brelaz se refere à omissão do Estado brasileiro em relação à Lei 10.639/2003, que determina o ensino de história da África, dos afrodescendentes e da cultura afro-brasileira.

E para piorar querem implantar a chamada Escola Sem Partido. “A criação do nosso coletivo vai atuar como uma ferramenta de combate a essa proposta que está na contramão da história”, afirma o dirigente do Sinteam.

Para o presidente do Sinteam, Marcus Libório, “o coletivo antirracismo só terá sucesso com o apoio e participação de todos e todas”. Ele defende ampla divulgação dos trabalhos do coletivo para inserir toda a sociedade no debate.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com informações do Sinteam

A CTB Amazonas realizou no último dia 29 de abril seu 4º Congresso Estadual, que culminou com a eleição do nova diretoria presidida mais uma vez pela pedagoga Isis Tavares.

Para a presidente reeleita, o congresso cumpriu seu papel. "Chamou o conjunto dos trabalhadores e das trabalhadoras ao debate e deixou seu registro histórico na grande luta da classe trabalhadora amazonense", afirmou Isis Tavares.

O evento, acompanhado pela secretária de Imprensa e Comunicação da nacional, Raimunda Gomes (Doquinha), contou com a presença de representantes de várias categorias profissionais, tanto da capital com do interior do estado, tais como trabalhadores da educação, do nível básico e superior, trabalhadores rurais, metalúrgicos, rodoviários, policiais civis, taxistas, camelôs, petroleiros e estivadores.

Eleita pela segunda vez presidente estadual, Isis Tavares tem um longa trajetória de militância no movimento estudantil e sindical. "Participei de duas gestões do Centro Acadêmico de Pedagogia, uma como secretária-geral e outra como presidente. Fui também representante discente no Conselho Universitário e diretora da Faculdade de Educação (Faced) no DCE da Universidade do Amazonas", relembra a sindicalista.

Segundo Isis Tavares, que já foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), "em meio a uma conjuntura política tão adversa, a CTB Amazonas elege sua nova direção valorizando a experiência dos militantes mais antigos e o vigor de uma juventude aguerrida. Os membros que compõem a atual direção se comprometem com um mandato de muita luta, organizando a ofensiva e resistência da classe trabalhadora ao realizar uma histórica Greve Geral no Brasil e também trabalhar de forma unitária com todas as centrais do nosso país", finalizou a dirigente.

Portal CTB com informações do Movimento Popular

 

Mais de 40 mil pessoas se reuniram, contra as reformas trabalhista e da Previdência, no Centro de Manaus, na tarde desta sexta-feira (28), na Praça do Congresso.

As manifestações são contra as mudanças na reforma trabalhista, que foi aprovada pela Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (27), e devem seguir para aprovação final no Senado Federal. Os manifestantes também protestam contra a reforma da Previdência. Várias centrais sindicais se reuniram nas avenidas Sete de Setembro e Eduardo Ribeiro desde as primeiras horas do dia.

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De acordo com o comandante Eric Backsman, da Polícia Militar, o manifesto na capital amazonense tem ocorrido de forma ordeira e pacífica. “Até o momento eles vieram caminhando lentamente para a praça. Estamos acompanhando o protesto e nós estimamos a participação de umas 40 mil pessoas nesse momento aqui na avenida” disse o militar.

Entre os segmentos que paralisaram as atividades estão os bancários, que fecharam as agências e foram para às ruas da região central. Os metalúrgicos, professores, construtores civis e rodoviários também confirmaram a participação no ato e carregaram faixas e cartazes contra as mudanças das duas reformas.

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Durante o protesto, os trabalhadores e trabahadoras malharam o Judas repsentado pelo bneco de Michel Temer e suas reformas

De acordo com Raimunda Gomes, a Doquinha, secretária de Imprensa e Comunicação da CTB, as categorias deram um verdadeiro exemplo de unidade e mobilização. "Rodoviários, vigilantes, educação, transportes especiais, urbanítarios e petroleiros, entre outras, foram categrias que fizeram o sucesso do movimento. Parabéns a todos e todas", comemorou.

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Portal CTB com agências

 Por unanimidade, os trabalhadores em educação do Amazonas decidiram participar da greve geral nacional que acontece na próxima sexta-feira, dia 28. A decisão foi aprovada em assembleia da categoria, liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) na tarde de hoje. A reunião foi aberta pra convidados não-sindicalizados e também reconheceu o Sinteam como representante legítimo da categoria. O movimento é liderado pelas Centrais Sindicais e acontece em todo o Brasil.

Em Manaus, várias categorias prometem paralisar suas atividades. O ponto alto do dia será um ato público às 15h na praça Heliodoro Balbi. Os trabalhadores são contra as reformas da previdência, trabalhista, do ensino médio e a Lei da Terceirização.

O Sinteam promete fazer piquetes em escolas e mobilizar os colegas para participarem das atividades de greve, que iniciam logo cedo e acontecem o dia inteiro.

A intenção é alertar a população para os prejuízos que as mudanças podem acarretar para a classe trabalhadora.
Especificamente para a educação, o presidente do Sinteam, Marcus Libório, alerta para a precarização da mão de obra, o que prejudicaria o aprendizado dos alunos, prejuízo para os professores, principalmente no caso da reforma da previdência, e para as perdas dos direitos conquistados a duras penas para os trabalhadores ao longo da história.

"Retrocedemos 50 anos em menos de um. Não dá pra ficar parado, esperando as coisas acontecerem. Precisamos, de alguma forma, impedir tanto retrocesso e isso foi entendido de forma unânime pela categoria. Deixamos as diferenças de lado e nos unimos em torno de bandeiras de luta comuns", disse Libório.

Fonte: Sinteam

“A greve geral se reveste de uma importância maior no Amazonas, porque conseguimos unir as seis centrais sindicais do estado e todos os movimentos sociais”, conta Isis Tavares, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM).

De acordo com ela, isso não acontecia há muito tempo. “Infelizmente o estado é um dos que tem maior índice de aprovação do golpista Temer”. Por isso, diz Tavares, “a unidade da classe trabalhadora é muito importante para a resistência à retirada de nossos direitos”.

Já o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), Marcus Libório, afirma que "estamos vivendo uma conjuntura bastante desfavorável para a classe trabalhadora”.

Por isso, argumenta, “precisamos ampliar o nosso poder de mobilização através do diálogo com aqueles que realmente querem construir a uma frente ampla para barrar os retrocessos e derrotar o governo golpista”. Ele explica ainda que o Sinteam aderiu por unanimidade a greve geral no dia 28.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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