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Sáb, Fev

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Carlos Rogério Nunes, integrante do Conselho Fiscal da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) nacional, representou a entidade na assembleia, com mais de 15 mil pessoas, da ocupação Povo Sem Medo, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

“A CTB nacional está presente aqui para ser solidária à luta pelo direito à terra, à moradia, pelo direito à dignidade humana”, diz Nunes. “Juntamente com diversos representantes dos movimentos sociais, de inúmeras religiões e de várias centrais sindicais”, complementa.

O coordenador do MTST, Guilherme Boulos afirma a disposição de luta dos ocupantes. De acordo com ele, já são mais de 7,5 mil famílias no terreno de 60 mil metros quadrados no bairro Planalto, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

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“Já tivemos duas reuniões com a MZM (construtora proprietária do terreno), mas não avançamos em nenhum ponto ainda”, conta. “Esta megaocupação completa um mês neste domingo e não arredaremos pé daqui sem uma solução para quem está sem onde morar”.

Para ele, a resistência continuará porque o desemprego avança, o aluguel fica cada vez mais caro e por isso, “as ocupações vão aumentar em todo o país”. O coordenador do MTST garante que se houver “desocupação sem nenhuma garantia para o povo trabalhador, haverá resistência”.

Nunes analisa essa possibilidade e teme “um novo massacre porque aqui estão muitas crianças, mulheres e idosos, aqui estão trabalhadores e trabalhadoras que querem viver com dignidade”.

Por isso, diz, “o poder público deve intermediar uma negociação e, com o programa Minha Casa, Minha Vida, atender essa população e resolver o problema de moradia”. O sindicalista lembra ainda que a CTB “empreende esforços para uma política voltada para o crescimento econômico com criação de empregos”.

Assista o vídeo com inúmeros artistas apoiando a ocupação e a luta por moradia 

Nesta segunda-feira (2) ocorre um julgamento de um pedido de reintegração de posse e o movimento espera uma decisão favorável porque “o terreno está abandonado há anos e morar decentemente é um direito humano e constitucional”, sintetiza Nunes.

Nesta terça-feira (3), o MTST realiza uma grande marcha pelas ruas de São Paulo para denunciar à sociedade a falta de moradia para um grande número de famílias. “Às 6h da manhã já estaremos marchando pelo direito à casa própria”, conclui Boulos. Ele informa ainda que o MTST vai tentar negociação com o governador Geraldo Alckmin.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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