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Em meio à Campanha Salarial de 2017, que tem como tema “Mais salários, mais respeito e nenhum direito a menos”, os comerciários do Rio de Janeiro prometem agitar a capital fluminense e estão se preparando para participar com força na Greve Geral, no próximo dia 28 de abril.

É o que afirma Márcio Ayer, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro. Ele diz que a pauta da categoria, num momento de retrocessos e tentativas de retirada de direitos trabalhistas, pelo ilegítimo governo Temer, não pode se limitar às questões econômicas.

“A Reforma da Previdência é uma afronta para a categoria comerciária, pois a exigência de 49 anos de trabalho ininterrupto para obtenção da aposentadoria integral é um feito impossível num setor de alta rotatividade de empregados que, ao serem demitidos não são absorvidos imediatamente no mercado, novamente”, pondera Márcio Ayer.

O presidente comerciário classificou a Reforma Trabalhista como uma aberração, cujo objetivo é a completa desregulamentação dos marcos legais de proteção aos trabalhadores e trabalhadoras. “A ‘pejotização’ (transformar celetistas em pessoas jurídicas) e a representação sindical que assegura condições de luta pelos interesses das categorias profissionais, estão sendo atacados por esse governo golpistas e nós precisamos nos levantar contra isso”, disse.

Ayer falou sobre o trabalho intermitente, que é um problema que a categoria comerciária já enfrenta, mesmo sem que seja institucionalizado através da reforma trabalhista. “Na nossa categoria, o trabalho intermitente já vem acontecendo e nós já viemos combatendo e buscando garantir que a Legislação seja cumprida. Se hoje, mesmo com a existência de Leis que asseguram os direitos a períodos de descanso e jornada de trabalho, os patrões tentam impôr jornadas flexíveis, imagina sem a existência da CLT”, alerta Márcio.

A data base dos comerciários do Rio de Janeiro é 12 de maio e o presidente do sindicato diz que está acontecendo muito diálogo com a categoria que, segundo Márcio Ayer, está se preparando para fazer muito barulho no Rio de Janeiro e dar uma grande contribuição nas mobilizações nacionais para a Greve Geral do dia 28 de abril.

“Vamos colocar pressão nos patrões em torno da nossa Convenção Coletiva de Trabalho, mas não vamos esquecer que nosso desafio vai além da conquista de salários. Precisamos e vamos lutar para assegurar nossos empregos e nossos direitos”, finaliza Ayer.

De Brasília, Sônia Corrêa – Portal CTB