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Conhecido por sucessivos ataques às chamadas minorias, o apresentador do SBT, Danilo Gentili, finalmente sofre duas derrotas em menos de uma semana na Justiça.

Neste sábado (3), o desembargador Túlio de Oliveira Martins, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, determinou que Gentili retirasse de suas redes sociais o vídeo em que ataca a deputada federal e ex-ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário (PT-RS).

De acordo com Martins, "o vídeo veiculado é de natureza misógina, representando agressão despropositada a uma parlamentar e às instituições, materializando-se virtualmente em crime que, se for o caso, deverá ser apurado em instância própria".

A secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira, concorda com o desembargador. “Faz tempo que Gentili usa de seu espaço para atacar de maneira fortuita, mulheres, LGBTs, negros, índios, políticos progressistas, enfim todos os que defendem os direitos humanos e a igualdade de gênero e racial”, diz.

“A decisão é uma vitória de todas as mulheres brasileiras que desejam construir uma sociedade livre do ódio e dos preconceitos cotidianos” destaca Maria do Rosário. “A atitude beligerante dele ultrapassa os limites da inteligência e da liberdade de expressão”, acrescenta Pereira.

No vídeo em questão, julgando-se impune, o apresentador rasga uma notificação extrajudicial enviada por Rosário, Põe dentro da cueca com insinuações obscenas e envia o papel rasgado para a deputada, via Correios.

Para o desembargador ações desse tipo não representam “notícia, nem opinião, nem crítica, nem humor, mas apenas agressão absolutamente grosseira marcada por prepotência e comportamento chulo e inconseqüente”.

R$ 1 mil por dia

Gentili também foi condenado a retirar posts homofóbicos direcionados ao jornalista Gilberto Dimenstein, que dirige o site Catraca Livre. Na sexta-feira (26), O juiz Edward Albert Lancelot, da 35ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, afirma que "há prova inequívoca que o réu divulgou mensagens que desabonam a imagem do autor". Lancelot determinou também uma multa de R$ 1 mil por dia de descumprimento da decisão judicial.

“Pessoas como esse apresentador mostram a urgente necessidade de regulação da mídia em nosso país. Os meios de comunicação não podem ser utilizados para a divulgação do ódio, da violência, da discriminação e da mentira. Empresários e comunicadores devem ser responsabilizados pelo que afirmam”, conclui a sindicalista Pereira.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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