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O jornalista Leonardo Wexell Severo, especialista em América Latina, lança seu quinto livro “Curuguaty, o combate paraguaio por Terra, Justiça e Liberdade”, nesta sexta-feira (27), às 18h30, na Livraria Martins Fontes (avenida Paulista, 509, perto da estação do Metrô Brigadeiro, São Paulo).

Severo mostra que o papel da mídia em criminalizar os movimentos sociais e a classe trabalhadora não é “privilégio” do Brasil. Para ele, “há um esforço enorme dos jornais e revistas, das emissoras de rádio e televisão para confundir, desorientar, manipular”.

A obra trata da Chacina de Curuguaty, onde foram mortos 11 camponeses e seis policiais no dia 15 de junho de 2012 em um acampamento de sem-terras com cerca de 60 trabalhadoras e trabalhadores, entre os quais mais da metade eram mulheres, crianças e idosos.

De acordo com Severo - que também integra o Conselho Consultivo do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé -, 324 policiais fortemente armados e treinados pela CIA (agência de espionagem estadunidense) atacaram o acampamento num verdadeiro massacre.

Com pesquisa bem documentada e depoimentos de testemunhas, o autor sustenta que “os sem-terra não são culpados de nada, são vítimas de um sangrento confronto armado por franco-atiradores com as digitais dos Estados Unidos”. Ele explica ainda que essa chacina “serviu de justificativa para afastarem o presidente do Paraguai, Fernando Lugo”.

capa livo severo curuguaty

Segundo ele, “como resultado de uma grotesca manipulação, temos quatro camponeses condenados a até 35 anos de prisão por ‘homicídio doloso’, ‘associação criminosa’ e ‘invasão de imóvel alheio’, crimes que não cometeram”. Isso porque, “os mortos foram atingidos por armas de grosso calibre, que não foram encontradas com os sem-terra”.

Guillermina Kanonnikoff, membro do Movimento de Solidariedade aos camponeses de Curuguaty e ex-presa política da ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989) afirma que “como observador internacional do caso no Tribunal de Sentenças de Assunção, presente nos momentos extremamente tensos e ricos dos enfrentamentos, o autor expõe e denuncia, com profundo conhecimento de causa, as inúmeras irregularidades e ilegalidades do processo”.

Para o jornalista e cientista político Dermi Azevedo, “a solidariedade com os presos políticos paraguaios é uma exigência moral e ética. Principalmente para nós, brasileiros, que precisamos, nesta hora, de gestos solidários de apoio à democracia e contra as novas falsidades do império”.

Em entrevista ao site Opera Mundi, Severo afirma que “é preciso exortar à reflexão sobre a execrável manipulação feita pelos conglomerados privados de comunicação contra a verdade dos fatos, em prol do latifúndio e das grandes empresas nacionais e estrangeiras”.

Conheça o autor

Leonardo Wexell Severo é gaúcho de Rosário do Sul, redator-especial do jornal Hora do Povo, colaborador da Revista Diálogos do Sul e da Agência Latino-Americana de Informação (Alai). É autor dos livros “Bolívia nas ruas e urnas contra o imperialismo”, “Latifúndio Midiota - Crimes, crises e trapaças”, “A CIA contra a Guatemala - Movimentos sociais, mídia e desinformação” e “Curuguaty, carnificina para um golpe - O povo paraguaio em luta pela democracia e a soberania”.

Serviço

O que: Lançamento do livro “Curuguaty, o combate paraguaio por Terra, Justiça e Liberdade”

Onde: Livraria Martins Fontes (avenida Paulista, 509, estação do Metrô Brigadeiro, São Paulo)

Quando: Sexta-feira (27), das 18h30 às 21h30

Portal CTB com agências

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