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Ter, Dez

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Com o slogan “O Petróleo é do Brasil”, foi lançada ontem (9) pelas frentes parlamentes mistas em Defesa da Petrobras e da Soberania Nacional uma campanha que pretende mobilizar a sociedade para, junto com parlamentares e movimentos sindicais, resistir e impedir medidas antinacionais do governo ilegítimo de Michel Temer. O ato político no Salão Nobre da Câmara foi organizado pelas bancadas do PT na Câmara e no Senado, com apoio de centrais sindicais, entre elas a CTB, de movimentos da sociedade civil e da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

O líder da Bancada do PT, deputado Paulo Lula Pimenta (RS), ao explicar a importância da campanha, destacou que a carta testamento do ex-presidente Getúlio Vargas já falava na defesa da Petrobras. “Esse tema sempre foi estratégico para o Brasil e para o mundo”. Ele cita que após a descoberta do pré-sal, no governo Lula, o País passou a fazer parte de um seleto grupo de países detentores de grandes reservas de petróleo. “De uma hora para outra é descoberto o pré-sal, a maior descoberta de petróleo no mundo no século 21 e é evidente que isso tem uma importância geopolítica estratégica” enfatizou.

Na avaliação de Pimenta, o golpe que retirou a presidenta Dilma Rousseff do poder foi acelerado exatamente por conta do pré-sal. “Isso é tão real que o primeiro projeto aprovado depois do golpe foi o do senador tucano José Serra (SP) que alterou as regras de exploração do pré-sal, permitindo que as multinacionais passassem a explorar o pré-sal, algo absolutamente impossível nos governos Lula e Dilma, quando 100% da extração era feito pela Petrobras”, afirmou.

Manifesto – O manifesto de lançamento da campanha “O Petróleo é do Brasil” foi lido pelo cientista Guilherme Estrella, ex-diretor da Petrobras e principal responsável pela descoberta do petróleo na camada do pré-sal. Estrella é um dos maiores lutadores pela soberania energética do Brasil.

Participaram do ato político o senador Roberto Requião (MDB-PR), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional, parlamentares do PCdoB, do Psol e PSB, representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de várias entidades sindicais e da sociedade civil.

Para a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) a privatização de empresas estatais atentam contra o patrimônio do povo brasileiro e não contribuem para o desenvolvimento do país. Ela diz que a Petrobras é alvo de “tentativas permanentes de destruição”. Lídice associou a atuação da estatal de petróleo à capacidade do Brasil de ser um país soberano e independente. A senadora baiana cobrou mobilização da sociedade para que o projeto de desenvolvimento do país seja debatido como questão central nas próximas eleições, pois, na sua visão, o próximo presidente terá que sanar o legado negativo do modelo econômico vigente.

"É mais, novamente, do mesmo: é mais miséria, mais desemprego, mais deterioração da força do trabalho e, principalmente, mais dependência econômica do país".

Nova campanha – O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) relembrou que o Brasil já viveu a campanha “O petróleo é nosso”, em defesa da criação da Petrobras. “De certa maneira essa campanha repete os mesmos valores nacionais, com algumas diferenças”. Ele citou que hoje o Brasil, via Petrobras descobriu o pré-sal, o País já é autossuficiente em petróleo, que hoje ninguém mais tem dúvidas de que a nossa indústria petrolífera é viável. “O que nós estamos assistindo hoje – não passivamente é claro, e esse ato representa essa luta – é a privatização fatiada da Petrobras”, lamentou.

Chinaglia destacou que eles (governo golpista) fazem ataques via alteração da legislação, acabaram com o direito da Petrobras ser operadora única do pré-sal, acabaram com o conteúdo nacional, mudou o modelo de partilha para concessão. “E tudo isso significa desemprego e perda de soberania”, alertou.

O secretário-geral da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional, deputado Patrus Lula Ananias (PT-MG), reforçou a importância da campanha. “A Petrobras é do povo brasileiro. A empresa é fundamental para o nosso desenvolvimento. Não podemos assistir quietos, calados a essa operação de desmonte dos direitos sociais, de tudo que diz respeito aos pobres, às classes trabalhadoras, à classe média assalariada e da soberania nacional”. Patrus acrescentou que é importante que todos se juntem à luta em defesa do petróleo brasileiro.

Representando a CTB no ato, Paulo Vinicius (PV) falou sobre a gravidade da atual conjuntura e propôs a construção de um fórum amplo que unifique todas as entidades sindicais das empresas estatais e as centrais para ampliar a resistência.

"Precismaos fazer uma reflexão sobre esse momento gravíssimo que o país vive. Objetivamente ocorreu uma conspiração estrangeira, baseada em serviços secretos que visavam expor, desmoralizar e causar um dano de imagem brutal à Petrobras, no curso da realização de um golpe de Estado, para articular, por meio de um movimento geopolítico de grande invergadura, a queda da Petrobras. Baixaram o petróleo, desmoralizaram a empresa, fatiaram-a e entregaram, a preço de banana. Essa é a realidade que estamos vivendo - o feirão do Brasil - compre três e pague dois", disse PV.

 

                                                                                       Confira o posicionamento da CTB no vídeo

 

Apelo – O líder da oposição na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), fez um apelo para que todos os brasileiros entrem nessa campanha. Ele também relembrou do movimento vitorioso da década de 50 em defesa da Petrobras. “O petróleo é do Brasil, mas esse governo ilegítimo está desmontando o Estado nacional, está destruindo o Estado social, está entregando as nossas riquezas, querem entregar tudo o que resta do nosso patrimônio nacional. Só a mobilização nas ruas e no Parlamento vai barrar esse governo dilapidador do nosso patrimônio público”, reforçou.



De Brasília, Portal CTB (com PT na Câmara)

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