Fonte

Desde que foi criado o termo “politicamente correto” para determinar um certo tipo de conduta comportamental, setores da mídia começaram a trabalhar a desconstrução do chamado discurso “politicamente correto”.

Passaram a escrachar com as formas de se comunicar dos “politicamente corretos”. Para isso, contaram com os serviços de ditos humoristas sempre prontos a servir os mais ricos. A todo o momento ridicularizando os mais pobres, os negros, os índios, as mulheres, os homossexuais, enfim todos os que não têm como se defender de suas grosserias.

Do discurso “politicamente incorreto” passaram a agredir raivosamente todas as políticas (e seus representantes) que trouxeram melhorias de vida para as populações mais marginalizadas do sistema.

E como diz o personagem de Wagner Moura no filme Tropa de Elite 2: “o sistema é foda”. Escancarou-se então a misoginia, o sexismo, a homofobia, o racismo e todos os ismos contra a temática popular.

Juntamente aos ditos humoristas, os telejornais e os programas de entretenimento das emissoras de televisão comerciais passaram a atacar sistematicamente não somente os governos Lula e Dilma, mas tudo o que almeje dar um sentido popular à vida.

Juntando tudo isso aos programas policialescos que faturam com a desgraça alheia, vêm detonando com a civilização brasileira, pregando o cada um por si e Deus contra todos em reality shows tipo Big Brother.

Aliás toda a mídia burguesa vem trabalhando há décadas toda essa imbecilização de uma sociedade inteira. Valorizam apenas o fugaz, o que vem de fora e destratam a cultura brasileira. Como diz Cazuza "a burguesia fede" e só quer ficar rica, por isso não amam a poesia e a nação brasileira.  

Foi nesse esquema que brotaram políticos com Eduardo Cunha, Feliciano, Bolsonaro e muitos outros. É desse caldo que se alimenta a mídia golpista, o PSDB e seus aliados e toda a gama de golpistas, ávidos de tomar o poder mesmo contra a vontade popular.

Eles estão atônitos e não sabem ainda como descartar esses aliados incômodos tipo esses grupos, alimentados por eles, que estão na internet, insuflando o ódio, a violência e a discriminação.

Brotam desinformados e deformados, como disse Eric Nepomuceno a uma repórter da Band. Essa turba de ignorantes é jogada aos leões para destruir reputações e atacar todos os símbolos da luta da classe trabalhadora por um país mais justo e igual.

Assim como o Estado Islâmico começam a se tornar incômodos até às pretensões dessa direita que pretende recuperar seus privilégios sobre o Estado brasileiro. O Estado Islâmico explode construções históricas fundamentais para a humanidade, esses fascistinhas brasileiros tentam, insuflados pela mídia golpista, destruir a fina flor da vida nacional.

São os “apoliticamente incorretos” que atacam qualquer coisa que respire liberdade, qualquer pessoa que pense o Brasil, qualquer um que pense. Frutos da bestialidade, do individualismo, da incultura, da incivilidade. São os rebentos de uma aristocracia falida, que se autoproclama dona da verdade, tão bem descrita no livro Leite Derramado, de Chico Buarque.

A direita golpista está para lá de desesperada. Sofreu um grande baque em sua última manifestação em favor do impeachment e viu dias após o movimento popular se agigantar para gritar que aqui Não vai ter golpe.

Por isso tudo, quando agridem Lula, Dilma, Taís Araújo, Cris Vianna, negros e negras do Brasil, Preta Gil, e um grande brasileiro como Chico Buarque, ofendem toda uma nação que se fez e se faz na diversidade, na generosidade e na vontade de ser feliz de uma gente humilde, mas valente.

Marcos Aurélio Ruy é jornalista do Portal CTB.

Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.