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Ter, Dez

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Como ressalta o grupo Jornalistas Livres tudo aconteceu num único dia. Na manhã da sexta-feira (28), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski concedeu liminar autorizando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a conceder entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

Com medo da repercussão de uma entrevista de Lula a poucos dias da eleição, o Partido Novo entrou com recurso e o presidente em exercício do STF, Luiz Fux, conhecido por suas posições antipetistas, cassou a liminar, na noite da sexta-feira, com a argumentação de que uma entrevista de Lula poderia influenciar o resultado da eleição.

“(…) determino que o requerido Luiz Inácio Lula da Silva se abstenha de realizar entrevista ou declaração a qualquer meio de comunicação, seja a imprensa ou outro veículo destinado à transmissão de informação para o público em geral”, decidiu Fux.

 “A decisão de Fux é mais um reconhecimento da força de Lula e do crescimento da candidatura de Fernando Haddad”, afirma Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB. Para ela, já está muito claro que “a prisão de Lula tem a vontade de calar a voz de milhões de brasileiras e brasileiros”. Além de mostrar "o crescimento da campanha das mulheres contra o fascismo, que vai lotar as ruas de todo o país neste sábado".

Além disso, define a sindicalista baiana, "o fato de um ministro conceder uma liminar pela manhã e à noite outro cassar essa liminar, mostra que o STF está dividido entre apoiadores do golpe de 2016 e defensores da Constituição e do Estado Democrático de Direito".

Para Luís Francisco Carvalho Filho, advogado da Folha “a decisão do ministro Fux é o mais grave ato de censura desde o regime militar”. Ele ainda disse que a proibição de entrevista e de sua publicação “é uma bofetada na democracia brasileira” e “revela uma visão mesquinha da liberdade de expressão”.

Vânia reforça a convocação para a participação de todo mundo nas manifestações do #EleNão neste sábado (29). “Vamos nas gritar bem alto #EleNão para mostrar que queremos o país de volta à normalidade democrática e por nenhum direito a menos”.

Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB. Foto: Reprodução/Facebook

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