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Junto a outras centrais sindicais, a CTB realizou um ato de protesto contra o governo e a reforma da Previdência nesta manhã, no viaduto Santa Ifigênia, em frente à sede do INSS, em São Paulo. Os manifestantes ocuparam o prédio durante a mobilização.

O presidente da CTB, Adilson Araújo, o secretário de relações internacionais, Nivaldo Santana, o presidente da CTB-SP, Rene Vicente, a secretária de Comunicação, Raimunda Gomes, o presidente da Fitmetal, Marcelino Rocha, e o secretário de Formação, Ronaldo Leite, foram alguns dos que discursaram e denunciaram a histórica retirada de direitos fundamentais conquistados em décadas de luta pela classe trabalhadora brasileira.

Araújo destacou a importância e a responsabilidade que tem o movimento sindical com o futuro do país. "O nosso povo tão sofrido vai começar a mostrar para aquele povo que ocupou a av. Paulista de verde e amarelo como é que bate panela", disse o dirigente, em referência aos movimentos que foram às ruas pedindo o impeachment de Dilma Rousseff.

O dirigente enfatizou que o governo que aí está não está preocupado com a juventude, com o futuro, com nada que não seja o capital e o sistema financeiro nacional e internacional. "Este governo quer excluir e marginalizar - é o que fazem a reforma trabalhista e da previdência.

"A bola da vez deste governo mambembe e golpista é a previdência social e a aposentadoria. Pelas regras que eles tramam no Congresso, poucos trabalhadores e trabalhadoras terão acesso à aposentadoria tamanha são as restrições e exigências para se atender àquilo que o governo propõe", disse Santana.

Propaganda enganosa

A secretária de Comunicação da CTB, Raimunda Gomes, avisou que os movimentos continuarão mobilizados nas ruas porque as pessoas já perceberam que o discurso do governo é mentiroso: "A propaganda que está passando na televisão é enganosa e o discurso de que a previdência está falida é mentiroso. Esse governo que já destruiu o serviço publico, já congelou o orçamento público, que já fez a reforma trabalhista e submeteu o trabalhador a um sistema análogo à escravidão, não irá destruir a vida e o futuro da população acabando com a Previdência Social". 

Os sindicalistas denunciaram os interesses econômicos que estão por trás da reforma da Previdência. O presidente da CTB-SP, Rene Vicente, destacou a tentativa do governo de favorecer o sistema financeiro ao obrigar as classes médias a migrarem para a previdência privada.

"A reforma que eles querem fazer interessa apenas aos grandes empresários e ao sistema financeiro especulativo do país", afirmou.

O coordenador da Secretaria Geral do Sindicato dos Metroviários do Estado de São Paulo, Wagner Fajardo, avisou que os metroviários estão em estado de greve e que se o governo colocar a proposta de reforma da previdência em votação, a categoria vai parar. "É isso que os metroviários estão defendendo para barrar esta reforma".

Durante a manifestação, os dirigentes também convocaram para o ato desta tarde, organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, na avenida Paulista, às 16h, em frente ao Masp. 

Assista aos discursos: 

Adilson Araújo

 Raimunda Gomes

Nivaldo Santana

 

 Wagner Fajardo

 Renê Vicente

 

Marcelino Rocha

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