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Hoje, dia 8 de março, o Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR), representada pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado do Paraná (Fetap) e Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTRs) filiados, fez uma grande manifestação contra as propostas da Reforma da Previdência (PEC 287) que afetam a classe trabalhadora rural. Os atos foram realizados em Cascavel, Curitiba e Maringá e reuniram, ao todo, aproximadamente sete mil agricultores e agricultoras familiares.

Em Curitiba, dois mil trabalhadores e trabalhadoras rurais se reuniram na Praça Tiradentes, seguiram pela Rua XV até chegar em frente à gerência executiva da Previdência Social. Com um caminhão de som, a diretoria da Fetaep e presidentes dos STTRs da região mostraram com uma pauta positiva e bem fundamentada como as emendas da PEC 287, direcionadas ao meio rural, prejudicarão os trabalhadores do campo.

Já no final da manifestação, o presidente da Fetaep, Ademir Mueller, e outros representantes do movimento foram recepcionados na Gerência Executiva da Previdência Social, onde puderam entregar um documento com as principais reivindicações. “Demos um voto de confiança ao gerente executivo em exercício, que prometeu encaminhar nossas propostas ao governo”, contou Mueller.

Durante o manifesto, 1,5 tonelada de alimentos - entre feijão, cebola e batatinha – foi distribuída aos transeuntes. “Queremos mostrar que nós, trabalhadores e trabalhadoras rurais, agricultores familiares e assalariados rurais, somos os responsáveis pelo alimento que chega à mesa de todos os cidadãos. Sem nosso trabalho e suor, muitos seriam prejudicados”, destaca o presidente da Fetaep.

manifestacao rurais fetaep

Já em Maringá, cerca de três mil participantes se reuniram no estádio Willie Davids e percorreram três quilômetros. Em Cascavel, duas mil pessoas se reuniram na Praça do Migrante e fizeram um ato em frente à Catedral. Em ambas as cidades, o manifesto terminou em frente à gerência executiva da Previdência Social.

Por nenhum direito a menos

Segundo o presidente da Featep, esta é mais uma das ações de uma forte campanha que está acontecendo em todo o Brasil. “A reforma da Previdência apresentada é extremamente negativa e nociva aos trabalhadores rurais e irá prejudicar, principalmente, jovens e mulheres. Muitas pessoas poderão deixar o campo por não ter perspectiva da proteção da Previdência Social. O que está sendo apresentado na PEC 287 prejudica os direitos dos trabalhadores rurais ao invés de evitar possíveis fraudes”, argumenta Mueller.

De acordo com o secretário de Previdência Social da Federação, Carlos Gabiatto, as propostas da emenda em relação aos rurais são totalmente prejudiciais, mas em destaque estão: a exigência de contribuição individualizada dos segurados especiais tendo por base alíquota incidente sobre o salário mínimo (redação dada pela PEC 287 ao Parágrafo 8º do artigo 195 da Constituição Federal), idade de 65 anos para trabalhadores e trabalhadoras se aposentarem na área rural e tempo de contribuição mínima de 25 anos (redação dada ao § 7º do art. 201 da CF).

O movimento da Fetaep, STTRs e Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) tem sua legitimidade em defesa dos direitos dos trabalhadores/as rurais, agricultores/as familiares e assalariados/as rurais.

Fonte: Fetaep

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