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A Fitmetal debateu na manhã da quarta-feira (12) a situação de milhares de metalúrgicos e metalúrgicas da região de São José dos Campos (SP) que se encontram lesionados e sem apoio de suas empresas ou do Sindicato que os representam.

O secretário-geral Wallace Paz, o dirigente da base de São José Luís Fabiano e o advogado Renan Arraes discutiram meio de denunciar o presente quadro, que afeta principalmente funcionários da General Motors e da Embraer. 

Somente na GM, estima-se que cerca de 1.500 de seus 4 mil trabalhadores se encontrem atualmente com algum tipo de lesão. Esse cenário levou Luís Fabiano a liderar um movimento para representar os lesionados, resultando na fundação da Associação dos Trabalhadores Lesionados do Vale do Paraíba, entidade que hoje reúne cerca de 400 membros. 

“Os lesionados estão cercados por todos os lados, infelizmente. A Justiça na primeira instância tem emitido pareceres favoráveis às empresas, especialmente depois do advento da Reforma Trabalhista”, explicou Fabiano. No cenário atual, até mesmo os trabalhadores com estabilidade garantida por lei (como os chamados B-94, portadores de sequelas definitivas obtidas em ambiente de trabalho) estão sendo demitido em São José e região. “Somente a GM já demitiu cerca de 500 funcionários nessa situação, deixando centenas de famílias desamparadas”, descreve o dirigente. 

Doenças, mortes e dossiê

A Associação liderada por Luís Fabiano está construindo um amplo dossiê, com os casos detalhados de centenas de trabalhadores, para fazer uma denúncia formal aos mais diversos órgãos competentes, como o Ministério Público, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), as Câmaras de Vereadores do Vale do Paraíba e até mesmo entidades mais amplas, como a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

“Apenas em 2018 tivemos sete casos de infartos entre trabalhadores lesionados. Desses, dois vieram a falecer. Desde 2012, tivemos três suicídios entre trabalhadores com algum tipo de lesão, desamparados pela empresa e pelo nosso Sindicato. Todos eles foram vítimas de uma pressão desmedida da GM”, afirmou.

Atualmente, a estabilidade dos trabalhadores B-94 ainda permanece como item da Convenção Coletiva dos metalúrgicos de São José e região. Em São Caetano do Sul (SP), por sua vez, onde a GM também tem planta, essa garantia já foi excluída sem qualquer explicação por parte do Sindicato local para seus trabalhadores. 

Para Wallace Paz, é importante que todos os sindicatos filiados à Fitmetal manifestem sua solidariedade ao cenário enfrentado pelos metalúrgicos do Vale do Paraíba. “É preciso mantermos um diálogo inclusive com os trabalhadores que não têm lesão, para que a luta dos lesionados seja incorporada por toda a categoria”, salientou. “Nossa Federação auxiliar na construção desse dossiê e levará o conteúdo desse debate a uma esfera nacional e também a um espaço internacional, por meio da UIS Metal e Mineração”, garantiu o dirigente.

Fitmetal - Fernando Damasceno

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