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Nesta sexta-feira (2), serão apurados os votos do processo eleitoral do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, que se encerrou nesta quinta-feira (1º). 

Durante cinco dias, cerca de 4,5 mil metroviários compareceram às urnas para eleger a nova diretoria colegiada da entidade.

Cinco chapas na disputa: a Chapa 2 – da Reconstrução é apoiada pela CTB e CUT e propõe um trabalho de fortalecimento do Sindicato e elevação do protagonismo da categoria, deixada de lado nas duas últimas gestões, como desabafam os trabalhadores.

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Divino quer um plano de carreira ppara os AS's

“Queremos mudança, renovação. Acredito que a perpetuação no poder não é boa. Precisamos evoluir e uma das principais reivindicações da área de segurança é o plano de carreira. Hoje não temos condições mínimas de galgarmos uma evolução dentro da empresa. O que não acontece com os funcionários da estação. Outro ponto é o reconhecimento. A função de agente de segurança do metrô não é reconhecida. Se eu quiser sair do metrô para trabalhar na área da segurança, eu não posso. Minha experiência ao longo desses anos não é reconhecida. Queremos que isso mude”, afirma o agente de segurança Divino, que declara voto no candidato Herrera, da Chapa 2, ansiando uma mudança na direção. “Votei no Herrera por confiar em seu trabalho. Sei que tem um comprometimento com a categoria”.

Opinião compartilhada pela operadora de estação (OTM1) Patrícia Barbosa, que defende o trabalho realizado pelos integrantes da Chapa da Reconstrução. “Eu tenho 18 anos de metrô e conheço a personalidade dos membros da Chapa 2 – da Reconstrução. Eles agem com responsabilidade, têm maturidade e sabem negociar. Nas campanhas salariais que eles conduziram nunca perdemos direitos como acontece hoje”, garante a metroviária.

“Em diversas campanhas começamos em desvantagem, mas eles conseguiram reverter esse quadro ao longo da negociação. Não tinha greve e conseguíamos conquistar nossas reivindicações”, garante Patrícia.

1 chapa2 apoio4Patrícia sabe que pode confiar na Chapa 2

Parte dos metroviários acredita que a campanha salarial deste ano passou quase despercebida, sem uma participação efetiva das várias áreas da categoria metroviária. “Provavelmente, ainda é o reflexo de uma campanha desastrosa como foi a de 2014. A categoria se ressente de uma campanha cujos atores políticos, que deveriam ter uma capacidade de interlocução, não souberam conduzir o processo naquele momento”, afirma Flávio Godoi, candidato da Chapa 2 e ex-presidente do Sindicato.

As consequências desastrosas, como as demissões, levaram a uma forte e justificada desconfiança da categoria em relação à atual direção. Se os 2/3 de votos obtidos no último pleito seriam a garantia e o reconhecimento de um possível trabalho representativo na categoria metroviária, boa parte desse acúmulo se desfez diante da intransigência da atual direção. Postura que levou à incapacidade de dialogar, de usar de estratégias na negociação. Com isso, nos últimos dois anos, o poder de mobilização, organização e, consequentemente, os direitos da categoria ficaram comprometidos.

Perda de direitos, aliás é a maior insatisfação da categoria. No entanto, ao longo dos últimos anos reclamações não faltam, tais como a intrajornada, escalas de trabalho, falta de reposição do quadro funcional, perda e parcelamento do valor da PR; alteração das datas do pagamento salarial sem negociação ou resistência; incapacidade de atender às demandas da categoria relacionadas às condições de trabalho agravada pela falta de mão de obra, de equipamentos, EPI´s, entre outros. Tudo isso ocasionado pelo obscurantismo e incapacidade de negociação da atual direção do sindicato.

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Astolfi quer um Sindicato forte e a categoria mobilizada

O OTM1 Astolfi, da estação Pedro II, detalha essa insegurança. “Aqui na estação todos nós votamos na Chapa 2 pela maturidade e responsabilidade do pessoal. Eles sabem negociar nosso direitos. Porque todas as conquistas que temos hoje devemos a eles. Escala 4x2x4, quando entrei no metrô eram 6 noites e uma folga; vale refeição, alimentação. São benefícios que a atual diretoria está quase perdendo”, revela temoroso o funcionário.

A categoria atualmente é composta por mais de 9, 5 mil trabalhadores. No entanto, pouco mais de 5 mil são filiados ao Sindicato. “Com a postura irresponsável eles estão afundando o nosso Sindicato. Tanto que diversos companheiros se desfiliaram. Cerca 30% da categoria já se desfiliou. Isso enfraquece a nossa luta”, garante o metroviário.

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Cinthia Ribas – Portal CTB

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