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Sáb, Maio

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Em 2009 a Secretaria da Mulher Trabalhadora da CTB avançou muito na concepção classista no movimento sindical brasileiro, como também na direção para emancipação de mulheres, ao consagrar, no seu estatuto e na sua ação prática, papel de destaque às mulheres trabalhadoras.

Representação nacional e internacional

Na defesa dos direitos das mulheres, a Secretaria da Mulher esteve presente em eventos realizados no Rio Grande do Sul, São Paulo, Maranhão, Bahia e na Capital Federal, bem como em eventos internacionais, em Cuba, Uruguai e no Paraguai.

Outro destaque é a participação em organizações internacionais, como a CCSCS (Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul), nas atividades do Dia Internacional de Mulheres, em Santana do Livramento, fronteira com Rivera e na I Conferência Sindical regional, sob o tema “Trabalho decente, vida decente”, onde a CTB contribuiu principalmente com o tema “Saúde sexual e reprodutiva” em defesa da descriminalização das mulheres. O texto do debate fará parte de uma revista que a CCSCS publicará.

Conquistando espaço

A representação da mulher trabalhadora ultrapassou o ambiente sindical e estendeu-se a outros setores da luta social, como no movimento autônomo de mulheres e em órgãos oficiais (Congresso, Poder Executivo e Legislativo, Fóruns e Conselhos), abrindo espaços para a conquista da igualdade de gênero e oportunidades.

A CTB vem cumprindo seu objetivo de organizar as trabalhadoras, orientando a criação das secretarias nas estruturas estaduais da CTB, fornecendo material político e de divulgação nos principais eventos ligados às lutas das mulheres (Dia Internacional da Mulher, 1º de Maio, manifestações políticas, Fórum Social Mundial), além da elaboração de apresentações sobre Violência, Assédio Moral e Situação da Mulher Trabalhadora, que serviram de apoio em seminários e palestras realizadas em vários estados. Regularmente, também, são publicadas no Portal da CTB, com opiniões sobre esses e outros temas ligados às questões de gênero.

Destaque maior, contudo, deve ser dado à elaboração e publicação da Cartilha “A Mulher no Mundo do Trabalho”. Com tiragem de 20.000 exemplares, a cartilha foi resultado do esforço coletivo das mulheres que integram a direção geral da CTB, com a colaboração e apoio de técnicos, jornalistas e trabalhadoras de fora da estrutura da Central. A qualidade da publicação foi reconhecida pelo público alvo e pelo conjunto do movimento sindical. Seu lançamento, em várias cidades do país,  transformou-se em atos representativos não só do movimento sindical e de mulheres, mas também do movimento social, com boa repercussão política e, sobretudo, como instrumento de organização da luta de gênero nas entidades sindicais.

Desigualdades persistem

Tanto na Cartilha, como em todos os outros materiais, a Secretaria posicionou-se firmemente nas questões conjunturais do país e do mundo, em especial contra a crise econômica, denunciando a responsabilidade do capitalismo, conclamando as mulheres trabalhadoras a lutarem para a sua superação sob a ótica classista, defendendo o papel do estado para fortalecer a economia, com investimentos sociais, com redução da taxa de juros e da jornada de trabalho para geração de mais emprego e maior distribuição da renda nacional. As bandeiras da CTB tiveram na Secretaria da Mulher um espaço sólido de divulgação, cumprindo também com a tarefa de fortalecimento da Central.

Nesse momento histórico em que as mulheres detêm o maior índice de inserção no mercado de trabalho sem que isso signifique redução das desigualdades, é imprescindível a denúncia da maxi-exploração capitalista e a divulgação das perspectivas da luta emancipacionista, o que exige planejamento das ações e do conteúdo de nossas publicações, questões que não podem ser realizadas sem uma estrutura adequada. 

Em todos os Estados brasileiros

Uma importante prova do resultado positivo alcançado pela secretaria foi o 2º Congresso Nacional, realizado em setembro, quando as mulheres ultrapassaram a cota de 30% e constituíram-se secretarias da mulher em todos os estados brasileiros mais o Distrito Federal.

O trabalho que se desenvolveu em 2009 ajudou a intensificar o debate das questões de gênero no seio do movimento sindical, discutindo a implantação do sistema de cotas com vistas a ampliar a participação feminina nas diretorias, bem como propondo um patamar mínimo de ações para enfrentamento da discriminação e das desigualdades no mundo do trabalho.
 
A Secretaria Nacional da Mulher vem se consolidando e terá nos próximos 4 anos condições de vencer muitos desafios e ajudar o nosso trabalho nas seções estaduais, para cada vez mais garantir igualdade de oportunidades e de salário em um mundo mais justo e sem violência contra as mulheres.


Abgail Pereira
Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora


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