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“A saúde do profissional de educação tem que ser pauta prioritária do governo”, destacou a professora Claudenice Santana, Diretora Geral da APLB/Sindicato. Segundo ela, é preciso conhecer a realidade nos municípios e estado para discussão e elaboração de políticas de prevenção.

Essa afirmação se dar a partir de vários casos envolvendo professores da rede municipal de ensino de Jequié-BA que vêm sofrendo de algumas doenças ocupacionais, como transtornos mentais e da voz, stress, LER DORT, fibromialgia, câncer, dentre outros. No entanto, esses problemas vêm se agravando pela ausência de uma política pública voltada para a prevenção da saúde do trabalhador.

Aliado a isso, a administração municipal não instituiu a junta médica, que dentre as prerrogativas é a constatação ou não da enfermidade e o encaminhamento correto para o tratamento, com o afastamento temporário, readaptação ou aposentadoria por invalidez desses profissionais. Contrariando essa situação, tem praticado descontos indevidos nos contracheques desses profissionais, onde os mesmos têm recebido seus salários entorno de 40 a 50% a menos. Diante dessa atitude da Administração, a saúde desses educadores está cada vez mais fragilizada.

Perante a tantas denúncias referentes ao adoecimento do professor, como as provocadas pelo pó de giz, pelo ruído em sala de aula, o duplo emprego e jornada excessiva de trabalho, o transtorno mental, transtorno da voz, concluí-se que está na hora de se estabelecer uma política pública prioritária, principalmente com relação como levar efetivamente essa questão da saúde do trabalhador para a pauta de exigência, pois, é crescente o número de professores afastados das salas de aula, sem receberem a atenção dos administradores públicos do ensino. “A gente sabe que nada é fácil quando se fala em   negociação, mas os educadores têm muita história de luta para provar que pode se avançar nesse sentido”, destaca.

A APLB estará realizando uma pesquisa/diagnóstico com os profissionais do magistério da educação infantil e ensino fundamental de Jequié, observando o perfil e as condições de trabalho e saúde dos trabalhadores, considerando, também, o que causa sofrimento ou incômodo. O que culminará com o I Seminário sobre a Saúde do Trabalhador em Educação.

“Infelizmente, profissionais da educação passaram a ser acusados de não querer trabalhar e o município não se responsabiliza pelo adoecimento de seus trabalhadores”, conclui a profª. Claudenice.

Fonte: APLB Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia

 

 

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