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Ter, Jul

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A CTB marcou forte presença na concentração do Vão do Masp, na Avenida Paulista e caminhou em bloco com mulheres de todas as idades, todas as cores, num diversidade alegremente festejada com milhares de pessoas marchando para a Praça Roosevelt na Avenida Consolação.

Cinco mil, dez mil, 30 mil, a dúvida pairou no ar, mas pouco importa. As mulheres tingiram o centro da capital paulista de amarelo da CTB, lilás das feministas e muitas outras cores, cantando, sambando, apitando e gritando palavras de ordem contra o machismo.

“Estamos nas ruas pra comemorar as vitórias que ao longo da história fomos conquistas para as mulheres trabalhadoras do Brasil. Neste ano faz 82 anos que conquistamos o direito de votar, mas nunca nos conformamos e lutamos para também podermos ser votadas e almejar o poder. Por isso hoje lutamos por mais mulheres na política como forma de garantir a igualdade entre mulheres e homens”, define a secretaria de Mulheres da CTB Ivânia Pereira.

Já Priscila Neves dos Santos, secretaria de Mulheres da CTB-SP acredita que a principal tarefa é “lutar pela igualdade nas condições de trabalho e nos salários, já que as mulheres trabalham tanto quanto os homens e ganham bem menos”. Além disso, “temos que acabar com a violência doméstica, mostrar que temos valor e exigir mais respeito, afinal mais da metade da população brasileira é composta por mulheres”, apregoa.

As centrais sindicais juntamente com dezenas de outras entidades da sociedade civil resolveram realizar essa marcha unificada no centro financeiro do país e do alto dos edifícios outras mulheres assistiam a alegre e colorida manifestação e até fotografavam. “Hoje, quando muitos pensam que o machismo acabou, ainda sofremos com a violência, a falta de direitos e autonomia”, acentua texto do jornalzinho do movimento.

A vice-prefeita paulistana Nádia Campeão enumera três fatores como os primordiais na luta pela emancipação feminina. ”Igualdade no mundo do trabalho é essencial para fazer justiça às mulheres e acabar com a dupla jornada de trabalho também o combate à violência é fundamental porque é impossível em pleno século 21 a mulher continuar apanhando”. Além desses dois fatores ela defende “mais mulheres nos espaços de poder”.

O presidente da CTB, Adilson Araujo ataca o capital que tenta fazer da mulher mero objeto de lucro. Ele lembra a palavra de ordem das femininas que “mulher não é mercadoria” e defende “a necessidade de se contrapor a todas as formas de opressão, preconceitos e intolerância, em especial à violência contra a mulher”, acentua. “Este ato” conclama Adilson, “é um marco importante para reforçar a campanha em favor de mais mulheres na política. Esse é um dos maiores desafios do país”.

Um divisor de águas na manifestação foi a Copa do Mundo com setores atacando a realização do evento. Para Nádia Campeão, no entanto, “a Copa pode ajudar no combate à violência e à exploração sexual das mulheres, crianças e adolescentes dando mais visibilidade a essas questões no país, nas cidades”. Além disso, “a Copa traz mais renda, mais emprego, mais qualificação da juventude e pode inclusive melhorar o futebol brasileiro, especialmente o feminino”, preconiza.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

Fotos: Fernando Damaceno

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