Sidebar

25
Sáb, Maio

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

O protesto organizado pelo Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) ocorre nesta terça-feira (1º), Dia Mundial contra a Aids, em frente ao Teatro Municipal, centro da capital paulista, a partir das 15h.

cartaz panfletagem ativismo mulheres

A data foi escolhida para a realização de panfletagem educativa sobre os perigos de contaminação com o vírus da Aids caso não se tome cuidados preventivos. O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids) confirma que, entre 2004 e 2013, a incidência da aids em meninos entre 15 e 19 anos aumentou 53%. E vem aumentando também a contaminação das mulheres com mais de 50 anos.

“A situação é muito preocupante porque o avanço dos tratamentos e a falta de campanhas mais incisivas fizeram a juventude se descuidar da prevenção e muitos deixam de usar camisinha, afetando muitas meninas que são contaminadas”, Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da CTB-SP.

Já Georgiana Braga, diretora da Unaids Brasil, alerta que “a Aids não discrimina. A Aids não tem cara. Realmente, nós temos que falar para o jovem em geral”. Por isso, Gicélia enfatiza a necessidade de campanhas educativas sobre a prevenção da doença.

FNMT ataca os assédios moral e sexual

PANFLETO 16 DIAS ATIVISMO

 

PANFLETO 16 DIAS ATIVISMO VERSO

Além de levar para as ruas os cuidados necessários para se evitar a doença, o FNMT também esclarece à população sobre as campanhas de combate aos assédios moral e sexual, dos quais as mulheres têm sido vítimas, “sem a devida punição”, reclama Gicélia.

“No ambiente de trabalho, as mulheres são constrangidas pelos chefes e muitas vezes não denunciam com medo de perder o emprego. São desrespeitadas de todas as formas”, diz.

A secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CTB defende ações mais enérgicas contra abusadores no ambiente de trabalho. “Os abusos acontecem em casa, no transporte público e no mundo do trabalho, onde as mulheres ganham menos e ficam mais expostas aos desmandos”, afirma.

“O ambiente do trabalho tem sido um espaço onde a violência contra as mulheres se expressa de diversas maneiras: física, moral, psicológica e até institucional, tanto na iniciativa privada quanto em instituições públicas, diz resolução do FNMT.

gicelia 10

Gicélia Bitencourt

Para Gicélia, “a manifestação desta terça-feira tem essa dupla conotação, que acabam convergindo para a defesa de mais direitos para as mulheres”. Além disso, ela defende que o debate da questão de gênero “seja feito nas escolas de maneira a combater a discriminação”.

Ela lembra ainda que "hoje em dia temos muitos mecanismos para denunciar as violações de nossos direitos. O Ligue 180 é o principal mecanismo de denúncia, pelo qual quase 33 mil mulheres denunciaram violências somente no primeiro semestre deste ano".

Serviço:

“Panfletagem, diálogo social e atendimento da Unidade Móvel”

DATA: Terça-feira (1º)

LOCAL: Praça Ramos de Azevedo/ em frente ao Teatro Municipal

ROTEIRO DAS ATIVIDADES

• 14 h - Chegada da Unidade Móvel e a Unidade LGBT
• 15h - Abertura com falas das organizadoras da atividade
• 15:15 - Apresentação de Música Popular Brasileira com a Cantora Letícia Lener.
• 16h - Participação da Secretária Denise Motta Dau.
• 16:15 - Roda de Conversa com as meninas do TransCidadania com o tema: “Qual o seu papel no enfrentamento a AIDS?
• 17:15- Apresentação de Música Popular Brasileira com a Cantora Letícia Lener.
• 17:45 – Fechamento com falas das organizadoras da atividade.

• Durante todo o tempo haverá:

• Atendimento da Unidade móvel

• A presença da Agente de Saúde Manuela do CTA Henfil com a finalidade de esclarecer dúvidas das pessoas sobre a prevenção ao vírus HIV/ AIDS.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.