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Contra a ameaça de desmonte da Justiça do Trabalho sinalizada pela gestão Jair Bolsonaro, trabalhadores e trabalhadoras, movimento sindical e movimentos sociais ocuparam as ruas das capitais e principais cidades do país, nesta segunda (21).

A ação foi organizada após declarações do novo presidente que indicou querer afrouxar a regulação das relações trabalhistas e inaugura movimento em defesa da Justiça do Trabalho.

Os atos ocorreram em todos os estados do país, acompanhe alguns dos momentos de luta:

São Paulo

Em São Paulo, a atividade foi diante do Fórum Ruy Barbosa, na Barra Funda, zona oeste da capital, com trânsito fechado das 10h às 12h, aproximadamente, em um quarteirão da Avenida Marquês de São Vicente, com carro de som, bandeirão, balões soltos no final e um "abraço" ao prédio, onde se concentram as Varas do Trabalho do município, correspondentes à primeira instância do tribunal da 2ª Região, que abrange a Grande São Paulo e a Baixada Santista. 

Manifestação em São Paulo. Foto: Leonardo Fernandes

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Manifestação em São Paulo. Foto: CTB São Paulo

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Manifestação uniu entidades, associações e sindicatos contra fim da Justiça do

Trabalho, em Santos, SP. — Foto: Valdir Pfeifer/Sindaport

 

 

Distrito Federal

Em Brasília, os manifestantes se reuniram pela manhã na sede da Justiça do Trabalho, na Asa Norte. O ato reuniu cerca de 11 entidades relacionadas à área, entre elas a Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas (Abrat), a Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB/DF) e a Associação Nacional de Procuradores do Trabalho (ANPT).

Vinicius Santa Rosa/ Metrópoles

Foto: Vinicius Santa Rosa/Metrópoles.

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Manifestação em Brasília. Foto: Divulgação

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Manifestação em Brasília. Foto: Divulgação

"As atividades ocorrem em um contexto de inaudito ataque aos direitos dos trabalhadores(as), que se expressou nas famigeradas leis da Terceirização e da Deforma Trabalhista, situações agravadas pela extinção do Ministério do Trabalho e do Emprego e pelas declarações sobre a extinção da Justiça do Trabalho, cogitada pelo presidente Jair Bolsonaro", relatou o secretário de Relações do Trabalho da CTB, Paulo Vinicíus (PV), que participou do ato em Brasília.

De acordo com o dirigente "a Deforma Trabalhista e a Terceirização ampliaram, e muito, a exploração do trabalhador(a): trabalho intermitente, quarteirização, pejotização, a figura do intermediador de mão de obra", o papel assumidamente formal e meramente homologatório que a Justiça do Trabalho passaria a ter, a equiparação de indenizações trabalhistas como proporção dos ganhos de cada empregado(a) e não do dano sofrido, as dificuldades de acesso à Justiça e a redução do tempo de prescrição das reclamações trabalhistas, tudo isso ambientado no ambiente de polícia a que se quer vincular o movimento sindical, já profundamente atacado em sua estrutura financeira e no seu poder de negociação coletiva". completou.

 Rio de Janeiro

Na capital do Rio, juízes, servidores e representantes do Poder Judiciário do Rio de Janeiro fizeram um ato em defesa da Justiça do Trabalho em frente ao Fórum da Lavradio, no Centro do Rio. Também foram realizados atos semelhantes em Niterói e São Gonçalo. 

Ato pela Justiça do Trabalho no Centro do Rio — Foto: Divulgação/Amantra

Ato pela Justiça do Trabalho no Centro do Rio — Foto: Divulgação/Amantra

O presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 1a Região, Ronaldo Callado pediu o engajamento na concientização da sociedade sobre o retrocesso para o país de uma possível extinção da Justiça do Trabalho.

O procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho do RJ, Fábio Goulart Villela, também destacou a urgência em esclarecer e mobilizar a população sobre os retrocessos nos direitos humanos, sociais e trabalhistas. O MPT-RJ é responsável por ações de combate ao trabalho escravo.

Bahia

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Em Salvador, CTB Bahia e a Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe participaram do ato em defesa da Justiça do Trabalho, realizada em frente ao prédio do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia, no bairro do Comércio. em Salvador. O ato é parte de uma mobilização nacional contra a extinção da Justiça do Trabalho, defendida pelo presidente Jair Bolsonaro e parte do empresariado. “Essa proposta do governo é parte de uma ação coordenada contra a classe trabalhadora. a extinção do TST já foi defendida pelo presidente da Confederação Nacional do Transporte, em artigo amplamente divulgado pela imprensa. Agora o governo também defende este absurdo”, declarou o presidente da Feebbase, Hermelino Neto, no ato no TRT Bahia.

Santa Catarina

whatsapp image 2019 01 21 at 14.22.38Servidores e movimentos fazem ato na porta do TRT-Santa Catarina. Foto: Divulgação

 Rondônia

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Em Porto Velho, ato em defesa da Justiça do Trabalho. Foto: CTB Rondônia.

Pará

 Em Belém, o presidente da CTB Pará, Cleber Rezende, reitera apoio da CTB na luta em defesa da Justiça do Trabalho. "O ato reuniu mais de mil trabalhadores e trabalhadoras que entendem o que significa acabar com ou mesmo enfraquecer a Justiça do Trabalho. Todas as centrais sindicais estavam presentes, um ato de grande representatividade. A CTB Pará seguirá firme em defesa dos direitos trabalhistas e dos interesses das classe trabalhadora", afirmou Rezende ao final do ato.

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Cleber Rezende ao lado do presidente da Amatra8, Pedro Tupinambá e Alberto Campos. Foto: CTB Pará

 Alagoas

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Servidores fazem ato em Maceió-AL sobre possível exclusão da Justiça do Trabalho
Foto: Derek Gustavo/G1

Ceará

Thainá Duete/CUT-CE

Ato no anexo I do Fórum Autran Nunes, no centro de Fortaleza. Foto: Thainâ Duete.

Portal CTB - Com informações das Agências

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