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O Sindicato dos Professores de Alagoas (Sinpro-AL) e o Ministério Público do Trabalho realizaram oficialmente, na última segunda-feira, 30, o lançamento da cartilha “Síndrome de Burnout e Assédio Moral”. O informativo foi criado para orientar professores e outros profissionais sobre as causas, consequências e formas de combater o Burnout e o assédio no trabalho, como forma de buscar a proteção da saúde no ambiente laboral.

Produzida pelo Sinpro e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), em parceria com o MPT em Alagoas, a cartilha traz o conceito sobre a Síndrome de Burnout, seus principais sintomas e orientações sobre o tratamento e prevenção do distúrbio. O material também apresenta o que é o assédio moral, suas formas existentes, as consequências para a saúde do trabalhador e como denunciar a conduta abusiva.

Durante o lançamento, o procurador-chefe Rafael Gazzaneo parabenizou o sindicato pela iniciativa de criar a cartilha como instrumento de auxílio e conscientização para o combate de doenças e assédio no trabalho. Gazzaneo ressaltou a importância de ações que alertem os professores diante do esgotamento físico e mental adquirido pela exigência de metas - um dos fatores relacionados com a síndrome de Burnout.

Além do estresse diário nas salas de aula, um dos aspectos que influenciam o aparecimento de doenças nos professores, pondera Gazzaneo, tem relação com a remuneração paga à categoria. “Ninguém, em sã consciência no Brasil, vai achar que o professor recebe um salário justo. Por conta da baixa remuneração, há uma necessidade de se trabalhar em várias escolas, e a consequência disso é um esgotamento físico e mental que acarreta o Burnout e outras doenças ocupacionais”, explicou.

Já o presidente do Sinpro-AL, Eduardo Vasconcelos, afirmou que o objetivo do material é auxiliar o professor a identificar os casos de síndrome e assédio no seu dia a dia. “O objetivo foi alcançado. Criamos a cartilha para mostrar ao professor que a síndrome existe, tem tratamento, e também para alertar a categoria sobre a existência do assédio e para identificar a figura do assediador”, disse Eduardo.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Alagoas (CTB-AL) e o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) também participaram do lançamento, ao destacar o material como importante ferramenta para difundir informação sobre a necessidade de um ambiente de trabalho saudável.

Ações e Distribuição

O conteúdo da cartilha “Síndrome de Burnout e Assédio Moral” foi elaborado pelos psicólogos Albery Ferreira Lima, Fabiana Amorim e Lígia Cavalcante. O material deverá ser entregue em ações em escolas da capital e do interior do estado e o objetivo do Sinpro é distribuir o material junto a entidades de classe no país.

O informativo está sendo disponibilizado gratuitamente nas sedes do MPT e do Sinpro e também está disponível para download no site do sindicato.

Fonte: MPT-AL

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