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Ter, Maio

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Tolerei você nessa rede social por anos a fio, desde 2010, quando da primeira eleição de Dilma. Seus ataques diários. Suas postagens exaltando a ditadura militar que, segundo você “eram bons tempos em que só morria quem era bandido”.

Respondi a todas as mentiras que você compartilhou na internet, sem se preocupar com a fonte dessas informações: sendo contra o governo Dilma, para você servia, já que alimentava seu ódio e egoísmo.

Cansei-me de suas palmas para o canalha jair bolsonaro, de seus aplausos para aquela senhora de nome raquel e cujo sobrenome é impronunciável.

De você todo dia reclamar do Brasil, mesmo empregado em uma das maiores empresas do país, morando em frente a praia. Me cansei de você chamando José Genoino de corrupto, de ladrão. Você que nada sabe sobre ele e o pouco que sabe ouviu no Jornal Nacional. Eu estudo a AP 470 há anos, e já li todos os livros que versam sobre o assunto.

Mas isso não importa para você: o que vale é seu ódio pelo PT… e olha que nem sou nem jamais fui filiado ao PT. Sou comunista, filiado ao PCdoB mas qual nada!
Na sua mente brilhante a palavra “comunista” é um xingamento.

Logo você, tão estudioso da revista óia, fonte de tanta cultura e conhecimento, principalmente sobre o marxismo.

Me cansei de suas piadinhas homofóbicas, de responder as postagens que você compartilhava do canalha álvaro dias, do canalha agripino maia, do canalha ronaldo caiado.

Me cansei de explicar todo dia sobre o investimento no Porto de Mariel, sobre o Programa Mais Médicos, sobre o Bolsa Família. De explicar que não existe “Bolsa Prostituta”, nem “Bolsa Crack”.

Me cansei de sua indiferença para com aqueles que não têm forças para empunhar uma vara de pescar: na sua cabeça, tais pessoas “têm de se virar”, tendo forças ou não, tendo peixe ou não.

Mesmo quem não teve a sorte de ter pai e mãe presentes, uma família tradicional.

Eu mesmo não tive, mas o que importa?

Ver que aplaudiu a ação da pulissa (que tu tanto ama, tanto que tens fotos travestido de verde e amarelo ao lado de “policiais”) no final de semana na Cracolândia, quando um problema social, de saúde pública, foi tratado como problema de segurança pública, foi a gota d’água.

Adeus, ex-amigo que nunca foi.

Você votou no Aécio.

A culpa não é sua, não é mesmo?

Siga feliz com sua intolerância e egoísmo e com a consciência tranquila.

Afinal, a culpa é minha.

Diógenes Júnior é assessor sindical no Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS/Sindicato), assessor de Comunicação Social da CTB Educação-RS e colaborador do Portal Vermelho.

Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

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