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Lideranças feministas e sindicais lotaram a Casa de Portugal, na capital paulista, nesta sexta-feira (8), para dizer em alto e bom som que o processo de impeachment movido contra a presidenta eleita pelo voto popular, Dilma Rousseff, é um golpe disfarçado.

A última a falar, a presidenta disse que os golpistas pensaram que ela não iria oferecer resistência. “Acharam que eu renunciaria, mas esqueceram de que mulher não desiste, não foge à luta”, afirmou Dilma para uma plateia eletrizada pela força dela em resistir e lutar.

Ela contou a história de um evento de sua primeira campanha eleitoral em 2010. Disse Dilma, que a mãe levou a filha, uma menina de uns 8 anos, para lhe fazer uma pergunta. “A criança perguntou ‘mulher pode?’ E agora ela sabe que mulher pode ser presidenta, sim”.

Antes de Dilma, várias lideranças feministas e sindicais discursaram. A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP, Gicélia Bitencourt, falou em nome da central que mais cresce no Brasil.

“Nós não reconhecemos nem sentamos à mesa com governo golpista”, afirmou. “Estaremos nas ruas mobilizando a sociedade contra os golpes sujos que querem dar nos direitos trabalhistas. Querem que, principalmente as mulheres paguem o pato da crise que essa elite machista, racista, homofóbica e misógina criou”.

 Dilma denuncia golpe em manifestação de mulheres em SP

Representando a União da Juventude Socialista (UJS), Angela Meyer falou que as mulheres têm sido protagonistas na resistência ao golpe. “Continuaremos nas ruas para explodir essa ponte para o passado desse desgoverno ilegítimo, ilegal e imoral”.

Carina Vitral, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), lembrou que ao mesmo tempo em que ocorria a denúncia de estupro coletivo de uma menina de 16 anos no Rio de Janeiro, o ministro da Educação, Mendonça Filho, recebia um estuprador, Alexandre Frota, para dar conselhos sobre politica educacional.

“Não podemos dar trégua a esse golpe misógino (ódio às mulheres), racista, sexista, antinacional e antipopular que quer acabar com a educação pública”, disse.

A plateia não parava de gritar: “Força Querida” e “Fica Querida”. A cantora Luana Hansen cantou que “a casa grande chia quando chega a favela”. Já a cineasta Tata Amaral enfatizou a valorização da cultura nos governos Lula e Dilma.

A presidenta Dilma deu um recado aos golpistas ao afirmar que “vou lutar até os últimos dias da minha vida”. Ela garantiu que não entrega o jogo e nem cede a negociatas.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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