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Qui, Fev

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Membros do GT “Ditadura e Repressão aos Trabalhadores e ao Movimento Sindical’ se reuniram nesta terça-feira (15) na sede do Sinthorep (Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis e Assemelhados de São Paulo e Região), para debater os rumos da pesquisa e como será elaborado o relatório final que será entregue à Comissão Nacional da Verdade. A discussão se baseou em uma proposta de estrutura de relatório apresentada pela Drª Rosa Cardoso, coordenadora do GT e membro da CNV.

Para estender o debate no âmbito nacional, foram convidados membros de comissões de diversos estados. Para Gilney Viana, membro da Comissão Camponesa da Verdade, é preciso que seja feito um trabalho mútuo de levantamento de informações. A Comissão, da qual faz parte, está focada em privilegiar como foi a resistência dos trabalhadores do campo.

O objetivo do GT dos Trabalhadores é mostrar os mecanismos de perseguição e repressão dos militares à classe trabalhadora durante o período da ditadura. Os trabalhos são norteados pelos 11 pontos estabelecidos como centrais no levantamento de informações e baseados nos depoimentos de militantes, ex-presos e perseguidos políticos que vivenciaram a repressão.

“As pessoas estão se identificando com o tema e participando. A Comissão não é para sempre, mas está sendo criado um movimento que está andando bem, pensando em justiça e o GT está dando a sua contribuição a isso”, declarou Drª Rosa Cardoso.

Ivan Seixas, coordenador da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva”, lembrou que na Argentina os torturadores estão sendo punidos com base nos depoimentos recolhidos e que é preciso mostrar não só o uso da Policia Militar e do Dops (Departamento de Ordem Política Social), como agentes de repressão, mas de entidades privadas conveniadas ao regime.

A linha de pesquisa estabelecida como central do GT dos Trabalhadores é mostrar as intervenção aos sindicatos, cassações de mandato, prisão, tortura e morte de sindicalistas e trabalhadores entre 1946 e 1988. Além disso, o GT quer mostrar como as empresas financiaram o golpe e os anos de ditadura no Brasil, e colaboraram na perseguição aos trabalhadores.

De acordo com Nadja Brayner, membros da Comissão da Verdade de Pernambuco Dom Helder Câmara, na pesquisa realizada pelo grupo em Pernambuco foi descoberta uma fábrica que tinha mecanismos internos de repressão. Enquanto, Natália Cindra membro da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro, destacou a importância de citar no relatório final a estrutura estatal de repressão.

Atos 

Ainda foi definida na reunião uma série de ações políticas com a finalidade de colocar o tema da perseguição aos trabalhadores durante a ditadura em evidência. Márcio Kieller, representante dos trabalhadores na Comissão Estadual da Verdade do Paraná – Teresa Urban, ressaltou a realização de Atos Sindicais Unitários para incentivar o envolvimento e a participação das pessoas no trabalho desenvolvido pelo GT.

Fabíola Andrade, no site trabalhadoresgtcnv

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