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Qui, Abr

Câmara Federal não parece disposta a aprovar reforma proposta por Bolsonaro

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Notícia de liberação de R$ 1 bilhão em emendas dos parlamentares também aumentou o mau humor em relação ao governo, evidenciando que está em curso o famoso toma-lá-dá-cá que o falso moralista Bolsonaro prometeu abolir da política nacional.

A aprovação à reforma da Previdência caiu mais de 30 pontos na semana passada, de acordo com um índice de sentimento das redes sociais desenvolvido pela startup Arquimedes.

A empresa, que fornece dados para o mercado financeiro e empresas, classifica o conteúdo das publicações como negativo ou positivo. Depois, quantifica o compartilhamento e o alcance de cada uma delas, classificando a repercussão de zero a cem.

Aumentaram o mau humor em relação ao governo a notícia da liberação de R$ 1 bilhão em emendas para congressistas, os ataques de Jair Bolsonaro a uma jornalista, a prisão de milicianos acusados de matar a vereadora Marielle Franco —e especialmente a proposta de previdência dos militares.

Entre os fatores que explicam a queda está o fato de que o conteúdo da reforma, bem diferente da propaganda oficial, está sendo melhor conhecido pelo público, sendo inegável que a proposta da dupla Bolsonaro/Guedes ferra com os trabalhadores mais pobres, poupa os militares e beneficia banqueiros e grandes capitalistas, que ampliarão suas fortunas com a privatização do sistema previdenciário.

Conta também a campanha exitosa que as centrais sindicais estão promovendo em defesa das aposentadorias, que na sexta (22) levou dezenas de milhares às ruas, e os conflitos intestinos do governo, que parece tomado por uma gang de alucidos, bem como a crise institucional expressa na crescente desavença entre Judiciário, Parlamento e Executivo.

Ninguém se entende no chamado andar de cima e a briga por lá acaba rendendo dividendos positivos para o povo e quem sabe resultando na derrota da malfadada reforma proposta por Bolsonaro, que pode significar o fim das aposentadorias públicas.

Com informações da jornalista Mônica Bergamo, colunista da FSP

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