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A CTB, juntamente com a Fecosul, Sindicomerciários de todo o Estado, movimentos sociais e outras centrais sindicais, participou de diversas mobilizações em todo o Estado, neste 15 de março – Dia Nacional de Paralisações contra a Reforma da Previdência.

Em Porto Alegre, o presidente da Fecosul e CTB-RS, Guiomar Vidor, participou, com outros dirigentes, às 6h, de um ato para conscientizar a população sobre os prejuízos que a Reforma da Previdência trará para os trabalhadores. O ato aconteceu em frente a rodoviária da Capital.  

Na atividade foram distribuídas cartilhas explicativas sobre as mudanças propostas pelo governo Temer. No material, consta o aumento da idade mínima para se aposentar (65 anos para homens e mulheres) e o aumento do tempo de contribuição para 49 anos.

Caxias do Sul


A rua Sinimbu, em Caxias do Sul, ficou bloqueada na altura da praça Dante Alighieiri, das 10h às 11h30. Mais de mil trabalhadores participaram do ato, protagonizado pelo Sindicomerciários Caxias do Sul. Durante as falas, o presidente do Sindicomerciários, Sílvio Frasson, falou da importância dos trabalhadores lutarem para manter seus direitos e parabenizou os presentes pela participação. "Estamos mostrando aqui que os trabalhadores não vão aceitar calados que retirem os seus direitos. Estamos na luta para que essas reformas não passem. Hoje, a classe trabalhadora está de parabéns pela participação neste Dia Nacional de Lutas", disse. 

Lagoa Vermelha

Grupo de trabalhadores percorreu às ruas de Lagoa Vermelha protestando e alertando toda a população dos males que a Reforma trará para os trabalhadores. O ato terminou com um protesto com falas e um abraço simbólica na agência da Previdência da cidade.

Alegrete

Dirigentes do Sindicomerciários Alegrete marcharam ao lado de grande grupo de trabalhadores urbanos e rurais para dizer: Não a Reforma da Previdência! O ato percorreu as principais ruas do centro do município.

 

Ijuí

Os comerciários de Ijuí se uniram aos trabalhadores de diversas categoria, vereadores e até o prefeito Valdir Heck, para mobilização contra a Reforma da Previdência. O ato reuniu milhares de pessoas na praça central da cidade, percorrendo as ruas do centro com música e protesto contra a reforma de Michel Temer.

Novo Hamburgo

Em defesa da CLT e do direito à aposentadoria, os trabalhadores de Novo Hamburgo saíram as ruas para protestar. A presidente do Sindicomerciários, Cristina Mendes, falou, em frente ao prédio do INSS, sobre a importância de todos estarem mobilizados. "Precisamos reforçar esta luta, tem muita gente que ainda está apática a tudo que está acontecendo. Vamos lutar, pois retirar nosso direito só interessa aos bancos e fundos de previdência privada", disse Cristina.

Além dos municípios citados aqui, outras diversas cidades gaúchas realizaram atividades contra a reforma.

Marcha reúne milhares e expõe unidade inédita contra reformas de Temer

Em Porto Alegre, o Dia Nacional contra a Reforma da Previdência se encerrou com um belo ato, que iniciou na Esquina Democrática e percorreu as principais ruas da Capital. Segundo estimativa dos organizadores, cerca de 10 mil pessoas participaram da manifestação, que foi organizada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, por sindicatos, centrais sindicais e movimentos sociais. O ato de encerramento do dia de luta contra a proposta de Reforma da Previdência do governo Temer exibiu uma unidade inédita até então: além das duas frentes, seis centrais sindicais, dezenas de sindicatos e movimentos sociais, contou também com a participação de partidos como o PT, PSOL, PCdoB, PSTU e PCB.    

Nos discursos dos representantes dessas forças, “unidade” foi a palavra mais repetida, como condição para derrotar políticas como a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista e também o próprio governo de Michel Temer, definido por todos como “ilegítimo e traidor do povo brasileiro”. Na concentração para a caminhada, na Esquina Democrática, representantes de seis centrais sindicais falaram da importância de manter e ampliar essa unidade para o êxito das lutas políticas que serão travadas este ano.

O presidente da Fecosul e CTB RS, Guiomar Vidor, em seu discurso convocou a todos para lotar o auditório Dante Barone, da Assembleia Legislativa gaúcha, no próximo dia 24 de março, quando será realizada uma audiência pública para debater a proposta de Reforma Trabalhista do governo Temer. “Hoje estamos vendo em profundidade o que é o golpe. Primeiro congelaram os investimentos em saúde, educação, segurança e outras áreas por 20 anos. Agora, querem acabar com a aposentadoria dos trabalhadores e das trabalhadoras e com a legislação trabalhista. Mas a sociedade brasileira começa a lançar uma contra-ofensiva como estamos vendo hoje. O mais importante é preservar a unidade que estamos vendo aqui, pois esse golpe não acabou”, finalizou.


Fonte: Fecosul