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Vivemos um momento triste para o país, para a democracia e, sobretudo, para as mulheres. Passadas décadas de luta pelo empoderamento feminino e pelo protagonismo que nos cabe nessa sociedade que dominamos como maioria, hoje damos um passo atrás.

Vencidas pelo machismo, assistimos à presidenta Dilma Rousseff sofrer um golpe ao ser afastada do comando da Nação.

Acusada por crimes inexistentes, seu maior crime foi o de, sendo mulher, ousar tornar-se presidenta dessa República marcada pelo machismo e pelo preconceito.

Hoje assistimos a uma das maiores injustiças cometidas em toda a história política do país. O afastamento da 1ª Presidenta da República sem nenhum crime a ela imputado.

Se há erros no governo, se há corruptos nos partidos que o compõem, nada disso justifica seu afastamento. Não houve crime, reforçam os juristas. Mas nada disso importa à oposição ansiosa pela retomada do poder.

O impeachment é apenas o desfecho de um golpe arquitetado pelo bloco oposicionista - formado pela grande imprensa, setor patronal, partidos derrotados - desde a eleição de Dilma Rousseff.

A oposição não aceitou a derrota nas urnas e partiu para o contra-ataque. Articulou o golpe. Manipulou parte da população com a ajuda da mídia golpista. E pelo que vemos hoje, vai conseguir voltar ao poder.

Perde a classe trabalhadora, perdem as mulheres, perde a democracia.Contudo, perdemos a batalha, mas não a guerra.

Neste momento, faço minhas as palavras de Dilma Rousseff, a quem dedico meu respeito, solidariedade e reverência: “Estou cansada dos desleais e dos traidores, mas não de lutar”.

Cinthia Ribas é jornalista do Portal CTB


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