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As reformas da Previdência e Trabalhista foram tema de audiência pública na manhã de hoje, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM) participaram da reunião, que também contou com a presença da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e do senador José Pimentel (PT-CE), ex-ministro da previdência.

O presidente do Sinteam, professor Marcus Libório, falou sobre os prejuízos acarretados pela proposta de reformas e disse que as professoras serão as mais afetadas. "Por serem mulheres, serão mais prejudicadas. A constituição federal assegura aos professores da educação básica o direito de se aposentarem aos 55 anos (homens) e aos 50 (mulheres).Com a mudança, homens e mulheres se aposentarão com a mesma idade, sendo que a Pnad afirma que os homens trabalham em média, no trabalho doméstico, dez horas por semana, e as mulheres, 21 horas e 35 minutos, o que é feito invisivelmente, e quase ninguém enxerga", disse.

A presidente da CTB, Isis Tavares, lembrou da greve geral do dia 28 de abril e disse que os trabalhadores continuam em alerta e mobilizados para evitar a aprovação das reformas. "No dia 24, vamos parar Brasília. Os movimentos sociais vão mostrar a força dos trabalhadores do Brasil. Essas reformas não podem ser aprovadas", disse.

Libório reforçou ainda a unicidade sindical para barrar as ameaças aos trabalhadores. "Qualquer movimento no sentido de dividir nossa categoria pode ser entendido como golpe também. Além do mais, isso enfraquece nosso movimento. E, nesse momento, precisamos estar mais unidos do que nunca", enfatizou.

O senador José Pimentel (PT-CE) afirmou que a Previdência é uma atividade do governo federal que alcança toda a família, indo, por exemplo, desde a licença-maternidade, passando pela licença-saúde, chegando à aposentadoria e pensão. "Esse tema interessa a toda a sociedade", destacou.

O senador Pimentel disse ser alto o índice de rejeição da reforma da Previdência e Trabalhista na população, em razão de itens que dificultam em demasia o acesso dos trabalhadores a aposentadoria, e que, segundo o ex-ministro, "a previsão é de que no mínimo 80% dos trabalhadores da agricultura e pescadores artesanais, por exemplo, não mais se aposentem", porque não terão meios para contribuir, para cada membro da família, durante pelo menos 15 anos, tendo como base o salário mínimo. "Eu acredito que essa reforma será rejeitada", disse o ex-ministro.

Também presente ao encontro, a senadora Vanessa Grazziotin afirmou que as legislações previdenciária e trabalhista precisam, sim, de algumas reformas e atualizações, mas não com "a retirada de direitos" dos trabalhadores. Segundo a senadora Vanessa, o país enfrenta uma crise econômica, porém, o governo federal não pode imputar o ônus dessa crise nos trabalhadores. "Os aposentados não são o problema da crise no Brasil", afirmou.

Para Grazziotin, o que se deve é acabar com os privilégios de determinadas categorias, como a do Poder Judiciário, "que não está sendo mexido", segundo a senadora. "É preciso que exista o debate e uma mobilização para rejeitar essas propostas", concluiu.

Fonte: Sinteam, com informações do site da Aleam