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Sáb, Jul

Rurais
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Em um plenário no qual a paridade de gêneros foi respeitada e onde pelo menos 25% dos presentes eram jovens trabalhadores e trabalhadoras rurais, a 4ª Plenária Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais teve início na tarde de hoje (11), na sede da CONTAG, em Brasília.
 
Até sexta-feira (13), cerca de 400 delegados (as) de todas as 27 Federações e das coordenações regionais da CONTAG realizarão a avaliação do mandato da atual diretoria da CONTAG e, principalmente, atualizarão o plano de lutas para os próximos anos, tendo como base uma profunda análise da conjuntura política e econômica de nosso país.
 
“Estamos vivendo graves crises política econômica que dificultam o avanço e a implementação de políticas essenciais para os trabalhadores e trabalhadoras rurais. A Reforma Agrária está parada, assim como o Programa Nacional de Crédito Fundiário. A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) ainda não foi colocada em prática. Vamos lutar para que os recursos destinados aos programas que trazem dignidade para os agricultores e agricultoras sejam garantidos. O SUS também sofreu cortes em orçamento. Não podemos aceitar retrocessos na garantia de direitos aos cidadãos e cidadãs brasileiros, especialmente os que vivem no campo, na floresta e nas águas”, afirmou o presidente da CONTAG, Alberto Broch.
 
Além de toda a diretoria da CONTAG, compuseram a mesa  da 4ª PNTTR o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (CONTAR), Antônio Lucas Filho, a vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Carmen Foro, o secretário de Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), João Paulo Ribeiro, o representante Encontro Unitário, Anderson Amaro, o secretário regional da América Latina da UITA, Gerardo Iglesias. O vice-presidente da CONTAG, Willian Clementino, como secretário de Formação da COPROFAM, representou também esta entidade.
 
Análise de conjuntura
 
 
Compreender os interesses que conformam o atual cenário político e econômico brasileiro é fundamental para nortear as discussões dos caminhos que o MSTTR deve percorrer e de que maneira deve se posicionar para enfrentar os desafios que se impõem para os trabalhadores e trabalhadoras rurais. Foi convidado para realizar uma análise crítica da atual situação política e econômica brasileira o jornalista e escritor Paulo Moreira Leite. A secretária de Mulheres da CONTAG, Alessandra Lunas, também realizou um panorama do contexto político e de suas implicações para o Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais.
 
De acordo com Paulo Moreira Leite, há 10 anos o projeto político de um governo voltado para o desenvolvimento das classes trabalhadoras, historicamente excluídas dos planos de crescimento econômico, têm enfrentado uma campanha contrária permanente. Os movimentos sindicais e sociais precisam fortalecer seu posicionamento a favor de um projeto de nação que fortaleça a democracia, a participação popular, e que promova ações para a inclusão social por meio da cidadania, da educação e das oportunidades de trabalho.
 
“Vivemos hoje um processo em que há setores econômicos e políticos que querem, em quatro anos, destruir o que foi construído nos últimos 12 anos. Os índices de inflação e desemprego tendem a piorar e há um legado em disputa. O governo precisa entender que não é possível concentrar o sacrifício nos mais pobres”, afirmou o jornalista.
 
A secretária de Mulheres da CONTAG, Alessandra Lunas, ressaltou os prejuízos que a classe trabalhadora, especialmente a rural, e também as mulheres, têm sofrido com a atuação do atual Congresso Nacional. “A bancada do agronegócio, e as chamadas bancadas da bíblia e da bala tem colocado em pauta projetos que dão recados claros para nós que queremos o avanço de pautas progressistas como a igualdade de direitos das mulheres, a Reforma Agrária, o direito à aposentadoria. Não podemos aceitar os retrocessos que eles apresentam para a sociedade”, afirmou.
 
A 4ª PNTTR tem ainda em sua programação a discussão de grandes temas do movimento sindical em trabalhos de grupo, durante todo o dia de amanhã. Programações culturais também estão previstas para os participantes.
 
Fonte: Assessoria de Comunicação CONTAG - Lívia Barreto
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