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Com objetivo de empoderar as mulheres no movimento sindical, a CTB realizou o Curso de Formação de Liderança Sindical Feminina da Bahia na segunda-feira (28) e na terça-feira (29), na sede do Sindicato dos Metalúrgicos e Mineradores da Bahia, em Salvador.

“O curso conseguiu despertar nas sindicalistas a importância de se valorizar as questões da mulher no movimento sindical e na sociedade, além da necessidade de uma boa formação teórica para que no dia-a-dia possamos enfrentar as barreiras que nos são impostas, inclusive barrando nossa participação nas executivas dos sindicatos”, sintetiza Valéria Possadagua, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Simões Filho e da Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil.

O curso começou com uma apresentação de dirigentes sindicais e da secretária estadual da Mulher da CTB-BA, Marilene Betros. A secretária de Formação e Cultura da CTB Nacional, Celina Arêas abriu os trabalhos com o tema Mulher no mundo sindical e no mercado de trabalho. “A mulher ainda continua distante de cargos de direção na maioria das entidades sindicais do país e precisa se preparar muito mais para cobrir essa lacuna e essa é a proposta deste curso”, ressalta Celina.

Para ela, “é fundamental que as mulheres estejam melhor preparadas para enfrentar essa batalha em todas as áreas”. Segundo Celina, “a partir de agora, as mulheres devem exigir o cumprimento da cota mínima de 30% na política e no movimento sindical”.

Após a aula inicial, foi apresentado o filme norte-americano de 1979, Norma Rae, baseado na história real de Crystal Lee Sutton, que liderou uma campanha contra as condições de trabalho na empresa em que trabalhava. “Como o filme trata da presença da mulher na luta sindical e da insegurança que isso causa nos homens, após a sua exibição os debates foram intensos”, garante Celina.

A luta da mulher classista

Já para a secretária da Mulher Trabalhadora da CTB Nacional, Ivânia Pereira, “o curso serviu para as mulheres compreenderem como podem fazer avançar as lutas específicas do universo feminino com as questões mais gerais do sindicalismo e da sociedade”. De acordo com Ivânia, “a grande dificuldade de fazer intervenções nas reuniões, nos encontros e nas assembleias é sentida pelas mulheres porque as sindicalistas precisam se apropriar das informações necessárias para boas intervenções e assim se sentirem mais seguras”, preconiza.

“Concluímos os trabalhos debatendo as formas de se fazer análises de conjuntura e com isso definir as estratégias de luta”, explica Ivânia. “Também discutimos qual é o papel da classe trabalhadora na luta contra o capital e a situação da mulher nesse contexto para que possamos atuar cada vez mais e melhor em defesa da classe trabalhadora”, acentua.

“O curso foi muito importante para nos dar mais embasamento para os debates dentro da categoria e com isso conseguirmos expandir os espaços para as nossas questões, acabando com a invisibilidade das mulheres na luta sindical, além de nos ajudar a melhorar nossa atuação em todos os enfrentamentos que a sociedade nos impõe", ressalta Valéria. "Porque vivemos numa sociedade patriarcal que não dá visibilidade à mulher", reclama.

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Ao final do curso a sindicalista Flora Brioschi fez uma homenagem para Celina e a Ivânia com uma citação da poetisa goiana Cora Coralina: “Feliz aquele que transmite o que sabe e aprende o que ensina”.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

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