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Agora é oficial. As centrais sindicais CTB, CUT, UGT, Força e Nova Central assinaram o Pacto de Enfrentamento à Violência contra a Mulher na Bahia. O acordo foi firmado com a Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo dda Bahia e tem validade de dois anos. O evento faz parte da programação de atividades da Campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher.

O objetivo do documento é que seja realizada uma convergência de esforços entre a SPM-BA e as organizações sindicais, com a finalidade de implementar ações de enfrentamento às múltiplas formas de violência contra as mulheres no estado. ´´E muito importante que estas ações cheguem aos trabalhadores e o apoio das centrais sindicais terá um papel fundamental nesta tarefa”, afirmou Olívia Santana, secretária da SPM-BA.

O acordo foi assinado em um momento oportuno, em que o número de homicídios femininos cresce no estado. Segundo o pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz, autor do “Mapa da Violência 2015 - Homicídios de Mulheres no Brasil”, entre 2003 e 2013 houve um aumento de 130% na taxa de mortes violentas de mulheres no estado. Com incidência maior entre as mais jovens e as negras. Os dados do Mapa foram apresentados durante o evento.

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“Se inaugura um novo momento, que é este diálogo da SPM com as centrais sindicais, para fazer as ações de combate à violência contra a mulher chegar aos trabalhadores e trabalhadoras e também a toda sociedade, através da nossa atuação. Mais que isso, faz com que a questão deixe de ter este recorte de ser apenas um problema das mulheres, para ser um problema de todos. Este pacto eleva a participação da sociedade sobre isto”, ressaltou o presidente da CTB- Bahia, Aurino Pedreira.

A secretária da Mulher da CTB-Bahia, Marilene Betros, também enfatizou a importância do acordo. “Nós daremos todo o apoio à SPM a esta inciativa de convocar as centrais sindicais para juntas e juntos, porque, o mais importante é o envolvimento dos homens neste processo de combate á violência contra a mulher. Não é possível que a cada momento morram três mulheres neste nosso estado. Precisamos combater isso e só possível fazer isso com uma campanha como esta, envolvendo os sindicatos, que trabalham com a sociedade, que vive o dia a dai das pessoas. A inciativa é importante e trabalharemos nestes dois anos atuando junto às nossas bases para acabar esta mazela que tanto entristece homens e mulheres”.

Fonte: CTB-BA

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