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Dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) mostram que o Bolsa Família – programa que nos governos Lula e Dilma foi responsável pela retirada de milhões da extrema pobreza - atende mais de um terço da população em 11 Estados brasileiros, todos das regiões Norte e Nordeste -- 21% da população brasileira vivem com os benefícios do programa.

Estudo mostra que pobreza é um dos principais indicadores de morte prematura no mundo

O MDS também indicou que os valores repassados pelo programa representam mais de 6% do PIB local para 579 municípios. 

Criado em 2004, através da Lei Nº. 10.836/2004, o programa, que já beneficiou cerca de 15 milhões de famílias (o que representa mais de 50 milhões de brasileiros) e se tornou um dos pilares para redução da pobreza extrema no Brasil, está sob forte ataque do governo Temer.

Em 2016, foram 1,1 milhão de famílias cortadas do Bolsa Família. Em vez de crescer com o ingresso de desempregados pela crise econômica, o programa vem encolhendo.

Impacto na economia local

O Bolsa família repassa entre R$ 39 e R$ 372 para os inscritos no programa, a depender do número de filhos do beneficiário. Os valores repassados, apesar de pequenos, acabam significando parte importante da economia dos municípios mais pobres do Brasil.

"O impacto na vida das cidades é muito grande, quanto mais beneficiários, mais dinamizada é a economia do lugar. Cada R$ 1 real produz R$ 1,6 em circulação da economia", afirmou o Aninho Irachande, professor de ciência política da Universidade de Brasília (UnB).

Segundo o professor, "é um tiro no pé imaginar que o beneficiário é quem mais ganha com o Bolsa Família". Na avaliação dele, os benefícios do programa vão além da pessoa ou família beneficiada.

"O programa gera um círculo virtuoso de desenvolvimento na economia local. Estimula a economia, melhora a renda e os indicadores sociais como um todo", complementou o secretário-executivo do MDS, Alberto Beltrame.

Ele destaca que os dados do ministério indicam uma taxa de crescimento maior no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para as cidades com mais inscritos no Bolsa Família em relação ao total.

Em 2014, a ONU (Organização das Nações Unidas) destacou os efeitos do programa na redução da pobreza no Brasil em 75%, entre 2001 e 2012, retirando assim o país do mapa da fome.

Pelos estados

O estado que lidera e inscritos no programa é o Maranhão. De acordo com o ministério, 48% da população do Estado recebe os recursos.

Piauí e Acre vêm a seguir, ambos com 41%. O cálculo chega ao número de beneficiários a partir do tamanho das famílias inscritas no programa.

Portal CTB - Com informações do Jornal Valor Econômico

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