Sidebar

19
Dom, Maio

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

O Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) divulgou nesta quinta-feira (27), uma pesquisa que revela números preocupantes em relação à violência contra a mulher.

De acordo com a pesquisa, 65,1% dos entrevistados – homens e mulheres – concordam com a afirmação “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo devem ser atacadas”. Apenas 25% discordam totalmente. Já 58,5% concordam com a afirmação "Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros"; 37,9% discordam totalmente.

Ao mesmo tempo, a maioria concorda com a punição aos agressores.

O papel da mídia

De acordo mulheres trabalhadoras e militantes feministas, o resultado da pesquisa, além de revoltante e desalentador, traduz o pensamento patriarcal e machista da sociedade brasileira.

ivania pereira mesa2

Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, Ivânia Pereira o resultado da pesquisa é preocupante, porque reflete o pensamento machista intrínseco na sociedade brasileira.

“É uma constatação de como as mulheres são discriminadas e vistas como pessoas sem direitos. Mostra também que, infelizmente, a política de construção da igualdade entre homens e mulheres não está chegando à sociedade”, destacou a sindicalista.

Para a dirigente da CTB, é fundamental que o governo crie instrumentos mais ágeis e efetivos de implementação dessa política, que é a principal bandeira do movimento feminista. “É preciso que a sociedade brasileira e movimento sindical se organizem para exigir da presidenta Dilma Rousseff uma ação que reverta essa posição danosa à vida das mulheres”.

Na opinião da dirigente, um dos instrumentos que pode colaborar para o combate desse pensamento é justamente aquele que tem fomentado a cultura machista: a mídia. “É esse pensamento machista, disseminado pela grande mídia, que repercute o pensamento conservador e estimula a adoção do padrão de comportamento e de regras para as mulheres, que precisamos mudar. E isso não é um problema apenas das mulheres, mas, sim, do Estado: governo, parlamento e sociedade civil organizada”, salientou.

Opinião semelhante tem a coordenadora da União Brasileira de Mulheres (UBM), Elza Campos. “Muitas vezes o que nós levamos anos construindo, uma propaganda de TV consegue derrubar em um minuto, a mídia tem um papel muito importante na formação do brasileiro médio e por vezes reforça a ideia da mulher objeto, a luta pela democratização dos meios está intrinsicamente ligada à emancipação da mulher, a uma sociedade mais igual”, afirma.

Combate à violência

A pesquisa abordou também temas como separação, violência doméstica, filhos e brigas com violência psicológica. Foi revelado que 33,3% dos entrevistados concordam que casos de violência dentro de casa devem ser resolvidos somente por membros da família; 25,2% discordam totalmente. Em outra questão, 61,7% concordam que quando há violência o casal deve se separar; 76,4% discordam totalmente da afirmação de que um homem pode “xingar e gritar com sua mulher”.

Em sua conta no Twitter, a presidenta Dilma Rousseff confessou que ainda há muito a se avançar.

De acordo com a presidenta, as conclusões da pesquisa mostram a necessidade de garantir a aplicação de leis, como a Lei Maria da Penha, que protege mulheres da violência doméstica e familiar.

“O resultado deixa claro o peso das leis e das políticas públicas no combate à violência contra a mulher. Dilma comentou ainda que governo e sociedade devem trabalhar juntos para atacar a violência contra a mulher, dentro e fora dos lares. Tolerância zero à violência contra a mulher”, pede a presidenta.

Portal CTB com agências

 

0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.

Diga não

banner violencia contra a mulher

Revista Mulher de Classe

banner revista mulher de classe