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A abertura do 2º Encontro Nacional de Formação e Cultura da CTB na tarde desta segunda-feira (11), na capital paulista, contou com a presença de dezenas de representantes estaduais da entidade para debater estratégias de formação para aprimorar e criar novos quadros constantemente  e atingir a classe trabalhadora nos seus anseios. Para a secretária de Formação e Cultura da Central, Celina Arêas, a importância de desenvolverem-se trabalhos de reciclagem de conhecimentos que “ajudem o trabalhador a compreender a realidade intervir nela com mais eficiência”.

A coordenadora de comunicação do Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho (CES), Kátia Gaivoto destacou que o “mundo do trabalho vive em constantes transformações” e, por isso, “os sindicalistas precisam se adaptar à nova realidade, onde os setores de comércio de bens e serviços ganham cada vez mais destaque no mercado”. Ela acentuou também que “o avanço tecnológico e a terceirização apresentam novos desafios ao movimento sindical”.

Já Umberto Martins, jornalista e assessor da CTB, em nome da presidência da entidade, falou sobre a conjuntura política e econômica do país e a sua relação com a formação que dinamize a atuação dos sindicalistas. Ele começou assinalando a rápida recuperação da presidenta Dilma nas pesquisas de opinião. “A presidenta teve queda vertiginosa durante as manifestações de junho, mas agiu com inteligência e chamou os movimentos sociais para o diálogo e apresentou a proposta de cinco pactos importantes para atender à voz das ruas”, reforçou Martins.

Na questão econômica, porém, o assessor da presidência da CTB, fez ressalvas. Embora reconheça que os trabalhadores têm obtido ganhos reais com suas mobilizações e o índice de desemprego é um dos mais baixos da história, “a condução da política econômica apresenta alguns problemas de fundo”, segundo Martins. Ele explicou que o Produto Interno Bruto (PIB) tem uma estimativa de crescimento em torno de 2,5%, por causa da “crise internacional”, mas também causado pela “política de flexibilização do câmbio, que supervaloriza o dólar e prejudica a economia interna”, acentuou.

Para ele, a condução da economia dessa maneira é que causa a alta dos juros básicos, reclamados pelos setores formacao e culturaconservadores da sociedade.  “As forças conservadoras continuam pressionando o governo para arrochar os salários e achacar os direitos trabalhistas, além de proclamarem a necessidade de se cumprir com o superávit primário”, sintetizou Martins.

Os oradores que se seguiram destacaram com a necessidade de se aprofundar o debate sobre a terceirização e seus efeitos na classe trabalhadora. Mas principalmente utilizar os cursos de formação para que o movimento sindical vá além da visão corporativista e possa disputar a hegemonia com o capital usando na prática o conhecimento teórico adquirido e assim possa intervir com mais segurança no processo todo.

Somente com conhecimento, os trabalhadores poderão entender a proposta da CTB para que o governo mude a condução de sua política econômica e ponha fim à alta dos juros básicos, que consomem os salários dos trabalhadores e beneficiam os especuladores.

Também foi destacada a necessidade de uma relação intrínseca entre a comunicação e a formação na CTB para transmitir aos trabalhadores conhecimentos básicos que ainda não dominam e assim a Central melhore seus quadros e consiga atingir a classe trabalhadora tanto do campo quanto da cidade.

Para a Celina a formação deve atuar com intuito de “ajudar o trabalhador e a trabalhadora a conhecer o cenário no qual vai atuar e com isso organizar a classe trabalhadora dentro de objetivos claros de defesa do trabalho contra o capital. “As pesquisas mostraram que 72% dos manifestantes de junho eram trabalhadores e as centrais sindicais tiveram dificuldade de entender esse movimento. Por isso, “conhecer e atuar dentro da realidade torna-se cada vez mais fundamental”, definiu.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

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