Sidebar

25
Sáb, Maio

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times
Foto: Pedro Leão
Dia da Mulher BH
As organizações sociais em Belo Horizonte se unificaram para um Ato público alusivo ao Centenário do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher.

O centenário do Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta segunda-feira (08/03) foi marcado por uma grande manifestação em Belo Horizonte em defesa dos direitos das mulheres. O ato lembrou também as cinco vítimas do "Maníaco do Industrial".

A manifestação começou com concentração na praça da Assembleia e uma caminhada em direção à praça 7, no centro da cidade, onde as participantes passaram em frente a alguns prédios públicos, entre eles o Banco Central, Ministério Público e da Prefeitura, na avenida Afonso Pena. Participaram cerca de 50 entidades de defesa das mulheres e dos direitos humanos, como a UBM, a Via Campesina, a Pastoral da Mulher, dentre outras. Elas reivindicam mais segurança e protestam contra a violência doméstica e nas ruas e a implantação efetiva da Lei Maria da Penha.

Ônibus de várias regiões do Estado trouxeram as militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do Movimento dos Pequenos Agricultores (MAP) e de outros. Na capital, as militantes se juntaram a integrantes de movimentos urbanos, como as Brigadas Populares, de luta pela moradia; a Marcha Mundial de Mulheres e a Assembleia Popular.

Uma das líderes do movimento, a professora e assistente social Rosemeire Baeta, da direção da Associação Mulheres em União, anunciou a entrega aos ministérios públicos estadual e nacional um documento contendo reivindicações de modificações de pontos que a entidade considera falhos com relação à defesa dos direitos e da segurança das mulheres.

A UBM distribuiu durante o ato, um manifesto que conta a luta e a busca por mais direitos, além de conter telefones úteis de serviços de atenção à mulher. Para a presidente da UBM/Contagem Diomara Dâmaso, é preciso lutar contra todo tipo de opressão, principalmente sexista. “Queremos uma sociedade socialista, que lute pelo desenvolvimento social e econômico, mas que considere a situação da mulher”, afirmou.

No sábado, as mulheres da Via Campesina e de movimentos urbanos acamparam na praça em frente à Assembleia. Na entrada principal, cerca de 500 mulheres, segundo os organizadores, fizeram palestras e participaram de estudos de formação política. Ontem, elas recolheram as lonas e saíram juntas a marcha. Várias mulheres se revesaram no microfone em nome de seus direitos.

De acordo com Ana Penido, representante da Via Campesina, a concentração tinha o objetivo de denunciar a violência contra a mulher e a tentativa de "setores da mídia" de "criminalizar os movimentos sociais". "A gente também vem denunciar que esse modelo do agronegócio, da forma como está estruturado e com a relação que se desenvolve com as indústrias multinacionais, com o agrotóxico, com os transgênicos, está acabando com a soberania alimentar (dos pequenos agricultores do País)."

Uma representante do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas acusou o governo estadual de abdicar das políticas de inclusão social no Estado. Outra militante exigiu a retirada das tropas do Brasil do Haiti, acusando os militares brasileiros de praticar abuso sexual contra as haitianas.

Texto: Sheila Cristina
0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.